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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

roupa Infantil

por António Simões, em 31.10.12

Numa loja de roupa da marca Sara (dito por um habitante de Sever do Vouga onde a última letra do alfabeto é uma linha marcante da pronúncia), reparei que está na moda usar como motivo decorador das camisolas, fatos de treino e afins, uma caveira. Não procuro aqui discutir assuntos de moda, porque para isso argumentos me faltarão. O que procuro esmiuçar é o timing em que se recorre ao uso deste motivo. Até agora sempre pensei que caveiras e seus semelhantes seria uma imagem de marca exclusiva de motards e roqueiros. Tudo bem que ninguém tem o registo de patente destas decorações, mas só espero que a moda fique por aqui. Caso contrário, qualquer dia em vez do comboio dos dinossauros, do ruca, do bob o construtor e seus amigos preencherem o cartaz do Festival Panda, teremos os Moonspell e Metallica a fazerem as delícias da pequenada.

novas Tendências

por António Simões, em 30.10.12

Apesar de distraído em relação ao mundo da moda, tenho olhos para reparar quando a mesma passa diante deles. Actualmente parece que anda tudo louco numa onda de revivalismo como nunca se viu. Desde os raibantes aviadores, aos relógios Casio que nas últimas décadas apareciam naquelas máquinas de entretenimento com um guindaste para tentar levantar o brinde, muitos são os adereços, utensílios e roupa que recuperam modas de um passado já esquecido. Este fenómeno pode muito bem ter sido implementado pela necessidade de se promover a reciclagem de artigos, uma vez que estamos em tempos de crise e a poupança é o prato do dia. Se muitos soubessem disto antes, teriam impedido deitar fora as roupas de avós e mesmo bisavós, e o papel de parede dosanos 70 ainda hoje estaria colado. Até aqui tudo bem. No entanto, o que acho verdadeiramente ridículo é a moda de tirar fotos mimetizando as máquinas tipo polaróid dos primórdios da fotografia. A piada de uma foto envelhecida só é conferida pelo tempo que a mesma tem.

do amor e outros Demónios

por António Simões, em 29.10.12

Embalado por um dia de leitura alucinante, e devoradas que estavam as quatro centenas de páginas do prisioneiro do céu de Carlos Ruiz Zafon, peguei num pequeno livro há já algum tempo guardado, acreditando que estava na altura de dar luz às suas páginas. No final, fiquei com duas certezas. Por um lado, dos três livros que li de Gabriel Garcia Marquez, Amor em Tempos de Cólera é o meu favorito pelo romanceado da história, e pela fuga ao estilo que marca a obra deste escritor, deixando as alegorias, metáforas e realismo fantástico para outras paragens. Por outro lado, dos escritores prémios Nobel que já tive oportunidade de ler, alguns levam a escrita a níveis que só meia dúzia compreendem, grupo do qual não tenho cartão. Por esse motivo, cada vez mais gosto do “nosso” Saramago, um Nobel simplex.

livros de Bolso

por António Simões, em 26.10.12

Este blog investigou a verdade sobre os livros de menor dimensão, menor espaçamento de caracteres e linhas, menor tamanho de letra, e menor preço. Este tipo de publicações tem vindo a ocupar uma quota do mercado livreiro, podendo-se concluir que o seu sucesso se deva em grande parte ao menor custo da publicação. De resto, as vantagens não são muitas pois, tal como já foi referido em post anterior, o tamanho continua a ser um impedimento para se poder meter no bolso. Uma fonte ligada ao ramo, adiantou à equipa de investigação deste blog que por trás desta campanha de promoção do livro de bolso se encontram a SPMEO e a AIPO, respectivamente a Sociedade Portuguesa de Médicos Especialistas em Oftalmologia e a Associação dos Industriais Produtores de Óculos. Assim, o aumento de pessoal a precisar de óculos, depois de horas de leitura em letra de tamanho 8, tem nestas duas entidades os beneficiários finais. Ao contrário do que nos ensina o ditado, neste caso no poupar não está o ganho.

