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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

a outra Mulher

por António Simões, em 25.04.19

Mais do que um novo capítulo na saga de Gabriel Allon, mantendo a sua genialidade na hora de conduzir o leitor pelos meandros do sub-mundo da espionagem, Daniel Silva volta mais uma vez a deixar o seu alerta para um mundo onde a abundância de informação desencadeia o inevitável aumento da proporcionalidade entre a tormenta informativa e o desastre desinformativo. O rigor informativo é cada vez mais difícil de escrutinar, fruto do ruído proporcionado pela mistura explosiva entre quantidade e a qualidade, traduzindo-se numa sociedade supostamente informada, que vive e convive no seio de um sentimento de segurança pintado a verniz, que a qualquer momento pode estalar. Daniel Silva mostra de forma clara, apesar de ficcional, como muita coisa grave nos passa à frente dos olhos, sem que isso nos afecte ou nos preocupe ao ponto que nos deveria de afectar e preocupar. Pelo seu passado e pelo seu trabalho de investigação é uma voz a ter em conta, tendo sempre o devido cuidado de descontar a sua quota parte de simpatia por uma fracção muito importante de toda a sua obra. Um escritor para ler e repetir!

meio século da crise Académica

por António Simões, em 17.04.19

Copio integralmente o post que publiquei em 2014 neste mesmo dia, pois o sentimento continua igual, ainda mais amadurecido pelo tempo.

”Tinha terminado uma conferência que assistia enquanto estudante. A Alta de Coimbra de 1999 muito pouco tinha mudado desde 1969, mas as pessoas essas eram outras. Isso mesmo constatei quando me deixei ficar no mesmo lugar onde estava sentado, pois de seguida iniciava-se uma palestra acerca de um tal 17 de Abril de 1969. Os meus colegas tinham saído praticamente todos, excepto eu e mais alguns, que de capa e batina orgulhosamente nos deixamos estar, para ouvir aqueles que em tempos foram estudantes, e tal como nós sabem o que significa assim se vestir. O que nós não sabíamos, ficamos a saber, mas nunca o iremos sentir, foi o que se passou naquele dia que marcou a crise académica de 69 em Coimbra. A plateia encheu-se de gente que viveu nos tempos em que para se ler um livro era preciso andar com ele às escondidas, que passava de mão em mão até ficar marcado pelo uso e abuso de quem tinha o fastio da informação e cultura, de quem não podia escolher livremente a companhia da mesinha de cabeceira. Alberto Martins proferiu um discurso que ainda hoje retenho na memória, como ficaram gravadas no coração as palavras dele acompanhadas por uma emoção que não pôde conter na hora de se recordar de todos os seus colegas que na altura, fruto da sua contestação deixaram de ser aquilo que lutavam para ser. O jovem que pediu a palavra a Américo Tomás conseguiu com a sua intervenção fazer um grupo de jovens sentir, por momentos, algo de parecido ao que essa geração de estudantes lutou. Os nossos tempos são diferentes, e hoje somos uma réstia daquilo que os nossos pais e avós foram na altura, pois apesar da liberdade ter sido conquistada, a mesma foi sonegada de outras formas bem mais perversas e contra as quais as armas são poucas, mas porra... a vontade das pessoas também não ajuda muito.”

