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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

tugas mais Ricos

por António Simões, em 28.06.13

Não, não me refiro ao país, mas sim a uma ínfima parte dele que segundo um estudo, em 2012 deu-se um aumento de 3,4% no número de milionários na tugalândia, subindo para 11 mil os tugas que contam com abonadas contas bancárias. Obviamente que não cometerei a demagogia de considerar blasfémico esse enriquecimento, porque para isso mesmo já temos um belo e sábio pensamento, que data de 1846, escrito por um dos grandes nomes da literatura tuga, que não sendo demagógico e blasfémico na altura, também não o é agora. Nunca é demais recordar, e fazer actuais as palavras de Almeida Garrett, que perante dados como estes servem bem para passar a mensagem:

"E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"

ideias de Wimbledon

por António Simões, em 27.06.13

O tenista Roger Federer foi intimado pela organização do torneio de ténis mais emblemático do Grand Slam, a deixar de usar os ténis de sola cor-de-laranja, pois para os responsáveis de Wimbledon isso é uma clara infracção à vestimenta recomendada para esse torneio, que deverá ser exclusivamente branca. Ora, a título experimental, pois a constituição não permitiria demitir a coligação com base nestes critérios tenistas, isso mesmo poderia ser aplicado ao governo, de modo a testar-se a verdadeira figura política que se esconde no ministro dos negócios no estrangeiro (o "no" foi de propósito e não mero engano). Assim, retirando os laranjas prevaricadores do bolso do contribuinte, seria interessante ver para que lado se vira o Paulinho das Feiras. Já no tempo de Durão e Santana fazia o papel de polícia bom, mas nesta legislatura ainda acrescenta a interpretação de anjinho celestial, aquele que tenta impedir o Coelhinho mau de carregar impiedosamente no depauperado tuga. Na ausência de bodes expiatórios talvez perdesse o verniz opaco que esconde o seu verdadeiro sentido de estado de direita...

o bom Vendedor

por António Simões, em 26.06.13

Havendo terei que pagar direitos de autor. No entanto, e porque é com toda a certeza oriunda da sapiente sabedoria popular, aqui deixo e partilho uma anedota gentilmente patrocinada pelo leitor number one. A existir este tipo de funcionário, seria sem dúvida alguma o expoente máximo do bom vendedor:

Um rapaz Alentejano vai trabalhar para um daqueles grandes Hipers na América e ao fim do primeiro dia o chefe pergunta-lhe:
- Quantas vendas já fizeste?
- Uma.
- Uma venda? Isso é muito mau!!! Os meus vendedores normalmente fazem entre 25 a 30 vendas por dia!!! Ora diz lá de quanto foi a venda...
- 757.326,45 DOLLARS
- O quê?????? Mas afinal o que é que vendeste?????
- Ora, primeiro vendi ao freguês um anzol pequeno, depois um anzol médio, e a seguir um anzol grande!... Com tanto anzol vendi-lhe uma cana de pesca!... Perguntei onde é que ele ia pescar e ele disse para a costa. Claro que lhe expliquei que para a costa era melhor ter um barco!!! Então levei-o à secção de barcos de recreio e vendi aquele 'Silver Esprit' com os dois 'outboard' que o gajo até se passou!... Conversa puxa conversa e ele disse que o carro dele era um Fiat Uno... e eu disse-lhe que para puxar o barco ele precisava dum 4x4!!! Então fomos direitinhos ao stand e vendi -lhe aquele Range Rover que lá estava.
- Muito bem! Deves ser mesmo bom para venderes isso tudo a um gajo que só queria um anzol pequeno!!!

