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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

autárquicas 2013

por António Simões, em 30.09.13

Ora bem, falar das eleições a nível nacional e daí tirar conclusões é muito difícil, principalmente devido ao facto das eleições autárquicas terem um cariz totalmente diferente de todas as outras pelo simples motivo de que a realidade de cada município torna o mesmo um caso particular. De qualquer modo é hilariante saber que há pessoas que acham positivo votar num candidato que se encontra na choça. Parabéns Isaltino! Aqui pelas minhas paragens, o caso assumiu contornos dramáticos. Com uma diferença de 4, sim, 4 votos, o candidato que se encontrava aos serviços da autarquia durante os últimos 16 anos, que fez parte de uma equipa que voltou a colocar o município no mapa do desenvolvimento e prosperidade, ficou a milhas do esperado tendo perdido largo terreno para um candidato arrivista. Motivos? Por instantes ainda pensei que estando em época de vindimadas o pessoal tivesse votado em estado ébrio. Mas não, foi em consciência que o fizeram, o que revela que no fundo, aqui, tal como em Oeiras, o crime compensa. Tenho vergonha de viver no meio de gente que assim pensa, e assim se manifesta, e dou razão aos juízes do tribunal constitucional quando dizem que as pessoas não sabem votar...

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2 comentários

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    De António Simões a 30.09.2013 às 14:33

    A todos estes excelentes comentários, gostaria de deixar um pequeno texto, da pena de Aldous Huxley acerca da "Sugestibilidade Humana":

    "Os ideais da democracia e da liberdade chocam com o facto brutal da sugestibilidade humana. Um quinto de todos os eleitores pode ser hipnotizado quase num abrir e fechar de olhos, um sétimo pode ser aliviado das suas dores mediante injecções de água, um quarto responderá de modo pronto e entusiástico à hipnopédia. A todas estas minorias demasiado dispostas a cooperar, devemos adicionar as maiorias de reacções menos rápidas, cuja sugestibilidade mais moderada pode ser explorada por não importa que manipulador ciente do seu ofício, pronto a consagrar a isso o tempo e os esforços necessários.
    É a liberdade individual compatível com um alto grau de sugestibilidade individual? Podem as instituições democráticas sobreviver à subversão exercida do interior por especialistas hábeis na ciência e na arte de explorar a sugestibilidade dos indivíduos e da multidão? Até que ponto pode ser neutralizada pela educação, para bem do próprio indivíduo ou para bem de uma sociedade democrática, a tendência inata a ser demasiado sugestionável? Até que ponto pode ser controlada pela lei a exploração da sugestibilidade extrema, por parte de homens de negócios e de eclesiásticos, por políticos no e fora do poder?"
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