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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

jantar no Panteão

por António Simões, em 11.11.17

Cada vez mais acredito que quando se pensa não ser possível descer mais baixo, existe sempre alguém ou alguma coisa que nos empresta uma pá para escavar mais fundo. Neste caso, perante a ignomínia de magnitude ímpar como o é efectuarem-se jantaradas em pleno Panteão Nacional, a pá não chega para tão fundo buraco, pelo que só mesmo com uma potente retro-escavadora é que é possível chegar tão ao fundo da imbecilidade e da estupidez. Segundo notícia da Radio Renanscença o Panteão Nacional serviu para um jantar da Web Summit, a mega concentração de empreendedores que se assume como o zénite da economia de mercado do século XXI das tecnologias, religião que paulatinamente caminha no sentido de tornar o planeta no habitat de investidores e criativos, sobrando pouco espaço para o destino final dessa sinergia - os consumidores - pois pelo andar da carruagem qualquer dia tudo se inventa e nada se compra. De facto, um jantar da Web Summit no meio de um local onde se presta a devida homenagem aqueles que já partiram, é uma antítese carregada de um prosaico sentimento de começar de novo. Apesar de não acreditar que tenha sido esse espírito romanesco que levou à escolha do local, fiquei assim a saber que é por despacho da Presidência do Conselho de Ministros do tempo de PPCoelho que ficou regulada a utilização de espaços públicos para a realização de eventos. Tudo bem que o sentido lato dessa resolução se entende pelo aproveitamento financeiro de certos espaços, de modo a rentabilizar os mesmos para proveito próprio, mas acho que tudo tem um limite, e jantares num local onde se encontram os restos mortais de pessoas é uma coisa que ultrapassou totalmente esse limite. Pergunto-me o que se segue a seguir? O Rock in Rio no Cemitério dos Prazeres? Um baile de disfarces com as peças do Museu do Traje? Festas de divórcio no Mosteiro dos Jerónimos? ou uma Ramboiada no Convento de Cristo?...

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2 comentários

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    De António Simões a 15.11.2017 às 22:19

    São exemplos como este que documentam a minha firme convicção de que a espécie humana já viveu melhores dias, mas no lugar de seguir o caminho da evolução preconizada por Charles Darwin, resolveu inverter a marcha e continuar no sentido contrário.
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