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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

eleições à Inglesa

por António Simões, em 08.06.17

O Reino Unido foi hoje a votos. A verdade é que estou verdadeiramente nas tintas com o resultado, porque tendo em conta que a sua saída já percorre o caminho da porta dos fundos não me parece que o que de lá vier nos traga algo de positivo, pois o que de positivo poderia vir já anda a ser negociado por essa Europa fora, na figura de todas as instituições europeias que tinham sede lá, e que agora precisam de um novo lar. No entanto, não deixo de admirar a clássica e típica maneira de estar inglesa, a terra dos cavaleiros, dos cavalheiros e dos gentlemen. As eleições foram então realizadas hoje, num vulgar dia da semana, e não tendo acesso aos números oficias não poderei construir o meu argumento com a solidez da matemática, mas sempre posso apostar numa análise sociológica para chegar a uma conclusão muito simples - isto não poderia acontecer na tugalândia! Se os nossos níveis de abstenção chegam frequentemente à maioria absoluta, em escrutínios realizados na pacatez dominical, imagine-se o que aconteceria se os mesmos fossem durante a semana. Se ao domingo a desculpa dos dias solarengos para ir à praia, ou a chuva e o frio que não permitem descalçar as pantufas levam os eleitores a assobiar para o lado acerca dos destinos do seu país, não consigo imaginar o ocorreria num dia útil da semana, pois se tivermos em conta que uma grande percentagem da população corresponde ao assalariado que vive ao sabor dos patrões, entidades enriquecidas do poder que os anos da troika por cá deixaram, não me parece que entre o dia de trabalho e as responsabilidades da casa sobre muito tempo para marcar a cruz no quadradinho...

o princípio do Fim

por António Simões, em 01.06.17

No dia 20 de Janeiro deste ano, publiquei um artigo com o título igual ao de hoje, com uma pequena diferença - o ponto de interrogação. Nesse dia, data em que Donald Trump tomou posse do cargo de Presidente dos E.U.A., a interrogação era uma figura de estilo que dava o beneficio da dúvida para um indivíduo que até então não se cansava de dar argumentos para eu, tal como muitos outros, ter a certeza do caminho que iria seguir. Hoje, poucos meses após esse dia, a interrogação já não faz sentido e Trump fez questão não só de rasgar os Acordos de Paris, como também destruir por completo a sua presunção de inocência, e argumento algum  pode justificar o fim de algo que tanto custou a conseguir. Negar as evidências do dia-a-dia e os avisos da comunidade cientifica internacional é algo que já não acontecia desde o tempo em que Galileu afirmou que a terra era redonda e orbitava à volta do sol, e tendo decorridos quase 500 anos desde esses tempos parece que a Inquisição sendo algo de um passado muito longínquo surge agora encarnada na figura de Donald Trump. A divina providência, no seu sentido de humor muito peculiar, proporcionou que o anuncio oficial ao mundo fosse feito no dia de hoje, dia mundial da Criança. No dia em que celebramos os seres humanos do amanhã, o mundo assistiu desde a primeira fila a um regresso ao passado de despotismo, arrogância e intolerância, verdadeiras setas apontadas ao coração desta velhinha terra que infelizmente não parece ter muita mais capacidade para aguentar a estupidez da raça que deveria ser sapiens, mas que no fundo é a menos inteligente de todas as criaturas que aqui habitam.

estilo Diferente

por António Simões, em 25.05.17

Poderia divagar nas minhas minudências de argumentação, mas penso que o leitor ficará muito melhor servido se o próprio ler e comparar as mensagens que dois presidentes dos E.U.A. em anos diferentes deixaram no mesmo local - o Museu do Holocauto de Israel:

Barack Obama (2008) "Estou agradecido a Yad Vashem e aos seus responsáveis pela sua extraordinária instituição. Num tempo de grande perigo e promessas, guerra e progresso, estamos abençoados por ter uma recordação tão poderosa da capacidade humana em criar tanto mal, mas também da nossa capacidade de nos levantarmos e ultrapassar uma tragédia para reconstruir o nosso mundo. Os nossos filhos devem aqui vir e aprender a história, para que possam conosco unir-se e proclamar "nunca mais". E recordemo-nos daqueles que nos deixaram, não só como vítimas, mas também como indivíduos que tiveram esperança, amaram e sonharam como todos nós, e que se converteram em símbolos do espírito humano"

Donald Trump (2017) "É uma grande honra estar aqui com todos os meus amigos - é inacreditável, nunca o esquecerei".

