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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

estágio Orçamental

por António Simões, em 13.10.16

Engane-se quem pensa que António Costa só foi a terras dos mestres Shaolin com o objectivo de recolher o interesse dos ávidos investidores chineses, acenando com as vantagens do território tuga no sentido da capitalização dos lucros, e apelando ao sentimento forte que une a tugalândia e o país da grande muralha desde os tempos dos descobrimentos. De facto o primeiro-ministro foi à China por isso, mas também porque considerou esse país um excelente destino para efectuar o estágio pré-orçamental. Ciente das dificuldades de apresentar ao parlamento um orçamento de estado confeccionado a três, o chefe da "geringonça" desenvolveu nesta viagem competências ao nível do confucionismo, estudou as origens da esquerda maoista escrutinada do marxismo-leninismo, e aprendeu com os dirigentes da Assembleia Popular Nacional que ocupam o cargo desde tempos imemoriais. Costa chegará assim à tugalândia pronto para enfrentar as feras da esquerda tuga, que tudo farão para tornar a vida impossível, trazendo na sua bagagem uma nova dinâmica arquitectada neste estágio oriental e munido de ensinamentos e pensamentos como estes que se seguem, conseguidos por fontes muito bem colocadas na mala do primeiro-ministro:

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros" ( sobre o fim da sobre-taxa no IRS)

"Ultrapassar os limites não é um erro menor do que ficar aquém deles" (Justificação para esse fim ser para uns, mas não para outros)

"Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer" (Pensamento para enquadrar a "geringonça" no panorama das constantes ameaças dos mercados de uma nova intervenção, servindo também de slogan motivacional para este orçamento à esquerda)

entrevistas Históricas

por António Simões, em 04.10.16

Jerusalém - 33 d.C. - Sem identificar culpa plausível, Pôncio Pilatos Prefeito da Província Romana da Basileia condena Jesus Cristo à Morte. Na entrevista após o julgamento, quando questionado acerca dos motivos que o levaram a tomar tal atitude, marcada pela cerimónia final do lavar das mãos, Pilatos considerou que não esteve em causa qualquer problemática relacionada com a religião.

Aljubarrota - 1385 d.C. - Suado e ensanguentado depois da refrega contra o invasor castelhano, o condestável D. Nuno Álvares Pereira afirma na flash interview que a batalha não aconteceu por qualquer motivo relacionado com a luta pela soberania, mas sim com o facto de ainda faltarem alguns séculos até que se invente o futebol para o pessoal passar o tempo sem andar à porra e à massa.

Lisboa - 2016 d.C. - Com as brancas mais viçosas do que nunca, fruto de um ano de governação à bolina da "geringonça" de esquerda, António Costa afirma numa entrevista concedida antes da entrega do Orçamento de Estado que "não há uma batalha ideológica" na questão do sigilo bancário, mas sim perspectivas diferentes de ver um mesmo problema, uma espécie de ver o copo meio cheio ou meio vazio.

Nota da Redação: qualquer confusão na realidade é pura coincidência.

250 dias de Graça

por António Simões, em 01.10.16

Não! Desde já o leitor tire o cavalinho da chuva se pensa que o título do post é uma iniciativa da "geringonça", para promover o alargamento do período de férias a esse número de dias. Os 250 dias referem-se ao período mais longo da história desta nossa jovem democracia, durante os quais a convivência entre Belém e S. Bento se fez de forma pacífica, estando as respectivas residências ocupadas por individualidades de quadrantes políticos opostos. O assunto prometia ser fracturante, e assim o foi. No quadrilátero temos a um canto António Costa, primeiro-ministro, a defender o fim do sigilo bancário para contas superiores a 50 mil euros. No lado oposto do ringue, o presidente Marcelo, a proteger os interesses do capital evitando com um terrível uppercut, perdão, veto presidencial, uma medida que colocaria as contas bancárias abonadas a descoberto dos terríveis e temíveis funcionários do fisco. As castanhas ainda não se vêm pela rua, mas a castanhada entre a direita presidencial e a esquerda governativa começou!

o despertar da Força

por António Simões, em 03.12.15

Depois de muitos anos de treino em Lisboah, o jovem cavaleiro Jedi Costa Skywalker fazendo uso da força conseguiu reunir as tropas dispersas da república galáctica, juntando cavaleiros Jedi que já não se sentavam à mesa do concílio à cerca de 40 anos. O terrível Darth Cavaco bem tentou evitar que essa reunião acontecesse, ciente que caso a força da esquerda se juntasse novamente, o poder de Darth Coelho e Darth Portas ficaria em perigo. A força da esquerda orientada pelo intrépido Costa Skywalker expulsou da Estrela de S. Bento as forças do Império, e redefiniu os alvos e estratégias para orientar a galáxia tuga. Essa, até ontem, temível Estrela de S. Bento, com Costa Skywalker, Obi Wan Jerónimo e a Princesa Catarina Leya, é agora saudada por toda uma nação que espera que a força os acompanhe, nessa difícil missão de governar uma República fragmentada depois dos anos de opressão das forças do Império da PAF.

