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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

zé Pedro

por António Simões, em 30.11.17

1979 foi um ano único, ímpar e irrepetível. Poderia para o efeito bastar o dia 6 de Julho para assim classificar o último ano da década de 70, mas não se pode deixar de assinalar outras datas desse grande ano como o dia 13 de Janeiro, pois foi então que o grupo Xutos & Pontapés deu o seu primeiro concerto. O mundo da música contou desde então com um grupo que percorre décadas, pessoas e gerações, que pela sua qualidade, sentimento e peculiaridade há muito que conquistou o seu merecido lugar do panteão do inolvidável. Hoje um dos seus membros deixou-nos. A crueza fria da inevitabilidade levou uma parte da alma dos Xutos, colocando não só o fim à vida terrena de Zé Pedro, mas também à do grupo que ajudou a fundar e a erguer ao mais alto. A música que a guitarra de Zé Pedro destilava das suas cordas não mais nos vai surpreender, ficando agora ao cargo da eternidade a responsabilidade de guardar para todo o sempre uma pessoa que fez ao longo da sua vida aquilo que nos distingue como seres humanos, pois pela sua arte de mimar as cordas da guitarra tocou muitas das melhores melodias de sempre da música portuguesa. Até sempre...

 

black Days

por António Simões, em 25.11.17

Falta precisamente 1 mês para o dia de Natal. Ontem faltava precisamente 1 mês para a noite da consoada. Por estes dias a caixa de sms do telemóvel só não ficou cheia das mensagens a avisar da Black Friday, porque assim que elas chegavam o seu destino era imediato para o lixo. No entanto, movido pela minha curiosidade de rato de laboratório, não deixei de verificar pela internet as promoções de alguns dos sites que aderem a esta febre de consumismo que clama em voz alta o fim no mundo, para os incautos consumidores que não aproveitam a onda de descontos do momento. É certo que se em alguns casos a poupança esta garantida, em muitos outros ela vem camuflada por uma mentira que já foi evidenciada por organismos como a DECO e por pessoas atentas ao fenómeno de subir hoje para descer amanhã. Contudo escrevo estas linhas não para me manifestar contra sextas feiras negras, nem para escrutinar o valor e conteúdo das mesmas, mas sim pela essência das mesmas quando assumiram a sua tradição de pautar o calendário natalício, seja a um mês do Natal, seja depois deste. Nunca nada é como foi, e as coisas são como são, mas não tenho qualquer problema em assumir que os dias em que hoje vivemos em nada se comparam com o de outros tempos, estando totalmente mergulhados num pântano de valores, no qual nadamos durante o ano inteiro. Esta altura do ano que se aproxima provoca em mim um certo saudosismo de outros tempos, acentuado pelo simples facto que não me consigo encontrar uma bóia que me resgate deste pântano no qual a sociedade actual gosta de chafurdar, escurecendo não só a sexta como todos os outros dias da semana.

e vão Sete

por António Simões, em 21.11.17

Comemorar um aniversário, uma efeméride ou simplesmente uma data, é algo que faz parte da essência humana de recordar aquilo que já aconteceu, e reunir nesse espaço de tempo todo o conjunto de memórias que desde então engrandecem, documentam e justificam os motivos pelos quais se devem sempre celebrar datas que nos dizem algo,  e que pontuam de forma solene um dia especial no calendário. Com os inalienáveis altos e baixos este blog cumpre hoje 7 anos de existência, cimentados pelos 1097 artigos que desde então já foram publicados, alguns dos quais elevados ao estatuto de destaque pela equipa que gere os conteúdos do Sapo. Os comentários que triplicam o número de publicações são um dos combustíveis que continuam a alimentar a chama que permite alumiar o caminho de quem por aqui deixa estes pensamentos, e aos seus autores fica aqui o meu agradecimento pelo seu contributo. Obrigado!

jantar no Panteão

por António Simões, em 11.11.17

Cada vez mais acredito que quando se pensa não ser possível descer mais baixo, existe sempre alguém ou alguma coisa que nos empresta uma pá para escavar mais fundo. Neste caso, perante a ignomínia de magnitude ímpar como o é efectuarem-se jantaradas em pleno Panteão Nacional, a pá não chega para tão fundo buraco, pelo que só mesmo com uma potente retro-escavadora é que é possível chegar tão ao fundo da imbecilidade e da estupidez. Segundo notícia da Radio Renanscença o Panteão Nacional serviu para um jantar da Web Summit, a mega concentração de empreendedores que se assume como o zénite da economia de mercado do século XXI das tecnologias, religião que paulatinamente caminha no sentido de tornar o planeta no habitat de investidores e criativos, sobrando pouco espaço para o destino final dessa sinergia - os consumidores - pois pelo andar da carruagem qualquer dia tudo se inventa e nada se compra. De facto, um jantar da Web Summit no meio de um local onde se presta a devida homenagem aqueles que já partiram, é uma antítese carregada de um prosaico sentimento de começar de novo. Apesar de não acreditar que tenha sido esse espírito romanesco que levou à escolha do local, fiquei assim a saber que é por despacho da Presidência do Conselho de Ministros do tempo de PPCoelho que ficou regulada a utilização de espaços públicos para a realização de eventos. Tudo bem que o sentido lato dessa resolução se entende pelo aproveitamento financeiro de certos espaços, de modo a rentabilizar os mesmos para proveito próprio, mas acho que tudo tem um limite, e jantares num local onde se encontram os restos mortais de pessoas é uma coisa que ultrapassou totalmente esse limite. Pergunto-me o que se segue a seguir? O Rock in Rio no Cemitério dos Prazeres? Um baile de disfarces com as peças do Museu do Traje? Festas de divórcio no Mosteiro dos Jerónimos? ou uma Ramboiada no Convento de Cristo?...

a Bola

por António Simões, em 09.11.17

Foi hoje apresentada a vedeta principal do próximo mundial de futebol, que se vai realizar nas terras dos czares, das matrioskas, da vodka e do borcht - a bola. De facto podem ir a Argentina, a Tugalândia ou o Brazil, os Messis, os Ronaldos ou os Neymares, mas a principal vedeta já reservou o lugar no rectângulo verde. Objecto de poucas faces e redondo na sua forma, encerra nessa figura geométrica todo o sentimento que se pretende num evento desta envergadura, mimetizando a forma do mundo que se reúne de quatro em quatro anos para coroar o campeão de uma modalidade que se não existisse teria mesmo de ser inventada. A bola é um objecto singelo que preenche o coração de pequenos e graúdos, tratada com o desprezo de pontapés mas celebrada como muito pouco coisa o é, na hora em que bate no fundo das redes e provoca o brado de multidões de adeptos loucos de alegria. 48 anos depois a Telstar está de volta.

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