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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

legislatura XIII

por António Simões, em 27.10.15

A próxima sexta-feira não sendo dia 13 é véspera do dia das bruxas. Foi desejo da divina providência, ou do calendário eleitoral, que seja precisamente nesse dia que a 13ª legislatura arranque oficialmente, com a tomada de posse do mandato de PPCoelho e companhia para o qual Cavaco, perdão - o povo, lhes concedeu plenos poderes. Todos nós temos sido espectadores atentos deste filme, película de enredo interessante mas cujo final já foi previamente anunciado por membros do elenco. Neste cenário, o anuncio de hoje que revela a constituição do novo governo, inclusivamente com direito a novos ministérios, peca por uma grande falha no sentido de oportunidade de PPCoelho. Em primeiro lugar, porque todas as diligências por ele efectuadas nos dias que antecederam o de hoje estão inexoravelmente condenadas ao fracasso. Em segundo lugar, porque as caras novas apresentadas não terão tempo de ficar na retina do povo. E em terceiro e último lugar, porque é um grande desperdício de papel e caneta gastos nas folhas da tomada de posse de elementos que muito possivelmente não chegarão a aquecer o lugar. Sugiro aos funcionários do Palácio da Ajuda que usem papel reciclado para sexta feira, e aos membros dos ministérios responsáveis pela manutenção dos gabinetes que não colem as placas identificativas, pois depois terão mais trabalho no momento da substituição... uma folha A4 usada no verso servirá...

o governol II

por António Simões, em 15.10.15

Grande ambiente que se continua a viver nas bancadas! O jogo iniciado no passado dia 4 continua, e encontra-se neste momento no prolongamento. O resultado final continua sem vencedor antecipado, e a qualquer momento o golo pode surgir. O rescaldo do tempo regulamentar deixa no espectador o desejo de que o espectáculo continue. Depois do apito inicial dado por Cavaco, o árbitro do encontro não tem tido grandes intervenções, e ao melhor estilo anglo-saxónico deixa a bola correr. Costa recuperou o esférico no primeiro momento, e viu as desmarcações de Jerónimo e Catarina, ambos em excelentes posições para marcar, depois de movimentos de antecipação que deixaram a defesa adversária aos papeis. No entanto com Portas a central a coligação depressa se fez novamente com o esférico, num lance que deixou algumas dúvidas aos partidos da oposição, e assim se aproxima do terreno adversário. Costa avisa Merkel, o quarto árbitro, que o lance não foi assinalado pelo árbitro, e que o PS quer um jogo limpo e seguro. Os 90 minutos terminaram em clima de crispação, e pelo que se tem visto no decorrer da contenda parece que o resultado final terá que ser decidido com o recurso à marcação de grandes penalidades.

o Governol

por António Simões, em 09.10.15

As eleições de Domingo lançaram um novo jogo, que mistura a governação com o futebol. Na verdade, esta mistura entre política e futebol já poderia ter sido inventada à muito tempo, pois em ambos os casos o que é verdade hoje poderá não o ser no dia de amanhã. O povo decidiu que estava na hora deste novo desporto aparecer. Cavaco aparece logo em primeiro plano como árbitro, e fiel ao seu estilo foi célere a lançar a bola para o terreno de jogo, e mais rápido ainda em deixar o apito esquecido algures... O jogo da governação fica assim entregue à contenda entre PPCoelho e Costa, tendo como espectadores os partidos à esquerda do PS que ocupam os lugares da bancada, e PPortas, confortavelmente sentado na tribuna presidencial, longe da confusão da bancada e do calor da disputa. Até ao momento, pelo aquilo que se vê do jogo e dos seus jogadores o resultado encontra-se num empate a 0, fruto daquilo que na gíria futebolística se chama por "bola quente", fenómeno que caracteriza os atletas de fracas capacidades, que na hora de receber a bola se preocupam apenas por se desfazer dela, sem olhar muitas vezes à melhor maneira de dar seguimento ao lance...

