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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

indignem-se Porra!

por António Simões, em 06.05.13

Excepcionalmente, o post de hoje é exclusivamente sério porque para palhaço já temos quem nos governa.

 

Na passada sexta feira, PPCoelho anunciou o novo pacote de medidas de austeridade. Das novas directrizes a aplicar, facilmente se conclui que para este governo, por um lado os funcionários públicos são uns malandros, e por outro lado os reformados ganham mais que a conta. Acho que este modo pragmático de resumir o pacote não foge em nada das grandes medidas que passam pela redução de 30 mil funcionários públicos, aumento da carga horária dos mesmos, aumento da contribuição para a ADSE, diminuição dos dias de férias, e, la creme de la creme! uma contribuição a cargo das reformas que será variável de acordo com, e passo a citar "o andamento da economia". Pergunto-me então:

- serão os funcionários públicos, trabalhadores que colocaram os serviços públicos desta tugalândia em níveis de qualidade que ombreiam com o melhor que há no mundo, os responsáveis pela actual crise económica? Bons e maus trabalhadores existem em todos os sectores da actividade, e o problema é não assumir a falta de qualidade do nosso tecido empresarial e privado, que muitas vezes passa por uma gestão cobarde e ineficaz, onde se premeia a incompetência e não se permite a progressão de quem por mérito merece subir. A culpa afinal morre solteira, pois até mais ver os brilhantes gestores principescamente pagos que deixam buracos por onde passam continuam a cirandar nas lideranças, e a banca, a fonte de todos os males, continua a crescer como ogre bulímico, que não teve nem tem escrúpulos na hora de promover o endividamento e daí sacar rendimentos obscenos, recusando depois ajuda na altura em que mais dela se precisa.

- Serão os pensionistas, que toda a vida celibaticamente cumpriram com os seus deveres, os responsáveis desta situação? A crueldade deste governo não parece ter limites, e esta nova contribuição de sustentabilidade ainda se lhe pode acrescetar um adjectivo - jocoso. Dizer que as reformas vão estar sujeitas ao fluir da economia é o mesmo que um defesa estabelecer um contrato por objectivos, de acordo com os golos que o avançado marcar.

Acho que é tempo da indignação passar à acção. Se os reformados apenas por palavras o podem fazer que o façam, mas junte-se a voz dos funcionários públicos do activo que tem a faca e o queijo na mão da sustentabilidade do dia a dia. Tempos houve de greves de 30 dias. Hoje em dia, mais do que nunca isso faria todo sentido. Basta de bater no suspeito do costume, que disso mesmo não passa...

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