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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

a paixão de Senna

por António Simões, em 10.05.15

Não vivi o primeiro campeonato, e do segundo tenho apenas vagas recordações, mas as corridas do mundial de Formula 1 de 1991 foram atentamente assistidas por um pequenito de 12 anos, que até pediu ao pai para estar acordado a horas impróprias para quem trabalha, de forma a gravar o GP de Suzuka, em VHS, numa época em que as gravações automáticas não existiam. Lembro-me de acordar numa manhã de domingo, e ainda a esfregar os olhos para afugentar o sono perguntar se o meu piloto preferido tinha ganho. Não ganhou, mas sagrou-se pela terceira vez Campeão do Mundo de Formula 1. Ainda recordo que mesmo sabendo do fim, vibrei com a saída de pista prematura de Nigel Mansell, e ansiei pelo final da corrida, liderada por Ayrton Senna da Silva, posição aliás normal para o piloto que encarava o desporto como ele deve ser encarado, competindo, apenas deixando passar na recta final o seu amigo e companheiro de equipa Gerhard Berger, como forma de agradecer todo um trabalho conjunto de uma época desgastante. Nos dois anos que se seguiram, tornei-me um ainda mais fervoroso adepto da Formula 1, ficando no entanto desapontado e triste com os resultados conseguidos por Senna, longe daquilo que ele merecia, sem mais poder fazer face ao poderio dominante que a equipa da Williams entretanto alcançou. Foi por isso mesmo, com esperança que a magia de Ayrton regressa-se de forma avassaladora à Formula 1, que o ano de 1994 se apresentava favorável para os ventos empurrarem Senna rumo ao quarto título mundial. O destino tinha no entanto outro programa, e no lugar de permitir que Senna entrasse para a eternidade com os recordes que tinha e que teria pela frente, fez com que essa entrada estivesse garantida pelo que fez até ao momento em que embateu a mais de 300 Km/h deixando órfãos milhões de fãs pelo mundo inteiro, que desde o dia 1 de Maio de 1994 não se cansam de ler livros, ver vídeos, ou sorver documentários acerca do melhor piloto de Formula 1 de todos os tempos. Imola foi o seu último grande prémio como piloto. Foi o meu último grande prémio como adepto.

Por tudo isto, e por já se terem passado mais de 20 anos desde esse dia, em que Telejornal abriu com imagens de Senna acompanhadas pela musica dos Queen "We are de champions", adorei este livro de Rui Pelejão, por me ajudar a recordar momentos míticos que presenciei, e por me transportar para muitos outros que não os tendo vivido, ao ler, foi como se o tivesse feito.

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