Depois de toda a novela, e com o levantamento do véu da alienação europeia, acho que se podem resumir as notícias referentes à tragédia económica grega, a algo que doravante passará a constar nos dicionários de filosofia como a alegoria da taberna (A.Simões dixit). Assim, Christine Lagarde, assume o papel de taberneira, que alimenta o vício do álcool da alcoólica Grécia. Tudo começa com os primeiros copos, a que se seguem os segundos, terceiros, e por aí adiante, até o etilismo assumir o comando dos desígnios gregos. Nesse ponto, a Grécia já moribunda, clama por mais uma tigela, que a taberneira recusa, não porque a consciência lhe pese, mas porque já é tarde e quer fechar o estabelecimento. Com toda a educação inata a este ramo da actividade, o fiel cliente é "subtilmente" despejado (ou será despojado?) para fora da porta. Para nosso bem, espera-se que os comparsas que ainda se seguram em pé, saibam ver que este não é o caminho.

