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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

brentering vs Brexit

por António Simões, em 19.01.19

Até ao momento ainda não se falou do que verdadeiramente importa, do motivo que encerra toda a essência da problemática do momento ou seja , daquilo que supostamente os antigos estudantes de latim erradamente classificaram como o cerne da questão - o busílis do BREXIT. Ainda bem que este blog ainda existe e, apesar do tempo ser pouco, a humanidade ainda se poder congratular por me sobrar algum tempo, para deste modo esclarecer uma opinião pública que é atormentada diariamente por jornalistas e comentadores medíocres que não só não merecem ganhar euros pelas baboseiras que dizem, como não são merecedores do tempo de antena que poderia muito bem ser ocupado com programas bem mais interessantes, e neste caso não estou a falar de mentecaptos que não se conhecem de lado nenhum e resolvem casar-se, a bem das audiências e do seu próprio bolso, sonegando a pouca réstia de moralidade de quem isto faz, e de quem isto vê. O problema do Brexit nunca foi o Brexit, mas sim aquilo que eu classifico como o BRENTERING, e espero algum dia receber direitos de autor ao abrigo da nova legislação da www. O Brentering foi algo que nunca devia ter acontecido, como muitos casamentos de conveniência que acabam sempre numa pasta da secretária de advogados litigiosos. O namoro entre Britânicos e seja quem mais for, nunca poderia dar em algo positivo, uma vez que o pessoal da velha Albion sempre teve a intenção de ser diferente de todos os outros: conduzem do outro lado da estrada; tem um sistema métrico diferente; criaram uma religião à parte e à sua maneira; bebem chá à tarde e enfrascam-se de cerveja ao por do sol; comem peixe com batatas fritas; nunca quiseram fazer parte da moeda única. Perante tantas divergências, se na altura certa o Brentering nunca tivesse acontecido, hoje não estariamos a falar de Brexit. Escusam de agradecer... Obrigado...

show must go On

por António Simões, em 08.01.19

Seria de esperar que o primeiro artigo de um novo ano fosse algo positivo e optimista. Apesar de assim me sentir, a inexorabilidade de ser tuga e viver num território povoado por conterrâneos que cavam um fosso tremendo entre o que são e o que eu sou levam-me necessariamente a fazer uma análise de acordo com uma clivagem que aumenta a cada segundo que passa. Pergunto-me como poderemos viver incólumes à quantidade de estupidez gratuita que para além do patrocínio orientado pela comunicação social, é consumida de forma sôfrega por uma opinião pública cada vez mais decrépita e demente, sinal inequívoco de uma sociedade cada vez mais tecnológica e cada vez mais sonegada de capacidades tão vitais para o ser humano como a inteligência, o raciocínio e a honestidade intelectual. Exemplos não faltam, e povoam o nosso dia a dia como cogumelos numa floresta, como foi o caso recente em que uma apresentadora supostamente conhecida e mediática foi para o ar com o seu primeiro programa na sua nova estação televisiva. Até aqui a terra continuava a girar nas suas quase 24 horas de rotação, e continua a girar no mesmo sentido e defeito horário, mesmo quando o presidente desta espécie de país interrompe, e aqui passo a citar "uma reunião" para dar pessoalmente os parabéns a essa apresentadora. Num registo de total surpresa e estupefacção, a apresentadora só conseguiu largar uma lágrima de emoção, verdadeiramente arrancada a ferros para gáudio de um povo que sempre gostou de viver de ilusões e aparências.

bohemian Rhapsody

por António Simões, em 10.12.18

Tendo contribuído não só para a minha cultura musical, mas também para moldar parte da minha personalidade, ver o filme "Bohemian Rhapsody" seria obviamente obrigatório. Conto pelos dedos de uma mão o número de vezes que fui ao cinema ver um filme nos últimos anos, tirando as matinés obrigatórias de quem tem que estar por dentro do que se faz de mais recente no mundo da animação, e assim, confortavelmente acompanhado pela melhor companhia possível, fui aumentar a minha estatística de cinéfilo esquecido. Fazer uma crítica ao filme passa-me completamente ao lado, porque o melhor que ele teve foi ver a enchente de pessoas de diferentes idades que desejavam fazer uma viagem no tempo, e desfrutar da magia que os "Queen" deixaram, deixam e continuarão a deixar no coração de todos. Desde os mais velhos que viveram integralmente os sucessos da banda, aos mais novos que ainda não eram nascidos quando os "Queen" já não eram quatro, outros como eu havia que não tendo acompanhado desde o início ainda tiveram tempo de escutar uns acordes ao vivo para registar na memória. Os gostos são sempre subjectivos, seja qual for a área em discussão, mas o entusiasmo que este filme despertou, assim como despertam os concertos com Brian May e Roger Taylor, marcam de forma indiscutível o peso de uma banda que a eternidade já patenteou há muito tempo.