- Qual anzol qual quê!!!
- Ele só cá vinha comprar uma caixa de TAMPAX para a mulher... e eu disse-lhe "Já que tem o fim-de-semana lixado, mais vale ir à pesca..."

virtude ao Lado

por António Simões, em 25.06.13

Na Turquia, invocando o passado otomano, as manifestações públicas de desagrado em relação ao modo como estava a ser conduzida a nação por um até então adorado líder, romperam por todo o país de uma forma obstinada para mudar o rumo da governação. A gota de água foi intenção de se construir um centro comercial num dos mais carismáticos parques de Istambul. Aqui pela tugalândia caso o Belmiro se lembre de ampliar a sua rede tentacular de shopings, não existirá zona protegida merecedora desse adjectivo para os bulldozers da sonae, e certamente que o povo trocará o sofá, não por um passeio por um parque, mas sim pelos corredores da Zara. No Brasil, o aumento das tarifas da rede de transportes colocou o povo na rua de um modo que não se via desde as manifestações dos sem terra, recuperando o grito do ipiranga, não clamando por independência mas sim por uma justiça social digna desse nome, alicerçada num estado livre da corrupção que corrói as fundações da nação canarinha. Por cá, aumentam em tudo quanto é lado e tiram do bolso tuga quanto podem, de uma forma que dói a valer sem no entanto ninguém gritar como deve ser. Em vez disso, permanecemos pacatamente resguardados no nosso triste fado de destino lamentável. Diz-se que no meio está a virtude, mas tendo em conta o mapa mundi com os exemplos que vêm dos extremos, Brasil e Turquia, neste caso a virtude esta a passar-nos ao lado...

património Mundial

por António Simões, em 24.06.13

Tive a sorte e o privilégio de estudar na mais antiga academia do país, e uma das mais antigas e respeitadas universidades do mundo, quando era na "alta" que se juntavam os de direito, das letras, das matemáticas, da arquitectura, das medicinas, das ciências, das zoologias, das químicas, das físicas, e, junto ao Museu Nacional Machado de Castro, com o edifício das Letras e de Direito a fazer-lhe sombra, encontrava-se o Palácio dos Melos, um exuberante edifício familiar que albergava grande parte da Faculdade de Farmácia, aquela que dispunha um átrio para convívios que fazia inveja a todas as outras. Para lá chegar podiam-se escolher dois caminhos, ambos com muita escada para escalar, anunciando ao estudante que ao chegar lá em cima as coisas não seriam muito diferentes, com cadeiras para fazer no lugar de degraus para subir. Pelos 125 degraus das "Monumentais" nunca tive o azar de tropeçar, mesmo em condições etílicamente bem dispostas, fintando assim o ditado que prevê ao estudante que lá tropeçar chumbo no ano correspondente ao lance em que caiu. Do outro lado, subindo em direcção à Sé Velha convém não esquecer de traçar a capa ao passar pelo Arco de Almedina, para depois encarar de frente o "Quebra-Costas", escadas de piso escorregadio para todos, mais ainda para os incautos sapatos de jovens estudantes que usam a capa e batina pela primeira vez.

Muito mais poderia escrever, mas o espaço faltaria. No entanto, não posso deixar de me congratular com o facto de agora essa envolvência fazer parte do património mundial da humanidade, sentindo-me mesmo como uma parte desse legado, como certamente comprovarão os turistas que durante os anos que por lá andei, pediam para tirar uma foto sempre que por eles passava de capa e batina vestida. Desde o momento em que tive o direito de me dirigir ao Palácio dos Grilos para solicitar o meu diploma de licenciatura, sempre foi minha vontade nunca lá voltar. No entanto, sempre que possível volto mas o sentimento já não é o mesmo. Coimbra é para o estudante como um tórrido e apaixonante amor de verão...  intenso, acaba rápido e deixa muita saudade, nunca mais se repetindo. 

 

Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade

 

Coimbra do choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal, ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda

 

Coimbra das canções
Coimbra que nos põe
Os nossos corações, à luz...
Coimbra dos doutores
Pra nós os seus cantores
A fonte dos amores és tu.

pessimismo Geriátrico

por António Simões, em 21.06.13

Poucas vezes se comprova cientificamente um ditado ou provérbio popular. No entanto, um recente estudo efectuado Universidade Friedrich-Alexander de Nuremberga, vem provar que "vaso ruim não quebra". Desde 1984 que os investigadores analisam um painel de 30 mil alemães, e chegaram à conclusão que "as pessoas mais velhas, que esperam um grau de satisfação limitado da sua situação no futuro, vivem claramente mais tempo e com melhor saúde do que as que imaginam um futuro promissor". Aqui na tugalândia, com a nossa tradicional queda para o fatalismo, onde a música que nos identifica é o triste e melancólico fado, a longevidade está por demais garantida...

