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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

verão Frio

por António Simões, em 31.05.13

Há dias lixados, e na passada quarta-feira Vítor Gaspar teve um verdadeiro calvário de dados e estatísticas negativos. Primeiro surgiu o relatório da OCDE que prevê uma recessão superior ao esperado pelo governo e pela Troika. No entanto, como o ministro julga pertencer a uma estirpe especialmente prodigiosa no que ao mundo da economia diz respeito, esses dados não o melindraram pois raramente tem dúvidas e nunca se engana. Já a confirmação por parte do Instituto Nacional de Estatística que a esperança média de vida na tugalândia aumentou, conseguiu sacar uma pequena interjeição do ministro que ao ler esses dados soltou um "porra". No entanto também esses dados não abalaram a sua confiança, pois já está na secretária uma proposta para o aumento da idade da reforma para os 70 anos. O pior foi a notícia que veio de França, de onde investigadores meteorológicos avisam que o verão deste ano pode ser o mais frio dos últimos 200 anos. Gaspar, que já tem planeado metralhar o bolso e os direitos dos contribuintes com novas medidas a aplicar para o verão, na esperança de que nessa altura do ano o pessoal anda mais distraído com o calor estival, vai ter que enfrentar um verão frio que na verdade promete ser muito quente...

há petróleo na Tugalândia

por António Simões, em 30.05.13

O presidente da GALP, Ferreira de Oliveira, afirmou na segunda feira que é sua convicção a existência de petróleo por explorar em território tuga. Para defender essa tese deu como exemplo da Noruega, que apenas ao 33º poço exploratório é que obteve sucesso. Claro que não posso rebater cientificamente esta declaração, até porque ele deve estar devidamente documentado e apoiado pelos melhores engenheiros de perfuração do país, mas sempre posso efectuar algumas considerações. Deste modo considero que Ferreira de Oliveira deve ser um apaixonado da peça "Há Petróleo no Beato", onde pontificava o saudoso Raul Solnado, e por outro lado deve conhecer melhor do que ninguém este povo, e com particular destaque a classe governativa. Realmente, haja ou não petróleo por explorar na tugalândia, para fazer buracos nada melhor do que contratar os nossos governantes, verdadeiras retroescavadoras humanas que conseguem chegar mais fundo quando se pensa que já lá se chegou. PPCoelho e companhia já se prontificaram a colaborar com a GALP, no sentido de ministrarem formação. Vítor Gaspar e os seus sábios conhecimentos de furar (o bolso dos tugas) e buracos (orçamentais) será um dos professores mais pretendidos de todo o elenco governativo.

o berço do Fim

por António Simões, em 29.05.13

Guimarães é o berço desta nação. Depois de na tarde de domingo ter dado a estocada final no coração de mais de metade da população tuga, pode muito bem passar a ser conhecida como o berço do fim da nação. A tugalândia é maioritariamente habitada por adeptos encarnados, que até ao momento tinham vivido a ilusão de vitórias pré-anunciadas, e hoje convivem com a sua triste realidade futebolística. Deste modo, agora que deixaram as nuvens e caíram na dura realidade do dia-a-dia, apercebem-se que pior que o seu clube ainda está o país, cujos destinos são comandados por uma equipa de Jorges Jesuses que nos encaminham para a derrota final. O perigo de um verdadeiro verão quente, muito mais quente que o de 75, está agora iminente, pois com as greves e manifestações programadas o uso dos foguetes encomendados poderá muito bem servir para exteriorizar a frustração encarnada. E cuidado que o stock é grande...

palhaços e Fantoches

por António Simões, em 28.05.13

Se pedir ao leitor um adjectivo que caracterizasse a justiça tuga certamente que o primeiro possível a usar seria "lenta". Porventura que outros poderiam ser usados com igual ou até mais idoneidade, mas com toda a certeza absoluta que a atribuição de "errada" estaria bem lá para o fundo da lista. Contudo, como a justiça é coisa de homens, essa possibilidade não pode ser obliterada e, bem pelo contrário, pode por vezes ocorrer como parece estar em causa depois das declarações de sexta feira de Miguel Sousa Tavares. Então o homem diz uma verdade como um penedo e incorre numa pena de difamação da figura presidencial? Para o efeito seria necessário termos um verdadeiro presidente da república. Na verdade, temos como presidente uma pessoa que contribuiu com os alicerces para o estado da dívida pública, que os palhaços dos contribuintes são obrigados agora a pagar, e não satisfeito com os dez anos de governação mexe os cordelinhos do seu afilhado, um verdadeiro fantoche nas mãos do seu padrinho. No meio disto tudo quem devia ser acusado de difamação era o presidente, que no caso de pretender piscar o olho à profissão de palhaço só estaria a denegrir a imagem dessa muito nobre arte...

