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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

homens Bons

por António Simões, em 01.12.16

Raiano como sou, cada vez entendo menos expressão "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento" que durante toda a minha vida ouvi repetidas vezes. Poderia citar um sem fim de coisas, matérias e assuntos que temos a sorte de facilmente alcançar por partilharmos a península ibérica com o reino de castela. No entanto, e porque este post trata do último livro de Arturo Pérez-Reverte, apenas aponto como exemplo a literatura moderna que se faz em Espanha, e que é do melhor que se pode encontrar numa livraria. Este autor, que se repete em vários livros que repousam serenamente na minha estante, surpreende sempre pela capacidade de se modificar, pela facilidade com que aborda os mais variados temas, sob os mais variados pontos de vista. Este livro foi o melhor que li dele. Tal facto poderia prender-se apenas pela história de dois homens, dois académicos que empreendem uma viagem à França para adquirir uma enciclopédia, numa jornada onde a vontade do conhecimento pretende subjugar todo um povo que teima em sair da idade média. Polvilhada com as vicissitudes de um percurso de tal dimensão realizado em pleno século XVIII, o enredo é por si só de prender a atenção do leitor. Mas Arturo Pérez-Reverte não se ficou por aí. Tratando-se de uma busca do conhecimento na verdade dos livros, o escritor espanhol pontua a história com pequenos pedaços do seu dia-a-dia, abrindo o jogo de como se escreve um livro em todas as suas formas: a ideia, a idealização do enredo, a documentação, as sugestões, as correcções, e todas as tarefas que se congregam no resultado final - as páginas que ficam ao serviço do leitor. Eu como leitor, e como apaixonado pelos livros só tenho que agradecer e prestar a minha singela homenagem a Arturo Pérez-Reverte por ter escrito um tão magnífico livro, que homenageia de forma ímpar esse que foi, é, e continuará a ser o alicerce da sociedade.

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