pré-Época
No início das aulas, com os cadernos por usar, branquinhos e sem dobras, prontos para serem violados pelas esferográficas e lápis de ponta afiada, todos se perfilam como possíveis candidatos a bons alunos. No futebol, na pré-época passa-se mais ao menos o mesmo. Existem quatro classes de jogadores para a temporada que se inicia:
- os jovens dos escalões de formação que tiveram como prémio das boas notas da época anterior a subida de escalão, para a equipa principal;
- os que ficaram da época transacta porque revelaram-se suficientemente bons para garantir a qualidade do plantel, mas de categoria insuficiente para seguirem outros voos;
- os reforços que vêm de equipas conhecidas, e dos quais se conhece o seu comportamento e rendimento;
- os reforços que vêm de não se sabe onde, ou melhor, sabe-se mas é como se não se soubesse.
Em Portugal, a colheita de reforços incide principalmente na última classe. Umas vezes sai bem, outras é desgraça completa. Em alguns casos chega-se mesmo a pensar se no momento do contracto o indivíduo sabia que vinha para jogar à bola.