a Sede

por António Simões, em 26.11.18

Até ao momento a minha única experiência literária no campo do macabro foi um livro de tamanho considerável, com um título que nada tinha de relacionado com a história. Em "O Historiador" de Elisabeth Kostova, tive que enfrentar páginas a fio de enredo de vampiros, assunto que desde pequeno não me deixa em muito confortável posição, e quase que posso dizer isto de forma literal. Os nórdicos habituaram os leitores a bons livros de entretenimento policial, e foi por isso mesmo que procurei conhecer um novo autor, ciente que entrava novamente numa história de contornos mais obscuros. Este livro é guiado pela argúcia de Jo Nesbo (falta o traço oblíquo no O...) numa investigação intrigante correndo as páginas não só na procura de saber o seu fim, mas acima de tudo para verificar se a perversidade da mente humana é capaz de mais uma atrocidade, coisa que pelos vistos não parece ter fim...

oitavo Aniversário

por António Simões, em 22.11.18

Com um dia de atraso, mas cumprindo a velha máxima onde se preconiza que mais vale tarde do que nunca, venho recordar que foi na noite de 21 de Novembro de 2010 que este blog se iniciou. O motivo pelo qual o iniciei não mudou, a sua filosofia também não. As temáticas foram várias e mudaram de acordo com o sabor dos tempos. Em relação à escrita, o estilo procurou ser igual a si próprio, e se a periodicidade teve altos e baixos, como se verifica pelos últimos tempos, tal se deve única e exclusivamente ao seu autor, pois o dia-a-dia deste país serve de bandeja um sem fim de temas para se debruçar e escarnecer. Marcar uma data é sempre relevante e por isso mesmo não poderia deixar de lembrar esta, algo especial para mim, pois ao recordar estou a escrever, coisa que por muito pouco que seja é sempre bom, ao sentir que como pessoa somos capazes de pensar, raciocinar e processar, ou seja - existir - coisa que no mundo de hoje parece estar cada vez mais arredada.

Parabéns...

categoria - Restos?

por António Simões, em 12.10.18

Confesso que a alegria proporcionada ao ler a notícia me impediu de fazer uma investigação mais aprofundada, motivo pelo qual peço desde já a minha desculpa pela falta do rigor e profissionalismo. De qualquer modo é com regozijo, fleuma e patriotismo que vivo o dia em que a tugalândia sai oficialmente do estado de "Lixo", depois de sete anos, três meses e dois dias, numa data que ficará para a história pela unanimidade opinativa das três grandes agências ao serviço do capitalismo em relação a esta bela horta à beira mar plantada. Também conhecidas por serem entidades que classificam o nível de risco sobre a qualidade de crédito, as agências de Rating são no fundo uma espécie de "Master Chef" da economia mundial, provando os pratos servidos pelas economias nacionais, efectuando depois as suas deliberações acerca da qualidade dos repastos. Esta comparação com o mundo da culinária é a melhor forma para explicar as categorias de classificação das agências, a pessoas como eu que tenham poucos conhecimento na área da economia. Assim, apesar do nosso tecido empresarial ainda não estar no patamar que permita almejar uma pertença aos melhores menús da economia mundial, tendo saído do lixo já podemos estar satisfeitos por estar numa espécie de categoria de "restos" - não vale a pena deitar fora, e sempre se pode "comer" quando não há tempo ou nada melhor para o jantar...

