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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

estoicismo Livreiro

por António Simões, em 26.07.16

Na rua, nos cafés, nas paragens de autocarro, nos autocarros e comboios, nas salas de espera, ou, tal como o tempo convida, nas praias, os vários possíveis locais, onde se pode observar atentamente essa espécie que a taxonomia classifica como humana, assistem cada vez mais a uma mudança radical de paradigma. Os livros, jornais ou revistas que antes acompanhavam as pessoas que frequentam os locais enumerados, foram gradualmente substituídos pelos telemóveis e tablets. É certo que se pode fazer com esses dispositivos o mesmo, mas é mais certo que na grande maioria dos casos o smartphone e tablet serve para fazer aquilo que eu chamo de fisioterapia do indicador e polegar, quando se navega pelo facebook, ou para garantir a manutenção de um estado mínimo de actividade cerebral, quando se usa uma app qualquer, iniciais de programas informáticos que pelo conteúdo apresentado se poderiam de classificar de forma bastante frequente de aplicações para parvos. Posto isto, pergunto-me como é que raios ainda existem tantas, tão grandes e tão boas livrarias espalhadas por aí fora. Se existem é porque os livros se vendem... pergunto-me é por onde é que eles andam...

quinto Aniversário

por António Simões, em 22.11.15

Uma das caracteristicas que mais aprecio e valorizo é a coerência. Quando volvidos estão 5 anos desde que escrevi o meu primeiro post, no dia 21 de Novembro de 2010 (http://eporquenaoeu.blogs.sapo.pt/286.html), é com um misto de orgulho e vaidade reconhecer-me naquelas primeiras palavras escritas. De lá para cá o único que poderá ter modificado foi a falta de tempo, coisa que obviamente me escapa da esfera de influência, mas sempre que possível, e sempre que vale a pena, gosto de deixar a minha marca. Claro está que as visitas e os comentários são o combustível que ajuda a manter a chama intensa, material que nunca falta porque posso sempre contar com aqueles que nunca falham, e estão sempre junto de mim. Este é o post 976, e a prosápia segue-se dentro de momentos... Obrigado!

tecnologia Fina

por António Simões, em 24.09.15

Quem atende ao balcão não pode deixar de reparar em certos e determinados pormenores. Pelas amostras que tenho possibilidade de analisar, reparo que a percentagem de pessoas que são possuidoras de telefones ditos inteligentes aproxima-se a larga escala dos 99,9%. Dos mais pequenos écrans aos maiores, do segmento mais baixo ao topo de gama da espécie, os telefones supostamente inteligentes conquistaram definitivamente o mercado. No entanto, e como diz o ditado "não há bela sem senão", para além de chegar a esta conclusão estatística, reparo também que ao mesmo tempo grassa uma epidemia neste tipo de aparelhos, patologia que poderei classificar de "vidro quebradiço". Assim, estabeleci um paralelismo entre o tamanho do telemóvel e o aparecimento desta patologia, pois a mesma é mais frequente nos aparelhos de maiores dimensões. A relação causa-efeito é fácil de estipular: o telemóvel deixou de andar no bolso, para andar na mão do utilizador, pois pelo tamanho de alguns aparelhos nem mesmo os bolsos de um fato macaco serviriam para colocar esta vanguarda da tecnologia, que deste modo deixou o conforto e segurança do bolso, para se sujeitar às diatribes de uma mão inquieta e incauta. O caso assume proporções tais, que na hora de comprar estas pontas de lança da tecnologia já se vendem ao mesmo tempo seguros contra quebras acidentais. Eu pertenço aos 0,1% de utilizadores da velha guarda, que podem não ter tecnologias finas, mas tem a segurança de uma inquebrável tecnologia grossa, que no fim de contas faz o mesmo que todos os outros... telefona!

