bomba Bombástica
O campeonato mundial da tecnologia de comunicações móveis tem vindo a ser alimentado por uma luta titânica, disputada essencialmente por duas empresas líderes de mercado, que ao longo dos últimos anos passaram da surpresa das inovações, ao inventar seja o que for para ter moral de colocar à venda um novo aparelho todos os anos, a um ritmo muito superior ao abate dos créditos bancários destinados à compra de modelos entretanto ultrapassados. Como seria de esperar esta escalada teria que ter ou um fim, ou uma mudança de sentido, situações que de um modo ou de outro foram identificadas pelas recentes explosões da última bomba (neste caso aplica-se o sentido literal) lançada pela Samsung. Os utilizadores já estão informados, as vendas foram suspensas, e os mercados bolsistas não tardarem em registar o síndrome de pânico inalienável neste tipo de situações. A Apple assiste a tudo de uma forma repousada no sofá, local donde não deve ter saído desde o desaparecimento de Steve Jobs. Este frenesim anual de ver quem é que tem o melhor smartphone foi no que deu, e no lugar deles temos este novo modelo de stupidphone, uma verdadeira bomba relógio (novamente o sentido literal é para ser respeitado) para o seu utilizador.