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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

paixão pela Bola

por António Simões, em 28.11.15

Desde pequeno que gosto de futebol. O jeito para a bola não era muito, e assim continua a ser. No entanto sempre que tenho uma bola por perto a vontade de dar uns toques é mais forte que a razão, e se o espaço permitir, o prazer de dar um chuto é algo que não se explica, sente-se. A paixão pelo meu clube, o Futebol Clube do Porto, é igualmente algo que não se explica, sente-se, tem-se e vive-se. Actualmente, o fenómeno do futebol perdeu o norte de vez. A lavagem de dinheiro encoberta sob a forma de fundos de investimento, cheiques e rajás, ou magnatas do petróleo movimenta uma industria de milhões, orquestrada pelos interesses pessoais e de agentes que operam debaixo da legalidade permitida pelos clubes de futebol, dos quais o meu querido clube também parece fazer parte. Hoje li uma notícia que não deveria deixar indiferente a opinião pública, segundo a qual o PSG oferece 50 mil euros por dia a Ronaldo, enquanto que o Manchester City dá 157 mil por dia a Messi. Na falta de melhores adjectivos apenas posso considerar isto de miseravelmente escandaloso. Contudo eu próprio faço a minha mea culpa. Deveria olhar para isto e desligar-me do fenómeno, mas não consigo. Não consigo porque a minha paixão pela bola é mais forte, e porque espero que algum dia isto rebente e volte de novo ao princípio, quando os jogadores de futebol eram pagos devidamente, mas cuja maior alegria era o sentimento de pertencer a um clube, quando a expressão de suar a camisola ainda tinha sentido.

o canto do Cisne

por António Simões, em 27.11.15

O XXI Governo Constitucional tomou ontem posse. Fazendo parte do cardápio os discursos foram servidos, e se Cavaco teve uma intervenção que roçou o belicoso, Costa respondeu à altura lembrando ao presidente cessante que a Assembleia da República é algo mais do que um hemiciclo cheio de cadeiras. Cavaco assistiu à cerimónia com aquele ar resignado dos derrotados. Claro está que esse estado de espírito é perfeitamente aceitável, pois tendo em conta que a vida de política de Cavaco entra a passos largos para a fase que eu apelidaria de "canto do cisne" a moral não poderia ser outra. A sua horta horta de Boliqueime anseia pelos seus cuidados, e estou certo que os seus discursos serão agora ouvidos com a atenção devida pelas suas couves, hortênsias e buganvílias.

governo à Esquerda

por António Simões, em 26.11.15

40 anos e 1 dia depois do 25 de Novembro de 1975, a democracia tuga dá hoje posse a um governo socialista patrocinado pela esquerda parlamentar. Nos últimos dias foram as vozes da direita a levantar a poeira do passado, de uma forma que já aqui lamentei, e que mais não foi do que uma desesperada tentativa de atirar com esse pó para os olhos das pessoas. Misturo a data de hoje com a de ontem porque o passado não deve ser esquecido, e o futuro será sempre promissor quando a vontade aprende com os erros, e é mais forte que os interesses do caciquismo partidário. 40 anos e 1 dia depois do 25 de Novembro de 1975 cabe novamente ao Partido Socialista a missão de conduzir o país a bom porto, desta vez aliando-se à esquerda para estancar a sangria que estes anos de governação infligiram ao país. António Costa tem garantida que a sua missão é quase impossível, mas parte com a certeza de um homem determinado a alcançar os mesmos objectivos, recorrendo a distintos meios dos que até agora foram utilizados. Desejo que o seu sucesso seja plenamente alcançado, porque merece pela forma como se está a entregar a esta difícil tarefa, mas acima de tudo porque todos nós merecemos a reposição dos nossos direitos, fazendo desse modo justiça aos valores estabelecidos na constituição, esse documento que nos últimos anos foi tão esquecido...

o Conclave

por António Simões, em 23.11.15

Em plena crise política, inédita na tugalândia, o nosso presidente da República (a minúscula não é engano...) depois de um SPA na ilha da Madeira resolveu marcar uma espécie de Conclave, convocando para o efeito membros das mais diversas esferas de influência da sociedade, representantes dos sindicatos dos trabalhadores, pessoal do pilim e da massa, e partidos políticos. O Palácio de Belém fez as vezes de Capela Sistina, e até ao momento o único fumo que saiu dessas reuniões foi o da cabeça de Cavaco. O senhor não foi feito para estas andanças, e o eleitorado e os políticos poderiam ter em conta a sua falta de capacidade e incompetência para a gestão deste cargo, e deveriam ter evitado chegar a este ponto. Depois de 10 anos a governar com maioria absoluta no tempo das vacas obesas, Cavaco apresentou-se ao eleitorado para chegar à Presidência da República pensando que o cargo seria uma espécie de retiro pré-reforma, igual ao dos jogadores de futebol que acabam os seus dias num campeonato do Qatar ou dos EUA quaisqueres. Agora que está quase a plantar couves, agriões e laranjeiras no seu quintal de Boliqueime, o povo quis que pelo menos uma vez na sua carreira política fizesse algo de verdadeiramente arrojado. Teve a sua oportunidade e perdeu-a, ficando agora o país pendente do Conclave que esta semana se realizou, e esperar que o fumo final seja branco, porque o fumo preto da cabeça do presidente já começa a perigar as quotas de emissão de gazes de estufa...

