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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

conselho de Estado

por António Simões, em 30.09.16

De acordo com o art.º3 do Regimento do Conselho de Estado, compete a este órgão:

  1. Pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República e dos órgãos das regiões autónomas;
  2. Pronunciar-se sobre a demissão do Governo, no caso previsto no n.º 2 do artigo 198.º. da Constituição;
  3. Pronunciar-se sobre a nomeação e a exoneração dos ministros da República para as regiões autónomas;
  4. Pronunciar-se sobre a declaração da guerra e a feitura da paz;
  5. Pronunciar-se sobre as propostas de alteração ou substituição do estatuto do território de Macau, nos termos do n.º 2 do artigo 296.º da Constituição;
  6. Aconselhar o Presidente da República no exercício das suas funções, quando este lho solicitar;
  7. Aprovar e modificar o seu Regimento, interpretar as suas disposições e integrar as suas lacunas;
  8. Praticar os atos previstos na Lei n.º 31/84, de 6 de Setembro, e aqueles que o são no presente Regimento.

Posto isto, e de acordo com as alíneas de a) a f), o Conselho de Estado é uma reunião em clima de cavaqueira na qual os seus 20 membros dão os seus bitaites acerca dos assuntos agendados. Claro está que esta reunião não fica de borla para os cofres do Estado, pois para convocar os seus 11 Doutores, 1 Juiz, 1 Engenheiro, 5 Professores Doutores, 1 General, e 1 Operário (obviamente a pessoa lançada pelo PCP, pelo lugar a que tem direito), as despesas de deslocação estão asseguradas, assim como o repasto no final da reunião. Pergunto-me então, que sentido tem a existência de um órgão que mais não é do que aquilo que o seu nome encerra - aconselhar o Presidente da República. Se elegemos uma pessoa para esse cargo, espera-se que a mesma faça aquilo que tem que fazer - presidir a república - e no caso de precisar de ajuda, conselhos ou ideias de outros, que as procure sem que para isso o erário público tenha que financiar, mais por que não seja a vergonha de não fazer o seu trabalho sozinho. Claro está que o leitor poderá perguntar o porquê de falar disto apenas hoje, mas se o faço, é porque acho que desta vez temos um Presidente que para além de pensar por si, fala tanto que duvido que os 20 membros tenham tempo de dizer seja o que for...

património Privado

por António Simões, em 29.09.16

Honestamente não sei qual o panorama da situação actual, de que modo funcionam e como é que são geridos os museus, castelos e demais marcos daquilo que os nossos antepassados nos deixaram, e que cabe à actualidade preservar de forma permanente. A memória histórica permite passar a mensagem entre gerações, marcando o ADN de um povo, respeitando a sequência dos nucleótidos da história que faz desta linda tugalândia um dos povos e nações mais importantes da história universal. Posto isto, é com alguma surpresa que vejo a possibilidade lançada por este governo em concessionar a privados um grande número de locais de interesse nacional. Tomei conhecimento desta iniciativa por uma notícia onde o PCP (uma das peças da "geringonça") se mostra totalmente contra a medida, pois ainda por cima um dos locais visados é a Fortaleza de Peniche, o local onde Cunhal foi preso pelo Estado Novo, prisão da qual o antigo dirigente comunista se evadiu numa fuga épica. Sendo socialista, é com alguma surpresa que vejo uma medida deste tipo ser lançada pelo actual executivo liderado por António Costa. O PS, pela sua missão política, pela sua história, e acima de tudo pela sua ideologia, não deve e não pode embarcar no caminho da privatização, mais ainda quando o que está em causa é o património cultural nacional, que em circunstância alguma deve ser entregue aos interesses sempre ímpios da propriedade privada.

