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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

cara ou Coroa

por António Simões, em 01.03.19

Fiquei curioso ao ler a contra-capa deste "Cara ou Coroa", livro de um autor que nunca tinha lido. A estrada da vida está repleta de encruzilhadas, cruzamentos e desvios, e foi com essa base que Jeffrey Archer partiu para um livro duplamente surpreendente. Foi a primeira vez que li dois livros num, pois a história de um pequeno russo divide-se no momento em que tem que efectuar uma escolha, seguindo cada uma o seu caminho e o seu destino final. Mas mais surpreendente que isso é o seu final, e a espécie de acusação que o mesmo encerra. O que fica no ar é algo que todos nós suspeitamos, mas que nunca foi provado. Curioso o leitor, só tem uma hipótese para saber aquilo a que me refiro...

Eva

por António Simões, em 28.02.19

Já devo ter esgotado todos os adjectivos possíveis do meu dicionário para descrever a obra de Arturo Perez-Reverte, e o quanto eu gosto dela. Cada livro que termino deixa sempre o desejo do próximo, e com este "Eva" esse sentimento é maior porque trata-se do segundo tomo de uma espécie de saga que agora se iniciou. Lorenzo Falcó percorre as ruas e vielas obscuras do tempo do Franquismo em ascensão, em plena Guerra Civil Espanhola, assumindo-se como verdadeiro sicário em prol daqueles que vão acabar por sair vitoriosos. Falcó exerce a sua actividade numa altura da história da humanidade fértil para as intrigas de espiões, polvilhada com a crescente e galopante vontade de regimes totalitários em tomar poder por qualquer meio - os anos anteriores à 2ª Guerra Mundial. É certo que a Guerra Fria ombreia a esse nível com os anos 30 do século passado, mas enquanto que as loucuras entre Americano e Russos resultaram em meia dúzia de conflitos em territórios neutros, os anos loucos que levaram à 2ª Guerra Mundial resultaram no conflito mais trágico de toda a história, o único em que se largaram mesmo duas bombas atómicas, ficando os números de baixas globais em patamares que consciência alguma é capaz de entender.

o grande Golpe

por António Simões, em 27.02.19

Se no livro que anteriormente li de John Grisham o autor fez um pequeno desvio ao seu habitual, desta vez regressou à sua pista favorita, se bem que novamente com uma pequena diferença! Apesar de regressar ao mundo da advocacia que tão bem conhece, descreve, escrutina e esmiuça, neste livro os advogados ainda não o são. Revelando as dificuldades que os jovens americanos passam para conseguir um curso superior, John Grisham cruza a sua mestria na barra do tribunal com as vicissitudes de um sistema de educação largamente diferente da nossa realidade. As personagens criadas para este livro levam aos píncaros a velha máxima de "a necessidade aguça o engenho", a tal ponto que a sua vida muda completamente do avesso. Bom livro, boa leitura.

casa de Espiões

por António Simões, em 26.02.19

A leitura deste livro apenas pode ser recomendada depois de ler "A Viuva Negra". Não digo que não seja possível desfrutar de mais um bom livro ao belo estilo de Daniel Silva sem a leitura do anterior, mas tendo em conta que ambos se completam recomendo que a cronologia das edições seja seguida. Não tendo lido todos onde aparece a personagem principal, Gabriel Allon já faz parte de outras personagens que gosto de seguir, juntando-se a Tomás Noronha, Falcó e Robert Langdon.

