solstício Político
30 de Junho de 2011, Tugalândia.
O dia amanheceu com ventos fortes, parecendo querer adivinhar o turbilhão que se aproximava. Indiferentes como o costume, os habitantes da tugalândia encaravam mais um dia de trabalho pela frente, de modo a combater o espectro da crise. O sol prometia sair forte, e bem alto, alimentando com a sua luz a produção de melatonina e dessa forma contribuir para o bom humor reinante. Pelo meio-dia, com a temperatura a subir, os Portugueses aproximavam-se paulatinamente da hora do repasto. As conversas à mesa versavam sobre as férias que uns tinham tido recentemente ou sobre as que outros se preparavam para no próximo dia iniciar, enquanto que os restantes sonhavam com as que ainda estão por vir. No fim do almoço, com a habitual HPP (Hipotensão Pós-Pandrial), a espada de dâmocles do Coelho caiu súbita e desprevenidamente sobre a população em geral. O corte de 50% no subsídio de Natal, foi um refresco de verão que ao contrário de baixar a temperatura, ruborizou os rostos dos tugas. Depois da euforia do finamento político de Sócrates, e dias após o solstício de Verão, estas novas medidas de austeridade foram um autêntico solstício político de Pedro Passos, passando de afável e dócil coelhinho, para terrível lobo Mau.
