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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

dar e Juntar

por António Simões, em 29.07.15

Lá diz o ditado "Deus dá, e eles juntam-se". Putin, o presidente, acha que pessoas como Joseph Blatter merecem o prémio Nobel. Não discordo desta declaração, mas em todo o caso fico apenas com dúvida em relação à categoria que Blatter deveria ser distinguido. Tendo em conta as actuais categorias, não me parece que a actividade e conduta do presidente demissionário se enquadre em qualquer uma delas, pelo que Putin deveria esclarecer qual a nova categoria a ser criada, de forma a laurear o homem que tem conduzido os destinos do futebol mundial nos últimos anos. Não só pelo que recentemente veio à baila, mas por toda a trapalhada que tem sido a sua presidência, o prémio teria que incluir os seus dotes e arte no campo da incompetência e, claro está, na corrupção. De resto este voto de solidariedade do presidente Putin, por muito boa vontade que tenha, mais não é do que um agradecimento público pela escolha da Rússia como país organizador do próximo mundial da bola. Aguardo então que as próximas declarações sejam do presidente do Qatar, país, até agora, organizador do mundial de 2022, a disputar debaixo de condições climatéricas que rivalizam com o interior de um forno a gratinar um arroz de pato. Razão mesmo só tem o ditado...

defeso Diferente

por António Simões, em 28.07.15

Este ano, a juntar ao habitual defeso futebolístico onde as mudanças de clubes, contratações surpresa e renovações de vínculos laborais fazem parte do dia a dia dos clubes, e colocam os jogadores no escaparate do "mercado", temos o defeso político. Tal como no mundo do futebol, as distritais mexem os cordelinhos no "aparelho" para captar os nomes mais sonantes e promissores de votos na urna. O resultado é sempre o mesmo: em vez de candidatos autóctones, representativos dos eleitores do distrito, as listas apresentam os "cromos" que garantem à partida uma maior probabilidade de sucesso. Ou seja, são como os cartazes do circo que anunciam a presença de leões da Rodésia, tigres da Malásia ou tubarões do pacífico, sendo que no caso dos animais estando os mesmos confinados nas suas jaulas o perigo não existe, algo que está presente e ameaça o povo, no caso desses políticos que depois acabam eleitos e mandatados para fazer diabruras contra o Zé pagode. Por isso mesmo o desejável seria que o período de defeso político fosse diferente, com candidatos que realmente soubessem o que é ser de Viana, Bragança ou Vila Real de Santo António, gente da terra que verdadeiramente lutasse pelos interesses das pessoas que os elegem. Como isso não existe, fica a sugestão para que o defeso político siga à letra o significado da palavra defeso, que segundo o dicionário Priberam refere a "época em que é proibido caçar". Deixem lá isso para Outubro...

malefícios do Running

por António Simões, em 26.07.15

O Juíz de todos os processos, o homem do martelo mais poderoso da magistratura tuga, efectua as suas avaliações com uma prudência tão ponderadamente cautelosa, que mais dia menos dia terá que ser feita uma re-avaliação do significado das palavras cautela, ponderar e prudência, no sentido destas passarem a ser sinónimo de Carlos Alexandre. Exemplo disso mesmo foi a recente deliberação deste homem da toga, ou beca, como o leitor preferir, relativamente à melhor forma de colocar em cativeiro o homem da nota, Ricardo Salgado. Depois de 12 horas de interrogatório, com direito a pausas para os aliviamentos fisiológicos necessários, Magno Grande, perdão, Carlos Alexandre, considerou não existir qualquer perigo de fuga do arguido Ricardo Salgado. Ou seja, se no caso de Sócrates, o homem que veio de avião para ser preso, a prisão foi o seu destino, no caso de Ricardo Salgado a ida para casa foi o suficiente para garantir o cumprimento da Dura Lex Sed Lex, não precisando sequer da pulseira electrónica. Recorrendo ao jargão futebolístico, perante esta dualidade de critérios só se pode tirar uma conclusão possível: Sócrates foi para a choça porque, ao contrário de Ricardo, o antigo primeiro-ministro é um praticante conhecido de jogging, ou running como agora é moda chamar, de modo que o Juiz teve em conta essa capacidade atlética na avaliação do perigo de fuga. Como diz o ditado "pernas para que te quero"... 