o Manuscrito

por António Simões, em 25.02.19

Fugindo ao seu habitat natural, John Grisham conduz com a sua habitual mestria o leitor por um submundo que eu honestamente não sabia que existia. O mercado negro de obras raras pelos vistos existe, tem pessoas interessadas no mesmo, e para o bem da história da humanidade existem outras que se preocupam em acabar com ele, colocando no devido local aquilo que lá deve sempre estar. John Grisham é um daqueles escritores que nos dá a certeza de bons momentos com a leitura dos seus livros, tendo este duas particularidades: a primeira, que já referi no início, é o facto de fugir do seu normal enredo em torno dos tribunais, advogados, vítimas e culpados; a segunda é o facto de destapar os segredos de um mundo obscuro onde se os ladrões que roubam, e os amantes que pagam somas exorbitantes de dinheiro, numa mistura de gente apaixonada... claro que uns pelas notas de valor monetário, e outras pelas notas deixadas por escritores cujos pensamentos ecoam pela eternidade.

uma breve história da Economia

por António Simões, em 24.02.19

Não se preocupe o leitor, que este artigo não o prentende esclarecer com uma visão sobre a história da economia, pois recursos para tal tarefa se encontram em carestia no portfolio deste seu humilde projecto inacabado de escritor. O título refere-se ao livro escrito por  Niall Kishtainy, obra que é uma espécie de economia para totós que, como eu, precisam de alguém muito mais inteligente e conhecedor desse mundo curioso criado pelo ser humano, onde a matemática se mistura com política, filosofia e psicologia. Sendo realmente breve, não se poderia pedir mais do que aquilo que é transmitido, sendo um bom recurso a utilizar quando se quer compreender algo que até ao momento ainda não foi totalmente compreendido.

a viuva Negra

por António Simões, em 23.02.19

Tocar no assunto do terrorismo da forma como Daniel Silva se debruçou neste livro, foi algo de tão necessário como de perigoso. Assunto frequente no jornais, o terrorismo sempre acompanhou de mão dada a evolução do homem, confirmando que aquilo que todos tomamos como assente nada mais é do que uma falácia de nós próprios. Existisse uma evolução efectiva e as guerras há muito que já deveriam estar arredadas do nosso dia-a-dia, fazendo apenas parte dos livros de história. Tal não acontece e a culpa não morre solteira, porque todos somos a parte de um todo que está muito longe de encontrar o consenso e a chave para uma co-existência pacífica de compreensão e aceitação do diferente, ou mesmo do igual. De uma forma mais tendenciosa, Daniel Silva conduz o leitor na espionagem do século XXI, num mundo onde o ódio, a vingança e a crueldade podem perfeitamente sair das páginas escritas de um romance, ou mesmo de um jornal...

a Sede

por António Simões, em 26.11.18

Até ao momento a minha única experiência literária no campo do macabro foi um livro de tamanho considerável, com um título que nada tinha de relacionado com a história. Em "O Historiador" de Elisabeth Kostova, tive que enfrentar páginas a fio de enredo de vampiros, assunto que desde pequeno não me deixa em muito confortável posição, e quase que posso dizer isto de forma literal. Os nórdicos habituaram os leitores a bons livros de entretenimento policial, e foi por isso mesmo que procurei conhecer um novo autor, ciente que entrava novamente numa história de contornos mais obscuros. Este livro é guiado pela argúcia de Jo Nesbo (falta o traço oblíquo no O...) numa investigação intrigante correndo as páginas não só na procura de saber o seu fim, mas acima de tudo para verificar se a perversidade da mente humana é capaz de mais uma atrocidade, coisa que pelos vistos não parece ter fim...

a Origem

por António Simões, em 06.04.18

Sendo um daqueles autores conhecidos pelo sua indelével marca registada de prender o leitor da primeira até à última página, escolhi este livro por isso mesmo, certo de um resultado final apaixonante. Claro está que desde aquela tarde soalheira, já lá vão muitos anos, em que devorei o "Código da Vinci" acabado de comprar numa feira do livro de Abril, outros livros se seguiram e não se poderá estabelecer qualquer comparação possível pelo facto do primeiro ser único e irrepetível. Apesar de tudo, ler Dan Brown continua a ser uma garantia de aprendizagem num ritmo que se encaixa perfeitamente na narrativa e guia o leitor numa viagem ao conhecimento, apimentada pelo frenético enlace com o seu simbologista de eleição. Neste livro, e não revelando qualquer pormenor da história, Dan Brown esteve por momentos à beira de um precipício ao qual eu chegei a pensar que ele fosse cair, mas no final soube dar uns passos atrás para se redimir de se ter aventurado num enredo em que o argumento principal tem tanto de batido como de inexplicável. O melhor desta obra fica-se mesmo pela acção, habitual no dia-a-dia de Robert Langdon, e espero que numa próxima obra o seu estilo se mantenha como sempre, mas escolha um tema mais ao estilo do seu primeiro livro.

