revistas Desportivas
Mais uma vez, num breve contacto literário com a imprensa sensacionalista, neste caso veiculada sob a forma de revista anexa a jornal desportivo, senti a necessidade de esmiuçar e realizar uma análise crítica ao conteúdo que me era apresentado. O contacto com a publicação efectuou-se por empréstimo durante a espera de uma torrada e um galão, de forma a repor energias depois de uma noite de trabalho, facto que me poderá diminuir na justiça da crítica, mas não no sentido da mesma. Com efeito, a foto-reportagem acerca de uma bela menina em trajes menores, nomeadamente biquínis, era acompanhada de um texto (pareceu-me ser uma entrevista) e agradecimentos finais. Em relação ao primeiro ponto será de todo necessário questionar a necessidade de um acompanhamento escrito (seja do que for), pois o que o pessoal unanimemente quer ver é carne. Em relação aos agradecimentos finais só posso concluir que o jornalista é gay. Agradecer à loja de biquínis que vestiu a beldade, é no mínimo estúpido e no máximo desnecessário, de outra forma facilitava muito mais o trabalho do cérebro dos leitores em imaginar o que estará por baixo do pouco que fica por ver.