as Selfies

por António Simões, em 17.09.15

Antes de mais convém esclarecer que a escolha do título não passou de um subterfúgio ao melhor estilo jornalístico (excepção feita ao pseudo-jornalismo tipo correio da manhã), para captar a atenção do leitor. Assim, esclarecido que está, passo a decretar os "auto-retratos" como uma das formas mais anti-sociais de conviver. Confuso o leitor? Como é possível, que um dos meios mais utilizados de divulgação no mundo das redes sociais, seja considerado por este humilde bloguista como sendo anti-social? Eu explico, ou melhor, justifico pelo simples facto que com este fenómeno, que cada vez mais tem mais adeptos e meios (como as muletas que agora se vendem por todo o lado), deixou-se de pedir a outra pessoa, normalmente um estranho, que tire a fotografia ao grupo que vai de férias e quer aparecer todo junto. Deste modo perdeu-se a possibilidade de trocar umas palavras como uma pessoa desconhecida, que até se poderia revelar um apaixonado da fotografia que dava umas dicas interessantes. Perdeu-se a oportunidade de contactar com outras culturas, explicando ao estrangeiro na sua língua ou por gestos o modo como deveria carregar no botão para focar. Perdeu-se inclusivamente a oportunidade de sentir a adrenalina ao verificar que o tipo que se está a distanciar para enquadrar melhor a foto, se encontra no preciso momento do sorriso para a foto a correr para longe do dono da câmara, o qual prontamente corre no seu encalço a gritar "agarra que é ladrão". Enfim, perdeu-se muito, e socialmente imenso...

pratos Típicos

por António Simões, em 15.09.15

Passava no sábado um programa, daqueles que eu tecnicamente chamo de "enchimento do chouriço", numa altura em que apresentava ao espectador uma mesa farta, de fazer água na boca só de olhar. Havia de tudo. Só depois de saciar a mente com a degustação virtual dessas iguarias, é que reparei que o tema era a comida típica da zona. A emissão vinha directamente da Guarda, terra beirã rica em enchidos e queijos que constam no top 100 das substâncias proibidas pela sociedade tuga de cardiologia, bem como de muitas outras relíquias gastronómicas, que transmitem a história e a personalidade das gentes da terra. No entanto é com uma nesga de espanto e marcada indignação que, ao ler o rodapé, descubro como "especialidade" a posta à... mexicana! Se ainda fosse uma posta à mirandesa o espanto não seria tanto, pois pelo menos a distância do erro teria uns valentes quilómetros a menos...

peixes na Peixaria

por António Simões, em 21.07.15

Pedindo desde já desculpa pelo uso do pleonasmo, esse recurso estilístico redundante, queira o leitor entender que para título deste post não teria outra opção, que não evidenciar algo que por si só já é evidente (porra, outro pleonasmo, qualquer dia tenho um inspector das boas práticas da escrita em tugalês à perna). Sei que qualquer espaço comercial deve contribuir com uma decoração adequada, de modo a contextualizar toda a sua prática envolvente, sempre no sentido de trazer um acolhimento ao cliente, o destinatário final de toda a actividade. Contudo penso que devem existir certos limites. Colocar um aquário com peixes vivos numa peixaria, é algo que deveria ser alvo da intervenção das sociedades defensoras dos direitos dos animais. Imagine o leitor que a moda pega... qualquer dia temos galinhas, patos, ou quiçá vacas de estimação, alegremente distraídas como animais de estimação de um talho. Isso contudo não aconteceria, porque essas mesmas sociedades não o permitiriam, e porque para isso os talhos teriam necessariamente que ter mais espaço, coisa que os preços actuais do arrendamento não permitiriam face à viabilidade financeira... Quero assim deixar aqui o meu pesar por essas sociedades que tanto se preocupam com os animais, se esquecerem de defender esses pobres bichos que alegremente circulam na água de um aquário estimado. É certo que a memória deles não é larga, mas do pouco que têm de certeza que devem frequentemente entrar em choque quando olham para a banca do peixe e vêm os seus irmãos e primos no estertor da morte, ou violentamente esventrados na hora de ir para o saco...

ta to do Tolo

por António Simões, em 11.07.15

A tatuagem é uma prática ancestral. Desde o antigo Egipto, aos povos nativos da Polinésia, Filipinas e Indonésia, a tatto foi globalizada pelo capitão James Cook. Hoje em dia, está na moda. As lojas com cirurgiões tatueiros proliferam por todo o lado, num ritmo quase igual ao crescimento das lojas de produtos e utensílios chinocas. Este medrar só acontece porque os clientes existem. E isso verifica-se por todo o lado. As personalidades públicas deram o tiro de partida, e neste momento virou moda da mesma forma que as calças à boca de sino nos anos setenta, ou os casacos de ganga e cabelos à Europe dos anos 80. O problema, é que ao contrário da roupa, maquilhagem ou cortes de cabelo, a tatuagem é algo definitivo, pelo menos a avaliar pelo preço das cirurgias plásticas para correcção. Da mais pequena, ao mais completo graffiti corporal, um olhar mais atento verificará que pelas ruas circulam todo o tipo destes exemplos, que por um lado veiculam a arte de uns, e por outro lado transpiram a pancada de outros... tá tudo tolo...