valores de Hoje

por António Simões, em 10.10.18

Muita tinta tem corrido desde o momento em que uma alegada vítima se libertou de umas alegadas grilhetas, devidamente apertadas por um alegado contrato de confidencialidade, documento que alegadamente existe e que terá sido assinado pela própria e por um alegado agressor, pessoa que não é de todo desconhecida para a opinião pública mundial, que prontamente se polarizou numa onde de solidariedade, seja do ponto de vista da suposta vítima seja do lado do possível agressor. O assunto terá o seu desenvolvimento, e não tendo qualquer opinião em relação a qualquer dos lados acho que até ao momento subscrevo totalmente as palavras de António Costa, acreditando num dos pilares do estado de direito e da justiça que defende que até prova em contrário todos temos direito à presunção de inocência, ficando a cargo das autoridades o escrutínio da verdade. O que me deixe verdadeiramente intrigado, ou melhor, estupefacto, é a diferente reacção da sociedade sobre este assunto, em relação a outro(s) que envolve(m) também a figura masculina do presente caso. Perante algo que ainda não sabemos o que é, as opiniões surgem, os debates são feitos em horário nobre, os defensores e os detractores digladiam-se numa contenda de argumentos sobre uma coisa que só duas pessoas sabem verdadeiramente a verdade nua e crua, o mesmo não se tendo passado em relação ao momento em que o mundo soube da descendência mono-parental de um dos maiores astros do fenómeno desportivo mundial, num verdadeiro atropelo documentado e evidente em relação à decência e aos direitos de quem pisa esta esfera. Enfim, valores de hoje num mundo cada vez mais decadente e privado de ventos de bom senso...

síndrome de Marcelo

por António Simões, em 02.08.18

Apesar de ainda ter uma opinião super positiva acerca do nosso Presidente da República, começo a pensar se não terei sido (e continuar a ser) vítima de uma espécie de síndrome de estocolmo, arriscando mesmo que o problema não se resume à minha individualidade mas se estende à população em geral. Depois dos anos negros da Presidência de Aníbal Silva, período que poderia ser retratado com uma tela em branco e meia dúzia de pinceladas em tom de preto e cinzento, surge por entre a neblina do nevoeiro um D. Sebastião encarnado na figura de Marcelo, juntando as cores garridas da sua boa disposição à tela triste e sombria deixada pelo anterior inquilino de Belém, resgatando o povo de um indivíduo que nos privou de sorrir e encarar o dia-a-dia de forma positiva. No entanto acho que voltamos a estar cativos, desta vez num conto de encantar, pelas várias vezes em que o actual Presidente cumpre a máxima de "nem 8 nem 80". Marcelo desdobra-se em beijos e abraços, sorrisos e acenos, fotografias e poses, chegando mesmo a quebrar toda e qualquer decência que este cargo exigiria ao tirar ele próprio a dita "selfie". Essa ferramenta do homo Sapiens Sapiens Narcisista de hoje em dia pode justificar-se em alguns casos, mas em pleno Palácio de Belém, repleto de funcionários, secretários, adjuntos, colaboradores e assistentes, ser o próprio Presidente da República a tirar a Selfie com a Selecção Nacional de sub-19, é no mínimo estranho, e no máximo estúpido.

perigo de Verão

por António Simões, em 01.08.18

Aumentando de intensidade, o fluxo noticioso acerca da vaga de calor que hoje começa não tem parado de aumentar, seguindo atentamente os ventos da massa de ar quente gentilmente enviados do continente africano. A prevenção e a segurança devem ser sempre respeitados, mas o limite entre esses baluartes e o histerismo jornalístico de hoje em dia não existe resultando, temo eu, num problema agravado pela democratização da imbecilidade que as redes sociais servem de bandeja. As notícias são apresentadas com o espanto de estar calor em plena época estival, apregoando "perigo - vêm aí o Verão". Pergunto-me eu se devemos de ficar espantados com um mês de Agosto quente, ou com um mês de Julho frio, ou então com o facto de termos tido um mês de Junho mais chuvoso que o mês de Abril. De facto, os ditados já não são o que eram, e nem no "mês de Abril águas mil", nem no "1º de Agosto ser o primeiro do Inverno".

pensar Campeão

por António Simões, em 06.05.18

Isto é para o vermelhos. Os verdes. As toupeiras. Os padres das missas. As peças encarnadas nos órgãos certos. Os que queriam ver as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E não têm qualquer respeito pelo Futebol Clube de Porto. Poderia passar ao lado, ficar aborrecido ou caluniar. Mas não poderia de forma alguma ignorar. Porque o Porto é uma Paixão. Algo que não se explica porque só se sente. Será algo certamente louco, mas loucamente único. Porque os portistas são suficientemente loucos para o ser todos os dias, e podemos não mudar o mundo, mas carago…


SOMOS CAMPEÕES!!!!!!!!