o inverno do Mundo

por António Simões, em 20.06.13

Nesta segunda parte da trilogia "O Século" de Ken Follett tenho que dar os parabéns ao autor pelo título escolhido, porque de facto o período da história que aborda foi um autêntico congelamento momentâneo da humanidade, que aguardou pelo desfecho do maior conflito bélico da história universal para voltar a seguir em frente, finalmente rumo a uma sociedade melhor, faltando nos dias de hoje trilhar muito caminho para chegar a uma sociedade mais justa. Falando do livro em si, e depois de uma empreitada de 829 páginas, confirma-se aquilo que eu esperava, ou seja, abordar historicamente o período de 1933 a 1949 com intrigas palacianas à mistura de meia dúzia de famílias de outras tantas nacionalidades, sem com isso se perder na história e descurar outros aspectos mais importantes que essa época encerra, seria muito difícil como comprovadamente chego à conclusão que foi. Claro que a leitura foi agradável, mas penso que tal se deve mais ao facto de tudo aquilo que esteja relacionado com a segunda grande guerra me desperta muito interesse. Não sendo um catedrático na área, os conhecimentos que disponho deixaram-me depois desta leitura o sentido de que me soube a pouco, e esperaria mais. Não desfazendo deste autor, tenho a certeza que o "nosso" José Rodrigues dos Santos faria melhor. Fica a sugestão...

musica Inspiradora

por António Simões, em 19.06.13

Já era moda no desporto e agora pegou de estaca na política. Não existe uma campanha eleitoral que se preze, sem uma devida música a acompanhar o candidato, que transporte consigo toda a energia e aura positiva em torno dessa figura cimeira e central da máquina partidária. Este governo desde que assumiu funções, levou para dentro de S. Bento este modo de estar na política, e encomendou uma música que os motivasse para o grande exercício governativo que tinham pela frente. A tarefa coube a dois caloiros de Comunicação e Marketing da mesma instituição de ensino onde Relvas obteve as equivalências, porque Vítor Gaspar disse não disponibilizar fundos para pagar direitos de autor a músicas originais. Desse modo, os dois jovens recorreram a uma exaustiva pesquisa via google, encontrando no hino nacional do Uruguai intitulado "La Pátria o La tumba" uma boa forma de encarar positivamente a árdua tarefa de PPCoelho e companhia colocar em terreno positivo as contas públicas. O problema foi que ao efectuar a tradução para tugalês, no lugar do "o" os jovens interpretaram um "a," resultando no espanhol "La Pátria a La Tumba", que na língua de Camões se lê "A Pátria para a cova". A música foi assim editada para perfumar os corredores de S.Bento, e deste modo se compreende o caminho que desde então se seguiu...

canalhices de Canalha

por António Simões, em 18.06.13

Este governo de canalha deixou ontem a descoberto a sua verdadeira imagem de canalhas em prol da busca de uma opinião pública favorável, recorrendo à canalhice de prejudicar milhares de jovens que lutam por um futuro e aproveitando uma luta de uma classe profissional que tem vindo a ser vilipendiada nos seus direitos e no seu prestigio. Foi isso mesmo que ontem pode ser retido da greve dos professores, onde estes profissionais exerceram o seu justo e devido direito à indignação, sob a forma de um protesto grevista, onde tal como na guerra é certo o perigo de fogo cruzado que neste caso incidiu sobre os futuros estudantes do ensino superior, que serviram de escudo para um governo cobarde e mesquinho apelar ao bom senso de quem lutava por nada menos do que uma dignificação de um pilar da sociedade - o ensino:

- um pilar que faz a diferença de uma sociedade moderna, assente num sistema de ensino gratuito e universal para todos, onde o pobre e o rico tem igualdade de oportunidades para encontrar o seu espaço, conquistado fruto da individualidade de cada um;

- um pilar assente numa estrutura conduzida por profissionais que orientam os mais jovens para promover a construção de uma sociedade mais informada, mais inteligente e mais justa;

- um pilar sólido formado por pessoas anónimas às quais se entrega grande parte da educação dos mais jovens, complementando a equipa familiar que encontra nos professores um apoio único e insubstituível que contribui para a formação e educação das crianças de hoje, adultos de amanhã.