enviado do Meu

por António Simões, em 18.06.15

Desde os meus tempos da escola que, nomeadamente na disciplina de matemática, se existia um problema que eu não conseguia resolver, ficava furioso por descobrir a solução, e não descansava enquanto não a tinha. Hoje em dia, estando fora do mundo das equações, o que me irrita são coisas do dia-a-dia para as quais não tenho explicação, bem como alguns casos em que não consigo alcançar o zénite da existência de certas matérias. Gostaria que alguém me fornecesse uma explicação, não precisando de ser cientifica, para o facto de receber emails que no fim da mensagem terminam com um rodapé a dizer "enviado do meu *****". Porque carga de água é que será importante para quem manda, ou para quem recebe, saber que a pessoa é possuidora de um aparelho da marca X. Ainda por cima, tendo em conta que normalmente esse lembrete é associado a modelos de valor considerável, pergunto-me se isto não será uma espécie de chauvinismo tecnológico? Até ao momento não interiorizei melhor o conteúdo de uma mensagem só porque ela foi enviada de um topo de gama, e se o meu telefone inteligente de dois dígitos que se paga com uma nota cor de laranja não envia rodapés deste tipo, tenho muita vontade de pedir ao senhores da marca que passem a incluir "enviado do meu reles ******".

pobre Humanidade

por António Simões, em 27.05.15

Segundo estudos científicos, o peixes possuem uma memória de curta duração. Pela minha experiência com os meus dois peixinhos, eu discordo ligeiramente dessa observação, porque sempre que me vêm aproximar, sabem dirigir-se para a superfície da água à espera dos flocos de comida. Ainda assim, tendo por dogma as considerações cientificas, um recente estudo dá consistência à minha teoria que o ser humano está a ficar cada vez mais burro e estúpido. O estudo envolveu questionários, electroencefalogramas, e hábitos relacionados com o uso de tecnologias digitais, e das chamadas redes sociais. Segundo uma pesquisa realizada pela Microsoft, o tempo de atenção dos seres humanos já é 1 segundo inferior ao registado pelos peixes. Esta conclusão permite entender e perceber fenómenos como o do Facebook. De facto, o tempo dispensado para comentar algo que um "amigo" publicou, não chega ao oito segundos, e por vezes basta mesmo uma fracção de segundo para clicar no "gosto" e continuar a deslizar a rodinha do rato. O mundo caminha assim no sentido da estupidez, e cabe a cada um evitar esse rumo para não acabar num aquário a fazer Os e --s com a boca...

verão Oficial

por António Simões, em 07.05.15

Mandam as cartilhas, compêndios e enciclopédias climáticas, que as estações do ano sejam pautadas por equinócios e solstícios. O Inverno já vai longo uma vez que a Primavera é algo que mais dia, menos dia, só existirá nos livros de história para explicar um tempo de transição entre Inverno e Verão, que as alterações climáticas se encarregaram de apagar. Eu sigo-me pela minha própria cartilha meteorológica. Assim, sou sempre o primeiro a entrar no Verão e o último a sair. Esta semana passei as t-shirts de manga comprida para a gaveta do fundo, e as frescas e coloridas t-shirts do verão passaram a ocupar o trono da primeira gaveta. Por isso mesmo, e por decreto deste humilde bloguista, está deste modo oficializado o verão de 2015.