Falcó

por António Simões, em 11.02.18

É curioso como tudo aquilo que disse do último livro que li encontra um paralelismo inverso nesta última obra de Arturo Pérez-Reverte, "Falcó", na medida em que as duzentas e mais algumas páginas se revelam poucas. Poucas porque a história, o ambiente e o argumento são soberbos, orientados com a mestria que Reverte habituou os seus leitores em todas as suas obras, seguindo sempre novos caminhos de uma forma impossível de prever. Espero sinceramente que este seja o primeiro de pelo menos outra obra, na qual o espião Falcó nos guie pelos sinuosos caminhos da Europa de meados do século XX.

os herdeiros da Terra

por António Simões, em 29.01.18

Passados alguns anos desde que li o livro "A Catedral do Mar", quando soube desta nova obra de Ildefonso Falcones não hesitei na hora de escolher este livro para uma espécie de continuação, um seguimento de uma história que desde então ficou na memória como um exemplo de luta, coragem e obstinação guiadas por princípios de integridade e honestidade que tão em fora de moda estão nos dias de hoje. Notei desde o princípio que o escritor procurou seguir alguns passos do livro anterior, na medida em que o enredo quase se poderia confundir, não fossem as personagens outras e o espaço temporal diferente, facto que não considero de modo algum negativo. Com alguma contextualização histórica, o livro apenas perde porque o escritor se perdeu ele próprio muitas vezes de uma forma exagerada, tornando o conteúdo de forma muito frequente numa redundância desnecessária, mas que justifica as mais de oitocentas páginas de letra muito pequena e margens reduzidas, resultando numa leitura pesada - literalmente - como comprovei pelo tempo que demorei a ler...

em viagem pela europa de Leste

por António Simões, em 12.10.17

Numa verdadeira viagem no tempo, a leitura deste livro mais do que trazer os registos nele narrados, é uma experiência única onde se contacta de forma directa e quase inicial com aquele que se viria a tornar um dos maiores escritores do século XX. Completamente fora do registo por qual o conheci, Gabriel Garcia Marquez descreve com o pormenor de um jornalista mas com a prosa de um escritor único, a viagem que fez pela Europa de Leste numa altura onde a II Guerra Mundial já pertencia a outra década, mas cujas chamas ainda se encontravam bem acesas numa Europa dividida por duas maneiras muito distintas de ver o mundo e a humanidade. Essa contenda entre a liberdade e a doutrina durou muitos anos e só não acabou noutra guerra mundial porque foi um conflito servido a frio. O livro é pequeno e sendo a leitura dele de um prazer imenso só espero que do baú das recordações, ou de uma gaveta onde se guardem rascunhos que nunca viram a luz do dia, ainda surjam novas provas que documentem o grande e versátil que era esse grande Colombiano.

