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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

o bordel da Europa

por António Simões, em 29.05.21

Correndo o risco de falar para uma parede cibernáutica, o prazer de ver estampadas num ecrã as palavras que são fruto do meu campo fértil é maior do que qualquer comentário que possa receber, ou discussão que possa desencadear. Por isso mesmo mantenho esta resiliência senil de manter um espaço desactualizado, assíncrono do seu tempo, mas muito meu. Nem sempre tem surgido a necessidade de expiar os meus pensamentos, mas face ao que hoje, ontem e nos últimos dias se tem passado, tenho mesmo que recorrer a esta catarse. Completamente entregue à ciência dos sábios que nos conduzem pelos caminhos sinuosos de uma pandemia mundial, remeto toda a minha insignificância nas suas mãos, deixo os meus destinos entregues ao seu leme na esperança de chegar a um Porto Santo que tanta falta nos faz. Contudo desde os primeiros momentos, e mesmo descontando toda a incerteza que quem tem que decidir merece face ao desconhecido, sempre me deparei com situações incoerentes e sem sentido que acabam por cair num total descrédito digno dos maiores vilões de La Fontaine. Como será possível exigir civilidade aos pacóvios tugas no cumprimento das regras estabelecidas, tendo em conta que há 4 meses éramos um perigo para a sociedade internacional na propagação do vírus, um país na lista negra dos locais a habitar, e agora que se deu o ocaso da lua e do frio para dar lugar ao nascer do sol e das temperaturas tropicais sermos um destino de eleição, não só para apanhar o sol e ir a banhos, mas também para permitir que milhares de ingleses venham fazer orgias venerantes do deus Baco com o pretexto do futebol. O que se passa hoje na cidade do Porto só não é um atentado à dignidade de uma nação com séculos de existência, porque há muito tempo que passamos a ser um verdadeiro Bordel da Europa.

olimpo dos Mortais

por António Simões, em 12.03.21

O grito da passada terça-feira ainda se faz sentir. Não pelos vizinhos que entretanto se cruzaram comigo e me perguntaram o que se passou por volta das 23h horas do passado dia 9 de Março, mas sim pelo dano provocado nas cordas vocais que ainda hoje sinto cada vez que falo. Desde que o VAR entrou na vida dos adeptos do futebol, os golos perderam aquela efusividade natural e intrínseca, e são poucos aqueles que, tal como o livre soberbamente executado de Sérgio Oliveira, nos permitem manifestar toda a nossa paixão no momento em que se atinge o zénite do futebol. Numa fracção de segundo, o nosso sistema nervoso na sua totalidade, a simpática e a parassimpática, se une como uma orquestra para acelerar ainda mais um ritmo cardíaco já no limite do saudável, ordena a todos os músculos do corpo para se levantar do sofá num salto que poderia almejar atingir os níveis olímpicos da modalidade, e obriga os pulmões a exalar todo o ar que existe no mais pequeno dos alvéolos para daí surgir o mais profundo e audível grito que descarrega 115 minutos de emoção. Isto é futebol, mas acima de tudo isto é a paixão por algo que nos escapa à compreensão do razoável. Aqueles que não sofrem deste mal poderão argumentar que não encontram razão plausível para compreender este sentimento, que eu concordo, mas no fundo tenho pena, porque não sabem o que perdem, pois durante uns breves mas saborosos momentos o mais comum e reles mortal consegue sentir o que é fazer parte dos aposentos do Olimpo.

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