salgueiro Maia

por António Simões, em 29.04.15

Pesquisava livros acerca do Capitão de Abril (repare-se nas maiúsculas) Salgueiro Maia. Depois de me sentir defraudado com as buscas no google, sapo, fnac, bertrand e similares, cheguei mesmo ao site do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, sendo o resultado desta busca traduzida por um quase redondo zero. Quase, porque afinal de contas sempre existe um fotobiografia, e um livro que reúne manuscritos seus, testemunhos e entrevistas de quem o conheceu, ou com ele se cruzou. É pouco, tão pouco que chega mesmo a roçar os limites da obscenidade, perante tamanha falta de informação acerca de uma figura que marcou indelevelmente a história deste país. Vou antes acreditar que a minha mediocridade na pesquisa internética é uma realidade, e vou acreditar que dirigindo-me a uma qualquer biblioteca vou encontrar todo o tipo de referências a esta nobre figura da história recente, merecedor do panteão da história, porque o nacional começa a caminhar os trilhos da vulgaridade...

smart Pocket

por António Simões, em 25.04.15

Não fazia ideia que os smartphones se dobravam, e muito menos que se realizavam testes para averiguar tal condição. Pelos vistos uma das queixas dos utilizadores desses aparelhos é que os mesmo acabam por ficar com uma ligeira curvatura, pelo seu uso no bolso das calças. Visualizei uma reportagem onde se comparavam os líderes de mercado, com as suas versões de topo. É com alguma "dor" que se vê nas imagens uma máquina a pressionar aparelhos que custam umas quantas centenas de euros, primeiro até o ponto em que mimetiza o que pode acontecer no bolso de umas calças, depois até ao ponto em que se pode chamar o cangalheiro dos telemóveis. Descobre-se assim um nicho de mercado para explorar, e num gesto altruísta do argumentista deste blog, deixo a sugestão ao mundo do empreendedorismo fanático a criação de um bolso inteligente, ou na sua versão anglo-saxónica do chamado "smart Pocket". Um bolso de calças para utilizadores de smart phones, que poderá funcionar da seguinte forma: estando o telefone inteligente no bolso, e estando a pessoa (por exemplo) a sentar-se, o bolso inteligente produzirá uma descarga eléctrica que fará a pessoa, inteligentemente, levantar-se antes de se sentar, e retirar o telefone para evitar males maiores.

mIrc

por António Simões, em 22.04.15

Acalme-se! Não se trata de nenhum artigo sobre uma nova variação do Imposto sobre o Rendimento de pessoas Colectivas. Caso o leitor não se recorde, o mIrc foi muito possivelmente a primeira e única rede verdadeiramente social. Nos primórdios da internet de alcance a um público mais vasto, este protocolo de troca de mensagens foi uma verdadeira revolução nas salas de estudo e bibliotecas por esse mundo fora. Com um aspecto rudimentar, o diálogo era efectuado em caixas onde nos identificávamos pelo nickname. Na minha faculdade a associação de estudantes lutou por uma sala de estudo, que por essa altura era o local onde o pessoal que não tinha mais nada que fazer se dirigia para se sociabilizar ciberneticamente falando. Ao contrário do facebook, o mIrc não tinha botões de gosto, não dava para colocar fotos, e os pedidos de amizade eram no seu lugar ocupados por uma saudação dirigida a um nickname que nos chamasse a atenção. Tudo isto movido pela imaginação, e a vontade de trocar um, como dizem os brasucas, bate-papo. Milhões de vezes se deve ter escrito "donde teclas", e foi neste espaço que a linguagem por abreviaturas teve o seu maior desenvolvimento, com os lol e afins, bem como os inevitáveis :-) quando os mesmos ainda não eram automaticamente substituídos por um ícone desenhado pelo programa. Ou seja, nesta aplicação (na altura esse termo ainda não fazia parte do léxico informático) as pessoas conversavam, pois mais não era possível fazer. Ao contrário do enfrenta o livro, onde o utilizador passa grande parte do seu tempo a exercer uma fisioterapia com o indicador ao deslocar a rodinha do rato, no mIrc sociabilizava-se valentemente, mesmo que estivéssemos a falar com o tipo do computador ao lado, sem o saber...

hambúrguer no Bolso?