parabéns Passos

por António Simões, em 24.07.15

Hoje, em dia de aniversário, marcado pela recente convocação das próximas eleições legislativas, é dia de dar os parabéns a PPCoelho. Parabéns por ter contribuído para dar o golpe de misericórdia ao anterior governo, sem dó nem piedade, não olhando a meios para alcançar o seu fim, virando a cara a um país que se encontrava perto do estertor, para depois se assumir como aquele que deu a mão a essa pobre e triste pátria moribunda, cujo nome é Portugal. Parabéns por colocar este país novamente na lista dos principais exportadores de mão de obra, ocupando neste momento o top 5 dos países com maior deficit populacional. Parabéns por ter dado à mão a todos aqueles que foram responsáveis pela crise, da qual saem mais fortes e com o sentimento do ganho cumprido. Parabéns por colocar a opinião pública do seu lado na crítica ao funcionário público, profissão que é nobremente exercida por milhares de zelosos trabalhadores portugueses, que viram os seus direitos serem extorquidos ao melhor estilo dos tempos do feudalismo. Parabéns por revitalizar uma economia à custa do salário dos trabalhadores. Parabéns por ser o bom aluno da Europa, aquele típico marrão que na hora de usar o raciocínio não o faz porque possivelmente não o tem, seguindo apenas as orientações dadas pelos "professores" que, inteligentemente, souberam, sabem, e saberão levar os seus interesses adiante de qualquer nesga se solidariedade. Parabéns por no fim de tudo isso ainda se apresentar às próximas eleições com o alento das sondagens, prova de que 1984 afinal de contas pode muito bem não ser uma ficção. E já agora... feliz aniversário...

o minotauro Global

por António Simões, em 22.07.15

Sendo Grego, a alegoria escolhida para ilustrar a sua teoria não poderia ter sido outra, assim como não poderia ter sido melhor, face ao exposto neste livro. Com este recurso pescado da mitologia da Grécia antiga, Yanis Varoufakis tece uma teoria que não só concordo a 100% como, e aqui peço desde já desculpa pela falta de modéstia, defendo desde o momento em que a minha curiosidade sobre a 2ª guerra mundial me levou a ler livros como o de Gore Vidal "A Idade do Ouro". Claro está que aquilo que eu defendo é apenas argumentado de uma forma tão superficial, que quando comparado com o que li neste livro é como se comparasse o volume de água de um riacho, com o volume de água do Oceano pacífico. Sendo escrita para leigos, o escritor não pode fugir sempre que necessário aos termos técnicos, mas nessas alturas lança uma bóia de salvação para socorrer o leitor menos lesto em assuntos económicos. Varoufakis muito mais que explicar a crise, explica toda a sua longa trajectória, ficando no final uma certeza: que no final das contas, quem está a pagar as contas da "crise" são aqueles que menos contribuíram para que ela acontecesse, e os seus responsáveis são hoje em dia os grandes beneficiários das políticas de austeridade que minam as identidades nacionais, destroem anos e legados de história, e fazem deste mundo um sítio cada vez mais desigual.

peixes na Peixaria

por António Simões, em 21.07.15

Pedindo desde já desculpa pelo uso do pleonasmo, esse recurso estilístico redundante, queira o leitor entender que para título deste post não teria outra opção, que não evidenciar algo que por si só já é evidente (porra, outro pleonasmo, qualquer dia tenho um inspector das boas práticas da escrita em tugalês à perna). Sei que qualquer espaço comercial deve contribuir com uma decoração adequada, de modo a contextualizar toda a sua prática envolvente, sempre no sentido de trazer um acolhimento ao cliente, o destinatário final de toda a actividade. Contudo penso que devem existir certos limites. Colocar um aquário com peixes vivos numa peixaria, é algo que deveria ser alvo da intervenção das sociedades defensoras dos direitos dos animais. Imagine o leitor que a moda pega... qualquer dia temos galinhas, patos, ou quiçá vacas de estimação, alegremente distraídas como animais de estimação de um talho. Isso contudo não aconteceria, porque essas mesmas sociedades não o permitiriam, e porque para isso os talhos teriam necessariamente que ter mais espaço, coisa que os preços actuais do arrendamento não permitiriam face à viabilidade financeira... Quero assim deixar aqui o meu pesar por essas sociedades que tanto se preocupam com os animais, se esquecerem de defender esses pobres bichos que alegremente circulam na água de um aquário estimado. É certo que a memória deles não é larga, mas do pouco que têm de certeza que devem frequentemente entrar em choque quando olham para a banca do peixe e vêm os seus irmãos e primos no estertor da morte, ou violentamente esventrados na hora de ir para o saco...