a negação da Águia

por António Simões, em 27.05.13

As profecias são eternas. Não sabia era que se repetiam. Se no tempo de Jesus de Nazaré foi Pedro que o negou por três vezes, mesmo antes do galo cantar, nos dias de hoje foram os jogadores encarnados que por três vezes impediram que Jesus da Amadora atingisse a glória do título. Os adeptos é que foram mais resilientes, e só a terceira é que alguns se convenceram da realidade. Na falta de galos para cantar, hoje cantam portistas, chelcistas e vimaranenses... Para alem disso, tendo já perdido duas competições, a terceira tinha necessariamente que ter o mesmo destino, pois 3 foi a conta que Deus fez.

perigo de Incêndio

por António Simões, em 24.05.13

O Instituto Tuga do Mar e da Atmosfera alerta para o grau máximo de risco de incêndio para o próximo domingo, dia 26. O motivo não deriva das temperaturas actuais, que até registam uns valores inferiores a iguais períodos de anos anteriores, mas sim ao facto de se disputar na tarde de domingo a final da Taça da Tugalândia entre o Vitória de Guimarães, e o clube da segunda circular contíguo ao C.C. Colombo. De facto em caso de vitória encarnada, os colaboradores do instituto classificam o risco de incêndio com o grau máximo tendo em conta três grandes condicionantes:

1- O clube encarnado reúne uma percentagem consideravelmente elevada de adeptos, que segundo as estimativas actuais apontam para os 5 milhões simpatizantes. Eram 6 milhões até ao jogo do Dragão e Amesterdão.

2- O clube da águia esporadicamente se vê em situação de vencedor, e ainda mais esporadicamente chega mesmo a cumprir o objectivo principal, pelo que os seus adeptos estão muito pouco habituados ao manuseamento de material pirotécnico.

3- Tendo em conta a acumulação de material pirotécnico que não chegou a ser utilizado, e que face ao esperado tinha sido adquirido em quantidades industriais, o instituto resolveu numa medida inédita na tugalândia colocar o nível de risco na categoria de "nuclear". É certo que não temos centrais produtoras desse tipo de energia, mas depois de se darem como vencedores anunciados do triplete, os adeptos encarnados vão agarrar-se como nunca ao monoplete.

Caso estas condicionantes não se verifiquem, o Futebol Clube do Porto prontifica-se a ficar com esses excedentes pirotécnicos, pois os seus adeptos para além de estarem muito mais habituados ao manuseamento do mesmo, precisam muito mais frequentemente desse material para dar asas à alegria de vencer títulos...

festa de Arromba

por António Simões, em 23.05.13

O elo perdido, a última peça do puzzle, a aduela que faltava para completar o arco românico da paródia política nacional foi ontem assentada, pela boca do pai do nosso primeiro, que veio até nos pelas páginas do periódico I. Se o povo se encontra num estado letárgico movido pelo continuo atropelo de leis e medidas que se contradizem entre si, deixando à deriva aquele que quer fazer contas à vida, ontem teve finalmente uma pequena lufada de ar fresco com as palavras de António Passos Coelho. Segundo o progenitor do criador deste insano governo, seu filho "está morto por se ver livre disto", e assegura que "vai fazer uma festa, cá na família, quando ele se vir livre disto". Ou seja, descanse o leitor que o cenotáfio da tugalândia pode ficar suspenso porque esta governação PPCoelho e companhia está por dias. Ainda se vai a tempo de salvar esta horta à beira mar plantada, que há muito não recebe água para regar os pobres legumes que definham no dia-a-dia. Deste modo vamos agarrar estas abençoadas palavras de António Coelho, o médico reformado que parece ter a receita para nos livrar do abismo, pois ainda antes de seu filho se tornar ministro o avisou "vais-te lixar". Na realidade quem verdadeiramente se lixou fomos todos nós, mas tudo se perdoará na tal festa prometida de comemoração do abandono de PPCoelho que a família lhe concederá, e à qual não só nos juntamos com imensa alegria, como contribuímos com bolinhos e acepipes.

