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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

boas Saídas

por António Simões, em 30.12.11

É costume desejar-se umas "boas entradas" sempre que se inicia um novo ano. Desde os tempos do bom Papa Gregório não sei quantos, que seres humanos de diferentes raças, credos, filiações políticas e futebolísticas se desejam mutuamente umas "boas entradas". De facto, considero que é de bom tom, sempre que se inicia algo novo, desejar ao próximo que esse início seja o melhor possível, recorrendo a cumprimentos que passam do tradicional "boa sorte", ao artístico "muita m***a". No entanto, tendo em conta que o ano novo não é nada mais do que um novo ano, acho que o conceito de desejar algo de bom deveria de ser repensado. Digo isto, porque não adianta desejar umas "boas entradas", sem pensar nas saídas. Tendo em conta o ano que se avizinha, e tudo aquilo que nos espera, espero sinceramente, que tenham umas boas saídas de 2011, pois a entrada já se sabe que não vai ser pera doce, e que no final de 2012 as saídas sejam ainda melhores.

nespresso Lento

por António Simões, em 29.12.11

Dos breves contactos esporádicos que tenho com as lojas da Nespresso, nas quais nunca cheguei a entrar, verifico que a fila de espera é sempre consideravelmente considerável. Tenho-me por uma pessoa que gosta bastante de café, o qual até bebo sem açúcar, de forma a saborear com mais intensidade o sabor que esta bebida proporciona. No entanto, não chego ao zénite da apreciação cafeteira, que me obrigue a comprar o café pela internet ou ficar nas intermináveis filas de espera das lojas dessa marca. Quanto a mim, poder comprar em qualquer prateleira do supermercado é mais do que suficiente. Se o pessoal que consome café, é mais nervoso que a população em geral, com o frequentar dessas lojas, de certeza que ainda mais nervoso fica. Imagino que depois da loja da Nespresso, a próxima paragem é na farmácia, para comprar o antidepressivo.

mais papista que o Papa

por António Simões, em 28.12.11

Nunca, em circunstância alguma, o pragmatismo da expressão "ser mais papista que o papa" assumiu contornos tão óbvios e esclarecedores, como a notícia que com o leitor partilho. Um cidadão alemão, pretende que o Papa seja multado por ter sido transportado no seu veículo oficial, sem cinto. O acusador, foi mais longe e tirou fotos que comprovam a contra-ordenação papal, quando o Sumo Pontífice passeava no Papamobil pelas ruas da cidade alemã de Friburgo, onde circulava à velocidade máxima que é capaz de alcançar - 10 Km/h. O verdugo pretende que a coima de 2.500 euros seja aplicada à entidade máxima da Igreja, como seria normal em qualquer cidadão. Desta forma, de maneira a evitar situações como esta, e tendo em conta que sua Santidade não gosta de se sentir apertado, o Vaticano vai extraordinariamente acender a lareira que usualmente dá o fumo branco, ao anunciar "habemos papam", e colocar o Papamobil em processo de fumeiro, para os vidros ficarem brancos. Depois, do Papa só se irá ver a mão e cabeça.

levantado do Chão

por António Simões, em 27.12.11

O título deste livro não poderia ter sido escolhido de melhor forma, para sintetizar as agruras de toda uma família de camponeses, que ao longo de gerações soube aguardar estoicamente pela sua hora, e pelos seus direitos. A escrita, ao seu melhor estilo, provoca ao leitor os mesmos sentimentos como se os tivesse vivenciado na primeira pessoa. Extraordinário e belo, é o melhor que consigo resumir, deste que foi o primeiro romance no qual José Saramago recorreu à escrita de forma contínua. Esta obra, deixa-me um sentimento de pena, duplamente sentido. Por um lado, pelo facto de ser mais uma obra de Saramago que passo a conhecer, diminuindo à medida que as leio, o legado que ele deixou para saborear. Por outro lado, seria fantástico que ainda estivesse entre nós, para construir uma sequela deste livro, só que agora, o sentido do mesmo seria ao contrário...