livros de Bolsa

por António Simões, em 25.10.12

Efectuei uma consulta ao dicionário de tugalês, e confirmei que o termo até se encontra correcto. A expressão "de bolso" utilizada para descrever os livros mais pequenos que o formato normal, está de acordo com os paradigmas do léxico tuga, mas totalmente contra os paradigmas da industria do vestuário, tendo em conta o tamanho dos bolsos. Há dias, uns preços de uns livros atraíram a minha atenção, mas depois reparei que afinal eram edições "de bolso". Como tento preservar a minha visão, e como não cabiam nos meus bolsos, cheguei à conclusão que a redução do preço não me traria qualquer vantagem. Gostaria no entanto de deixar uma pequena sugestão ao pessoal da industria livreira: talvez esteja na altura de chamar as coisas pelo seu nome correcto, pelo que, em vez de livros de bolso, o melhor será chama-los de "livros de bolsa". Pelo menos aí têm a certeza que cabem.

roupa às Avessas

por António Simões, em 24.10.12

O nosso clima mediterrânico tem duas épocas ao longo do ano, nas quais as 4 estações parecem fazer uma passerelle durante as 24 horas do dia. O resultado é que ninguém se entende na hora de vestir. Assim, neste momento as indumentárias poderão ser classificadas em três grupos distintos:

- o pessoal que comprou roupa de Inverno nos saldos de Janeiro, e está há meses aguardando a oportunidade de vestir aquele casaco;

- o pessoal que comprou roupa de Verão nos saldos de Setembro, e não está com pachorra para aguardar a oportunidade de vestir aquela t-shirt;

- o pessoal que não comprou roupa, mas ainda não teve vontade de tirar da gaveta a roupa de Inverno, e arrumar a roupa de verão.

O leitor observe o seu entorno, e verificará que é mesmo assim, e concordará que o Obelix é que tem razão "Estes humanos estão loucos".

mahatmas Tugas

por António Simões, em 23.10.12

Na Grécia já houve um tipo que se imolou, como protesto, em frente ao parlamento. Em Espanha, onde o resgate económico se encontra ainda em fase de discussão, com os abutres da troika a pairar sobre o território, prontos para o voo de aproximação, o pessoal já se manifesta veementemente contra possíveis políticas de austeridade. Os Irlandeses não são exemplo porque passam a vida a beber Guiness, e tanto lhes dá, desde que a cerveja esteja na temperatura certa e com espuma abundante. Na tugalândia, onde as técnicas de amanho do peixe se aplicam diariamente ao bolso do povo tuga, não se passa nada. Tirando meia dúzia de manifestantes mais aguerridos, que os meios de comunicação social conseguem fazer com que pareça uma turba enfurecida, a realidade da manifestação contra a austeridade é como os nossos costumes, ou seja, branda. Fontes ligadas ao paraíso informaram à equipa editorial deste blog que o pacifista Mahatma Gandhi, para além de nunca ter passado pelas provações do povo tuga, nunca imaginou que a impassibilidade chegasse a estes níveis. Pelos vistos, ao ler as notícias sobre o nosso país no "Jornal do Paraíso", o homem que lutou pela autodeterminação do povo indiano com protestos não violentos fica intrigado com a mansidão tuga e garante que no seu caso já se teria passado da cabeça.

uma boa Acendalha

por António Simões, em 22.10.12

Numa rubrica de imagens da semana do jornal I, verifiquei que a entrega do Orçamento de Estado para 2013 foi efectuada entregando uma resma de papel à Presidente da Assembleia da República. Para além do perigo de tendinite aumentado que o manuseamento de tal quantidade de papel acarreta, esta entrega é mais um escândalo proporcionado pelo ministro das finanças. Podem-me acusar de nos últimos tempos estar a ser demasiado acutilante em relação ao imigrante, mas eu não tenho culpa do material de crítica diária que o fulano entrega de bandeja a pseudo-proto-humoristas como eu. Tendo em conta que o preço de um dispositivo de armazenagem de dados para ligação em porta USB (este termo não encontra tradução para tugalês) é mais baixo que uma resma de papel, a ideia de Gaspar ao entregar o OE deste modo só pode ser uma: como sabe que o mesmo é uma porcaria, pelo menos depois de lido sempre terá alguma utilidade como acendalha.

manuel antónio Pina

por António Simões, em 19.10.12

Uma homenagem, por mais singela que seja, é sempre uma homenagem. Não poderia deixar passar o trágico desaparecimento deste escritor sem escrever umas simples linhas, neste singelo blog. Da poesia deste homem não li, e provavelmente nunca o irei ler, por minha falta de engenho e desconhecimento desse tipo de arte. A ficção também não faz parte da minha prateleira, mas talvez procure agora umas obras para conhecer. Foi a sua coluna diária do Jornal de Notícias, que teve o condão de me moldar de duas maneiras distintas:

- por um lado, como fica na última página do JN, fez com que os meus hábitos para leitura desse periódico, sem que desse por ela, se iniciassem sempre do fim para o princípio.

