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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

novo Presidente

por António Simões, em 24.01.16

Temos um novo Presidente da República. O novo inquilino de Belém parte na missão presidencial com a tarefa facilitada, depois de nos últimos 10 anos Aníbal Cavaco Silva ter colocado a fasquia rente ao chão. Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as eleições, num escrutínio bastante disputado, tendo a abstenção perdido por menos de 2 pontos percentuais. Ao novo Presidente reconheço a sua inteligência, o seu gosto pelo ensino, e uma capacidade de trabalho fora do normal. Contudo, e porque estamos a falar de um alto cargo político, estas eleições confirmam a capacidade do eleitorado tuga em sair sempre derrotado na batalha naval, pois os tiros dão sempre na água. A escolha de uma personalidade com um vasto currículo político de derrotas, que nos últimos anos teve tempo de antena em horário nobre para distribuir filetes acerca da actualidade, revela que de facto cada um tem aquilo que merece. Portugal merece de facto um Presidente destes, a pessoa que encarna de corpo e alma a personagem caracterizada por Ricardo Araújo Pereira, e que ficou famosa por apontar o dedo aqueles que "Falam falam, e não fazem nada"...

esquilos Gordos

por António Simões, em 18.01.16

Li no Greem Savers que os esquilos este ano apresentam-se com uns quilitos a mais. Pelos vistos a culpa é do tempo, com condições climáticas que tem tanto de inéditas como de assustadoras. O ano de 2015 foi dos mais quentes desde que há registo e o frio, a chuva, e a neve, esqueceram-se de aparecer na altura devida. Os pequenos roedores que habitam bosques e jardins por essa Europa fora, sem acesso ao serviço meteorológico, fizeram o que fazem todos os anos e prepararam-se para o Inverno, comendo como se não existisse um amanhã. O inverno não veio, e as calorias ficaram nesses pequenos e intrépidos bichos. Espero que o tempo acerte as agulhas, e que os esquilos voltem à sua dieta habitual, pois os únicos animais que todos nós gostaríamos de ver gordos são as vacas. Claro está que para isso o tempo nada pode fazer...

eleições para Belém

por António Simões, em 17.01.16

A campanha eleitoral segue de vento em popa. Tal como outra qualquer, a angariação de votos para o tacho, perdão, cargo de mais alto representante da nação, segue todos os cânones e os candidatos não se poupam a esforços no sentido de conseguir reunir o número máximo possível de cruzes, para o seu quadrado no boletim. Acontece que as eleições para Presidente da República são as únicas, nos dias que precedem o dia da eleição, nas quais os candidatos cumprem escrupulosamente o papel para o qual se candidatam, ou seja, passeiam. No fundo, as eleições preparam o futuro Presidente para uma vida de turismo patrocinado pelos contribuintes, sendo uma verdadeira pré-época, um estágio que confere ao futuro Presidente os devidos conhecimentos e robustez para a vida presidencial. Claro está que Marcelo teria que dar um cunho adicional por estes dias, e foi sem surpresa que o vi a fazer coisas como passar a ferro, ou servir cerveja num balcão de café. A avaliar pela qualidade com que desempenhou essas tarefas, definida por umas calças enrugadas e por um copo cheio de espuma, está visto que o cargo presidencial assenta-lhe como uma luva, pois para trabalhar não parece muito predestinado...

jamor não, Obrigado

por António Simões, em 16.01.16

Futebol Clube do Porto. Gil Vicente Futebol Clube. Sporting Clube de Braga. Rio Ave Futebol Clube. Estes são os semi-finalistas da edição para este ano da Taça de Portugal. Independentemente dos resultados dos jogos destas meias finais, a final tem marcação prévia no local habitual - o Jamor - ou seja, para se cumprir com a tradição os adeptos nortenhos terão que se deslocar por várias centenas de quilómetros à capital, e assentar arraiais na mata envolvente ao estádio Nacional. Sempre defendi que se deveria acabar com esta ridícula obrigação de se fazer a "festa" da taça nesse local, seja pelo inconveniente da deslocação como é este o caso, seja pela injustiça que se verifica ao se marcar uma final sem ter em conta as distâncias entre os clubes finalistas. O 25 de Abril já vai muito longe, mas certos marcos do tempo da outra senhora ainda seguem de pedra e cal, e este Estádio Nacional não poderia ser melhor exemplo do chauvinismo fascista que marcou a tugalândia durante tantos anos. Chega de Jamor!