donald e as Mulheres

por António Simões, em 28.09.16

A hora a que os candidatos a ocupar a cadeira da secretária Resolute debatiam os seus argumentos tornou impossível, à grande maioria dos habitantes desta parte do hemisfério ocidental, assistir em directo a um evento que à partida não traria nada de novo para moldar a opinião já formada acerca de cada um dos intervenientes. De um lado surgia Hillary Clinton, uma mulher que soube sair da sombra do marido, sem nunca ter deixado beliscar a sua imagem ao mesmo tempo que estoicamente protegeu o lar, entregando-se de corpo e alma aos ideais do partido que representa, e que na hora da derrota soube reconhecer qual o verdadeiro inimigo juntando-se sabiamente ao seu opositor interno e assim permitir que aquilo que seria impensável acontecesse - Barack Obama - em boa hora para os Estados Unidos e para o resto do mundo. Do outro lado aparecia Donald Trump, um magnata a tempo parcial e playboy a tempo inteiro, com um curriculum vitae que fala por si... a sua lista de conquistas é extensa, com a cantora Carla Bruni e a tenista Gabriela Sabatini pelo meio. Perante isto, Hillary não deveria ser uma "conquista" difícil, mas a imprensa foi unânime a identificar a candidata democrata como vencedora do debate. Volto a referir que não vi nem ouvi o debate, mas tal não seria preciso para ter a mesma opinião que a imprensa, pois basta recordar algumas frases de Donald Trump, acerca das mulheres:

“Não interessa os que os media dizem, desde que tenhas ao teu lado uma gaja nova e com um belo rabo”

“Se a Hillary Clinton não consegue satisfazer o marido, o que é que a faz achar que pode satisfazer a América?”

“Ao todo são 26 mil casos de assédio sexual não reportados e apenas 258 condenações. O que é que estes génios estavam à espera quando decidiram pôr homens e mulheres a trabalhar juntos?”

“Ela estava a deitar sangue dos olhos. Aliás, ela estava a deitar sangue de vários sítios, dava para ver que estava descontrolada”

“Mulheres, temos de tratá-las como se fossem merda”.

la meta es el Camino

por António Simões, em 25.09.16

Ainda as 8 não tinham batido, o caminho ainda se via muito mal...

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... mas a marcação sendo boa, ninguem se perde...

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... paragem obrigatória num marco histórico...

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... e para recuperar forças perdidas, para superar o que faltava...SDC10810

... até chegar ao destino!

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passos Out

por António Simões, em 22.09.16

Há mais de 100 anos atrás, Fernando Pessoa foi escolhido para produzir um Slogan para a firma "Coca-Cola Portugal". Desde então ficou celebrizada a frase "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Por estes dias, PPCoelho protagonizou na mais recente polémica relacionada com o livro ainda não apresentado de José António Saraiva, uma inversão no sentido da célebre frase do Homem dos heterónimos, ou seja, primeiro entranhou (sem ter lido o teor da "obra") e disponibilizou-se para fazer as honras da apresentação, e só depois estranhou (não se sabe ainda se gostou ou não concordou com o conteúdo da "obra") e solicitou o cancelamento da sua participação. Ficam assim aqui demonstradas duas premissas essenciais: na literatura, o postulado de Pessoa para a Coca-Cola não se coaduna com a apreciação de uma obra literária; na vida, o exemplo de PPCoelho serve para demonstrar que por muito trabalho que dê, uma pessoa deve sempre ler, antes de assinar...

os Alienados

por António Simões, em 21.09.16

A página principal do SAPO foi renovada. Desde já aqui ficam os meus mais sinceros parabéns, porque foi uma mudança para melhor, não quebrando com o layout com o qual estou tão familiarizado e dando um ar mais simples e prático para a navegação. No entanto o que hoje me levou a escrever este post não está relacionado com a cara lavada do www.sapo.pt mas sim com um inquérito nesse mesmo site, onde se colocava à consideração dos internautas deliberarem acerca da nova imagem. A pergunta sendo simples, exigiria resposta simples: ou sim, ou não. Ou estava melhor, ou estava pior. A equipa que gere o site poderia ter deixado estas duas hipóteses em aberto, mas cometeu o erro que todas as outras sondagens cometem, ao deixar uma terceira opção para os alienados do costume. "Ainda não me decidi", no momento em que escrevo estas linhas, liderava a votação com 39% dos votos. Num país onde a abstenção seria um dos maiores partidos do hemiciclo, chegando frequentemente à maioria absoluta, dar uma oportunidade para os que "não sabem/não respondem" exercerem a sua função de estar-se nas tintas para o assunto, é garantia de Vitória para uma decisão/opinião ficar adiada. Qualquer que seja o assunto, um ser humano com dois dedos de testa é obrigado pela hierarquia taxonómica a emitir uma opinião. Não o fazer é praticar o deixa andar tipicamente tuga, e desrespeitar milénios de evolução que nos deram algo tão precioso como é o nosso cérebro. Usem-no porra!