animais em Casa

por António Simões, em 28.04.18

Ao fim de apenas dois meses, e julgando impossível verificar uma situação prevista agora por decreto de lei, dei comigo hoje a presenciar algo de inédito e insólito, pelo menos para a minha pessoa. O caso passou-se na entrada de um estabelecimento comercial onde se servem refeições, espaço comummente conhecido como restaurante, local onde estava uma pessoa com o seu "boby". Ocupando parte da entrada tinha então o animal, que não tendo o porte de um pastor alemão não ficaria envergonhado se tivesse que se defrontar com um, devidamente preso pela trela junto ao seu dono, ao qual tive que pedir gentilmente que tirasse o cão da entrada, pois por muito que me digam que não faz mal eu cá prefiro não me fiar na virgem, pois para a corrida não tenho grande jeito. O certo é que depois de eu entrar confirmei, pela conversa de outra pessoa afecta ao par da entrada com o gerente do espaço, que a ideia seria usufruir do direito adquirido  pelo canídeo por decreto de lei de acompanhar os seus donos, salvo se o gerente não o permitisse. Felizmente para mim e para os restantes comensais e infelizmente para o cão e seus donos, o restaurante teve a fortuna de ter um gerente de bom senso que não permitiu a entrada, fazendo assim também valer os seus direitos de recusar a frequência de animais de companhia. Gosto muito de animais, mas já diz o ditado que cada macaco deve permanecer no seu galho, e quem quiser comer com os animais à mesa, que o faça confortavelmente em sua casa. Animais de estimação não faltam, e não se confinam ao fiel amigo do homem, e pergunto-me como seria o ambiente num restaurante onde numa mesa estivesse o canário da Dona Mercedes, noutra o gato da Adriana, e mesmo ao lado o pitbul do Zé Fresco...

o Ilusionista

por António Simões, em 27.04.18

No mundo do futebol o dia de hoje ficará para a posteridade como o dia em que Andrés Iniesta anunciou a sua despedida do seu clube de sempre, o F. C. Barcelona. Na cronologia futebolística os 22 anos da sua carreira inteiramente ligada a um mesmo clube é algo que cada vez mais se torna uma raridade, e exemplos como este podem muito bem estar em vias de extinção. Iniesta despede-se porque sabe que não pode continuar a ser e a dar aquilo a que habituou todos os que gostam de futebol, e sai pela porta grande como ainda se viu na final da Copa Del Rey, jogo em que deu um verdadeiro recital daquilo que ele melhor sabe fazer. A inalienável força do tempo vai cobrando a sua factura e pouco a pouco vai desaparecendo aquele Barcelona de encantar, que forneceu a matéria prima para fazer da selecção de Espanha a dona do Mundo do futebol por vários anos, num estilo que já registou a sua marca na história. Iniesta jogou com os melhores, e contra os melhores, num registo de humildade que deveria fazer escola, mas que infelizmente não faz porque os bons exemplos não pagam a publicidade de um mundo cada vez mais medíocre. O "ilusionista" palmilhou os relvados destilando algo que eu considero como uma mistura de partes de Messi e Xavi - a capacidade de drible do argentino aliada à visão de jogo do maestro espanhol. Na memória ficará muito, mas sem dúvida alguma que nunca esquecerei a final do Mundial de 2010, quando esse pequeno espanhol marcou o golo da vitória e fez festejar um incógnito português, de uma forma que anos mais tarde não o fez. Obrigado, e até sempre Andrés.

a Origem

por António Simões, em 06.04.18

Sendo um daqueles autores conhecidos pelo sua indelével marca registada de prender o leitor da primeira até à última página, escolhi este livro por isso mesmo, certo de um resultado final apaixonante. Claro está que desde aquela tarde soalheira, já lá vão muitos anos, em que devorei o "Código da Vinci" acabado de comprar numa feira do livro de Abril, outros livros se seguiram e não se poderá estabelecer qualquer comparação possível pelo facto do primeiro ser único e irrepetível. Apesar de tudo, ler Dan Brown continua a ser uma garantia de aprendizagem num ritmo que se encaixa perfeitamente na narrativa e guia o leitor numa viagem ao conhecimento, apimentada pelo frenético enlace com o seu simbologista de eleição. Neste livro, e não revelando qualquer pormenor da história, Dan Brown esteve por momentos à beira de um precipício ao qual eu chegei a pensar que ele fosse cair, mas no final soube dar uns passos atrás para se redimir de se ter aventurado num enredo em que o argumento principal tem tanto de batido como de inexplicável. O melhor desta obra fica-se mesmo pela acção, habitual no dia-a-dia de Robert Langdon, e espero que numa próxima obra o seu estilo se mantenha como sempre, mas escolha um tema mais ao estilo do seu primeiro livro.

