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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

as luzes de Setembro

por António Simões, em 29.03.15

Agora que já li toda a bibliografia de Carlos Ruiz Zafon, e tendo em conta que não houve um único livro que não tenha gostado, a minha opinião poderá tornar-se suspeita... No entanto, partilho com o leitor que mais uma vez em "As Luzes de Setembro" este brilhante escritor espanhol teve o dom de prender da primeira à última página, este seu fiel leitor desde os tempos da Sombra do Vento. Aconselho a quem já conhece parte da obra de Zafon a aventurar-se nesta trilogia da neblina, e a quem ainda não leu qualquer obra começar exactamente por estes livros, passando depois para "Marina", e deixando para o fim as aventuras da família Sempere. Garanto que em qualquer um deles a leitura será do melhor que há. Para ler este livro deixo apenas uma sugestão: ler à noite, em madrugada de vento forte, numa sala envolta na penumbra deixada pelas sombras do candeeiro, com a janela ligeiramente entreaberta para se fazer sentir o som do vento, que sopra os cortinados movimentados pela brisa numa dança quiçá fantasmagórica.

fotos das Voltinhas

por António Simões, em 28.03.15

É o meu vício, e antes que aconteça como aconteceu com o último telemóvel, partilho estas fotos...

 

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 Desde já esclareço que não encontrei o pote...

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 Cerca de 3 Km acima do Extremo, numa manhã de Inverno.

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 Um pouco acima do local da foto anterior, mas numa manhã de Primavera. Só faltou a colher para provar...

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 Antes de começar a descer, rumo a uma outra dimensão... perdão, queria dizer Monção.

 

hambúrguer no Bolso?

por António Simões, em 25.03.15

Um artigo no site do sapo despertou a minha atenção. O mesmo era acerca das verdades e mitos acerca do prazo de validade dos alimentos. Li por uma questão de curiosidade, não procurando nenhuma informação relevante que abalasse a minha intransigente obstinação em respeitar religiosamente o prazo de validade de seja o que for. Não digo que esteja certo nesta minha abordagem, nem censuro quem leva o prazo de validade apenas como um meio de orientação. No entanto li algo nesse artigo que me deixou verdadeiramente intrigado. Num excerto do texto onde se abordava a durabilidade de certos alimentos sem que os mesmos se encontrassem detiorados, ou pelo menos com aspecto disso mesmo, estava descrito "Outro caso insólito, também nos EUA, foi notícia, em 2013. David Whipple, do Utah, comprou um hambúrguer em Julho de 1999 e esqueceu-se dele, embrulhado no papel, dentro do bolso de um casaco". Eu nem questiono o tempo que demorou a descobrir o esquecimento! O que é notavelmente intrigante, é ter comprado um hambúrguer, que não comeu, tendo achado o bolso de um casaco o sítio ideal para colocar duas fatias de pão que acomodam no seu seio cerca de 400g de carne a pingar gordura, juntamente com os molhos que normalmente fazem parte do menu. No seguimento da descoberta, conservou o conjunto durante 14 anos. Do ponto de vista de validades e segurança alimentar, acho que este excerto está no contexto errado. Tendo em conta que o senhor guardou o hambúrguer num bolso de um casaco, e que ao fim de 14 anos ainda faz parte da mobília, este texto deveria fazer parte de revistas de psicologia...

diários de Motocicleta

por António Simões, em 24.03.15

Ainda bem que para além do legado da sua vida Ernesto "Che" Guevara deixou testemunhos como este que acabei de ler. Este ser imortal, ainda "apenas" estudante de medicina, decidiu junto com o amigo Alberto Granado empreender uma viagem por todo o continente sul americano, à boleia da sua mota "La Poderosa", que de forte e vigorosa só tinha mesmo o nome. Numa abordagem mais superficial, este livro pode ser lido como um guia de viagem ou como uma história de dois jovens aventureiros que decidem fazer a viagem da sua vida. No entanto, porque quem o escreveu foi um dos ícones do altruísmo socialista prosaico do século XX, este livro deve ser lido com a atenção ao detalhe e aos pormenores. Ao detalhe e pormenores daquilo que nessa viagem mais chamou à atenção do "Che", à sua escrita fluida e gramaticalmente rica, às suas descrições sobre as paisagens e monumentos que mais lhe chamaram à atenção, e, acima de tudo, ao despertar de um sentimento convocado pelo conhecimento da realidade do continente "pan-americano". É uma espécie de prólogo daquilo que viria a ser a sua existência, um livro que nas suas páginas repletas de palavras e frases escritas pelo seu punho, são o cimento que sustenta a eternidade da sua vida.