por António Simões, em 25.03.15

Um artigo no site do sapo despertou a minha atenção. O mesmo era acerca das verdades e mitos acerca do prazo de validade dos alimentos. Li por uma questão de curiosidade, não procurando nenhuma informação relevante que abalasse a minha intransigente obstinação em respeitar religiosamente o prazo de validade de seja o que for. Não digo que esteja certo nesta minha abordagem, nem censuro quem leva o prazo de validade apenas como um meio de orientação. No entanto li algo nesse artigo que me deixou verdadeiramente intrigado. Num excerto do texto onde se abordava a durabilidade de certos alimentos sem que os mesmos se encontrassem detiorados, ou pelo menos com aspecto disso mesmo, estava descrito "Outro caso insólito, também nos EUA, foi notícia, em 2013. David Whipple, do Utah, comprou um hambúrguer em Julho de 1999 e esqueceu-se dele, embrulhado no papel, dentro do bolso de um casaco". Eu nem questiono o tempo que demorou a descobrir o esquecimento! O que é notavelmente intrigante, é ter comprado um hambúrguer, que não comeu, tendo achado o bolso de um casaco o sítio ideal para colocar duas fatias de pão que acomodam no seu seio cerca de 400g de carne a pingar gordura, juntamente com os molhos que normalmente fazem parte do menu. No seguimento da descoberta, conservou o conjunto durante 14 anos. Do ponto de vista de validades e segurança alimentar, acho que este excerto está no contexto errado. Tendo em conta que o senhor guardou o hambúrguer num bolso de um casaco, e que ao fim de 14 anos ainda faz parte da mobília, este texto deveria fazer parte de revistas de psicologia...

back to the Future

por António Simões, em 05.03.15

Estamos em 2015, mas no entanto ainda não existem carros a andar pelo ar, casacos que secam automaticamente depois de molhados, ténis que apertam os atacadores automaticamente, ou skates sem rodas. O filme "Back to the Future" faz este ano 30 anos, atingindo o ano que na segunda parte da saga leva o actor Michael J. Fox ao futuro. Não sou capaz de contabilizar o número de vezes que vi os três filmes da saga, mas lembra-me perfeitamente dos primeiros que vi. Nesse aspecto tenho que agradecer ao meu primo, o responsável por me iniciar no mundo do lazer cinematográfico, e sempre que vinha da capital de férias para a nossa terra, trazia as velhinhas VHS. Numa dessa remessas vinha "Back to the Future II", gravado numa VHS que parecia ter estado ela própria sujeita às viagens no tempo a bordo do DeLorean, pois já nem tinha a parte da frente que protegia a fita, estando a mesma à mercê de um risco ou golpe que fizesse perigar o conteúdo precioso. De momento pouco tempo tenho, ou mesmo nenhum, para ver filmes, e preciso de fazer um exercício de memória demorado para me lembrar do último que vi. Mas sempre que mudo de canal e está a dar um destes filmes, não resisto à vontade de o ver até ao fim.

a Descida

por António Simões, em 01.08.14

Como este post foi elaborado depois de ler uma notícia, fica para o leitor a informação que o texto entre duas " é verídico. Assim, foi recentemente inaugurado o maior escorrega aquático do mundo, algures na terra onde os Índios tinham o nome mas os selvagens eram os Cowboys, que conta com uma vertiginosa descida de "51,20 metros" apelidada de "Verrückt", do alemão louco, altura superior às famosas quedas de água do Niágara. Pelos vistos, "antes de cada descida, um funcionário lê em voz alta duas páginas de avisos de segurança", pelo que imagino que a ideia dessa leitura passará por fazer as vezes de Morfeu, de modo a tranquilizar e entorpecer os viajantes, mais do que alertar para algo que parece óbvio e à vista de quem se colocar naquela posição de pré-queda-livre. No entanto a notícia fala que um dos perigos anunciados durante essa leitura é "a possibilidade de morte durante o trajeto". Fica assim por saber em que parte é que este anuncio à navegação é efectuado... se no início da leitura de 2 páginas, numa altura em que a mente certamente estará activa, se no final, quando o sono claudicar nas mãos de tão extensa prosa, de modo a acordar os viajantes para o abismo em que se meteram.

