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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

mIrc

por António Simões, em 22.04.15

Acalme-se! Não se trata de nenhum artigo sobre uma nova variação do Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas. Caso o leitor não se recorde, o mIrc foi muito possivelmente a primeira e única rede verdadeiramente social. Nos primórdios da internet de alcance a um público mais vasto, este protocolo de troca de mensagens foi uma verdadeira revolução nas salas de estudo e bibliotecas por esse mundo fora. Com um aspecto rudimentar, o diálogo era efectuado em caixas onde nos identificávamos pelo nickname. Na minha faculdade a associação de estudantes lutou por uma sala de estudo, que por essa altura era o local onde o pessoal que não tinha mais nada que fazer se dirigia para se sociabilizar ciberneticamente falando. Ao contrário do facebook, o mIrc não tinha botões de gosto, não dava para colocar fotos, e os pedidos de amizade eram no seu lugar ocupados por uma saudação dirigida a um nickname que nos chamasse a atenção. Tudo isto movido pela imaginação, e a vontade de trocar um, como dizem os brasucas, bate-papo. Milhões de vezes se deve ter escrito "donde teclas", e foi neste espaço que a linguagem por abreviaturas teve o seu maior desenvolvimento, com os lol e afins, bem como os inevitáveis :-) quando os mesmos ainda não eram automaticamente substituídos por um ícone desenhado pelo programa. Ou seja, nesta aplicação (na altura esse termo ainda não fazia parte do léxico informático) as pessoas conversavam, pois mais não era possível fazer. Ao contrário do enfrenta o livro, onde o utilizador passa grande parte do seu tempo a exercer uma fisioterapia com o indicador ao deslocar a rodinha do rato, no mIrc sociabilizava-se valentemente, mesmo que estivéssemos a falar com o tipo do computador ao lado, sem o saber...

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