A luta de ontem não foi dos professores. Ontem poucos lutaram pelo direito de muitos garantirem o acesso a um sistema de ensino útil, universal e gratuito...

tiro e Afundou

por António Simões, em 17.06.13

No sábado foi afundada a fragata Hermenegildo Capelo, que repousa agora a 30 metros de profundidade para futuro gáudio de mergulhadores que acorrerão a um novo conceito de parque temático - o parque subaquático. O que me deixa intrigado não passa por esse tipo de desporto, até porque acho que deve ser uma actividade interessantemente radical, mas sim a escolha de um estrangeiro para proceder ao afundamento do navio, com recurso a diversos meios dos quais se destaca a dinamite. Mais uma vez se demonstra o velho provérbio de que ninguém é profeta na sua terra, pois com gente reconhecida internacionalmente como perita em afundar as contas do país e dos seus habitantes, não sei como não escolheram PPCoelho e companhia para efectuar tal tarefa. De qualquer modo, este conceito de parque subaquático até pode servir de treino para o tuga comum, quando este governo dar ao país o mesmo destino que esta fragata...

puto Cavaco

por António Simões, em 14.06.13

A pessoa que ocupa o lugar destinado ao Presidente da República desta confederação de bananas, não fosse a sua idade, pelos discursos que tem vindo a assumir em público poder-se-ia confundir com um catraio de 6 anitos, um puto reguila que faz asneira e depois diz que não foi ele. Que grande lata tem este senhor quando assume que a Tugalândia foi um país que se afastou da agricultura, e agora congratula-se com a aproximação de uns betos da capital que descobriram umas herdades e campos vinhateiros na "terriola". Este fulano que não é palhaço algum, pois os palhaços merecem todo o respeito dessa nobre profissão, foi o mentor da destruição do tecido primário tuga, a pessoa que assinou despachos para enviar dinheiro da união europeia directamente para os bolsos de uns "compadres" que se serviram das estufas apenas para secar roupa, que pagou a pessoas que toda a vida trabalharam na agricultura para não deitarem as sementes para a terra, vem agora com esta atitude de defensor da agricultura? É bem certo que temos um presidente da república que ao nível de moralidade se adequa ao estado do país... rota. Por estes dias, a única coisa certa que disse peca por defeito, pois desejou que o FMI seja afastado da Troika. Eu acrescentaria que a deitar fora se deite também o resto da Troika, Governo, e já agora, o Presidente da República...

censura à Grega

por António Simões, em 13.06.13

A Grécia, o nosso parente pobre, para quem toda a vida olhamos de forma a obter o conforto de saber que mais alguém se encontra na mesma triste situação que a nossa, por deliberação Troikana resolveu fechar o serviço público de televisão. Aqui pela tugalândia, no tempo da outra senhora eram os lápis de cor azul que se utilizavam para a censura. Em terras helénicas de bandeira azul e branca, não se ficam pelas falinhas mansas de seleccionar a informação que deve vir a público, e acabam com o mal pela raiz, terminando com a emissão de notícias e noticiários. Espero que a brisa do atlântico deixe estas ideias confinadas ao mar Egeu, e não chegue aos escritórios de S. Bento. Certamente que as pessoas deixam de ter notícias dramáticas sobre a crise, mas a realidade está presente, e não precisa de reportagem.

moralidade Americana

por António Simões, em 12.06.13

Uma mãe norte americana contratou 2 strippers para a festa de aniversário do seu filho, um menor de 16 anos de idade. As profissionais foram convocadas para efectuaram danças exóticas, de forma a animar uma festa de 80 convidados. Durante o evento não se registaram queixas acerca da moralidade da iniciativa da jovem mãe de 33 anos, mas depois de terem sido colocadas fotos do evento na rede social internacionalmente conhecida como "enfrenta o livro", um pai veio manifestar o seu repúdio por esta iniciativa que estaria a colocar em causa a moralidade de jovens rapazes no pico da produção hormonal de testosterona. Obviamente que se poderá colocar em causa o timing para este tipo de celebrações, no entanto, tendo em conta que estamos a falar de um país onde pelo menos em 6 estados não é necessária idade mínima para o porte de arma de fogo, e onde as pessoas correm a comprar armamento depois de mais um infeliz atentado, questiono-me qual a moralidade para julgar seja o que for nesse sentido. Possivelmente a verdadeira queixa reside na omissão de um convite...