Inferno

por António Simões, em 22.07.14

Como seria de esperar, a leitura deste livro fez-se de forma vertiginosa, fruto do suspense e intriga com que o final de cada capítulo se apresentava, deixando a água na boca de querer avançar para saber como se desenrolava o resto da história. O regressado Robert Langdon desdobra-se no seu habitual habitat de desbravar mistérios e quebra-cabeças, acompanhado por perseguições, na busca de saber algo para o qual não tem resposta. E mais não digo... Apenas acrescento à pintura que locais tão belos como Florença, Veneza e Istambul fazem parte da diáspora por onde passa a acção que a mente de Dan Brown elaborou, permitindo ao leitor aumentar o seu pecúlio de cultura geral. O melhor de tudo quanto a mim é a forma como a temática em causa foi envolvida com a história, encaixando como uma luva na "Divina Comédia", obra da incontornável personagem da história mundial - Dante Alighieri. Sem dúvida alguma que a sustentabilidade do nosso modo de vida actual deveria ser mais discutido, e só não é porque existem forças poderosas às quais não lhes convém que o assunto seja abordado. Gostei, mas ainda assim ainda não foi capaz de quebrar a magia de uma tarde de Abril, numa feira do livro onde comprei o "Codigo da Vinci", lido nessa mesma tarde, meses antes de se tornar no seu maior sucesso editorial. Bons livros para desopilar de outras leituras mais "intensas"...

o palácio da meia Noite

por António Simões, em 21.05.14

Normalmente a obra de um escritor é lida de trás para a frente, e desse modo acompanha-se o evoluir da sua escrita. No entanto, vezes há em que tal não acontece. Carlos Ruiz Zafon chegou à minha biblioteca com um livro fantástico, e as obras seguintes confirmaram o excelente contador de histórias que preenche noites em claro por não conseguir dar por terminada a sua leitura, sempre com a vontade de chegar ao fim do livro. Este livro é anterior à trilogia dos Sempere. Torna-se assim mais engraçado descobrir os inícios da sua escrita, e verificar como começaram as características da sua prosa, os pontos que refinou e a forma como burilou o seu fantástico estilo. Gostei deste Palácio da Meia Noite, uma espécie de "Uma Aventura" em modo Edgar Allan Poe. Agora aguardo o que prometeu no seu último romance, e de seguimento ao Prisioneiro do Céu.

coincidências Enganosas

por António Simões, em 07.05.14

Por vezes, existem coincidências que podem numa análise superficial originar terríveis enganos. Quinta feira passada, perto das 8 da noite, o clube da segunda circular que tem uma águia por mascote disputava a 2ª mão das meias-finais da liga europa. Precisamente a essa hora, quem escreve estas linhas dava entrada nas urgências com uma crise de asma. Não vi o jogo, pois durante esse período estive a receber inalações para repor a minha capacidade respiratória para níveis saudáveis. Para quem não sabe, sou um Portista de alma e coração, adepto do clube que para ganhar tem que o fazer contra tudo e contra todos. Não embarco em falsas modéstias prosaicas que na hora de jogar na europa sou tuga, porque até mais ver nos clubes tugas os tugas contam-se pelos dedos de uma mão, e nem sequer são precisos todos. Claro está que isso em circunstância poderia ser o causador do recurso às urgências, pelo quod erat demonstrandum por vezes certas coincidências podem desencadear erradas interpretações. No meu caso o futebol até que me pode ter deixado ficar sem ar, mas isso fruto das inúmeras vezes em que gritei puortoooooooo.

exemplo aos 105

por António Simões, em 28.04.14

Lembro-me da primeira e última vez que tentei ver um filme de Manoel de Oliveira. Durante mais tempo do que aquele que fui capaz de aguentar, a cena resumia-se à filmagem de uma árvore. Não quero com este argumento dizer que os seus filmes não prestam, quem seria eu para tal coisa! Apenas constato que o seu tipo de realização não encontra simpatia neste pouco apreciador da sétima arte, bem como a grande maioria do cinema que se faz pelas terras do velho continente. Os meus cânones cinematográficos deixam-se corromper mais facilmente pela industria americana das terras de Califórnia. Contudo, escrevo estas linhas não para falar de cinema, mas sim para elogiar e enaltecer o papel que pessoas como este centenário realizador desempenham na nossa sociedade. Li recentemente que Manoel de Oliveira se prepara para a rodagem de mais uma película. Tiro o chapéu ao seu estoicismo e resiliência e agradeço o seu exemplo, de que enquanto por cá andamos não devemos viver um minuto insignificante. Obrigado Manoel, e desculpe lá não contribuir para a quota de espectadores.

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