desastre Eminente

por António Simões, em 26.12.11

Um fenómeno de proporções cataclísmicas ameaça países como o Japão e Filipinas. Já existe quem o compare a desastres como os ocorridos em Fukushima e aquando do tsunami de 2004. Por estes dias, equipas de cientistas de todo o mundo procuram soluções para estancar os rios de lágrimas que não param de correr desde todos os cantos da Coreia do Norte. Todos os esforços se destinam a prevenir o possível desastre natural e uma nova guerra entre o norte e o sul da península coreana. O desastre em causa deve-se à previsível subida dos níveis da água do mar, ameaçando as povoações costeiras de Japão e Filipinas, com a respectiva deslocalização de milhares de milhões de pessoas. A guerra pretende-se a todo o custo evitar, pois com o contínuo carpidamento da morte do querido líder, que mais parece um concurso da carpideira do ano, os vizinhos do sul não têm conseguido dormir, nem trabalhar em condições perante a manifestação colectiva de pesar, que para além de aguada, é ruidosa como o caneco. Aguardemos um desfecho positivo deste acontecimento.

feliz Natal

por António Simões, em 23.12.11

Se recordarmos o natal passado, a crise de então traduziu-se por uma diminuição das reservas de açúcar. Este ano, a crise presenteia-nos uma quadra natalícia menos luminosa. Está à vista de todos que as ruas perderam o brilho que habitualmente exibiam, antecedendo o nascimento do Salvador. Passados 2011 anos, para salvar o país, corta-se em tudo e a iluminação de rua não é excepção. No entanto a publicidade que passa na televisão parece alheia ao que se passa no país. Por isso, pergunto-me onde terão feito as rodagens dos anúncios, pois pelo colorido das ruas, em Portugal de certeza que não foi. Por cá está tudo mais triste, e escuro. Só espero que com a falta de iluminação natalícia, o Pai Natal não se perca no caminho. A todos um bom Natal.

párias da Sociedade

por António Simões, em 22.12.11

Como é de todos conhecido, Salman Rushdie está para os muçulmanos, tal como José Saramago está para os cristãos. Claro está, que a dimensão do problema de cada um destes escritores é proporcional ao fanatismo de cada religião que o persegue. Obviamente que no caso de Rushdie, o seu problema é maior, por um lado, porque o pessoal dessas crenças é doido varrido o suficiente para o perseguir até à morte, e por outro, pelo simples facto de que está vivo, não se passando o mesmo, infelizmente, com o nosso José. Agora o que muito provavelmente escapa ao comum dos mortais, é a perseguição que todos os anos, pela altura do ano novo, a cantora Mariah Carey sofre. Ordas de funcionários de todo o tipo, oriundos de centros e áreas comerciais de todo o mundo, fartos até às sobrancelhas e deitando por todos os poros do corpo fluidos de ódio, procuram insanamente colocar a cabeça da cantora a prémio. Tudo, porque durante mais de um mês, são obrigados a ouvir a música "All i want for christmas is you" inúmeras vezes ao dia. Para bem da senhora, o melhor é passar a música em línguas diferentes, sempre seria diferente.

Eu não quero muito nesse natal
Só tem uma coisa que eu preciso
Eu não me importo com os presentes
Que estão debaixo da árvore de natal
Eu só quero você para mim
Mais do que você pode imaginar
Faça o meu desejo se realizar
Tudo que eu quero de natal é você.

natal Oficial

por António Simões, em 21.12.11

É um costume português, profundamente enraizado, deixar tudo para a última hora. As compras de Natal não são excepção. Isto ocorre, em parte, porque o pessoal anda um pouco distraído, e nem sempre se olha para o calendário com olhos de ver. Por este motivo, nos últimos anos, vários grupos e associações de comerciantes têm feito pressão sobre as televisões, de forma a precipitar a programação oficial de Natal. No sábado, a TVI, com a emissão do filme "Sozinho em Casa II", declarou oficialmente o inicio da contagem decrescente para o Natal. Com o cronómetro a correr, ainda os créditos do filme passavam na televisão, centenas de pessoas apressadas, em pantufas e pijamas, corriam para os centros comerciais, porque finalmente se aperceberem que estamos no Natal. Para o ano, com a pouca prosperidade que se prevê, não nos admiremos de ver "Os Dez Mandamentos" em Fevereiro, e o "Sozinho em Casa" em Novembro. As amêndoas e Pais Natais de chocolate tem que se vender.