petição Pública

por António Simões, em 14.09.15

As imagens de sábado passado podem muito bem marcar não só o inicio da campanha política, como (espero eu) o resto da campanha eleitoral até ao dia das eleições. Apertadinho, Passos deu mostras daquilo que ele realmente é, um medíocre governante que se escuda das suas dificuldades, no controlo da situação. Quando colocado à prova a sua tremenda falta de recursos vem ao de cima, e a resposta que deu a um desgraçado da sua própria governação foi no mínimo caricata, e no máximo uma verdadeira afronta não só a essa pessoa, como a todos os outros lesados do finado BES que não precisam de advogado algum para provar que a razão está do lado deles. A sua resposta foi uma espécie de conto à moda de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, com o Pedro governante a fazer de Mr Hyde, e o Pedro cidadão a fazer de Dr. Jekyll, que por sinal no romance escrito por Robert Louis Stevenson são investigados por um advogado que analisa as estranhas coincidências entre ambos. Aqui pela tugalândia, a tal petição pública tem data marcada, e espero que na hora de colocar a cruz, os eleitores se lembra daquilo que está por detrás de cada símbolo...

filme de Campanha

por António Simões, em 12.09.15

Braga foi a cidade escolhida para dar o pontapé de saída à campanha eleitoral "Maratona Portugal à Frente". Quem viu as imagens pode facilmente concluir que mais do que dar o pontapé de saída, a coligação esteve mais perto de levar não com um, mas com vários pontapés no lombo. No entanto, e para ser correcto e justo pelo homem que deu o peito à pernas, PPCoelho foi sempre na dianteira enquanto que o seu companheiro se resguardava na retaguarda, a salvo do calor da refrega que a turba enfurecida descarregava sobre o actual primeiro-ministro. Se tivesse que fazer um filme que reunisse a história e a personalidade desta coligação, seria de forma resumida assim: ambos foram comandantes desta navegação tuga, que consideraram como lastro a educação, saúde e o bolso dos contribuintes, sem qualquer problema em deitar fora na hora de tirar peso do navio para este se manter à tona, sem se preocuparem com a rota da embarcação rumo à colisão que os marujos não se cansaram de avisar. No final PPortas fez como os ratos e foi o primeiro a abandonar o barco, com o comandante PPCoelho a explicar aos tripulantes o porque da embarcação estar a naufragar...

parabéns Passos

por António Simões, em 24.07.15

Hoje, em dia de aniversário, marcado pela recente convocação das próximas eleições legislativas, é dia de dar os parabéns a PPCoelho. Parabéns por ter contribuído para dar o golpe de misericórdia ao anterior governo, sem dó nem piedade, não olhando a meios para alcançar o seu fim, virando a cara a um país que se encontrava perto do estertor, para depois se assumir como aquele que deu a mão a essa pobre e triste pátria moribunda, cujo nome é Portugal. Parabéns por colocar este país novamente na lista dos principais exportadores de mão de obra, ocupando neste momento o top 5 dos países com maior deficit populacional. Parabéns por ter dado à mão a todos aqueles que foram responsáveis pela crise, da qual saem mais fortes e com o sentimento do ganho cumprido. Parabéns por colocar a opinião pública do seu lado na crítica ao funcionário público, profissão que é nobremente exercida por milhares de zelosos trabalhadores portugueses, que viram os seus direitos serem extorquidos ao melhor estilo dos tempos do feudalismo. Parabéns por revitalizar uma economia à custa do salário dos trabalhadores. Parabéns por ser o bom aluno da Europa, aquele típico marrão que na hora de usar o raciocínio não o faz porque possivelmente não o tem, seguindo apenas as orientações dadas pelos "professores" que, inteligentemente, souberam, sabem, e saberão levar os seus interesses adiante de qualquer nesga se solidariedade. Parabéns por no fim de tudo isso ainda se apresentar às próximas eleições com o alento das sondagens, prova de que 1984 afinal de contas pode muito bem não ser uma ficção. E já agora... feliz aniversário...

