a filha do Capitão
Depois de ter acabado de ler "A filha do capitão", de José Rodrigues dos Santos, concluí o meu périplo pela bibliografia deste escritor, e resolvi fazer um exercício de análise matemática da obra. Assim, recorrendo a todos os exemplares lidos, verifiquei que: A Filha do Capitão, 2004, 600 páginas; O Codex 632, 2005, 550 páginas; A Fórmula de Deus, 2006, 576 páginas; O Sétimo Selo, 2007, 504 páginas; A Vida num Sopro, 2008, 616 páginas; A Fúria Divina, 2009, 608 páginas; O Anjo Branco, 2010, 680 páginas; O Último Segredo, 2011, 564 páginas. 2922 dias, 4698 páginas. Feitas as contas, entre escrever para jornais e revistas, conceder entrevistas, dar aulas, participar em colóquios, preparar e apresentar o Telejornal da canal público, José Rodrigues dos Santos, ainda tem tempo para escrever quase 2 páginas por dia. Ao nível de escrita, consegue ter um estilo para o romance, e outro para o policial. Em ambos os casos, a sua formação jornalística está presente na investigação que faz de cada tema ou assunto, sempre sendo uma fonte de aprendizagem para o leitor. Consegue conciliar o pormenor dos pequenos detalhes, a caracterização de pessoas, espaços, ambientes, tudo adaptado temporalmente, com o enredo da história. Só de imaginar as fontes a que teve que recorrer, já fico cansado. A possíveis detractores do seu estilo, e obra, apenas digo o seguinte: experimentem sentar-se em frente a uma página em branco, e escrever algo. Confirmarão que o mais simples, não é fácil. Caro José, siga em frente, que no final do ano aguardo por mais uma obra.