santos Alemães

por António Simões, em 17.07.15

Fico perplexo cada vez que ouço, não só os dirigentes, como os transeuntes entrevistados na rua, das terras outrora governadas por um Frederico grande. Quanto a mim, isto só pode ser uma espécie de patologia ainda não identificada pela comunidade cientifica, mas a qual tem de ter origem ou na falta de sol que os deprime, ou na presença exuberante do astro rei naquelas cabeças pouco habituadas aos seus raios , desencadeando alucinações colectivas. Angela, a chancelarona, tanto põe os gregos fora como dentro do saco europeu, e o seu ministro das finanças ainda esta semana, depois da maratona da madrugada de segunda, considerou como inevitável a saída da Grécia da zona euro. Hoje, ambos apelaram no seu Bundestag ao voto na 3ª esmola a conceder à Grécia, numa forma tão angélica e celestial, que realmente só faltou o aro dourado por cima da cabeça, e as asas brancas nas costas. No seu discurso, Merkel pediu para se colocarem na pele dos pensionistas gregos, que desesperam pelos seus 120 euros semanais para fazer face a despesas diárias. Comovente de facto, mas em todo o caso deverá ser mais prudente na escolha das palavras e dos exemplos, pois pouco faltou para gerar o pânico na Alemanha, não por se imaginarem nessa situação, mas sim porque não se imaginariam receber tão pouco...

volta Rainha

por António Simões, em 15.07.15

De todas as voltinhas, não sendo a mais difícil, este é o meu destino preferido...

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 A beleza da paisagem ajuda a esquecer a subida...

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 E no final, o repouso merecido do guerreiro, a meter gasóleo para a viagem de regresso... mais fácil, pois a descer, todos os santos ajudam...

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bazófia e água Benta

por António Simões, em 14.07.15

No fim de uma maratona de negociação, os manos da Europa chegaram a um acordo em relação aos parentes pobres do mar egeu, terra de antepassados distintos que de nada lhes valeu aos actuais habitantes, na hora de fazer novo furo num cinto que já conta com vários, tantos que qualquer dia ainda é confundido com uma peneira. Não se sabem os pormenores debatidos à mesa da reunião, mas eu estou convicto que mais do que um acordo de medidas a aplicar, o sucesso alcançado por volta das 6 da madrugada foi aquilo que eu chamaria um "acordo por inanição". Acordo esse que é então mais um caso prático da "montanha parir um rato", um rato que vai continuar a esburacar a economia Grega, e deixar os bolsos dos gregos em pior estado que uma mistura de queijo suíço com queijo roquefort. Também não trouxe novidade alguma o discurso do nosso primeiro ministro, reforçando a minha convicção de que PPCoelho mais do que presunção, ao auto-vangloriar-se por ter dado a sugestão que colocou a pedra angular no acordo, é possuidor de uma vasta e alargada bazófia. Já diz o ditado, bazófia e agua benta, cada qual toma a que quer... e presunção também...

o verdadeiro Excêntrico

por António Simões, em 13.07.15

Li no site do sapo que o avançado polaco do Bayern de Munique, Robert Lewandowski, foi comprar pão de helicóptero, pois encontrava-se numa pequena povoação de 400 habitantes, a 30 km de distância da padaria mais próxima. Em vez de alugar um Táxi de quatro rodas, Roberto (nome em versão tuga) optou por um veículo aéreo de quatro pás e dois rotores, tendo o frete ficado pela módica quantia de cinco mil euros. Esta notícia pode muito bem ser vista como um gesto de soberba sem igual. Eu não concordo! Não concordo porque um tipo que ganha 12 milhões de euros por temporada pode dedicar-se a estas veleidades excêntricas. Imagino que para ele deve ser mais fácil ser o melhor marcador da Bundesliga, do que colocar a sua conta bancária a 0. O homem quer gastar o graveto, e pelo menos tenho que lhe fazer a vénia por o ter feito de um modo integralmente original, no lugar de se deixar levar pelas típicas e batidas festas de Moet para os amigos com "gajas" à mistura, ou pelos relógios de ouro em tamanho proibido pela comunidade internacional de fisioterapia, ou pelos carros topos de gama que invariavelmente acabam no bate chapas. Fica assim a sugestão de contratar este verdadeiro excêntrico como argumentista, para as próximas campanhas do Euromilhões...