a Denúncia

por António Simões, em 11.10.17

Como gosto do autor, e como de vez em quando é necessário dar um espaço a literatura mais ligeira, regressei a John Grisham e ao mundo dos advogados e dos julgamentos. Esclareço desde já que quando me refiro à "literatura mais ligeira" não o faço com qualquer sentido pejorativo, mas sim no sentido de diferenciar de outro tipo de obras/escritores, pois as viagens pelo mundo dos livros têm diferentes caminhos, sendo a meta a mesma - o prazer pela leitura e pelo conhecimento. Nesta "Denúncia" o escritor alerta para o perigo que um dos pilares da democracia pode correr quando a ganância entra pela casa da justiça dentro, levando consigo os tentáculos do mundo do crime. Numa história ficcionada mas que pode ser bem real, John Grisham conduz o leitor pela trama guiado pelos mais improváveis heróis - dois advogados que zelam pelo cumprimento das regras dos tribunais, que são alertados por uma denúncia anónima, movida não por um sentimento de justiça, mas sim na esperança de que se desfazendo uma injustiça lhe coubesse uma boa recompensa pela "boa" acção...

a biografia de Winston Churchill

por António Simões, em 19.07.17

Os 90 anos de vida de Sir Winston Churchill foram primorosamente resumidos nas 924 páginas desta biografia, obra de Sir Martin Gilbert, escritor que desde já presto aqui a minha singela homenagem por transmitir de uma forma isenta a vida, obra e história de uma personagem que ganhou o direito da eternidade reservada aos heróis que só não se tornam em mitos, porque na realidade existiram. Winston Churchill tendo vivido grande parte da sua vida no século mais conturbado da história da humanidade, foi um dos seus actores principais, pois destacou-se ao nível militar como combatente e dirigente, ao nível político como líder e oponente, sobrando ainda tempo para a sua incontornável boa disposição, o seu gosto tremendo pela vida e pelas pessoas, com espaço para as suas pinturas e leituras, não esquecendo a escrita pela qual foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura. Esta biografia permite contextualizar toda uma vida dedicada ao serviço da causa pública, desde os seus primórdios até bem perto do final, pois poucos foram os anos da sua "reforma", que ainda assim não foi isenta de uma ou outra incursão em assuntos preponderantes, onde a sua opinião era escutada. Guiado por esse desígnio, o caminho de Churchill não foi fácil, muito pelo contrário! Churchill foi muitas vezes ignorado, poucas vezes com razão. Em acontecimentos chave se a sua voz tivesse sido ouvida a humanidade poderia ter saltado muitas páginas negras que agora fazem parte dos arquivos tenebrosos da história universal. Seja nesses casos, seja nos que triunfou, mesmo voltando-se contra o seu próprio partido, a clarividência de Winston Churchill foi engrenada pelo seu conhecimento, por mover-se contra as convenções quando o interesse nacional era mais importante, e pela sua capacidade de antecipação dos acontecimentos, manifestada num soberbo acervo psicológico, intelectual, sociológico e histórico único. Recordar Winston Churchill é necessário, mais hoje do que nunca, num mundo actual tão órfão de homens e Estadistas.

o que nasce torto também se Endireita

por António Simões, em 15.05.17

Foi pelo título que a curiosidade despertou, e que me levou a ler esta obra de uma pessoa que estamos mais habituados a ver pela televisão, mas que fez muito bem quando decidiu fazer aquilo que os jornalistas melhor sabem fazer - pesquisar. Num registo simples e prático, João Moleira apresenta um grande número de factos, acontecimentos e invenções que tinham tudo para não serem nada, mas que no final provaram que afinal de contas "o que nasce torto também se endireita".

a Reviravolta

por António Simões, em 11.05.17

Seguindo receita idêntica aos dois anteriores livros que li de Michael Connely, nesta obra o autor surpreende por mudar o sentido da sua personagem principal, sem que por esse motivo se tenha perdido o sabor que caracteriza qualquer um dos seus enredos. Nesta "Reviravolta" o advogado Haller surge no lado oposto da barricada, provando que afinal de contas não é apenas um jogador defensivo, apresentando-se neste livro como um excelente ponta de lança da acusação.

