aprender com a História
Os dois grandes conflitos à escala mundial tiveram muito pouco em comum, para além do óbvio facto de serem mundiais e de terem dado origem a uma mortandade como nunca se viu, provocada pelo que há de pior no ser humano - o ódio. Em 1914 bastou um jovem sérvio disparar sobre um arquiduque para se começarem a cavar as trincheiras, pois nessa altura o conflito estava mais que iminente e quase que existia um acordo tácito para se pegarem nas armas. Em 1939 a situação foi bem diferente, e a guerra foi protelada o mais que se pode pois durante uma década o mundo ignorou o que se passava na Alemanha, assobiando para o lado enquanto a tinta amarela se encarregava de marcar a Estrela de David em todo quanto fosse propriedade de Judeus. Pouco depois de Neville Chamberlain assinar o Acordo de Munique, militares e civis alemães levaram a cabo a Kristallnacht, e apenas volvido um ano as tropas de Hitler invadiam a Polónia colocando fim à paz podre que então reinava. 70 anos após estes últimos acontecimentos não sei em que ponto estamos, mas nunca tive tanta certeza como hoje que de facto o homem não aprende com a história. A presidência de Trump não conta com uma semana, e de repente o clima mudou completamente. A tolerância e a solidariedade deram lugar à impertinência e à prepotência que no fundo caracteriza essa grande nação que são os EUA, e que agora contam com um mentecapto para os liderar, num caminho cujo destino é desconhecido, mas que me parece não conduzir a nada de bom. A história está escrita, mas o futuro é uma terrível incógnita.