e-segregação Social

por António Simões, em 20.09.16

Na hora de encontrar um adjectivo ou algo que classifique o que aqui vou explorar, tenho alguma dificuldade na escolha a efectuar. Por um lado, penso que se pode olhar para isto como uma espécie de bullying informático. Não será também descabido considerar que é uma das formas de pressão social mais fortes do momento. Num mundo onde a democracia está cada vez mais ameaçada, pelas formas de segregação e de censura mais maliciosas que a mente humana alguma vez criou, poderei mesmo olhar para o assunto como se de uma ditadura se tratasse. Dito isto, procuro olhar para o assunto do modo mais isento e clarividente possível, não fugindo à coerência da lógica e do raciocínio. Se em tempos o telegrafo rompeu as barreiras da geografia e o telefone aproximou as pessoas, coube à internet romper de vez com qualquer obstáculo que ainda existisse na aproximação dos indivíduos de um planeta cada vez mais "pequeno". Tudo a seu tempo e doseado de modo terapêutico sempre foi receita para aproveitar estas bênçãos da evolução. Não é contudo o que se passa nos dias de hoje. Até agora sempre se respeitou a diferença, e nunca foi condição pertencer seja a que for para viver o dia a dia. No entanto, e cada vez mais, a pandemia gerada pelas redes sociais corroeu e corrói da mais dilacerada das formas aquilo que supostamente envergam como bandeira. O leitor poderá confirmar isso mesmo nos casais ou grupos de amigos sentados numa esplanada de um café, de corcunda orientada para o pequeno ecrã donde por vezes saltam exclamações e comentários. O leitor compreenderá que hoje em dia quem não tem facebook é um espécimen estranho, à luz dos cânones do momento. O leitor entenderá que pessoas como eu, que não têm facebook, estão fartas de "então não vistes no face", ou "depois ponho no face". O leitor perceberá que é ridículo existirem situações, seja num grupo, num evento ou num site qualquer, em que só tendo facebook é que é possível aceder. O respeito pela diferença exige que as formas de segregação sejam coisa do passado, algo que, temo eu, já esteve bem mais longe do que hoje está.

assim também Eu

por António Simões, em 19.09.16

Um arquitecto que virou jornalista para depois assumir cargos de direcção de jornais sensacionalistas, considerado pela opinião pública como um revolucionário do jornalismo tuga (que a meu ver mais não foi do que um dos deturpadores do sentido lato da função do jornalista), pincelando a função de escritor nos intervalos da sua azáfama diária, tem um novo livro. A apresentação ainda não ocorreu, mas desde que se marcou data para a mesma muita tinta já correu. Apadrinhada pelo anterior primeiro-ministro, que aceitou o convite sem ler o livro em causa numa espécie de cheque em branco passado ao autor de "Eu e os políticos", esta obra não promete ser polémica pelo simples facto que já o é. Chamar polémica, é usar um eufemismo injustificado para um livro que apenas é um testemunho na primeira pessoa de histórias de terceiras pessoas. Assim também eu escrevia livros! Razão tem Mario Vargas LLosa, quando refere em "A Civilização do Espectáculo" que hoje em dia as livrarias tornaram-se uma espécie de Mafia onde se decide quem se deve editar, e aquilo que querem que as pessoas leiam...