- por outro lado, sou fiel seguidor da forma como aborda os temas da actualidade diária, e tento todos os dias sorver desse estilo, para por aqui opinar também.

Hoje a cultura ficou mais pobre.

descontos do Gaspar

por António Simões, em 19.10.12

O título deste post também poderia ser "descontos da china" na mesma proporção do sentido da expressão de negócios da china. Apesar de ter como política a perspectiva de copo meio cheio, existem certas coisas que não posso aceitar porque me beliscam a inteligência. As vias Sem Custo para o UTilizador deixaram de o ser há algum tempo, mas pelo menos sempre se tinha umas borlas que ainda poderiam conferir alguma justiça à designação de SCUT. Desde a semana passada, até essas borlas terminaram. O ministro, na sua benevolência, vem apregoar que é um tipo porreiro e até vai fazer um desconto de 15% ao pessoal. Ora, tendo em conta que até ao momento nunca paguei um cêntimo que fosse, seja pelo tempo em que não havia portagens, seja depois, através da discriminação positiva que aderi, sinto-me perfeitamente insultado quando me informam que até posso ter direito a um desconto. Sr. Gaspar, para além do seu defeituoso discurso disléxico, das minhas dúvidas em relação às suas capacidades na área da economia, agora venho acrescentar uma grave deficiência no conhecimento da ciência exacta. Em matemática, fazer desconto de 0 não é possível. A não ser que me queira pagar por usar a A28 e afins...

ranking da Treta

por António Simões, em 18.10.12

O leitor com toda a certeza concordará que a seguinte comparação, para além de completamente inusitada, revela uma falta de tino da parte de quem a poderia realizar. Assim, comparar:

- o F.C. Porto, clube da primeira divisão nacional, um dos melhores clubes do planeta, com relva encomendada directamente dos terrenos mais verdejantes das terras altas escocesas, onde as camisolas só se utilizam durante um desafio e mudam de formato no inicio de cada campeonato, e onde qualquer jogador mundial ambiciona jogar;

- com o Paços Gaiolo, clube da 2ª divisão distrital da Associação de Futebol do Porto, um dos melhores do concelho de Marco de Canaveses, com areão fornecido pelas sobras das obras públicas da Câmara Municipal, onde as camisolas se usam durante toda a época, e não estando danificadas ainda servem para as épocas seguintes, onde todo o marco canavense sonha jogar,

é a melhor forma que tenho de explicar aquilo que sinto pela anual atribuição do ranking das escolas. Colocar na mesma lista, instituições públicas e privadas, com diferentes possibilidades económicas, onde a matéria prima é arbitrária num caso e escrupulosamente seleccionada noutro, é uma afronta aos professores, auxiliares e restantes elementos da escola pública, que diariamente dão o seu melhor para fazer com que o alicerce da educação ainda seja uma das poucas coisas que de bom temos. Pergunto-me que propósitos esta classificação tráz na sombra, se avaliar a qualidade das escolas, se demonstrar aos pais pagadores das propinas dos colégios privados que o seu dinheiro não foi em vão.

nobel da Europa

por António Simões, em 17.10.12

Talvez manietados pela vontade de apagar a má imagem que granjearam aquando da atribuição do Nobel da paz a um responsável político que diariamente assina despachos e memorandos para dar aval a missões militares e gastos absurdos com o ministério da defesa, o Comité Nobel Norueguês decidiu este ano afinar-se pelo diapasão do Vaticano. Depois de 8 de Maio de 1945, a Europa reconciliou-se de tal forma que tratado após tratado, conseguiu unir os países do continente mais fustigado pelas grandes guerras da história da humanidade. Com tantas oportunidades de assinalar esse esforço de união, fraternidade e irmandade entre povos, distinguindo essa organização com o Nobel da paz, preferiram esperar anos a fio, e logo num ano em que ninguém se entende por causa de dinheiro, ameaçando uns e outros com a retirada do euro e a iminente derrocada europeia, o comité Nobel atribui o prémio Nobel da paz à comissão europeia. Este exemplo de falta de timing dá vontade de dizer "porque no te callas".