As semelhanças são tão poucas, que caso o leitor tenha dúvida pode ver as mesagens escritas pelo punho de cada um em http://metro.co.uk/2017/05/23/trumps-words-at-the-holocaust-museum-have-been-contrasted-with-obamas-words-6656267/

efeito Marcelo

por António Simões, em 24.05.17

Existem muitos tipos de efeitos. Nas mais variadas categorias, em diversas disciplinas ou num sem fim de aplicações práticas diárias, os efeitos explicam e justificam fenómenos para o ser humano entender e deles tirar as devidas ilações: o efeito de estufa explica o aquecimento global; o efeito borboleta é o cerne da teoria do caos; o efeito doppler que justifica a percepção de som diferente por duas pessoas em locais distintos; o efeito de Bernoulli que permite aos aviões voar. Um sem fim de efeitos que acompanham teoremas, teorias, princípios ou postulados. Com pouco mais de um ano de presidência Marcelo Rebelo de Sousa já demonstrou que merece pertencer a esse conjunto de "efeitos". Como o registo de patentes está pela hora da morte, e sendo um singelo trabalhador de 40 horas semanais, não me sobra muito tempo para tratar dos direitos de autor desta ideia, pelo que arrisco aqui na escrita destas linhas para partilhar aquilo que ficará para a posteridade como o "efeito Marcelo". Desde 9 de Março que não param de acontecer coisas boas aqui pela tugalândia:

- em França, terra de emigrantes tugas, a Selecção Nacional conquistou um Campeonato da Europa, depois de ter consentido 3 empates contra adversários modestos, uma passagem aos quartos pela margem mínima contra a Croácia, penáltis salvadores contra a Polónia e a única vitória nos 90 minutos nas meias-finais contra o País de Gales. Só mesmo na final defrontamos um candidato ao título, e vencemos com um golo de um improvável Éder. Em 2004 eliminamos Espanha, Inglaterra, Holanda e perdemos a final com a improvável Grécia... palavras para quê;

- em Kiev, num festival europeu da canção que sempre premiou um estilo muito particular e inúmeras vezes peculiar, Salvador Sobral venceu com uma belíssima canção que rasga os cânones desse festival. Deve ter sido um caso de água mole em pedra dura, porque anteriormente já tínhamos enviado muita coisa boa, desde Simone de Oliveira "Desfolhada", Fernando Tordo "A Tourada", Paulo de Carvalho "E Depois do Adeus" ou Dulce Pontes "Lusitana Paixão"... palavras para quê;

- aqui pela Tugalândia, tivemos os anos do "Terror" em que coligação de direita governou como se fossem o Sheriff de Nottingam, a amealhar o dinheiro dos impostos para o Rei João, perdão o FMI, sem que conseguissem com essa actividade cega de colheita tirar o país do pântano. Chega agora uma geringonça que abre os cordões à bolsa, repõem os direitos dos trabalhadores ao melhor estilo de Robin dos Bosques e consegue tirar o país da miséria, com elogios de Wolfgang Schäuble que considerou Mário Centeno o "Cristiano Ronaldo do Ecofin"... palavras para quê.

Poderia certamente citar mais alguns exemplos, mas penso que estes três sobram em conteúdo para catalogar o "efeito Marcelo" como "o meio pelo qual temos chegado ao fim desejado, objectivo alcançado pela entropia desenvolvida pela actividade frenética e bem humorada do presidente da república mais jovial da história da tugalândia".

estágio Orçamental

por António Simões, em 13.10.16

Engane-se quem pensa que António Costa só foi a terras dos mestres Shaolin com o objectivo de recolher o interesse dos ávidos investidores chineses, acenando com as vantagens do território tuga no sentido da capitalização dos lucros, e apelando ao sentimento forte que une a tugalândia e o país da grande muralha desde os tempos dos descobrimentos. De facto o primeiro-ministro foi à China por isso, mas também porque considerou esse país um excelente destino para efectuar o estágio pré-orçamental. Ciente das dificuldades de apresentar ao parlamento um orçamento de estado confeccionado a três, o chefe da "geringonça" desenvolveu nesta viagem competências ao nível do confucionismo, estudou as origens da esquerda maoista escrutinada do marxismo-leninismo, e aprendeu com os dirigentes da Assembleia Popular Nacional que ocupam o cargo desde tempos imemoriais. Costa chegará assim à tugalândia pronto para enfrentar as feras da esquerda tuga, que tudo farão para tornar a vida impossível, trazendo na sua bagagem uma nova dinâmica arquitectada neste estágio oriental e munido de ensinamentos e pensamentos como estes que se seguem, conseguidos por fontes muito bem colocadas na mala do primeiro-ministro:

"A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros" ( sobre o fim da sobre-taxa no IRS)

"Ultrapassar os limites não é um erro menor do que ficar aquém deles" (Justificação para esse fim ser para uns, mas não para outros)

"Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer" (Pensamento para enquadrar a "geringonça" no panorama das constantes ameaças dos mercados de uma nova intervenção, servindo também de slogan motivacional para este orçamento à esquerda)

saúde Presidencial

por António Simões, em 13.09.16

A candidata pelos democratas a ocupar a sala oval da Casa Branca espirrou! Não tardaram a surgir reportagens sobre o assunto e, como não poderia deixar de ser, entrevistas aos transeuntes. Estando a falar de habitantes dos EUA não deveria contar com algo de muito diferente daquilo que vi e ouvi, mas tendo em conta que alguns deles poderão ficar com dúvida na hora de votar, preocupados por escolherem uma pessoa que não "tenha uma saúde de ferro para liderar os destinos desta grande nação", não sou capaz de ficar indiferente. Sem presunção alguma de que estas linhas cheguem a algum eleitor dos EUA, terei que recordar que um dos melhores presidentes das terras de Uncle Sam, e logo nos tempos mais que difíceis da segunda guerra mundial, foi Franklim Delano Roosevelt, um homem que não teve dúvidas na hora de declarar guerra às potências do eixo, um homem que teve que lidar com as excentricidades opostas de aliados como Churchill e Estaline. A doença colocou-o numa cadeira de rodas, mas foram raras as vezes em que assim apareceu em público, recorrendo às mais variadas formas de não deixar que aquilo que os olhos vêem nublassem a vontade firme e férrea com que governou o país até 12 de Abril de 1945, data da sua morte, poucos dias antes do fim da guerra na Europa. A escolha que o eleitorado americano é importante também para o resto do mundo, e espero que os elefantes votem no burro, e que os burros não o sejam.

a medalha já Está

por António Simões, em 12.09.16

O processo de escrutínio para a eleição no novo secretário geral das Nações Unidas está à beira do fim. Numa espécie de maratona eleitoral, os candidatos a uma mudança para a Big Apple passam por diversas votações, campanhas e debates, para conquistarem a confiança de quem tem voto na matéria. Ou seja, é uma espécie de decatlo, só que no lugar do atleta perfeito teremos uma espécie de político perfeito, coisa que depois de escrita me deixa algo confuso e temo ter descrito algo tão mitológico como a Hidra de Lerna ou a Corça de Cerineia. Não sendo um Hércules, António Guterres pertence a uma espécie de políticos em vias de extinção, tendo seguido a via diplomática altruísta depois de ter conduzido os destinos do país da melhor forma que foi capaz, com muito diálogo e alguns problemas de matemática à mistura. No lugar de ser um pau mandado das grandes potências europeias, para depois colher os frutos do seu trabalho de sicário ocupando um cargo importante qualquer na maior instituição mafiosa do mundo capitalista, Guterres foi o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, posição que diz muito da sua pessoa e que, quanto a mim, o coloca na linha da frente para ser o próximo secretário geral da ONU. A medalha está garantida, aguardemos que seja a de ouro.

desgoverno Espanhol

por António Simões, em 29.07.16

Daquilo que me recorda, esta horta à beira mar plantada já teve todo o tipo de primeiro-ministros. Desde o algarvio com dificuldades a comer o bolo rei, passando pelo engenheiro com problemas ao nível da matemática, pelo cherne que fugiu para os mares do norte, o playboy dos anos 90 da política tuga, pelo principal motivo dos noticiários do correio da manhã, pelo barítono que deu música à Merkel mas ruído aos tugas, e chegando ao actual primeiro primeiro-ministro que ocupa o cargo depois de perder umas eleições, o leque de indivíduos que se mostrou disponível para comandar os destinos tugas nunca faltou, assim como já são várias as soluções governativas da nossa jovem democracia. Pelos vistos o mesmo já não podem dizer os nossos vizinhos. Espanha vive 2016 sem governo, e entre eleições, reuniões e encontros com o Rei, chegamos ao mês de Agosto sem entendimento lá para as bandas da Moncloa. Não sei é que conclusão retirar disto! Fico na dúvida entre a falta de qualidade dos políticos espanhóis, ou a constatação que para governar um país não faz falta grande coisa...