liga dos Campeões

por António Simões, em 10.04.19

Ontem foi noite de pontapé na bola para o início dos quartos de final da competição mais falada a nível mundial e, por consequência disso mesmo, a nível europeu, podendo mesmo arriscar que esse facto acaba por fazer uma espécie de efeito dominó neste rectângulo triste e medíocre à beira-mar plantado. Pelo que vi do único jogo que me interessa, onde se encontravam frente a frente uma equipa conhecida por ser da cidade onde existe a passagem de peões mais fotografada da história da humanidade e outra equipa duma cidade que teve a honra de dar o nome ao país que tão dela se esquece, só posso concluir uma única coisa - foi um jogo de campeões. Campeões da importância do dinheiro e da sua capacidade de fazer esquecer penáltis e entradas dignas de um processo judicial de ofensa à integridade física, mas não só... Ouvir os comentários da equipa de reportagem da TVI num jogo em que estava presente uma equipa tuga, é algo verdadeiramente ofensivo, mas ao mesmo tempo tão tipicamente português, que merece estar na linha da frente da Liga dos Campeões, mas dos últimos. Ultrapassado que deveria estar o síndrome de D. Sebastião, ainda não se descobriram remédios para duas doenças nacionais: por um lado, o tradicional síndrome de inferioridade tão marcadamente tuga em que se prefere a porcaria que vem de fora preterindo tudo o que é nacionalmente bom, pensando que desse modo se é mais inteligente que os outros; por outro lado, a falta de memória e de honestidade para com ela mesma. Em jogo estava o Futebol Clube do Porto, um clube que não sendo do regime foi capaz de vergar as contrariedades auto-impostas por uma sociedade tacanha, de visões curtas e comodismo exacerbado por anos onde sempre teve alguém que por ela mesmo pensava, e que passados tanto tempo de liberdade ainda conserva de forma pútrida um conservadorismo estúpido, bacoco, mas realmente tão tipicamente tuga. Respeito se faz favor que o Futebol Clube do Porto é o melhor... carago!

o rapaz que seguiu o pai para Auschwitz

por António Simões, em 07.04.19

Não tenho nunca por guia os prémios literários, sejam eles um Nobel ou um Pulitzer, orientando-me sempre pelo momento, por aquilo que ainda não li, pelo tema ou pelo autor. Sendo neste caso o autor desconhecido, foi o tema que me levou a escolher ler este livro de Jeremy Dronfield. Já li bastante acerca da segunda guerra mundial, assunto pelo qual tenho um enorme fascínio em saber sempre algo mais acerca do acontecimento mais marcante da história universal, pois é algo que me preenche a curiosidade de como foi possível que tal tivesse acontecido, e ainda apenas só passaram 74 anos desde o momento em que terminou. No entanto por mais que leia é sempre impossível de compreender, procurando com a minha leitura prestar a minha singela homenagem a todos aqueles que lutaram e a todos os outros que claudicaram nessa batalha que revelou o que de pior e mais perverso pode sair da mente humana. Jeremy Dronfield não prestou uma singela homenagem com a escrita deste livro, pois fez muito mais do que isso ao descrever em forma de romance as agruras de uma simples família vienense durante o Holocausto, assente em testemunhos pessoais e num diário de pequenos rectângulos de papel que sobreviveu durante 6 anos de cativeiro, e contribui com o seu soberbo trabalho de investigação apresentado nesta bela obra para perpetuar não só o sofrimento e o horror desses anos de forma a que nunca ninguém se esqueça, mas também para mostrar como o amor, neste caso entre pai e filho, é uma arma tão ou mais forte que qualquer outra.

portugal - a primeira nação Templária

por António Simões, em 06.04.19

O desafio de qualquer investigador na área da história é, sem dúvida alguma, documentar-se da melhor forma possível para desse modo cimentar a sua teoria acerca do assunto sobre o qual se debruça. A neblina do tempo adensa-se ainda mais quando os assuntos envolvem matérias que deixam espaço para a imaginação, cabendo ao investigador não perder o sentido de orientação, muitas vezes abalado por convicções ou ideias pré-concebidas que podem minar o resultado final. Neste livro, Freddy Silva trouxe água para o seu moinho documentando o leitor com um livro muito atraente do ponto de vista de leitura, onde lhe tiro o chapéu na hora de reconhecer o trabalho árduo que teve enquanto investigador e pelo desafio superado de não se perder no caminho pelo qual nos elucida acerca do tema "A primeira nação Templária". Tudo aquilo que envolve as Cruzadas, a Religião e os Templários encontra-se sempre envolvido num clima de mistério, intriga e obviamente conspiração, tendo este pequeno rectângulo à beira mar plantado um papel digno de nota, pleno de achados e provas históricas da sua importância nesta Ordem que para muitos sempre foi alvo de matéria abundante para elaborar as mais fantasiosas teorias, mas que neste livro é muito bem explicada.

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