óscar e Razzie

por António Simões, em 16.10.12

O dia de ontem foi marcado por duas apresentações:uma de importância matutinamente internacional, outra de relevância vespertinamente nacional. De manhã, a Academia Sueca distinguiu dois norte-americanos com o Prémio Nobel da Economia, pelos seus trabalhos sobre os mercados económicos, os seus problemas de desenho e os seus possíveis "redesenhos" mediante cálculos matemáticos. O comité considera estes dois laureados como dois exemplos de Engenharia Económica. À tarde, a Assembleia da República Tuga recebeu o Orçamento de Estado das mãos de um laureado no campo da Engenharia do Corte Económico, Vítor Gaspar. Deste modo o governo distinguiu todos os desempregados, trabalhadores e reformados com a maior carga fiscal da história da democracia tuga. A Ordem dos Economistas, em conjunto com a Ordem dos Engenheiros, adiantaram em comunicado que se tivessem que atribuir um prémio a cada um destes exemplos da Engenharia Económica, seguiriam o modelo do cinema: os nobel americanos ficavam com o óscar; o ministro disléxico e seus comparsas governativos levavam com o Razzie.

manifestações Ocultas

por António Simões, em 15.10.12

No passado fim de semana, um pouco por todo o pais, mas com particular incidência na capital, verificaram-se manifestações organizadas pelas mais diversas áreas de actividade. No entanto, a falta de rigor e qualidade jornalística com que os media tugas nos tem habituado, voltaram a fazer com que partes importantes da informação não fossem apresentadas. Mais uma vez prestando um serviço público, em nome da bandeira da excelência da notícia, este blog vem trazer à luz da actualidade as manifestações que ficaram na sombra das grandes manchetes das letras gordas. Em Lisboa, onde decorreram manifestações desde o patronato das farmácias, ao proletariado dos trabalhadores, passando pelo meio artístico de músicos, actores e realizadores, realizou-se uma manifestação contra as manifestações, convocada pela assembleia de condóminos da rua de S. Bento, que manifestaram o seu desagrado contra a falta do merecido descanso de fim-de-semana, tendo em conta que nos últimos tempos a sua rua não tem sossego nenhum. Em Viseu, terra de tradição católica, depois da passagem da manifestação com o slogan "forca para a troica" na Rua da Paz, um grupo de beatas da igreja local, horrorizadas com a violência da frase, e interpretando-a na sua forma mais literalmente possível, temendo que pedir a forca para alguém e logo numa rua da paz fosse motivo para a ira do senhor, como forma de pedir clemência para o grupo de manifestantes, seguiram numa contramanifestação usando o mesmo slogan, mas com uma vírgula a mais: "força para a troica". Provavelmente, não repararam no pormenor, ou então não pagam impostos.

orishas Oráculos

por António Simões, em 12.10.12

Esta música, de um dos meus grupos favoritos, já tem uns anos, mas aplica-se em grande parte a estes tempos. El kilo, em cuba, é o mesmo que o cêntimo na tugalândia. No youtube encontra-se em http://www.youtube.com/watch?v=IQspTWQZEgM, mas deixo aqui uma parte especialmente dedicada ao nossos governantes:

 

Mentira no, tíralo, pásalo, písalo, asereo
Se te olvidó, que el kilo no tiene
Vuelto no, asereo

Entro mi flow, entro mi clan
Mi voz como Jackie Chan
Que es lo que dan, mil cuentos mil
Promesas que enganchan
Yo sí, yo fuí, lo que te digo pipo
El dinerito es el gobierno
Quien lo roba chico
Habla tu, habla como si yo te fuera ajeno
Habla tu, habla política cochina vemos
Pero porque tu esperas
Si el que espera, desesperas verás
Así que juega buena por la acera verdadera

 

e para quem não sabe castelhano

 