dez de Junho

por António Simões, em 11.06.13

Ontem comemorou-se o dia de Camões, Portugal e das Comunidades. Tendo em conta que este ano foi realizada uma adaptação do calendário dos feriados nacionais, considero que face a nossa realidade nacional seja editado o nome do feriado de ontem. Assim, como quem cá manda são outros, em vez de "Portugal e das Comunidades" o melhor é homenagear a "Troika e o Banco Central Europeu". Como Camões, estivesse ele entre nós, certamente que nos dias de hoje não teria grande vontade de cantar o "peito ilustre lusitano", na falta do poeta sempre temos na pessoa de Portas todo um "One Man Show", assumindo-se como o político romântico que diz "remédios" no lugar de "medicamentos", o contorcionista que se posiciona onde mais jeito dá, o dramaturgo e actor que apresenta e representa as melhores peças do teatro da paródia política nacional. E porque não passar a festejar-se o dia 10 de Junho como o dia de Portas, da Troika e do Banco Central Europeu. Nos dias que correm, fazia muito mais sentido...

deputados Bonobo

por António Simões, em 07.06.13

Sabendo previamente que o homem descende do macaco, foi com pesar que cheguei à conclusão que seguimos a linhagem evolutiva errada. Caso o leitor não saiba, os nossos parentes mais próximos são os bonobos e os chimpanzés. Estudando o comportamento de cada espécie facilmente identificamos aquela com a qual temos mais semelhanças. Os chimpanzés resolvem os seus problemas à porrada e insultos, enquanto que os bonobos resolvem as sua quezílias recorrendo ao sexo, comportamento que se vê incrementado em situações de cativeiro. Sugiro assim que os chimpanzés do parlamento se entendam, e para bem da nossa nação à beira do abismo realizem uma adaptação evolutiva à imagem das leis de Darwin, e dessa forma se transformem em bonobos. A macacada continuará garantida, mas será sob o lema daquela musica de John Lennon - "make love, not war". Caso isso não seja suficiente para resolver o défice, pelo menos a audiência da Assembleia da República TV subirá em flecha...

cães Perigosos

por António Simões, em 06.06.13

Antes de mais, e em defesa da honra, sou da opinião que os cães potencialmente perigosos, que geneticamente estão desse modo definidos, por si só não se tornam assim, sendo necessária a mão do homem para o que o adjectivo se justifique. Do mesmo modo defendo que havendo tantas raças de cães, dos mais bonitos aos mais feios, grandes e pequenos, pelo curto e felpudos, não vejo qual a necessidade de ter como fiel amigo um cão que até pode não o vir a ser. Esclarecida a minha posição, posso assim partilhar com leitor a informação que a tugalãndia vai adoptar um sistema utilizado em terras gaulesas a todos os donos de canídeos com um feitio irascível. Nesse modelo, os donos dos cães vão ter que frequentar cursos de formação para saber lidar com os seus animais de estimação. Como se já não chegasse a quantidade de sorvedouros de dinheiro para administrar formações sobre como descascar uma batata a um funcionário da contrução civil, e como fazer cimento a um empregado de uma livraria, esta nova iniciativa já está na calha dessas instituições de ensino onde nada se aprende. Quanto a mim, e tendo em conta o exposto, uma vez que estamos em período de contenção orçamental, em vez dessas formações o problema resolvia-se mais facilmente colocando donos e cães, juntinhos  e bem fechadinhos na mesma casota.