massacre no Hospital

por António Simões, em 20.12.11

O serviço público de televisão, deve ser servido nas doses adequadas, e com um sentido de responsabilidade muito apurado. No caso concreto do programa anual "Natal dos Hospitais", é de se tirar o chapéu o esforço desenvolvido, de forma a brindar com um pouco de magia desta quadra, todos aqueles que por motivos de saúde se vêm confinados ao espaço de uma enfermaria. De manhã, a emissão já tinha iniciado, e à noite, quando cheguei a casa, ainda não tinha acabado. Pelo meio, à hora do lanche, verifiquei, que estava no ar um travesti, de maquilhagem carregada, com uma espécie de fato de banho feminino vermelho, pernas ao leu, e um fraque vermelho, a cantar não sei bem o quê. Bom, perante este cenário pergunto-me se depois de horas a fio de emissão, dezenas de cantores onde 95% são de música ligeira, e com um travesti vestido de Pai Natal à sua maneira, o doentinhos estarão em condições de se dirigir de volta para o internamento respectivo. Quanto a mim, com este massacre, os hospitais arriscam-se a tornar-se internamentos gerais de psiquiatria, conhecidos por hospícios. Fazer o bem, está bem, mas tem que se fazer bem e fazer bem.

uma prenda para PPCoelho

por António Simões, em 19.12.11

Ontem, PPCoelho anunciou que a melhor forma dos professores encontrarem emprego seria em qualquer lado, menos em Portugal. Vai daí, que vários dirigentes se insurgiram contra o comentário, sugerindo que quem deveria emigrar seria o primeiro-ministro. Estou solidário com PPCoelho por dois motivos. Primeiro, porque sei que no fundo ele apenas se estava a inspirar nos grandes descobridores portugueses, como Bartolomeu Dias, que destemido soube desafiar Adamastor e contornar o cabo das tormentas. Esta forma prosaica de encontrar uma solução noutras paragens, deverá ser encarada como uma boa esperança, deixada sob a forma de convite à emigração, por este visionário da política contemporânea. Segundo, porque na catequese me ensinaram que não se deve desejar o mal de ninguém, acho que o nosso primeiro deve ficar cá, onde pertence. Este senhor, nem ao pior inimigo de Portugal lho enviaria para governar, e tal como nos ensinou Jesus, que até faz anos no final da semana, se alguém te bater na face direita, dá a esquerda... mas pelo andar da carruagem, e como vem aí o Pai Natal, mais valia oferecer um saco de Boxe... sempre aliviava o povo de mais pancada.

toto Sentimentos

por António Simões, em 16.12.11

Incrédulo. Foi assim que fiquei, durante uma pausa para almoço, enquanto passava na televisão a rubrica "sorrisos de Portugal", na TVI, apresentado pelo sorridente Goucha. Pelos vistos, sorteiam-se duas intervenções cirúrgicas por mês, para melhorar o aspecto dos felizes contemplados. De facto, é bom melhorar a vida dessas pessoas, mas, no entanto, até que ponto é legítimo fazer disso um totoloto? E as pessoas que concorrem e perdem, recebem uma chamada a dizer "obrigado pela participação, mas temos pena, vai ter que continuar a ser feia"? Já sabemos que o decoro e o bom senso há muito que perderam terreno em nome das audiências, sendo agora verdadeiramente preocupante imaginar até onde as televisões estão dispostas a ir. Esperemos que a crise não seja o mote para se escavar ainda mais fundo.

fome de Águia

por António Simões, em 15.12.11

O presidente do SLB, Luis Filipe Vieira, tem pautado nos últimos tempos por um discurso afinado pelo mesmo diapasão do nosso primeiro-ministro, de que estamos em tempos de crise, e que o próximo ano não poderá ser de folgas orçamentais, adiantando que o clube da águia se orientará no mesmo sentido, efectuando uma gestão responsável. Pelos vistos, uma das medidas de corte será a substituição da ração habitual de Carne Alentejana por um batido energético de proteínas do Mini-Preço, para a águia vitória. O bicho, não se fez rogado, e para demonstrar a sua indignação, tentou ontem abocanhar o presidente, quando este se dirigia ao palco para mais um discurso. Foi apenas um pequeno susto, para sorte do presidente e da águia. O primeiro porque não se aleijou, e a segunda porque não comeu... não fosse ficar com indigestão.