Mentira não, tira-o, passa-o, esmaga-o, companheiro!
Se te esqueceste que o El Kilo não tem
retorno não, companheiro!
Entrou o meu "flow", entrou o meu clã
A minha voz como o Jackie Chan.
Que é o que dá, mil historias, mil
Promessas que se pegam.
Eu sim, eu fui, o que te digo amigo.
O dinheirinho é o governo
Que o rouba, camarada.
Fala tu, fala! Como se eu te fosse alheio.
Fala tu, fala! Política corrupta vemos.
Mas porque tu esperas,
O que espera, desespera verás.
Por isso é melhor jogares limpo.

o prisioneiro do Céu

por António Simões, em 11.10.12

Pela primeira vez, desde que dei inicio à crítica literária neste blog, escrevo acerca de um livro sem ter dado por concluída a sua leitura. Para mim, existem dois tipos de escritores, os que escrevem sobre algo, e os que escrevem sobre nada. No primeiro caso, cada um com o seu estílo, a escrita tem um pano de fundo, uma espécie de cenário pré-montado. No segundo caso, o escritor avança para a página tal como ela é, ou seja, em branco. A este segundo exemplo pertencem os verdadeiros criadores de histórias, onde se encontra como porta-estandarte Carlos Ruiz Zafon. Por mais impossível que possa paracer, a forma eruditamente simples como escreve é uma mescla de estilo, que combina tal como todos os instrumentos de uma orquesta se juntam para fazer soar uma sinfonia. Fazendo rir e entristecer, misturando alegria com melancolia, do tenebroso ao luzidio, junte-se um argumento de suspense e temos a certeza de começando a ler, só terminarmos ao encontrar o fim. Desta vez fiquei rendido, e coloco-o no topo da minha lista de preferências.

nobel da Literatura

por António Simões, em 10.10.12

Atenção a todos os escritores, escritoras, dactilógrafos, dactilógrafas, e qualquer ser humano que de munido de uma folha de papel e caneta, ou computador e microsoft office, seja capaz de transcrever o discurso que o Ministro das Finanças tem preparado para a apresentação do próximo Orçamento de Estado, ditado por Vítor Gaspar, ao som do oceano pacífico da RFM, sem qualquer tipo de recurso a café ou fármacos estimulantes. Este blog, adianta em primeira mão que o comité nobel está disposto a premiar quem se provar capaz de passar com sucesso essa prova, com o prémio nobel da literatura. Quando a mim, o prestígio de tal distinção, e a compensação financeira são atractivos mais do que suficientes, mas parece-me que a possibilidade de alguém sair com sucesso é demasiado escassa. Apresentem-se os candidatos que o tempo urge.

polícia mau e polícia Bom

por António Simões, em 09.10.12

É muito frequente a indústria cinematográfica recorrer à imagem do polícia mau e do polícia bom, para extrair dos bandidos o máximo de informação possível durante os interrogatórios. Este governo de iniciativa laranja parece seguir esses cânones da sétima arte, sendo o papel de mau desempenhado por António Borges, e o papel de bom protagonizado por Marques Mendes. O António Bad Borges se já tinha tido declarações polémicas, atingiu o zénite ao atribuir o adjectivo de "ignorantes" aos empresários tugas. Concorde-se ou não com essa afirmação, convenhamos que se o tipo é assim em público, não quero pensar como se comporta nas reuniões acerca da austeridade a aplicar ao povo tuga, e que tipo de adjectivos é que recorrerá. Marques God Mendes, confessou numa conferência que os políticos deveriam ter formação ao nível da interacção com o povo, e considera que as medidas de corte devem de ser comunicadas com mais afecto. Não estou a imaginar PPCoelho a dizer "meus queridos e minhas queridas" assim como não me sentiria menos lesado se a golpada nos direitos fosse efectuada com mais educação e amizade. No fundo o único que muda em relação a uma película do mesmo género de Hollywood, é que neste filme da austeridade tuga os bandidos e os polícias são os mesmos.

labuta à Devolta

por António Simões, em 08.10.12

Actualidade da assíduo comentário o regressa, férias retemperadoras merecidas umas de depois. Encontra se tugalândia a que em estado pelo indignação minha a mostrar ele como tal e ,república da presidente nosso do protesto ao juntar-me modo deste quero ,efeito o para. Contrário ao - país do sentido mesmo no escrevo ,hastear para bandeira de dispondo não!

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