assim foi Auschwitz

por António Simões, em 22.03.17

Este livro reúne textos e intervenções públicas de Primo Levi e de Leonardo de Benedetti, antigos prisioneiros do Campo de Extermínio de Auschwitz que tiveram a sorte que outros 6 milhões de judeus não conseguiram ter, que como forma de honrarem os que de lá não saíram para contar a história se encarregaram de deixar bem claro e vincado o seu testemunho, sendo este livro e o seu conteúdo um vivo exemplo disso mesmo. Para quem leu "Se isto é um homem" de Primo Levi neste livro não encontra o retrato frio e evidente das atrocidades que se cometeram nesses tempos de terror. Sendo intervenções manifestadas após o fim da guerra, os seus autores marcaram o seu tempo e não se esquivaram na hora de apontar o dedo, sempre com a preocupação latente de que o mundo não se esquecesse do que aconteceu, não só para servir de alerta para que algo de tão ignóbil volte a acontecer, mas também para dar voz a todas as almas inocentes que em Auschiwtz foram silenciadas.

o Veredicto

por António Simões, em 21.03.17

A receita tem exactamente os mesmos ingredientes, mas apesar do prato final ser bastante diferente o sabor é em tudo semelhante. Neste segundo livro que leio de Michael Connelly cimentei a ideia com que fiquei do primeiro, um autor que sem dúvida alguma tem o talento necessário para escrever policiais, com um conhecimento muito aprofundado do meio jurídico estado-unidense, que agarra desde as primeiras linhas o interesse do leitor, como se o próprio fizesse parte do jurado encarregue de atribuir um veredicto final.

ora, como eu Dizia...

por António Simões, em 09.02.17

Este livro poderá ser catalogado de biografia, como o próprio John Cleese a páginas tantas parece sugerir. No entanto, depois de o ler, acho que o livro é uma espécie de guião, algo que o antigo membro dos Monty Python é fenomenal no que à comédia diz respeito. Digo guião porque desde o início, descrevendo a sua infância e o seu meio ambiente, John Cleese mostra como é possível com um pouco de inteligência misturada com a coragem de quebrar o socialmente estabelecido se é capaz de tudo. Seja o facto de deixar uma carreira nas ciências ou na política pela incerteza de uma carreira no mundo do espectáculo, seja pelo facto de romper com a tradição e apresentar "algo completamente novo". Um livro excelente, que sugiro vivamente mas com a recomendação de ter muito cuidado, caso o leitor não queira terminar como os leitores da "piada mais engraçada do mundo"...

N.R. caso não tenha percebido a última parte, coloque a frase entre " no youtube...

o labirinto dos Espíritos

por António Simões, em 16.01.17

Ontem terminei a leitura do último livro de Carlos Ruiz Zafon. "O labirinto dos espíritos" é o quarto livro que conduz o leitor pelo mundo dos livros, da leitura, da escrita, do romance, do suspense e da história que tem como figuras principais uma família de livreiros, devidamente acompanhada por Fermín Romero de Torres, figura de proezas inesgotáveis, de um léxico sem fim, com uma capacidade fora do normal de provocar rios de lágrimas que acompanham ataques de riso quase patológicos, com os seus monólogos de argumentação fora do alcance do mais letrado dos mortais. Zafon serve-se da família Sempere para construir um mundo de emoções, que me cativou desde as primeiras linhas quando em Abril de 2009 li "A sombra do vento". O que escrevo acerca da minha opinião para este livro serve para qualquer um dos restantes, pois cada um por si, e todos no conjunto, são obras simplesmente fantásticas, onde cada frase é pensada com a mestria só possível a quem domina o dom da palavra, conduzidas por um pensamento que torna um vasto enredo numa estrada de sentido único onde é impossível que o leitor se perca, com direito às mais variadas paragens que vão desde o mistério à comédia, do drama ao amor, sentimentos subtilmente servidos com uma intensidade brutal, fruto de um processo de escrita que desde a primeira palavra é um tributo aos escritores, ao leitores, à literatura e acima de tudo ao livros, objecto único e insubstituível que une quem escreve e quem lê.

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