o Conclave

por António Simões, em 23.11.15

Em plena crise política, inédita na tugalândia, o nosso presidente da República (a minúscula não é engano...) depois de um SPA na ilha da Madeira resolveu marcar uma espécie de Conclave, convocando para o efeito membros das mais diversas esferas de influência da sociedade, representantes dos sindicatos dos trabalhadores, pessoal do pilim e da massa, e partidos políticos. O Palácio de Belém fez as vezes de Capela Sistina, e até ao momento o único fumo que saiu dessas reuniões foi o da cabeça de Cavaco. O senhor não foi feito para estas andanças, e o eleitorado e os políticos poderiam ter em conta a sua falta de capacidade e incompetência para a gestão deste cargo, e deveriam ter evitado chegar a este ponto. Depois de 10 anos a governar com maioria absoluta no tempo das vacas obesas, Cavaco apresentou-se ao eleitorado para chegar à Presidência da República pensando que o cargo seria uma espécie de retiro pré-reforma, igual ao dos jogadores de futebol que acabam os seus dias num campeonato do Qatar ou dos EUA quaisqueres. Agora que está quase a plantar couves, agriões e laranjeiras no seu quintal de Boliqueime, o povo quis que pelo menos uma vez na sua carreira política fizesse algo de verdadeiramente arrojado. Teve a sua oportunidade e perdeu-a, ficando agora o país pendente do Conclave que esta semana se realizou, e esperar que o fumo final seja branco, porque o fumo preto da cabeça do presidente já começa a perigar as quotas de emissão de gazes de estufa...

ressabiamento Nervoso

por António Simões, em 18.11.15

O torpor da noite condimentado com o pico de produção de melatonina provoca uma moleza natural, fruto de mais um dia de trabalho, condição inquebrável pelo mais forte dos cafés. No entanto hoje, ao efectuar uma última análise aos jornais digitais, leio uma notícia que para além de fazer tilintar a campainha do "post à vista", provocou-me uma verdadeira crise de insónia. Segundo o Jornal i, os líderes parlamentares do PPD e do CDS "formalizaram esta terça-feira a proposta de que o parlamento evoque o 25 de Novembro "com uma conferência ou sessão", numa carta enviada ao presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues". Esta atitude confirma então o ressabiamento nervoso diagnosticado por António Costa, patologia que segundo o secretário geral Socialista terá a duração de alguns meses. Espero eu que, a bem da nação, do pluralismo democrático, e acima de tudo do bom senso, esse ressabiamento não tenha tanta duração, porque seguindo este sinuoso caminho da demagogia política histórica, qualquer dia teremos Montenegro a sugerir o dia 4 de Dezembro para feriado nacional, ou passar o dia 10 de Junho para o dia 18 de Maio com comemorações permanentes na Figueira da Foz...

desvio à Esquerda

por António Simões, em 12.11.15

A nossa democracia não sendo velha, vendo contudo os anos da juventude a uma distância considerável, entra agora naquilo que Paco bandeira imortalizou como a ternura dos quarenta. A recepção não sendo a melhor possível, foi aquela que o povo desejou, e desse modo tivemos um governo a caducar passados apenas 11 dias da sua tomada de posse, quebrando as performances dos governos provisórios do PREC. Desde o 25 de Abril de 1974 que existe uma lacuna prestes a ser preenchida neste momento, caso o actual Presidente da República tenha a dignidade de, pelo menos uma vez ao longo dos seus 10 anos de mandato, fazer algo decente, nomeando um governo socialista apoiado pelos partidos mais à esquerda do parlamento. Coligações já existiram de várias formas, umas ao meio, outras à direita, e só faltaria mesmo uma à esquerda para completar as combinações governativas possíveis. A legitimidade de António Costa é conferida pelos votos do Partido Socialista juntamente com os milhões de votos que o Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda mereceram dos eleitores, mas também pelos 4 anos de roubo despudorado de uma coligação encomendada e manietada pelos senhores do capital, que na falta de engenho e arte para governar um país não teve pejo na hora de se apropriar dos direitos dos trabalhadores, de alienar as conquistas de quem trabalhou, e de servir um país de bandeja, nação lusitana que merece maior respeito pelo que fez, pelo que foi, e pelo que representou na história da humanidade. António Costa merece a oportunidade porque sabe que os portugueses não merecem mais quatro anos de Coelho e Portas, e por isso mesmo se aventura nesta missão de entendimento à esquerda, difícil é certo, mas ainda assim uma luz ao fundo do túnel para muitas famílias.