Post Scriptum: Tinha reservado este título para a estreia do próximo título da saga "Guerra das Estrelas". No entanto, o dia de ontem merece um destaque com o mesmo nível de atenção mediática que o filme mais aguardado do ano, e possivelmente dos últimos anos.

governo à Esquerda

por António Simões, em 26.11.15

40 anos e 1 dia depois do 25 de Novembro de 1975, a democracia tuga dá hoje posse a um governo socialista patrocinado pela esquerda parlamentar. Nos últimos dias foram as vozes da direita a levantar a poeira do passado, de uma forma que já aqui lamentei, e que mais não foi do que uma desesperada tentativa de atirar com esse pó para os olhos das pessoas. Misturo a data de hoje com a de ontem porque o passado não deve ser esquecido, e o futuro será sempre promissor quando a vontade aprende com os erros, e é mais forte que os interesses do caciquismo partidário. 40 anos e 1 dia depois do 25 de Novembro de 1975 cabe novamente ao Partido Socialista a missão de conduzir o país a bom porto, desta vez aliando-se à esquerda para estancar a sangria que estes anos de governação infligiram ao país. António Costa tem garantida que a sua missão é quase impossível, mas parte com a certeza de um homem determinado a alcançar os mesmos objectivos, recorrendo a distintos meios dos que até agora foram utilizados. Desejo que o seu sucesso seja plenamente alcançado, porque merece pela forma como se está a entregar a esta difícil tarefa, mas acima de tudo porque todos nós merecemos a reposição dos nossos direitos, fazendo desse modo justiça aos valores estabelecidos na constituição, esse documento que nos últimos anos foi tão esquecido...

o governol II

por António Simões, em 15.10.15

Grande ambiente que se continua a viver nas bancadas! O jogo iniciado no passado dia 4 continua, e encontra-se neste momento no prolongamento. O resultado final continua sem vencedor antecipado, e a qualquer momento o golo pode surgir. O rescaldo do tempo regulamentar deixa no espectador o desejo de que o espectáculo continue. Depois do apito inicial dado por Cavaco, o árbitro do encontro não tem tido grandes intervenções, e ao melhor estilo anglo-saxónico deixa a bola correr. Costa recuperou o esférico no primeiro momento, e viu as desmarcações de Jerónimo e Catarina, ambos em excelentes posições para marcar, depois de movimentos de antecipação que deixaram a defesa adversária aos papeis. No entanto com Portas a central a coligação depressa se fez novamente com o esférico, num lance que deixou algumas dúvidas aos partidos da oposição, e assim se aproxima do terreno adversário. Costa avisa Merkel, o quarto árbitro, que o lance não foi assinalado pelo árbitro, e que o PS quer um jogo limpo e seguro. Os 90 minutos terminaram em clima de crispação, e pelo que se tem visto no decorrer da contenda parece que o resultado final terá que ser decidido com o recurso à marcação de grandes penalidades.

o Governol

por António Simões, em 09.10.15

As eleições de Domingo lançaram um novo jogo, que mistura a governação com o futebol. Na verdade, esta mistura entre política e futebol já poderia ter sido inventada à muito tempo, pois em ambos os casos o que é verdade hoje poderá não o ser no dia de amanhã. O povo decidiu que estava na hora deste novo desporto aparecer. Cavaco aparece logo em primeiro plano como árbitro, e fiel ao seu estilo foi célere a lançar a bola para o terreno de jogo, e mais rápido ainda em deixar o apito esquecido algures... O jogo da governação fica assim entregue à contenda entre PPCoelho e Costa, tendo como espectadores os partidos à esquerda do PS que ocupam os lugares da bancada, e PPortas, confortavelmente sentado na tribuna presidencial, longe da confusão da bancada e do calor da disputa. Até ao momento, pelo aquilo que se vê do jogo e dos seus jogadores o resultado encontra-se num empate a 0, fruto daquilo que na gíria futebolística se chama por "bola quente", fenómeno que caracteriza os atletas de fracas capacidades, que na hora de receber a bola se preocupam apenas por se desfazer dela, sem olhar muitas vezes à melhor maneira de dar seguimento ao lance...

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