artistas de Hoje

por António Simões, em 30.03.18

Muito possivelmente não se assistia a algo assim, desde o tempo em que Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Miguel Ângelo para os amigos) teve que tapar com vestes as vergonhas das figuras bíblicas pintadas no tecto da Capela Sistina. Não estando totalmente ao corrente do caso, o certo é que visionei nas notícias de hoje que um artista - o que foi responsável belo busto que dá o nome ao Aeroporto que sendo da Madeira já teria uma graça por si só - cedeu ao pressão. Bonita ou feia, parecida ou não, uma obra artística será sempre julgada pelo critério de cada um, sendo a decisão final pertença do juiz da mesma, ou seja, do seu criador. Tal como alguns juízes das leis, o juiz do dito busto deixou-se corromper no momento em que decidiu fazer uma nova obra para substituição da antiga, cedendo à pressão imposta por uma sociedade globalizada, demonstrando assim o ridículo a que se chegou nos dias de hoje, fruto da democratização da imbecilidade. Ficam apenas a salvo os antigos mestres que descansam na paz das suas memórias criadas sob as mais diversas formas e expressões. Seria a Mona Lisa a mesma se obrigassem Leonardo a fazer o buço da senhora... a pergunta fica para reflexão posterior...

cretinismo Mundial

por António Simões, em 21.03.18

Pode ser pouco, muito pouco ou insignificante o alcance, mas o prazer que tenho de partilhar as minhas ideias com quem as quiser ler é algo que me transcende, colocando-me assim a jeito para pertencer a essa nova filosofia de vida que é dogma para a nossa sociedade actual - o cretinismo. No entanto, sendo um singular incógnito que apesar de tudo pode muito bem ser identificado, essa doutrina não tem em mim um atento seguidor, apenas podendo ser confundida pelo fruto das circunstâncias. O que não é coincidência é o que eu vejo todos os dias, e que me leva a pensar mais uma vez onde está a consciência colectiva ou, para não ser tão abrangente, pelo menos uma ou duas consciências que partilhem da minha opinião mas que tenham uma projecção que pudessem colocar a pensar essa adormecida consciência colectiva. Os exemplos são vários, mas como são recentes as declarações de Cristiano Ronaldo na gala "Quinas de Ouro" fico por este caso concreto. Pedir ao jogador que já mais do que conquistou o seu direito a pertencer à História dos Deuses do Futebol que tenha um discurso de prémio Nobel é estúpido, pedindo apenas algo tão simples e singelo como o exemplo. E nesse aspecto Cristiano Ronaldo é apenas mais um cretino da nossa sociedade confortavelmente estabelecida no cretinismo patológico. Poderia ter sido num registo humorístico que ouvi dizer "três filhos em quatro meses é mais um recorde", mas tendo em conta que falamos de crianças acho que é demasiado grave, e comparar o milagre da vida a acertar com uma bola no fundo das redes é do mais cretino que se poderia ouvir. A sociedade ouviu, riu e aplaudiu, o que até está bem certo porque nada melhor do que um conjunto de cretinos para reconhecer outro semelhante.

Falcó

por António Simões, em 11.02.18

É curioso como tudo aquilo que disse do último livro que li encontra um paralelismo inverso nesta última obra de Arturo Pérez-Reverte, "Falcó", na medida em que as duzentas e mais algumas páginas se revelam poucas. Poucas porque a história, o ambiente e o argumento são soberbos, orientados com a mestria que Reverte habituou os seus leitores em todas as suas obras, seguindo sempre novos caminhos de uma forma impossível de prever. Espero sinceramente que este seja o primeiro de pelo menos outra obra, na qual o espião Falcó nos guie pelos sinuosos caminhos da Europa de meados do século XX.