governo Mentiroso

por António Simões, em 06.11.15

Este poderia ser muito bem um post sobre o governo que iniciou as funções de duração garantidamente curta, ou seja, uma espécie de mentira governativa. Mas não! O adjectivo está propositadamente colocado, a adornar o substantivo em causa. Até mais ver temos governo, e como tal temos programa de governo. Assim, o documento hoje apresentado está ao dispor do cidadão e eu, como tal, iniciei a leitura das suas 138 páginas. Contudo, ao chegar à terceira linha a campainha da mentira deu o alarme. Refere o documento que "Com mais de 2 milhões de votos, os partidos que compõem a coligação «Portugal à Frente» venceram inequivocamente as eleições legislativas". Isto é no mínimo uma verdadeira afronta à matemática, e no máximo uma deturpação política dos resultados eleitorais. Se tivermos em conta que esta coligação considera que um governo à esquerda não é representativo da vontade popular, então deveriam ter mais cuidado ao se apropriarem de votos. Verificando os resultados oficiais, a coligação PAF teve 1.993.921 votos, faltando 6.079 cruzes para esses tais 2 milhões de distraídos, perdão, votantes na dupla PPCoelho/PPortas. Posto isto, o leitor deverá poupar a vista e evitar o desgaste provocado por 138 páginas, que tendo começado por uma mentira, o resto não deverá fugir muito desta linha de actuação...

o governol II

por António Simões, em 15.10.15

Grande ambiente que se continua a viver nas bancadas! O jogo iniciado no passado dia 4 continua, e encontra-se neste momento no prolongamento. O resultado final continua sem vencedor antecipado, e a qualquer momento o golo pode surgir. O rescaldo do tempo regulamentar deixa no espectador o desejo de que o espectáculo continue. Depois do apito inicial dado por Cavaco, o árbitro do encontro não tem tido grandes intervenções, e ao melhor estilo anglo-saxónico deixa a bola correr. Costa recuperou o esférico no primeiro momento, e viu as desmarcações de Jerónimo e Catarina, ambos em excelentes posições para marcar, depois de movimentos de antecipação que deixaram a defesa adversária aos papeis. No entanto com Portas a central a coligação depressa se fez novamente com o esférico, num lance que deixou algumas dúvidas aos partidos da oposição, e assim se aproxima do terreno adversário. Costa avisa Merkel, o quarto árbitro, que o lance não foi assinalado pelo árbitro, e que o PS quer um jogo limpo e seguro. Os 90 minutos terminaram em clima de crispação, e pelo que se tem visto no decorrer da contenda parece que o resultado final terá que ser decidido com o recurso à marcação de grandes penalidades.

filme de Campanha

por António Simões, em 12.09.15

Braga foi a cidade escolhida para dar o pontapé de saída à campanha eleitoral "Maratona Portugal à Frente". Quem viu as imagens pode facilmente concluir que mais do que dar o pontapé de saída, a coligação esteve mais perto de levar não com um, mas com vários pontapés no lombo. No entanto, e para ser correcto e justo pelo homem que deu o peito à pernas, PPCoelho foi sempre na dianteira enquanto que o seu companheiro se resguardava na retaguarda, a salvo do calor da refrega que a turba enfurecida descarregava sobre o actual primeiro-ministro. Se tivesse que fazer um filme que reunisse a história e a personalidade desta coligação, seria de forma resumida assim: ambos foram comandantes desta navegação tuga, que consideraram como lastro a educação, saúde e o bolso dos contribuintes, sem qualquer problema em deitar fora na hora de tirar peso do navio para este se manter à tona, sem se preocuparem com a rota da embarcação rumo à colisão que os marujos não se cansaram de avisar. No final PPortas fez como os ratos e foi o primeiro a abandonar o barco, com o comandante PPCoelho a explicar aos tripulantes o porque da embarcação estar a naufragar...