rating Sazonal

por António Simões, em 18.09.16

Apesar das alterações climáticas, as estações do ano ainda cumprem os requisitos mínimos que marcam a sua essência. Da primavera do nariz entupido pelo pólen das árvores, ao verão do escaldão à moda de camarão cozido, passando pelo outono da flatulência das castanhas, sobra o inverno das gripes e constipações. Algo de muito semelhante acontece no mundo capitalista actual, cuja sazonalidade não é marcada pelas rotas das andorinhas, do cheiro a bronzeador que paira no ar, ou dos lenços de papel que limpam a ranhoca, mas sim pelos governos que comandam os destinos da nação. Tal como o pólen que faz o nariz pingar, ou o escaldão que provoca uma coceira intensa, as agências de notação financeira desenvolveram uma alergia aos governos de esquerda, patologia agravada quando os mesmos passam da teoria da retórica do voto à prática da governação. Desde 2011 que não se ouvia falar da Mood'ys, da Standard and poor's ou da Fitch, confirmando a sazonalidade da actividade destas "organizações", pautada pela actividade de uma governação que procura repor os direitos daqueles que representam a força de trabalho de um país. A tugalândia volta então a ser classificada como lixo, certamente para os abutres que patrocinam estas agências, prontos para aumentar o volume das suas carteiras à conta do trabalho dos outros.

os deuses da Culpa

por António Simões, em 17.09.16

Nem sempre consigo chegar ao fundo do baú dos livros por ler. Umas vezes aproveitam-se promoções, outras vezes são oferecidos, ou então surge uma novidade que não se pode deixar de lado, o certo é que normalmente tenho sempre algo por ler. No entanto, sempre que leio o último livro é com um prazer redobrado que entro numa livraria, na busca do próximo companheiro da mesa de cabeceira. Essa procura é sempre diferente, pois se umas vezes procuro algo sobre uma temática que me interessa no momento, outras há em que vou completamente aberto a novas experiências. Foi com este espírito que descobri este livro de Michael Connelly, que prende a atenção do leitor da primeira à última página, num registo policial apimentado pela magnitude dos julgamentos à moda dos EUA. Deixo a sugestão para a leitura deste livro, e a promessa que voltarei novamente a uma outra obra sua, pois esta deixou uma impressão excelente.

novo Aspecto

por António Simões, em 16.09.16

Já foi preto com quadradinhos brancos, azul com recortes para o texto, e agora este. Ao longo destes 6 anos de existência, o registo iconoclasta fez sucumbir a tendência inicial para acompanhar o texto com imagens ilustrativas do seu conteúdo. No entanto, porque de vez em quando é preciso mudar o cadeirão de sítio para dar um outro ar à sala, procurei recentemente novos estilos para dar um ar diferente a este blog. Voltando a um registo menos colorido, encontrei a possibilidade de personalizar a página com uma foto original, numa espécie de mistura entre os dois estilos anteriores. Esta foto ilustra parte do perímetro muralhado da minha vila, com as suas guaritas que pontuam a robustez da construção, verdadeiras casas de conforto para os soldados que ficavam de vigia contra o perigo do invasor espanhol. Este recorte da dita muralha tem para mim um significado especial, pois resguardava a minha escola primária. Digo resguardava porque da mesma só resta uma ideia do que em tempos foi. Olho para a foto, e posso prosaicamente pensar que a solidez desta muralha centenária permite garantir a segurança necessária para a guarita dos meus pensamentos.

porto G8

por António Simões, em 14.09.16

A capa do jornal "O Jogo" de ontem fazia referência ao facto do Futebol Clube do Porto pertencer aos 8 clubes que contam com mais de 200 jogos, na principal competição de clubes da Europa. Como portista fico satisfeito por de vez em quando termos direito a uma menção honrosa por parte da comunicação social, no entanto acho que mesmo neste caso o elogio peca por escasso. Desde que em 1996 surgiu a Lei Bosman, que permite aos futebolistas comunitários jogar sem ocupar a vaga de jogador estrangeiro, a Liga dos Campeões só conheceu clubes vencedores oriundos de 4 países. Só! Não! Essa hegemonia foi interrompida uma única vez, por uma equipa de irredutíveis portistas que estoicamente alcançaram a final, vencendo o adversário com um categórico 3-0. Isto sim é um facto digno de referência, que coloca a tugalândia ao lado dos outros 4 países (Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália), no lugar daqueles que levantaram a taça das orelhas grandes. Grande Porto!