quinto Aniversário

por António Simões, em 22.11.15

Uma das caracteristicas que mais aprecio e valorizo é a coerência. Quando volvidos estão 5 anos desde que escrevi o meu primeiro post, no dia 21 de Novembro de 2010 (http://eporquenaoeu.blogs.sapo.pt/286.html), é com um misto de orgulho e vaidade reconhecer-me naquelas primeiras palavras escritas. De lá para cá o único que poderá ter modificado foi a falta de tempo, coisa que obviamente me escapa da esfera de influência, mas sempre que possível, e sempre que vale a pena, gosto de deixar a minha marca. Claro está que as visitas e os comentários são o combustível que ajuda a manter a chama intensa, material que nunca falta porque posso sempre contar com aqueles que nunca falham, e estão sempre junto de mim. Este é o post 976, e a prosápia segue-se dentro de momentos... Obrigado!

ressabiamento Nervoso

por António Simões, em 18.11.15

O torpor da noite condimentado com o pico de produção de melatonina provoca uma moleza natural, fruto de mais um dia de trabalho, condição inquebrável pelo mais forte dos cafés. No entanto hoje, ao efectuar uma última análise aos jornais digitais, leio uma notícia que para além de fazer tilintar a campainha do "post à vista", provocou-me uma verdadeira crise de insónia. Segundo o Jornal i, os líderes parlamentares do PPD e do CDS "formalizaram esta terça-feira a proposta de que o parlamento evoque o 25 de Novembro "com uma conferência ou sessão", numa carta enviada ao presidente da Assembleia, Ferro Rodrigues". Esta atitude confirma então o ressabiamento nervoso diagnosticado por António Costa, patologia que segundo o secretário geral Socialista terá a duração de alguns meses. Espero eu que, a bem da nação, do pluralismo democrático, e acima de tudo do bom senso, esse ressabiamento não tenha tanta duração, porque seguindo este sinuoso caminho da demagogia política histórica, qualquer dia teremos Montenegro a sugerir o dia 4 de Dezembro para feriado nacional, ou passar o dia 10 de Junho para o dia 18 de Maio com comemorações permanentes na Figueira da Foz...

desvio à Esquerda

por António Simões, em 12.11.15

A nossa democracia não sendo velha, vendo contudo os anos da juventude a uma distância considerável, entra agora naquilo que Paco bandeira imortalizou como a ternura dos quarenta. A recepção não sendo a melhor possível, foi aquela que o povo desejou, e desse modo tivemos um governo a caducar passados apenas 11 dias da sua tomada de posse, quebrando as performances dos governos provisórios do PREC. Desde o 25 de Abril de 1974 que existe uma lacuna prestes a ser preenchida neste momento, caso o actual Presidente da República tenha a dignidade de, pelo menos uma vez ao longo dos seus 10 anos de mandato, fazer algo decente, nomeando um governo socialista apoiado pelos partidos mais à esquerda do parlamento. Coligações já existiram de várias formas, umas ao meio, outras à direita, e só faltaria mesmo uma à esquerda para completar as combinações governativas possíveis. A legitimidade de António Costa é conferida pelos votos do Partido Socialista juntamente com os milhões de votos que o Partido Comunista Português e Bloco de Esquerda mereceram dos eleitores, mas também pelos 4 anos de roubo despudorado de uma coligação encomendada e manietada pelos senhores do capital, que na falta de engenho e arte para governar um país não teve pejo na hora de se apropriar dos direitos dos trabalhadores, de alienar as conquistas de quem trabalhou, e de servir um país de bandeja, nação lusitana que merece maior respeito pelo que fez, pelo que foi, e pelo que representou na história da humanidade. António Costa merece a oportunidade porque sabe que os portugueses não merecem mais quatro anos de Coelho e Portas, e por isso mesmo se aventura nesta missão de entendimento à esquerda, difícil é certo, mas ainda assim uma luz ao fundo do túnel para muitas famílias.