ta to do Tolo

por António Simões, em 11.07.15

A tatuagem é uma prática ancestral. Desde o antigo Egipto, aos povos nativos da Polinésia, Filipinas e Indonésia, a tatto foi globalizada pelo capitão James Cook. Hoje em dia, está na moda. As lojas com cirurgiões tatueiros proliferam por todo o lado, num ritmo quase igual ao crescimento das lojas de produtos e utensílios chinocas. Este medrar só acontece porque os clientes existem. E isso verifica-se por todo o lado. As personalidades públicas deram o tiro de partida, e neste momento virou moda da mesma forma que as calças à boca de sino nos anos setenta, ou os casacos de ganga e cabelos à Europe dos anos 80. O problema, é que ao contrário da roupa, maquilhagem ou cortes de cabelo, a tatuagem é algo definitivo, pelo menos a avaliar pelo preço das cirurgias plásticas para correcção. Da mais pequena, ao mais completo graffiti corporal, um olhar mais atento verificará que pelas ruas circulam todo o tipo destes exemplos, que por um lado veiculam a arte de uns, e por outro lado transpiram a pancada de outros... tá tudo tolo...

ok ou Ko

por António Simões, em 09.07.15

A avaliar pelas mais recentes sondagens, o nosso primeiro ministro está coberto de razão. Ontem, no debate do estado da nação, só faltaram as sereias para dar música ao discurso de PPCoelho. Os tugas parecem embarcar na cantiga, e ao contrário de Ulisses, soltam as amarras e registam intenções de voto que apesar de colocar o partido da oposição na liderança, deixam antever umas eleições renhidas, e um resultado final que em nada contribuirá para mudar o estado a que isto chegou (parafraseando o enorme Salgueiro Maia). Segundo o barítono conimbricense este governo teve a coragem de fazer o que seria necessário ser feito, e o resultado está à vista. Para ele o país está ok, quando na realidade as políticas conduzidas por esta coligação conduziram os tugas a um combate diário que paulatinamente se aproxima do Ko técnico. A contagem decrescente para as eleições já começou, e espero que todos aqueles que ainda se seguram de pé, ou aqueles que tendo ido ao tapete ainda lhes reste algo de consciente, saibam dar o devido destino à coligação que colocou o país no topo dos países ao nível da emigração. Salazar não teria feito melhor...

quando lisboa Tremeu

por António Simões, em 07.07.15

Este título poderia sugerir um artigo sobre futebol, mas não... É sobre o livro de Domingos Amaral acerca do terramoto de 1 de Novembro de 1755. Acompanhando acção de vários personagens, o escritor produz um enredo interessante, principalmente no modo como acabam por se cruzarem caminhos tão diferentes. Pelo meio, o objectivo inteirar o leitor com o dia em que a capital do reino sucumbiu em ruínas é amplamente alcançado. Devido ao facto de escolher personagens de diferentes estratos sociais, o retrato do abalo é realizado de um modo completo, que transporta o leitor para a forma como ricos e pobres sentiram a terra a tremer, e para o modo como os sobreviventes viveram os primeiros dias depois da desgraça.

eu votaria Não

por António Simões, em 02.07.15

A Grécia vai a votos. Domingo o resultado final será sempre demolidor para os alicerces europeus. No entanto a Europa tem provas dadas e fundamentadas pela história, e certamente que seguirá em frente depois de escrutinado o escrutínio. Sendo tuga não posso contribuir com mais do que esta singela opinião, mas se tivesse a oportunidade de colocar a cruz, certamente que ela seria no lugar do "não". O que está neste momento em jogo não tem nada a ver com a Europa, com a saída ou permanência da Grécia, ou com o €. O que se passa é que existe finalmente um governo que tem a coragem de dizer basta. Basta de vivermos num mundo supostamente globalizado, onda a economia de mercado existente tem por base o trabalho barato de uns, para que outros vivam de forma abastada e abundante, onde a balança da riqueza não se equilibrou com o desenvolvimento e evolução da humanidade, bem pelo contrário! Subscrevo e sublinho a opinião de todos aqueles que acham que o homem, com toda a sua taxonomia sapiens sapiens, é de todos os animais o mais estúpido e medíocre, por ter ao seu alcance os meios para atingir a igualdade, e no lugar acabar por aumentar a profundidade do fosso onde enterra os mais desfavorecidos. Será a Grécia um primeiro tiro disparado do mundo ocidental? Que acontecerá quando o sudeste asiático e similares reclamaram tudo aquilo que tem direito...

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