os Oitavos
As expectativas que existiam para um Mundial de Futebol, na terra onde o mesmo se vive com maior intensidade, foram superadas com os jogos destes oitavos de final. Bons jogos, emoção até ao fim e só tiveram, numa Colômbia esmagadora, e numa França que continua a mostrar que afinal de contas merece a participação, as excepções. Do resto vimos aquilo que se tem vindo a afirmar nos últimos anos, ou seja, cada vez mais se assiste a um nivelamento entre as equipas nacionais, resultando num trabalho hercúleo por parte dos favoritos para seguir em frente. Prova disso são os 5 desafios resolvidos no prolongamento, dos quais 2 seguiram para o desempate por marcação de grandes penalidades. Por último nota de destaque para os defensores da última linha de uma equipa, aquela que separa a tragédia da mesma da glória dos oponentes - a defesa. Se os modelos tácticos mostram que o futebol cada vez mais assume contornos de ciência, os defesas tornam-se nos seus executantes diplomados, e os guarda-redes, com as exibições conseguidas neste campeonato, levam à loucura das linhas ofensivas e desespero dos avançados. Não me recorda tantos guarda-redes com exibições do nível que assistimos neste campeonato, e nem seria imaginável que a actuação mais brilhante fosse alcançada por um keeper dos Estados Unidos, já com os papéis metidos para a reforma. Sem futebol deslumbrante, o jogo Bélgica-EUA foi épico, e Tim Howard fez uma exibição que ficara para a história dos mundiais de futebol. Aguardemos pelos quartos de final. A continuar assim, promete...