prioridades Presidenciais

por António Simões, em 11.09.15

O nosso presidente da república, fiel ao seu estilo e cumprindo integralmente a sua meta sem sair do sítio, respondeu hoje a alguns jornalistas, quando colocadas algumas questões acerca do debate eleitoral entre os candidatos mais bem colocados para a vaga de inquilino do palácio de S. Bento. De forma sucinta e plenamente esclarecedora, de uma só cajadada arrumou o assunto com, e passo a citar, "Vi uma parte do debate. Mas cabe aos comentadores avaliar, eu não vou falar". Ou seja, Cavaco não deu cavaco à contenda entre Pedro e António. Fontes bem colocadas na sala anexa à sala de estar do Palácio de Belém, garantiram a este blog que o Presidente optou pela emissão do canal de Carnaxide, que transmite em horário nobre os últimos episódios de Mar Salgado, e apimenta o telespectador com um novo enredo televisivo, novela que já conta com o seguidor Aníbal Silva. Enfim, opções individuais de cada um, que não poderão ser confundidas com as posições que cada um ocupa. Por preferir a intriga e os romances dos folhetins televisivos, preterindo um debate político ao mais alto nível, Cavaco entende que a Federação Portuguesa de Futebol fez mal em permitir a marcação de jogos de futebol com os três grandes da bola tuga, precisamente no dia das eleições. Como referiu "Fiquei surpreendido que se tenha quebrado esta tradição de não haver jogos de futebol no dia das eleições. Tendo eu anunciado o dia da eleições no dia 22 de Julho, nessa altura pensei que os organismo do futebol conseguiam encontrar calendário adequados". Ainda bem que as novelas dão no período da noite, pois pelos vistos poderia acontecer que um Presidente da República viesse a aumentar os níveis da abstenção...

o Debate

por António Simões, em 10.09.15

Depois do debate de ontem, encontro-me nas perfeitas condições para afirmar que tenho a certeza que o meu interesse na política é inversamente proporcional ao número de moderadores dos debates televisivos. Em debates deste tipo, seria mais do que suficiente a presença de um jornalista, cuja função seria a de colocar as perguntas que os tugas gostariam de ver e ouvir discutidas, mediar o tempo das respostas de cada interveniente, e velar pela cordialidade da contenda. Para além de terem aumentado o número de repórteres, a sua actuação como moderador deixou de o ser, e cada vez mais se misturam num debate que seria à partida entre os políticos convidados. De um passou-se a dois, e ontem o ridículo teve o seu expoente máximo. Já diz o ditado popular "dois é bom, três é demais". Política e jornalismo andam de mãos dadas, e cada vez mais dá vontade de não usar a caneta para preencher o boletim de voto, e não ligar a televisão na hora das notícias.

sol na Moleirinha

por António Simões, em 12.08.15

As mais recentes sondagens, efectuadas a meio da época balnear, revelaram números chocantes. A coligação que tem governado este país nos últimos anos encontra-se em empate técnico com o maior partido da oposição. Espero sinceramente que isto seja apenas uma manifestação da produção em níveis máximos de melatonina, derivada do período estival, conduzindo o povo tuga a um torpor que o impede de discernir com o raciocínio certo de quem tem "levado no lombo" ao longo dos últimos anos de uma governação medíocre, que sempre optou pelo lado mais fraco para encontrar o bode expiatório do défice, e onde achou o filão para a recuperação económica, que até ao momento ainda só deve ter chegado aqueles que nunca sentiram a sua falta. Por isso mesmo espero que para o que ainda falta de verão, e ainda falta muito, o pessoal tenha os devidos cuidados, e não me refiro apenas na exposição ao sol, mas sim em relação ao sol que apanham na moleirinha. Usem chapéu porque Outubro está ao virar da esquina, e na hora de votar o melhor é fazer com a sobriedade e a contundência devida, de modo a castigar aqueles que não tem tido pudor na hora de fazer o mesmo ao povo.