calhaus ao Norte

por António Simões, em 14.12.11

Atenção, fica desde já esclarecido que não concordo nem compactuo com qualquer tipo de delinquência, acto de vandalismo, ou afins. Este post destina-se apenas a usar um acontecimento da actualidade para efectuar uma abordagem socio-psicológica, de caracterização demográfica, que me leva a uma conclusão tristemente inesperada. De facto, as reacções do povo do norte e do sul foram substancialmente diferentes aquando da entrada das portagens nas vias Sem Custo para o UTilizador. Ao norte, a reacção foi manifestada por marchas lentas, buzinões e pouco mais. Ao sul, a reacção foi com tiros nas câmaras de identificação, destruição da estrutura, e incêndios nas ligações informáticas das portagens electrónicas. Pensando que a virilidade era mais acentuada a norte do douro, estes acontecimentos vieram a demonstrar que afinal assim não é. Agora percebe-se o porquê de quando se pergunta a um Alentejano qual o motivo da sua terra ser plana, a resposta ser "porque os calhaus foram todos para o norte".

a opereta dos Vadios

por António Simões, em 13.12.11

Nem sempre aquilo que parece é. No caso de Francisco Moita Flores, quem olha para o seu passado de inspector da PJ e vê o actual presidente da Câmara de Santarém, não diria que pelo meio está um interessante escritor. O que mais destaco na sua obra, é a extraordinária capacidade de descrever o nosso burgo, recorrendo à sátira e ao ridículo conseguindo, amiudas vezes, fazer correr a lágrima que os olhos não conseguem conter depois de tanto riso e gargalhada. Esta obra, junta-se a "O Carteirista que fugiu a tempo", e "Não há lugar para divorciadas", sendo particularmente pertinente a sua leitura nos dias de hoje, pois, a história parodia com tudo aquilo que temos vindo a experimentar no nosso dia-a-dia de país à beira da falência... a todos os níveis. Leiam, que não se irão arrepender.

avaria Normal

por António Simões, em 12.12.11

O ministro da defesa classificou ontem de normal a avaria do Falcon da Força Aérea Portuguesa, acabando assim por prolongar a estadia em terras mauritânias. A frota de aviões do estado tendo atingido a maioridade, pois dois foram adquiridos em 1989 e um em 1991 (na altura em que as vacas tinham de tomar Xenical), com toda a normalidade está sujeita ao desgaste, e a percalços deste tipo. Claro que o clima de contenção orçamental obriga a manutenções onde a optimização dos recursos é prato do dia, mas que pode dar origem a imprevistos como este. O resultado foi que teve de ser enviada uma equipa de manutenção para o local, contrariando o velho ditado de que no poupar está o ganho. Agora, para além de medidas de reforço na vistoria periódica destes já muito viajados aviões, o ministério da defesa resolveu abrir os cordões à bolsa e contratar não mais um avião, mas sim um novo elemento para a tripulação dos aviões existentes. Uma vez que não há pilim para renovar a frota, nada melhor que um Padre para velar pela segurança das aeronaves tugas.

novo Destaque

por António Simões, em 10.12.11

A introdução diária de novos posts, tendo por base os dias úteis, será excepcionalmente interrompida hoje, sábado. O motivo não se prende com acontecimentos importantes como o desafio de logo à noite entre o Real Madrid e Barcelona, nem com a embrulhada que se está a montar em Bruxelas, mas sim pelo facto deste humilde espaço de opinião livre ter sido pela segunda vez, alvo de destaque pela equipa dos blogs do sapo. Aos seus elementos, o meu muito obrigado, pois desta forma a visibilidade do blog aumenta, e de que maneira. Este incentivo, será certamente recompensado com a entrega ainda mais forte por parte do autor. Aos leitores que já conhecem um abraço especial pela permanência. Ao novos, sejam bem-vindos, e espero que se divirtam, tal como me divirto a escrever.