história do cerco de Lisboa

por António Simões, em 23.03.15

Sem qualquer tipo de sobranceria da minha parte, tenho que dizer que depois de ter lido quase toda a obra de José Saramago, fica uma espécie de sentimento de tristeza quando termino um livro seu. Tristeza por saber que não vai escrever mais, e brindar-nos com toda a sua singela imaginação, carregada de mensagens bem claras, detentoras de uma análise e interpretação do mundo que nos rodeia, que só ele, juntamente com um humor dotado de uma inteligência soberba, é capaz de fazer. Esta história do cerco de Lisboa é um exercício de imaginação hilariante, conseguindo durante a leitura transpor o leitor entre o tempo presente e o passado na altura da conquista da fortaleza aos mouros, acompanhando a façanha num paralelismo soberbo com a conquista do coração da pretendida pelo pretendente. É, quanto a mim, o caminho trilhado pelo amor, com todos os seus desvios e apeadeiros, o verdadeiro tema deste livro, sendo a história do cerco de Lisboa apenas um pretexto para a contar, e, acima de tudo, caracterizar.

el Clássico

por António Simões, em 22.03.15

Adoro futebol. Apesar de gostar do desporto em geral, só o futebol é que é capaz de transmitir uma paixão irracional que nenhum compêndio de psicologia é capaz de explicar. De momento o tempo disponível para ver jogos na televisão é escasso, tendo cometido blasfémia ao perder alguns jogos do melhor clube do mundo, que por sinal é o meu Futebol Clube do Porto. Contudo, um jogo como este não se pode perder. Barcelona e Real Madrid adquiriram um estatuto ao longo da história que os últimos anos tem vindo a incrementar. Durante 90 minutos mimei a alma com esse desafio, acompanhado por uma bela francesinha. Um desafio à altura das expectativas. Apesar de entrar a perder, o Real Madrid fez pela vida e dominou em território inimigo, merendo o empate depois de uma assistência fantástica de Benzema. Na segunda parte o domínio regressou aos anfitriões, que movidos desde o centro do jogo pelo seu astro conseguiram inúmeras oportunidades de golo, que acabou por surgir depois de um domínio de bola magistral de Suarez, rematando no sentido contrário ao movimento de ataque, enganando por completo Iker Casillas. Não existindo uma figura a destacar, foi com espanto que leio num site tuga "Ronaldo melhor que Messi". É certo que um marcou e outro não, mas também é certo que Messi fez a assistência para o primeiro golo, e na segunda parte esteve em todos os lances de perigo da sua equipa, ao contrário de Ronaldo que quase não tocou na bola. Tal facto só posso atribuir ao facto de ele ter tido muita calma, tal como demonstrou aos adeptos rivais logo após marcar o golo, numa atitude de sobranceria que já é imagem de marca, mas que por vezes fica mal na fotografia...

a civilização do Espectáculo

por António Simões, em 20.03.15

Apenas por este livro, Mario Vargas LLosa seria merecedor do prémio Nobel. Só fico na dúvida sobre a categoria na qual este soberbo escritor deveria ser distinguido, se no campo da literatura onde já conta com a distinção, se no campo da Paz, pela tranquilidade que me deixou a ler esta obra de reflexão sobre a actualidade. Teimo em não eleger um livro como o melhor de todos os que já li, mas este vergou esmagadoramente essa resiliência. Este retrato da sociedade actual tendo como pano de fundo a degradação cultural que se tem vindo a assistir, influenciando negativamente as mais diversas áreas, dá uma imagem clara da realidade, polvilhada com uma escrita que de tão bem elaborada e recorrendo a uma riqueza de vocabulário ímpar, deixou-me em êxtase por encontrar nos seus pensamentos um equivalente daquilo que eu penso do mundo actual, traduzindo de forma exemplar uma amargura que não deve ser levada no seu sentido literal. Uma amargura que ainda não encontra no dicionário sinónimos que a possam explicar, no sentido daqueles que vêm um mundo melhor, mas desprovido de sentimento. Durante a leitura fiz várias anotações sobre frases e passagens que mais me marcaram. No entanto, a páginas tantas as anotações eram em tal quantidade que seria necessário transcrever o livro na íntegra. Por isso mesmo, aconselhando esta leitura como obrigatória, para aguçar a curiosidade deixo o seguinte excerto onde Mario Vargas Llosa compara a leitura efectuada nos actuais iPad com a realizada nos velhos e nobres legados de Gutenberg:

"Tenho dificuldade em imaginar que as tablets electrónicas, idênticas, anódinas, intermutáveis, funcionais ao máximo, possam despertar esse prazer táctil prenhe de sensualidade que os livros de papel despertam em certos leitores. Mas não estranho que numa época que tem entre as suas proezas ter acabado com o erotismo se esfume também esse hedonismo refinado que enriquecia o prazer espiritual da leitura com o físico de tocar e acariciar."

insulto Insultuoso

por António Simões, em 19.03.15

A primadonna centrista foi aos arames. Durante a sessão número "não sei porque já lhe perdi a conta" da comissão de inquérito ao caso BES, PPortas disparou contra o deputado do PS, José Magalhães, das mais variadas formas e recorrendo a vários tipos de figuras de estilo. No entanto, o adjectivo mais duro foi quando equiparou o deputado socialista a um antigo estalista. Tudo isto foi originado por uma referência cruzada ao caso dos submarinos, algo que pelos vistos ainda faz chegar a mostarda ao nariz de um tipo que passou incólume, sem precisar de se dirigir ao tribunal para responder perante um caso que num país civilizado deu origem a julgamento e condenações. Ora, como o assunto não merece que corra mais água, pois já existe em quantidade suficiente para submergir um submarino, resta apenas efectuar um reparo relacionado com o tipo de insultos que são usados. Comparar seja quem for a um estalinista é uma demonstração de uma falta de respeito e um insulto tão grave que só pode ter origem num desconhecimento da história, e daquilo que representou tal figura referida. Ora, tendo em conta que estamos a falar de PPortas, um indivíduo que de burro nada tem, está mais do que visto que o insulto não foi gratuito, e para quem tem telhados de vidro, é um risco muito grande atirar com pedras.

calma, é o Zlatan

por António Simões, em 18.03.15

Existem frases que tiradas de um contexto podem dar origem a dúvidas e mal entendidos. Se a isto lhe juntarmos o calor que um jogador de futebol transpira depois de um desafio, que por sinal não terminou da melhor forma, então o caldo para uma palavra a mais está pronto para ser servido. Para apimentar a coisa, lembremos que a pessoa em causa é nada mais nada menos que o génio Sueco do domínio da bola, Zlatan Ibrahimovic. Depois de ter classificado a França como um país de "Merda", foram várias as manifestações de desagrado dos mais variados quadrantes da intervenção gaulesa. No entanto, e em jeito de resenha histórica de frases suas, gostava que o leitor tivesse em atenção outras intervenções deste fantástico jogador, antes de efectuar as devidas considerações:

"Ibra, qual o presente ideal de aniversário para a sua mulher" "Nada, ela já tem Zlatan"

"Quem ganhará o jogo, Suécia ou Portugal? Só Deus sabe. É difícil perguntar-Lhe? Por quê? Você está a olhar para ele agora"

"É verdade que não conheço muito sobre os jogadores da Ligue 1. Mas, com certeza, eles sabem quem eu sou"

“Um campeonato do Mundo sem Zlatan não vale a pena ser visto

Por isso mesmo, calma pessoal, é o Zlatan...

coisas de Presidente

por António Simões, em 17.03.15

E ao décimo dia, reapareceu ao mundo. Quase duas semanas sem dar notícias foi o suficiente para que várias teorias surgissem no seio da opinião pública. O caso não seria para menos, pois estamos a falar do presidente da Rússia, que para além disso é nada mais nada menos do que Vladimir Putin, uma personagem que tem vindo a ser cultivada nos últimos anos sob o manto de uma neblina que deixa ao critério da acuidade visual de cada um, aquilo que se consegue distinguir. Regressou, e fê-lo fazendo aquilo que se espera que um presidente faça, ou seja, apareceu a passear, a pescar, andar a cavalo, e todo um conjunto de tarefas de estado essenciais para garantir o zeloso cumprimento das suas funções, incluindo algo tão natural como praticar tiro ao alvo numa carreira de tiro. Pelas imagens, verifica-se que estilo não falta, e na hora de apontar não vacila. Tendo em conta os mais recentes acontecimentos, pergunto-me se esta mostra de zelo laboral é apenas uma demonstração de força e carácter do dirigente máximo russo, ou se no fundo é uma deixa para a oposição o deixar de ser...