bazófia e água Benta

por António Simões, em 14.07.15

No fim de uma maratona de negociação, os manos da Europa chegaram a um acordo em relação aos parentes pobres do mar egeu, terra de antepassados distintos que de nada lhes valeu aos actuais habitantes, na hora de fazer novo furo num cinto que já conta com vários, tantos que qualquer dia ainda é confundido com uma peneira. Não se sabem os pormenores debatidos à mesa da reunião, mas eu estou convicto que mais do que um acordo de medidas a aplicar, o sucesso alcançado por volta das 6 da madrugada foi aquilo que eu chamaria um "acordo por inanição". Acordo esse que é então mais um caso prático da "montanha parir um rato", um rato que vai continuar a esburacar a economia Grega, e deixar os bolsos dos gregos em pior estado que uma mistura de queijo suíço com queijo roquefort. Também não trouxe novidade alguma o discurso do nosso primeiro ministro, reforçando a minha convicção de que PPCoelho mais do que presunção, ao auto-vangloriar-se por ter dado a sugestão que colocou a pedra angular no acordo, é possuidor de uma vasta e alargada bazófia. Já diz o ditado, bazófia e agua benta, cada qual toma a que quer... e presunção também...

ok ou Ko

por António Simões, em 09.07.15

A avaliar pelas mais recentes sondagens, o nosso primeiro ministro está coberto de razão. Ontem, no debate do estado da nação, só faltaram as sereias para dar música ao discurso de PPCoelho. Os tugas parecem embarcar na cantiga, e ao contrário de Ulisses, soltam as amarras e registam intenções de voto que apesar de colocar o partido da oposição na liderança, deixam antever umas eleições renhidas, e um resultado final que em nada contribuirá para mudar o estado a que isto chegou (parafraseando o enorme Salgueiro Maia). Segundo o barítono conimbricense este governo teve a coragem de fazer o que seria necessário ser feito, e o resultado está à vista. Para ele o país está ok, quando na realidade as políticas conduzidas por esta coligação conduziram os tugas a um combate diário que paulatinamente se aproxima do Ko técnico. A contagem decrescente para as eleições já começou, e espero que todos aqueles que ainda se seguram de pé, ou aqueles que tendo ido ao tapete ainda lhes reste algo de consciente, saibam dar o devido destino à coligação que colocou o país no topo dos países ao nível da emigração. Salazar não teria feito melhor...

as Biografias

por António Simões, em 15.05.15

Depois de PPCoelho ter lançado a sua pré-campanha eleitoral, perdão, Biografia, muito se tem debatido acerca do livro, e este blog não foi excepção. No entanto, pelo que tenho visto e ouvido, tenho necessidade de voltar ao tema para acrescentar algo mais ao que já por aqui disse. De facto, concordo com muitos comentadores quando se mostram indignados por uma obra acerca de uma personagem demasiado pobre para encher as páginas de uma biografia. Acho isso de PPCoelho como acho de inúmeras outras figuras que lançam livros deste género, deturpando o sentido da essência de uma Biografia. Uma Biografia deve ser algo reservado para aqueles que não só merecem ser biografados, como a sua existência e tudo aquilo que fizeram, produziram e pensaram merece ser catalogada para ser lida e estudada, tornando-se numa espécie de romance com o objectivo de dar a conhecer aos que não conhecem, relembrar os que se lembram, e em ambos os casos servir de inspiração para tentar fazer o mesmo. Pelo que fez até ao momento, o nosso primeiro está longe destes critérios, mas a culpa não é dele... a culpa inicial é do editor, e no final do leitor...

lagartas e Borboletas

por António Simões, em 08.05.15

Infelizmente, hoje em dia publica-se tudo. Sossegue o leitor que este humilde bloguista (pois para escritor não há talento e arte) não pertence à percentagem dos tugas, que não só elegeram Salazar no programa dos grandes tugas como o maior deles, como parecem saudosos do tempo da caneta azul, em que para ler algo que não estivesse aprovado era preciso andar às escondidas, isto quando se conseguia ler o que se queria. Acho no entanto que a tremenda oferta que hoje em dia existe tem vindo paulatinamente a piorar a qualidade do que se lê. Como leitor acho que já perdi tempo com obras que me impediram de dedicar a devida atenção a outras, de verdadeira qualidade. O mundo editorial deveria seguir o exemplo da natureza, mimetizando o processo de metamorfose que as lagartas sofrem culminando no aparecimento de uma bela borboleta. Sempre que verificasse que aquela lagarta (livro) vai acabar por dar numa borboleta (obra) feia, o melhor mesmo era deixar a lagarta como está, para assim os leitores saberem à partida com o que contam. O problema é que isso não acontece, e por isso mesmo temos livros como o que acabou de sair, a biografia de PPCoelho, um bom exemplo de uma lagarta que por mais que tente nunca vai chegar a borboleta.

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