efeitos Secundários

por António Simões, em 09.12.11

Um artigo publicado na edição de Outubro da revista National Geographic, apontou o dedo às telenovelas, como as principais responsáveis pela diminuição da taxa de natalidade no país das telenovelas, o Brasil. Segundo o estudo, o aumento da taxa de número de lares com acesso a televisão, e correspondente programação pejada deste tipo de entretenimento, é directamente proporcional à queda da taxa de nascimentos. Desse modo, o fenómeno sociológico da emancipação das mulheres, induzida pelo consumo excessivo de produções da TV Globo e afins, levou o mulherio brasileiro a ditar uma quota máxima de produção materna. Em Portugal passa-se o mesmo. Assim, se considerarmos as telenovelas como um remédio de controlo da natalidade, comprovando-se que o efeito terapêutico é o mesmo em ambos os países, o mesmo não se passa ao nível dos seus efeitos secundários. De facto, enquanto que o Brasil parece estar a prosperar em termos económicos, por cá, a panóplia de oferta que se apresenta parece ter contribuído para o embrutecimento da população, e ao desvario dos políticos, resultando numa bola de neve em que quanto mais embrutecido se encontra o povo, mais políticos incompetentes coloca no poder, conduzindo esta horta ao estado em que está. Já dizia o outro... e o burro sou eu?

fonte de Inspiração

por António Simões, em 07.12.11

Sempre que encontro alguma dificuldade em obter matéria, com a qual possa preencher estas linhas, viro as antenas para as musas inspiradoras que são os programas televisivos da manhã. Claro está, que o horário laboral não se coaduna com o televisionamento destas paródias, mas nos contactos esporádicos que vou tendo, o sucesso editorial está garantido. Das várias ofertas disponíveis, o programa das manhãs da TVI exerce um poder, qual Némesis, sobre todos os outros, ofuscando-os com a sua pirosice. Há dias, durante a prática diária do enchimento do chouriço, dei com um analista de mercados a segurar um bacalhau enquanto explicava o que poderá acontecer na tugalândia, caso Portugal saísse do Euro, e voltasse ao escudo. Isto acontecia, ao mesmo tempo que a apresentadora exercia o seu direito de opinião, mas de uma forma tão audível que, por momentos, pensei que se tirasse o som da televisão, ainda conseguiria ouvir a sua voz, vinda directamente da capital. É caso para dizer, que no meio de bacalhau e gritaria, é tudo uma grande peixeirada... com todo o respeito.

lágrimas de Crocodilo

por António Simões, em 06.12.11

Muito provavelmente, o leitor já terá visto e lido acerca do choro da Ministra Italiana, ao anunciar as medidas que exigem sacrifícios aos seus concidadãos. De facto, as imagens são comoventes e enternecedoras. No entanto, fonte ligada ao secretariado da Ministra, deixou passar a verdadeira razão das lágrimas que foram derramadas perante as câmaras de televisão. De facto, o que na realidade aconteceu foi que a ministra teve a mais simples e vulgar reacção à volatilização do ácido sulfénico da cebola. A Ministra do Traballho, antes de pedir sacrifícios aos italianos, começou a aplicar austeridade em casa, despedindo a empregada. O resultado foi que tendo ido para a conferência de imprensa em cima da hora, depois de ter adiantado a refeição da noite em casa, onde preparou um belo refogado de borrego, as suas mãos ainda traziam vestígios de cebola, e ao virar as páginas do discurso, o aroma veio ao de cima, e a ministra, muito sensível ao químico, sucumbiu. Enfim, vicissitudes ministeriais em tempos de austeridade.

morto e Desenterrado

por António Simões, em 05.12.11

Todos os anos é a mesma coisa com reaberturas do processo, livros, ensaios, colóquios, homenagens, protestos, e até mesmo t-shirts alusivas ao tema com o lema "Eu sobrevivi a Camarate". A trágica morte dos líderes do PSD e CDS já deve ter matéria para uma licenciatura. Este ano, depois da possibilidade levantada por PPCoelho (espectacular esta coligação!?) de voltar a desenterrar o assunto, a ADADFP (Associação para a Defesa das Árvores Destinadas ao Fabrico de Papel) veio mostrar um profundo repúdio perante tal eventualidade. De facto, depois de 9,85% da floresta portuguesa ter perecido para alimentar a necessidade de papel, do qual este processo se banqueteou ao longo dos últimos 31 anos, o presidente da ADADFP veio alertar para o perigo de extinção deste tipo de arvoredo caso não haja bom senso. Fontes ligadas ao tribunal onde se arquivam os processos, também anunciaram que em todos estes anos de fecho e reabertura do processo, já se contabilizam 31 baixas derivadas de hérnias discais contraídas pelos funcionários que anualmente movimentavam os grossos volumes de papel. A bem da floresta, e do absentismo laboral é altura de colocar um ponto final neste drama.

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