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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

presidente mas Pouco

por António Simões, em 05.12.17

Uma das séries que marcaram a minha infância foi "Whos the boss", título subtilmente traduzido para o nosso belo e corrente tuga por "Chefe mas pouco". Lembrei-me deste preâmbulo ontem quando o nosso ainda Ministro das Finanças foi eleito para ocupar o cargo de Presidente do Eurogrupo. Esta - digamos - instituição existe desde 2005, tendo até ao momento sido ocupada por um luxamburguês, por um holandês e por um tuga que ainda vai a caminho. Os candidatos que Mário Centeno tinha pela frente eram o luxemburguês Pierre Gramegna, o eslovaco Peter Kazimir e a letã Dana Reizniece-Ozola. Para além de facilitar o trabalho dos jornalistas de línguas latinas que assim evitam nomes de difícil pronuncia, pois para isso já chegou ter lá um Dijsselbloem, esta eleição marca uma tendência que me fez lembrar a tal serie que falei no início. No lugar de surgirem os leões de países influentes como a França e a Alemanha, os que verdadeiramente mandam preferem ter lá os cordeiros favoritos para poder manobrar à sua vontade. Tal como as hienas que se aproveitam das carcaças, quem manda nesta Europa do século XXI sabe muito bem escolher quem quer para os seus lugares. Já agora, parabéns senhor ministro!

comentário a Frio

por António Simões, em 03.12.17

Deixei passar o período necessário, de modo a não escrever umas linhas demasiado temperadas, procurando marinar os pensamentos de forma mais lenta, ganhando assim o sabor perfeito do comentário final para ser servido a frio. Posto este preâmbulo, gostaria de comentar os acontecimentos desportivos da última semana, englobando os dois jogos que o meu clube efectuou em sede do campeonato nacional de futebol da primeira divisão, ou liga nós, ou como lhe quiserem chamar, pois por mim o melhor nome até seria algo que fizesse lembrar um molusco invertebrado que habita os interstícios do mar, mas pintado de vermelho. Duas grandes penalidades ficaram por marcar em dois jogos onde o Futebol Clube do Porto foi roubado em 4 pontos, permitindo a liderança actual partilhada com os leões de alvalade, e dando o alento vital que evitou a transformação da águia da luz num pintassilgo da floresta. Isto não é novo, como não é novo cortar as pernas quando o Porto começa a correr muito e os outros não o conseguem acompanhar. Mas se até agora se poderia dar o benefício da dúvida ao homem do apito, o desditoso VAR estaria encarregue hoje de aprimorar as decisões da equipa de arbitragem. Tal não aconteceu! Em ambos os casos Rui Costa e Jorge Sousa não mexeram a "peida" para recorrerem ao VAR. Os resultados foram indubitavelmente condicionados numa altura que nunca seria decisiva para o desfecho da liga, mas sem dúvida alguma crucial para o actual momento do campeonato. Ainda falta muito para o desfecho final, o caminho será difícil, e mais do que acreditar na conquista final, acredito no trabalho que Sérgio Conceição está a fazer e vai fazer. Força Porto.

o supermercado II

por António Simões, em 02.12.17

Recorro ao título que gerou mais visualizações e comentários neste blog, de uma publicação que já conta com mais de 6 anos, não pela esperança de voltar a essa ribalta efémera da blogosfera, mas porque no fundo o tema e o conteúdo do artigo actual se assemelha em muito ao de então. A tugalândia assume uma vez mais o papel de supermercado de eleição do continente europeu. Ao mundo do futebol, com todas as transferências de jogadores e treinadores dos economicamente modestos clubes tugas para os endinheirados tubarões da elite europeia, junta-se agora o mundo da política. O actual detentor da pasta das finanças piscou o olho de forma deliberada ao Eurogrupo, dando assim sinal claro e positivo para oficializar o romance iniciado no dia em que foi comparado a um Cristiano Ronaldo do mundo da Economia. Repete-se assim o Fado tuga de se ver privado daquilo que de melhor se tem e se faz, sugado pela entidade superior à qual devemos o contributo de fiel vassalos. Centeno ainda não partiu, mas está mais do que visto que o seu destino final será o Castelo do Senhor que continua e continuará a reinar nesta Europa moderna do século XXI, tão pouco diferente da Europa Medieval do tempo do feudalismo...

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