um sebastianix por Favor

por António Simões, em 07.11.15

Fernando Santos deu a conhecer a convocatória da selecção nacional, para os jogos que se aproximam. Nas notícias, o grande destaque foi para a ausência de Cristiano Ronaldo! O resto não interessa. Falar acerca dos que regressam, ou dos que irão viver as primeiras experiências ao mais alto nível do futebol nacional, não alimenta as páginas dos jornais, nem os tempos de antena de radio e televisão. O futebol sempre foi e sempre será um desporto de equipa, pelo que não aceito este mediatismo provinciano em volta de um só jogador, mais ainda quando falamos de um conjunto de jogadores que partilham a igualdade de terem nascido todos sob o mesmo desígnio de ser tuga. Talvez o problema seja mesmo esse, ser tuga! O síndrome de D. Sebastião parece ter ficado registado no nosso ADN, e vivemos sempre na esperança de surgir um salvador da pátria por entre as brumas de um nevoeiro permanente. Resta pois apelar aos investigadores que desenvolvam um remédio, para acabar de vez com este síndrome de mediocridade e subserviência nacional. Até deixo uma sugestão para a pantente final - Sebastianix...

governo Mentiroso

por António Simões, em 06.11.15

Este poderia ser muito bem um post sobre o governo que iniciou as funções de duração garantidamente curta, ou seja, uma espécie de mentira governativa. Mas não! O adjectivo está propositadamente colocado, a adornar o substantivo em causa. Até mais ver temos governo, e como tal temos programa de governo. Assim, o documento hoje apresentado está ao dispor do cidadão e eu, como tal, iniciei a leitura das suas 138 páginas. Contudo, ao chegar à terceira linha a campainha da mentira deu o alarme. Refere o documento que "Com mais de 2 milhões de votos, os partidos que compõem a coligação «Portugal à Frente» venceram inequivocamente as eleições legislativas". Isto é no mínimo uma verdadeira afronta à matemática, e no máximo uma deturpação política dos resultados eleitorais. Se tivermos em conta que esta coligação considera que um governo à esquerda não é representativo da vontade popular, então deveriam ter mais cuidado ao se apropriarem de votos. Verificando os resultados oficiais, a coligação PAF teve 1.993.921 votos, faltando 6.079 cruzes para esses tais 2 milhões de distraídos, perdão, votantes na dupla PPCoelho/PPortas. Posto isto, o leitor deverá poupar a vista e evitar o desgaste provocado por 138 páginas, que tendo começado por uma mentira, o resto não deverá fugir muito desta linha de actuação...

os Ratings

por António Simões, em 04.11.15

Como que regressados de um passado recente, os ratings são novamente servidos no prato das notícias. Desde os tempos do PEC IV, e da posterior intervenção do FMI encomendada pelo grupos parlamentares da periferia do hemiciclo, que não se ouvia falar das agências de notação financeira. Saciadas as agências, e acalmados os "mercados", com a tugalândia devidamente catalogada de "Lixo", os anos de governação passista e portista decorreram de uma forma serena, navegando ao sabor das correntes dos investidores, devidamente presenteados com um país que se auto-flagelou na expiação dos pecados de ter vivido acima das suas possibilidades. Com o estado social devidamente desmantelado, e a via verde atribuída gratuitamente aos abutres do capital para livremente circularem, a tugalândia era o país ideal. No entanto surgiram estas eleições que apesar de não terem sido um terramoto de proporções épicas, deixaram réplicas que ainda hoje se fazem sentir, e que continuarão por mais uns tempos. Será pois este "perigo" iminente que agita agora novamente os "mercados", e que faz as agências de rating virarem-se novamente para estas nossas bandas, no preciso momento em que coisas como a reposição dos direitos dos trabalhadores surgem na ordem do dia. Neste momento entre as ondas sísmicas que a esquerda provoca, e o proteccionismo de agências ao serviço do capitalismo, eu, simples empregado, não tenho dúvidas de que perigos me devo abrigar...

a Desinformação

por António Simões, em 01.11.15

O jornalismo que é praticado aqui pela tugalândia frequenta as mesmas ruas que o país. É com amargura que tenho que viver num país que se arrasta por essas vielas, locais onde os editores de informação bebem da inspiração de tascas e botecos. Nos dias de hoje as publicações periódicas de carácter informativo, bem como os canais e serviços de informação televisivos, crescem e surgem com mais frequência que cogumelos numa floresta. Cabe por isso mesmo ao leitor/ouvinte, o trabalho de escolher aquilo que lhe parece mais digno de confiança, do mesmo modo que os degustadores de cogumelos tem que seleccionar criteriosamente as espécies que são comestíveis, e deixar as outras na paz da natureza. No entanto a missão de quem quer estar informado é tarefa hercúlea. Seriam muitos e vastos os casos que poderia aqui citar, mas escolho como exemplo a paranóia que na ultima semana foi desencadeada pela OMS, com os alertas acerca do consumo da carne vermelha e seus sucedâneos processados. Desde notícias de abertura, a peças de duração incomum, passando por directos de talhos e restaurantes, acabando num debate televisivo, a comunicação social exacerbou o comunicado da OMS, e acendeu a luz ao fundo do túnel para as vacas e os porcos que se encontram nos matadouros. A informação ultrapassa assim a sua missão, e pode muito bem manietar a mente dos destinatários. Eu pelo sim pelo não, no dia a seguir fui comer uma francesinha...

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