riscos de Empresário

por António Simões, em 15.01.16

A história já teve todos os tipos de estruturas e organizações sociais. Não sendo sociólogo, nem historiador, e muito menos economista, analiso os tempos actuais com os livros do dia-a-dia. A sociedade actual pode muito bem ser catalogada em duas grandes classes sociais: por um lado temos os trabalhadores, sejam os que se encontram no activo ou aqueles que engrossam as listas do IEFP; por outro lado temos os empresários, ou como agora está na moda chamar - os empreendedores, eufemismo barroco para uma grande percentagem desses membros... Esta relação poderia muito bem assentar numa sinergia entre quem investe e quem labuta para que esse investimento seja proveitoso, sendo que ambas as partes seriam as beneficiarias finais do lucro, devidamente repartido de acordo com o grau de comprometimento de cada um. Será a história deste tempo a mandatária para deliberar acerca da justiça desta relação, mas eu atrevo-me a antecipar essas conclusões. Os economistas do capital defendem que o risco do empresário deve ser sobejamente recompensado pelo lucro, e eu concordo. No entanto fico sempre com dúvida na hora de verificar onde se encontra esse risco, pois quando chega a hora de apertar o cinto ou se reduzem os vencimentos, ou se despedem os funcionários, e apenas quando se chega ao fim da linha é que patrão e empregado partilham o infortúnio do risco, pela insolvência redutora. Ou seja, os riscos do empregado são direitos garantidos à nascença, ao invés do risco do patrão, que apenas ocorre de forma intrinsecamente inalienável com a falência. Será então pertinente perguntar a esses catedráticos do mercado, aos arautos do capitalismo, se de facto o risco é adjectivo do empreendedor, ou do subordinado cooperante.

star wars VII

por António Simões, em 09.01.16

Ontem fui ao cinema. Para uma grande parte das pessoas isso é algo banal. Para mim é algo que nos últimos muitos anos representa um acontecimento que de tão esporádico, faz esse adjectivo pecar por defeito. Existem filmes que marcam a nossa vida, e grande parte deles leva esse selo quando somos mais novos. Desde pequeno que as sagas do Rambo, Rocky, Indiana Jones e, claro está, da Guerra das Estrelas, fazem parte de mim, pertencem a um passado que é sempre bom recordar, e que se tornou cimento principal dos alicerces que viram crescer o edifício da maturidade. Qualquer um destes filmes teve uma sequela recente, e ontem fiz questão de ver à primeira oportunidade que tive, o último episódio de Star Wars. Seja qual for o resultado final, para uns melhor e para outros francamente pior, a essência de cada um é perfumada por uma brisa que nos traz a nostalgia do passado, e nos acaricia com um aroma que só é reconhecido verdadeiramente por quem dela toma parte. Este episódio VII deu a este sentimento de saudosismo o merecido conforto, mas ao mesmo tempo foi acomodando para a evidência inalienável do caminho da vida sem esquecer, claro está, que a força está em cada um de nós.

marcelo a Ritalina

por António Simões, em 06.01.16

Lembro-me muito bem do dia em que um Rebelo resolveu dar um mergulho no rio Tejo, em plena campanha para as eleições autárquicas, na disputa pela Câmara Municipal de Lisboa. De lá para cá, mais atento ou por vezes nem tanto, tenho acompanhado o seu percurso. Será porventura ingrato reduzir essas décadas ao papel de comentador, mas o estilo e a entrega com que ele se apresentou alienaram toda e qualquer outra função que até hoje tenha desempenhado. O relógio de pulso em cima da mesa, e a pilha de livros ao seu lado, eram o cenário com que Marcelo semanalmente se dedicava ao papel de franco-atirador da opinião pública, versando sobre todos os temas de relevo desde uma crise no médio oriente, os crashes das bolsas norte-americanas, as tácticas de Jorge Jesus no Braga, ou o número de gemas necessárias para um bom pudim do Abade de Priscos. Quem agora o vê na campanha presidencial, não reconhece aquele homem de debitava opiniões ao ritmo de um piloto de fórmula 1, o homem que ainda a jornalista não tinha feito a pergunta e ele já dava a resposta, com direito a argumento para lançar a questão seguinte. Marcelo "o canditato" não é o mesmo Marcelo "o comentador". De facto, e porque infelizmente hoje em dia fala-se muito da PHDA, acho que os seus gestores de campanha devem deitar uns pós de Ritalina no café da manhã, pois caso contrário a água do Rio Tejo poderia voltar a ser apetecível...

as Presidênciais

por António Simões, em 05.01.16

Dedicar o primeiro post de 2016 às vindouras eleições presidenciais, é algo que não estava nos meus horizontes devido ao facto de considerar a figura do presidente da república como um mero objecto de decoração, um daqueles bibelôs que muitas vezes se oferecem e que acabam no fundo de uma caixa, arrumada numa cave ou garagem qualquer. Contudo face ao número de debates que os diversos meios de comunicação social tem presenteado os telespectadores, acho que devo pronunciar-me sobre os moldes nos quais os candidatos ao tacho de Belém se tem debatido. É verdadeiramente penoso, mais para quem vê do que para quem participa, esta forma que se optou para dar voz a todos os candidatos. Os confrontos que diariamente ocorrem mais se parecem com um campeonato, pois os desafios são a dois, com mais que um jogo por jornada, em disputas insonsas e desenxabidas, movidas apenas por intrigas pessoais e ideologicamente desprovidas de sentido, quando todos eles se apresentam para o cargo de presidente de todos os tugas. As televisões que ponham os olhos na radio, optando pela velha máxima de todo ao molho e fé que no dia das eleições a abstenção não ocupe o gabinete com vistas para o Tejo...

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