saúde Presidencial

por António Simões, em 13.09.16

A candidata pelos democratas a ocupar a sala oval da Casa Branca espirrou! Não tardaram a surgir reportagens sobre o assunto e, como não poderia deixar de ser, entrevistas aos transeuntes. Estando a falar de habitantes dos EUA não deveria contar com algo de muito diferente daquilo que vi e ouvi, mas tendo em conta que alguns deles poderão ficar com dúvida na hora de votar, preocupados por escolherem uma pessoa que não "tenha uma saúde de ferro para liderar os destinos desta grande nação", não sou capaz de ficar indiferente. Sem presunção alguma de que estas linhas cheguem a algum eleitor dos EUA, terei que recordar que um dos melhores presidentes das terras de Uncle Sam, e logo nos tempos mais que difíceis da segunda guerra mundial, foi Franklim Delano Roosevelt, um homem que não teve dúvidas na hora de declarar guerra às potências do eixo, um homem que teve que lidar com as excentricidades opostas de aliados como Churchill e Estaline. A doença colocou-o numa cadeira de rodas, mas foram raras as vezes em que assim apareceu em público, recorrendo às mais variadas formas de não deixar que aquilo que os olhos vêem nublassem a vontade firme e férrea com que governou o país até 12 de Abril de 1945, data da sua morte, poucos dias antes do fim da guerra na Europa. A escolha que o eleitorado americano é importante também para o resto do mundo, e espero que os elefantes votem no burro, e que os burros não o sejam.

a medalha já Está

por António Simões, em 12.09.16

O processo de escrutínio para a eleição no novo secretário geral das Nações Unidas está à beira do fim. Numa espécie de maratona eleitoral, os candidatos a uma mudança para a Big Apple passam por diversas votações, campanhas e debates, para conquistarem a confiança de quem tem voto na matéria. Ou seja, é uma espécie de decatlo, só que no lugar do atleta perfeito teremos uma espécie de político perfeito, coisa que depois de escrita me deixa algo confuso e temo ter descrito algo tão mitológico como a Hidra de Lerna ou a Corça de Cerineia. Não sendo um Hércules, António Guterres pertence a uma espécie de políticos em vias de extinção, tendo seguido a via diplomática altruísta depois de ter conduzido os destinos do país da melhor forma que foi capaz, com muito diálogo e alguns problemas de matemática à mistura. No lugar de ser um pau mandado das grandes potências europeias, para depois colher os frutos do seu trabalho de sicário ocupando um cargo importante qualquer na maior instituição mafiosa do mundo capitalista, Guterres foi o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, posição que diz muito da sua pessoa e que, quanto a mim, o coloca na linha da frente para ser o próximo secretário geral da ONU. A medalha está garantida, aguardemos que seja a de ouro.

the terror of Silliness

por António Simões, em 09.09.16

A empresa criada por Mark Zuckerberg determina, e bem, que certos conteúdos não podem ser publicados. O lápis azul, que por vezes é necessário recuperar dos tempos mais antigos, é que nem sempre é utilizado da melhor forma possível, tal como ficou recentemente demonstrado. Uma publicação do escritor norueguês Tom Egeland, onde aparecia uma das fotografias de guerra mais icónicas da história (o leitor procure nas imagens do google "the terror of war"), foi censurada pela rede social do momento, por mostrar a nudez de uma menina de 9 anos. Se este caso fosse obra de um algoritmo qualquer elaborado pela mediocridade de um programa informático, até que se perdoava o caso. No entanto, tal não foi isso que aconteceu. A equipa que gere essa rede social pediu que a imagem fosse removida ou distorcida. Faltam-me os adjectivos para caracterizar pessoas que vêem motivos em remover uma foto que ilustra uma das guerras mais marcantes do século XX, ou que consideram viável que a mesma continue deste que seja distorcida, colocando talvez uma roupa nessa pobre criança que sem ela ficou depois de um bomboardeamento de napal a ter deixado assim...

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