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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

o Caloteiro

por António Simões, em 04.03.15

Terei inevitavelmente que abordar novamente a temática, porque o nosso primeiro insiste em lançar achas para a sua fogueira numa demonstração impressionante de soberba sem limites, pois qual pirómano incendiário que se julga incólume à passagem do fogo, não teme na hora de acrescentar combustível. As suas declarações de ontem, foram de tal modo elucidativas da sua pessoa, que deverão ser esmiuçadas por partes, de modo a colher mais sumo da analise individual de cada premissa. Vamos então espremer a laranja... assim:

-"Tenho as minhas imperfeições", ora cá está algo que nem sempre se ouve a um político, uma verdadeira mea culpa assumida na forma mais simples da condições humana, que tem por base algo que faz de nós isso mesmo, o facto de não sermos perfeitos. Para começar não está mal, e neste ponto temos pleno acordo entre as partes;

- "Quem quiser remexer na minha vida não precisa de se dar ao trabalho porque pode ter a certeza de muitas vezes me atrasei em pagamentos, mas sempre que fui instado a pagar, paguei”, é pá! Que grande lata! O homem não tem qualquer problema em reconhecer que é caloteiro, e só paga quando lhe dizem para o fazer. O resto do tempo deve andar de mãos nos bolsos a assobiar, para ver se a coisa passa ao lado;

- "Se quiserem continuar a investigar vão encontrar multas de trânsito ou atrasos, mas podem ter a certeza de que nunca usei a função de primeiro-ministro para esconder ou ocultar, ou ter um tratamento diferente de qualquer outro cidadão”, a parte final até que pode ser encarada de um modo positivo, assumindo o ministro que nunca meteu uma cunha para proveito próprio. Já no que diz respeito ao conhecimento do código da estrada, está mais que visto que deve ter tirado a carta em Viseu.

Com o desenrolar desta novela, e declarações deste calibre, vindas da figura maior do governo tuga, num país normal e civilizado o resultado final seria uma mais do que óbvia demissão. Aqui não, tendo em conta a nossa cultura de desenrasque, está visto que foi eleito um ministro à imagem e semelhança do país. Resta agora aguardar que as suas palavras não sejam levadas no sentido literal das mesmas, pois caso sejam, está visto que o estado vai ter muitas complicações na hora de cobrar impostos... Afinal de contas, os cidadãos são tão "imperfeitos" como o seu primeiro-ministro...

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