animais à Mesa

por António Simões, em 10.02.18

É escusado procurar consenso sobre a temática do que se deve ou não fazer num restaurante, tirando o sentido lato e óbvio do mesmo. Esta semana aprovou-se a entrada de cães em estabelecimento que isso mesmo autorize, numa iniciativa legislativa aprovada por unanimidade. Isso mesmo, unanimidade. Fico quase mais perplexo com o facto desta lei ter sido aprovada com o sim uníssono de um local onde normalmente cada um ladra para o seu quintal, do que pela autorização da entrada do amigo do homem nos restaurantes, ainda que sujeita à aprovação prévia dos gerentes. Obviamente que os defensores acérrimos dos nossos amigos de quatro patas já se fizeram ouvir, e a comparação com as crianças volta a surgir, esquecida que estava desde o tempo em que os agarrados do cigarro argumentavam que o barulho dos petizes poderia ser tão ou mais incómodo que o fumo do tabaco. Eu, não tendo cães nem sendo fumador, defendo que o restaurante é local privilegiado para fazer apenas uma única coisa - comer. Fumar pode-se fazer confortavelmente no exterior e os cães, ao contrário das crianças, podem muito bem ficar em casa.

literatura de Pacote

por António Simões, em 07.02.18

Um pacote, embalagem ou recipiente de um produto qualquer não dispensa algo tão essencial como o rótulo. Fonte de informação ou veículo de publicidade, o rótulo é uma arma poderosa para a empresa que quer vender o seu artigo, sem prejuízo de disponibilizar no espaço reservado para o efeito tudo aquilo que é importante para o consumidor deliberar a aquisição, ou não, do produto embalado. O que nem sempre se espera, é encontrar uma espécie de abordagem literária que não se enquadra em nenhuma destas duas facetas do binómio vendedor/comprador. Digo isto porque recentemente não fiquei indiferente com essa "literatura", em dois casos muito particularmente diferentes. No primeiro a minha reacção foi de estupefacção quando ao saborear um iogurte líquido leio "se acabaste o teste e ainda tens tempo, escreve uns elogios ao professor - pode ser que te dê uma nota maior". O que é isto! Será que no próximo vão sugerir que lhe abra a porta da sala de aulas, ou lhe leve a pasta para lhe aliviar o peso? No segundo caso a reacção foi de indignação quando ao tomar um café verifico que o pacote de açúcar faz referência a uma espécie de "tradução" de expressões do norte, naquele caso a explicar que "apertar os cordões" significa apertar os atacadores. O que é isto! Nunca imaginei que esta "literatura" de pacote apesar do pouco espaço que tem, literalmente, fosse tão desprovida de originalidade e acima de tudo de sentido.

os herdeiros da Terra

por António Simões, em 29.01.18

Passados alguns anos desde que li o livro "A Catedral do Mar", quando soube desta nova obra de Ildefonso Falcones não hesitei na hora de escolher este livro para uma espécie de continuação, um seguimento de uma história que desde então ficou na memória como um exemplo de luta, coragem e obstinação guiadas por princípios de integridade e honestidade que tão em fora de moda estão nos dias de hoje. Notei desde o princípio que o escritor procurou seguir alguns passos do livro anterior, na medida em que o enredo quase se poderia confundir, não fossem as personagens outras e o espaço temporal diferente, facto que não considero de modo algum negativo. Com alguma contextualização histórica, o livro apenas perde porque o escritor se perdeu ele próprio muitas vezes de uma forma exagerada, tornando o conteúdo de forma muito frequente numa redundância desnecessária, mas que justifica as mais de oitocentas páginas de letra muito pequena e margens reduzidas, resultando numa leitura pesada - literalmente - como comprovei pelo tempo que demorei a ler...

joga Bonito

por António Simões, em 21.01.18

Três anos antes do actual reinado no mundo da bola, Ronaldinho Gaúcho recebia o seu segundo troféu de melhor jogador do mundo. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo repartem desde então o protagonismo, cada um à sua maneira e para os gostos de todos, mas se não existem dúvidas quanto ao seu valor e ao quanto contribuem para a história do futebol, também não tenho qualquer dúvida na hora de fazer as eventuais comparações. Ao génio do argentino e ao esforço do português, falta algo que só se encontra no ADN dos brasileiros - o jogo bonito - estilo do qual Ronaldinho Gaúcho foi muito provavelmente o melhor de sempre. A alegria que espalhou pelos relvados, e a irreverência com que jogava a bola, foram a sua imagem de marca junto com a sua constante alegria espelhada pelo sorriso estampado em todas as jogadas. Os dribles impossíveis e os passes a olhar para o outro lado serão sempre vistos e revistos, mas recordo especialmente a imagem do festejo do primeiro golo de Lionel Messi pelo Barcelona, depois de um passe de mágico de Ronaldinho Gaúcho que no fim pega na "Pulga" às cavalitas para o mostrar ao mundo. O astro brasileiro terminou a sua carreia e o firmamento do futebol ficou indubitavelmente menos brilhante.

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