defeso Diferente

por António Simões, em 28.07.15

Este ano, a juntar ao habitual defeso futebolístico onde as mudanças de clubes, contratações surpresa e renovações de vínculos laborais fazem parte do dia a dia dos clubes, e colocam os jogadores no escaparate do "mercado", temos o defeso político. Tal como no mundo do futebol, as distritais mexem os cordelinhos no "aparelho" para captar os nomes mais sonantes e promissores de votos na urna. O resultado é sempre o mesmo: em vez de candidatos autóctones, representativos dos eleitores do distrito, as listas apresentam os "cromos" que garantem à partida uma maior probabilidade de sucesso. Ou seja, são como os cartazes do circo que anunciam a presença de leões da Rodésia, tigres da Malásia ou tubarões do pacífico, sendo que no caso dos animais estando os mesmos confinados nas suas jaulas o perigo não existe, algo que está presente e ameaça o povo, no caso desses políticos que depois acabam eleitos e mandatados para fazer diabruras contra o Zé pagode. Por isso mesmo o desejável seria que o período de defeso político fosse diferente, com candidatos que realmente soubessem o que é ser de Viana, Bragança ou Vila Real de Santo António, gente da terra que verdadeiramente lutasse pelos interesses das pessoas que os elegem. Como isso não existe, fica a sugestão para que o defeso político siga à letra o significado da palavra defeso, que segundo o dicionário Priberam refere a "época em que é proibido caçar". Deixem lá isso para Outubro...

parabéns Passos

por António Simões, em 24.07.15

Hoje, em dia de aniversário, marcado pela recente convocação das próximas eleições legislativas, é dia de dar os parabéns a PPCoelho. Parabéns por ter contribuído para dar o golpe de misericórdia ao anterior governo, sem dó nem piedade, não olhando a meios para alcançar o seu fim, virando a cara a um país que se encontrava perto do estertor, para depois se assumir como aquele que deu a mão a essa pobre e triste pátria moribunda, cujo nome é Portugal. Parabéns por colocar este país novamente na lista dos principais exportadores de mão de obra, ocupando neste momento o top 5 dos países com maior deficit populacional. Parabéns por ter dado à mão a todos aqueles que foram responsáveis pela crise, da qual saem mais fortes e com o sentimento do ganho cumprido. Parabéns por colocar a opinião pública do seu lado na crítica ao funcionário público, profissão que é nobremente exercida por milhares de zelosos trabalhadores portugueses, que viram os seus direitos serem extorquidos ao melhor estilo dos tempos do feudalismo. Parabéns por revitalizar uma economia à custa do salário dos trabalhadores. Parabéns por ser o bom aluno da Europa, aquele típico marrão que na hora de usar o raciocínio não o faz porque possivelmente não o tem, seguindo apenas as orientações dadas pelos "professores" que, inteligentemente, souberam, sabem, e saberão levar os seus interesses adiante de qualquer nesga se solidariedade. Parabéns por no fim de tudo isso ainda se apresentar às próximas eleições com o alento das sondagens, prova de que 1984 afinal de contas pode muito bem não ser uma ficção. E já agora... feliz aniversário...

santos Alemães

por António Simões, em 17.07.15

Fico perplexo cada vez que ouço, não só os dirigentes, como os transeuntes entrevistados na rua, das terras outrora governadas por um Frederico grande. Quanto a mim, isto só pode ser uma espécie de patologia ainda não identificada pela comunidade cientifica, mas a qual tem de ter origem ou na falta de sol que os deprime, ou na presença exuberante do astro rei naquelas cabeças pouco habituadas aos seus raios , desencadeando alucinações colectivas. Angela, a chancelarona, tanto põe os gregos fora como dentro do saco europeu, e o seu ministro das finanças ainda esta semana, depois da maratona da madrugada de segunda, considerou como inevitável a saída da Grécia da zona euro. Hoje, ambos apelaram no seu Bundestag ao voto na 3ª esmola a conceder à Grécia, numa forma tão angélica e celestial, que realmente só faltou o aro dourado por cima da cabeça, e as asas brancas nas costas. No seu discurso, Merkel pediu para se colocarem na pele dos pensionistas gregos, que desesperam pelos seus 120 euros semanais para fazer face a despesas diárias. Comovente de facto, mas em todo o caso deverá ser mais prudente na escolha das palavras e dos exemplos, pois pouco faltou para gerar o pânico na Alemanha, não por se imaginarem nessa situação, mas sim porque não se imaginariam receber tão pouco...

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