dois anos Depois

por António Simões, em 05.06.13

Cumprem-se hoje dois anos desde que o voto popular legitimou o maior golpe de teatro da história da democracia tuga. PPCoelho e companhia arquitectaram o fim do governo dos PECs de Sócrates, para se oferecerem ao altar do sacrifício da governação. No entanto, o papel de borrego coube aos de sempre, e depois do último PEC IV passaram a ser o prato do dia as medidas de austeridade de Vítor Gaspar. Cumprem-se hoje dois anos de confirmação da falsidade das promessas de campanha eleitoral, onde não passava pela cabeça do então candidato PPCoelho o aumento de impostos ou quebra de rendimentos. Cumprem-se hoje dois anos de anúncios de retoma económica, estando na realidade na mais profunda recessão, justificada pela conjectura internacional que tantas vezes criticaram quando José Sócrates a ela recorria como justificação. Cumprem-se hoje dois anos de greves e manifestações, das mais variadas classes profissionais, e com a agravante deste ser o primeiro governo que enfrente duas greves gerais com participação conjunta de UGT e CGTP. Cumprem-se hoje dois anos de uma coligação que na falta de super cola 3 para manter a coesão, recorre ao presidente da república para selar as juntas de dilatação que teimam em querer ceder. Cumprem-se hoje dois anos do continuo desmantelamento do estado providência, e da alienação de direitos fundamentais alicerçados numa constituição incómoda para este governo. Cumprem-se hoje dois anos do levantar do véu do monstro do capitalismo, que seguindo a onda do governo perdeu a vergonha até diz em público "ai aguentam, aguentam". Pergunto-me se em dia de aniversário, alguém terá motivos para comemorar.

a última Fronteira

por António Simões, em 04.06.13

Antes de surgirem os programas de entretenimento com recurso às "celebridades", as mais variadas formas e conteúdos foram experimentados no tuga comum, do mesmo modo que a indústria de cosméticos testa os seus produtos em ratos e ratinhos. Já se viu um pouco de tudo, desde fechar durante meses pessoas dentro de uma casa artilhada de microfones e câmaras de filmar, concursos de cantoria ou cultura geral, até mesmo o recurso ao improviso de peças de teatro com um palco inclinável! Agora um dos canais privados a operar na tugalândia vai promover o lançamento de "celebridades" à àgua, desde uma altura considerávelmente desaconselhada para quem sofre de tonturas. Ou seja, do ponto de vista da PPP televisiva (palhaçada pandegamente paródica) estamos muito próximo de verificar o cumprimento da velha máxima de ver "um porco a andar de bicicleta". Deste modo, e porque falta apenas um pequeno passo para isso mesmo, fica aqui uma sugestão para quebrar a última fronteira do bom senso, sem que seja necessário experimentação no tuga comum: e que tal colocarem "celebridades", de ambos os sexos, untadas com molho de carne e pepperoni, suspensas por uma corda no meio da jaula dos leões do Jardim Zoológico de Lisboa, a uma altura de segurança que vai deixando de o ser à medida que responderem erradamente às perguntas que lhes serão colocadas. Esta modalidade, servirá não só para chafurdar na vida privada dos "socialites", como até pode ter uma versão para políticos. Neste caso, no lugar de perguntas sobre a vida privada os mesmos serão questionados acerca da governação, e no lugar de molho serão pendurados pedaços da melhor, da mais tenra e saborosa picanha brasileira. Cedo os direitos de autor desta ideia para se poderem comprar bons digestivos, de forma a evitar o afrontamento de leões e leoas...

mixórdia de Temáticas

por António Simões, em 03.06.13

Tempos houve em que era um fiel seguidor de certas e determinadas emissões radiofónicas. Hoje, como o contacto com o carro é esporádico, o mundo da radio passa-me algo ao lado. Por esse motivo, e porque sou fiel seguidor do autor, resolvi ler este livro que reúne as crónicas desta rubrica da Radio Comercial. Com textos pequenos, o livro não precisa de ser lido de forma continua, tendo assim a grande vantagem de se apresentar como uma obra em que se pega quando o humor está em baixo e umas gargalhadas fazem falta para levantar o ânimo. Aviso desde já que existem textos que não podem ser lidos em qualquer local... começando a rir, é difícil parar. Ricardo Araújo Pereira igual a si próprio.

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