focas e Sacos

por António Simões, em 16.03.15

Depois de promoverem uma caça à factura, distribuindo carros de alta cilindrada com taxas de emissão de dióxido de carbono à altura do motor, os argumentistas, perdão, fiscalistas deste governo fizeram uma mea culpa ambiental, e sensibilizados pelas imagens das focas decidiram aplicar uma taxa sobre os sacos plásticos. Em matéria de consciência ambiental não preciso de lições, e desde sempre que reciclar faz parte da minha rotina, sendo um escrupuloso utilizador dos ecopontos. Metal, plástico, vidro, papel, cartão, pilhas e óleo são periodicamente encaminhados para o respectivo ponto de recolha, e sempre que possível procuro que os resíduos orgânicos cumpram a máxima de Lavoisier. Se até ao momento utilizava os sacos plásticos oferecidos para este efeito, agora tenho que os pagar. Ou seja, para continuar a ter consciência ambiental tenho que pagar imposto por isso mesmo. Seria bom que esta medida tivesse sido tomada no seio de uma consciencialização ambiental, mas temo que não foi isso que a originou. Quem se está nas tintas para as focas e os sacos plásticos na ponta do nariz vai continuar a deitar o papel para o chão, e quem sempre teve cuidado com o ambiente terá agora que pagar para continuar a ter.

dia da Mulher

por António Simões, em 10.03.15

Sei que foi no Domingo, dia 8, mas por motivos de incapacidade temporária para fazer o que quer que fosse, só hoje me encontro em condições mínimas para escrever, uma vez que me encontro em recuperação de uma monumental gripe, responsável não só pelo entorpecimento muscular, mas também culpada por encharcar as sinapses cerebrais que agora começam a fluir novamente para velocidade de cruzeiro. O dia 8 de Março comemora o dia internacional da mulher, data ligada a vários acontecimentos históricos, desde a morte da que é considerada como a primeira mulher matemática - Hipátia, às manifestações de empregadas fabris que deram o mote para o início da escalada de agitação que conduziu à revolução de Outubro de 1917. As mulheres sofreram ao longo da história provações, perseguições, proibições e muito mais, patrocinadas por regimes governados por homens, que orientados pela religião ou mesmo sem a sua orientação, remeteram o papel feminino para um campo quase marginal. Fala-se muitas vezes das agruras sofridas por várias classes, mas convém não esquecer que a emancipação da mulher e a sua plena aceitação como membro de plenos direitos na sociedade é algo tão recente até assusta ao pensar em como a nossa sociedade tarda na evolução. O caminho para esse objectivo continua, e deve continuar, mas de um modo natural. Penso que não é justo para as mulheres, medidas como as que este governo planeia implementar, obrigando ao cumprimento de uma quota para altos cargos nas empresas a ser ocupada por mulheres. Isto é deitar areia para os olhos, e querer passar a imagem de um governo que zela pelos interesses das mulheres, quando na verdade apenas está a aplicar uma maquilhagem no panorama geral. As mulheres valem por si só, e de certeza que não precisam de quotas para merecerem ocupar lugares de topo. Precisam isso sim é de estabilidade laboral, concorrer a um lugar sem esconder que estão grávidas ou que o planeiam estar, precisam que os tempos de apoio à família sejam realmente cumpridos sem prejuízo das suas carreiras. O resto acaba por aparecer com naturalidade.

back to the Future

por António Simões, em 05.03.15

Estamos em 2015, mas no entanto ainda não existem carros a andar pelo ar, casacos que secam automaticamente depois de molhados, ténis que apertam os atacadores automaticamente, ou skates sem rodas. O filme "Back to the Future" faz este ano 30 anos, atingindo o ano que na segunda parte da saga leva o actor Michael J. Fox ao futuro. Não sou capaz de contabilizar o número de vezes que vi os três filmes da saga, mas lembra-me perfeitamente dos primeiros que vi. Nesse aspecto tenho que agradecer ao meu primo, o responsável por me iniciar no mundo do lazer cinematográfico, e sempre que vinha da capital de férias para a nossa terra, trazia as velhinhas VHS. Numa dessa remessas vinha "Back to the Future II", gravado numa VHS que parecia ter estado ela própria sujeita às viagens no tempo a bordo do DeLorean, pois já nem tinha a parte da frente que protegia a fita, estando a mesma à mercê de um risco ou golpe que fizesse perigar o conteúdo precioso. De momento pouco tempo tenho, ou mesmo nenhum, para ver filmes, e preciso de fazer um exercício de memória demorado para me lembrar do último que vi. Mas sempre que mudo de canal e está a dar um destes filmes, não resisto à vontade de o ver até ao fim.

o Caloteiro

por António Simões, em 04.03.15

Terei inevitavelmente que abordar novamente a temática, porque o nosso primeiro insiste em lançar achas para a sua fogueira numa demonstração impressionante de soberba sem limites, pois qual pirómano incendiário que se julga incólume à passagem do fogo, não teme na hora de acrescentar combustível. As suas declarações de ontem, foram de tal modo elucidativas da sua pessoa, que deverão ser esmiuçadas por partes, de modo a colher mais sumo da analise individual de cada premissa. Vamos então espremer a laranja... assim:

-"Tenho as minhas imperfeições", ora cá está algo que nem sempre se ouve a um político, uma verdadeira mea culpa assumida na forma mais simples da condições humana, que tem por base algo que faz de nós isso mesmo, o facto de não sermos perfeitos. Para começar não está mal, e neste ponto temos pleno acordo entre as partes;

- "Quem quiser remexer na minha vida não precisa de se dar ao trabalho porque pode ter a certeza de muitas vezes me atrasei em pagamentos, mas sempre que fui instado a pagar, paguei”, é pá! Que grande lata! O homem não tem qualquer problema em reconhecer que é caloteiro, e só paga quando lhe dizem para o fazer. O resto do tempo deve andar de mãos nos bolsos a assobiar, para ver se a coisa passa ao lado;

- "Se quiserem continuar a investigar vão encontrar multas de trânsito ou atrasos, mas podem ter a certeza de que nunca usei a função de primeiro-ministro para esconder ou ocultar, ou ter um tratamento diferente de qualquer outro cidadão”, a parte final até que pode ser encarada de um modo positivo, assumindo o ministro que nunca meteu uma cunha para proveito próprio. Já no que diz respeito ao conhecimento do código da estrada, está mais que visto que deve ter tirado a carta em Viseu.

Com o desenrolar desta novela, e declarações deste calibre, vindas da figura maior do governo tuga, num país normal e civilizado o resultado final seria uma mais do que óbvia demissão. Aqui não, tendo em conta a nossa cultura de desenrasque, está visto que foi eleito um ministro à imagem e semelhança do país. Resta agora aguardar que as suas palavras não sejam levadas no sentido literal das mesmas, pois caso sejam, está visto que o estado vai ter muitas complicações na hora de cobrar impostos... Afinal de contas, os cidadãos são tão "imperfeitos" como o seu primeiro-ministro...

o Esquecido

por António Simões, em 03.03.15

O nosso primeiro-ministro, como é do conhecimento de todos, segundo as mais recentes notícias teve uma branca com duração de 5 anos relativamente ao campo do cumprimento das suas obrigações relacionadas com a segurança social. Depois de deixar o tacho, perdão, lugar de deputado, e antes de se lançar no ataque à poltrona, perdão, liderança do seu partido, esteve cinco anos a encher chouriços, perdão, trabalhar numa empresa de formação de formadores que dão formação a formandos para posteriormente darem formação. Pelo que o povo tuga foi informado pela comunicação social, o PPCoelho não pagou o devido da sua actividade à segurança social. Mas fê-lo agora, e sempre ouvi dizer que mais vale tarde que nunca. Quando questionado sobre a matéria, o homem disse que se esqueceu. De facto, existe um provérbio romano que todos conhecemos e frequentemente dizemos quando alguém erra que "errar é humano". Contudo, pesquisei sobre esse provérbio e descobri que o mesmo na sua versão completa diz que "Errare humanum est, perseverare autem diabolicum", que é como que diz "errar é humano, mas perseverar no erro é diabólico". Tendo esquecido as suas obrigações durante tanto tempo, acho que no seu caso a segunda parte do provérbio está mais adequada...

o Kindergarten

por António Simões, em 02.03.15

O modo como estão a ser conduzidas as negociações com o novo governo Grego, juntamente com o fogo cruzado que se tem vindo a registar entre partes que até ao momento só se lembravam que o outro existia quando era necessário recorrer a estatísticas para respirar de alívio, confirmando que a desgraça própria não era tão grave como a alheia, leva-me a efectuar um paralelismo entre as reuniões do eurogrupo, e um jardim infantil, ou como se diz em terras germânicas - o Kindergarten. Administrado por um reitor autero e severo, Wolfgang Shauble, este Kindergarten europeu tem nos alunos do sul os elementos desestabilizadores da turma, cabendo à professora Merkel o papel de os colocar na linha, seguindo as orientações ditadas pelo reitor. O problema foi a chegada do novo aluno grego, que parece não querer obedecer, nem quando colocado sob ameaça do castigo de ficar sem hora do recreio. Desde que chegou, a sua postura foi imediatamente denunciada pelo choninhas do grupo, o aluno português, que não se conteve na hora de fazer queixa à professora. Quanto a mim, estou do lado do grego... nunca gostei de tipos que acusam o parceiro do lado...

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