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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

25 de abril de 2013

por António Simões, em 25.04.13

Mudam-se os tempos, adaptam-se as cantigas...

 

Abril 1974

 

Ontem apenas                                

fomos a voz sufocada                      
dum povo a dizer não quero;          

fomos os bobos-do-rei                    
mastigando desespero.                  

Ontem apenas                               
fomos o povo a chorar                   
na sarjeta dos que, à força,            
ultrajaram e venderam                   
esta terra, hoje nossa.                  


Uma gaivota voava, voava,            
assas de vento,                              

coração de mar.                             
Como ela, somos livres,                 
somos livres de voar.                     

Uma papoila crescia, crescia,          
grito vermelho                                
num campo cualquer.                     
Como ela somos livres,                  
somos livres de crescer.                 

Uma criança dizia, dizia                  
"quando for grande                       
não vou combater".                       
Como ela, somos livres,                  
somos livres de dizer.                    


Somos um povo que cerra fileiras,  
parte à conquista                           
do pão e da paz.                             
Somos livres, somos livres,             
não voltaremos atrás.                     


Abril 2013


Hoje apenas

somos a voz abafada
dum povo a gritar que não quer

somos os bobos-da-troika

à beira do desespero

Hoje em dia

temos o povo que chora
na sarjeta dos que, à revelia
ultrajaram e venderam
a terra que já não é nossa

Um portugês pagava, pagava
erros de outros

incompetência de muitos
Com o coelho, somos livres
somos livres de emigrar

Uma dívida crescia, crescia
chegou ao vermelho
num dia qualquer
Este governo não nos livra
De ve-la continuar a crescer

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou estar aqui"
Como ela, somos livres
somos livres de bazar

Somos um povo manso e sereno
já conquistou
e já tudo perdeu
Fomos livres, Fomos livres
era bom voltar atrás



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