produção de Melões

por António Simões, em 22.05.13

Apesar do pesadelo económico que Antonio Mexia previa no caso do Futebol Clube do Porto se sagrar Tri-Campeão Nacional, as acções do clube da 2ª circular contíguo ao C.C. Colombo subiram. De facto, seria de esperar o contrário numa altura em que esse clube pré-vencedor anunciado acabou por sair derrotado de duas das três competições que a imprensa já dava como certas. No entanto não foi ao nível do futebol que se encontra justificação para o aumento da cotação em bolsa. Depois de apurada investigação, e mais uma vez na linha da frente da informação em primeira mão, este blog adianta que esse interesse nos títulos bolsistas encarnados se deve à produção de melões por parte do clube da luz. Depois de derrotados no Dragão, e em Amsterdão, o Melão passou a ser a fruta de eleição do adepto vermelho, de tal forma que o clube da águia já é o maior produtor mundial desse fruto, e tem uma nova publicidade para incentivar o consumo desse fruto: "olha a cabeça, olha a cabeça, olha a cabeça do lampião - continua a inchar".

conselho de Estado

por António Simões, em 21.05.13

O Conselho de Estado marcado por Marques Mendes há mais de uma semana, subordinado à temática do pós-troika foi encarado pelos conselheiros com a habitual parcimónia que estes encontros têm tido, desde que o homem de boliqueime se tornou presidente. Tempos houve em que apenas se marcavam este tipo de reuniões em circunstâncias verdadeiramente circunstanciais. Nesta legislatura, apesar de todas as semanas a actuação do governo dar mais do que um motivo para convocar o Conselho de Estado, Cavaco teima em reunir os conselheiros para discutir os temas mais disparatados e de menor importância, onde só ele vê sentido. Na tarde de ontem, contra todas as expectativas confirmou-se que afinal de contas existe actividade eléctrica entre as sinapses de Aníbal Cavaco Silva, pois num rasgo de iniciativa inédita neste presidente o tema central foi alterado. Para o efeito vários acontecimentos que ocorreram quase em simultâneo serviram para melindrar o cérebro do presidente. Aníbal, defensor do centralismo lisboeta como bastião do poder na tugalãndia, não resistiu a pedir a opinião ao seus conselheiros acerca do ataque feroz lançado pelas forças do norte à capital do império. O hóquei em patins levado para o Porto alertou-o, o andebol conquistado pelos Dragões preocupou-o, e o título de campeão de futebol novamente pintado de azul e branco saturou-o. No entanto a gota de água foi outra. Numa semana em que usou alusões de foro religioso, o Patriarcado da Capital foi ocupado pelo Bispo do Porto... e isso já é demais. O tema levou a reunião a prolongar-se durante 7 horas e terminou abruptamente quando a primeira dama entrou na sala com o copo de leite morno e bolachas maria, pedindo a compreensão aos convidados pois a botija de água quente já estava a ficar fria.

porto Campeão

por António Simões, em 20.05.13

Como azul e branco que sou, faz parte da minha rotina o festejo de títulos. Este 27º campeonato nacional conquistado corresponde ao 20º desde o ano em que nasci. Como habitante da tugalândia, faz parte da minha rotina constatar que é uma pena que, desde dirigentes políticos a altos quadros de empresas com responsabilidade de gestão, não tomem o exemplo da brilhante gestão de Jorge Nuno Pinto da Costa aos comandos da máquina de conquista de títulos azul e branca. Um bom exemplo de gestão danosa é António Mexia, um pobre coitado que aufere rendimentos superiores aos seus homólogos da Apple e da Microsoft, presidente de uma empresa que vendemos aos chineses para continuarmos a pagar uma das mais altas taxas da Europa para o fornecimento de electricidade, que numa recente entrevista considerou ser positivo para o PIB que o clube da segunda circular contíguo ao C.C. Colombo fosse o vencedor do campeonato. Pois eu digo caríssimo Mexia, que tal facto não sucedeu, mas na eventualidade de ter que escolher entre o Futebol Clube do Porto conquistar o campeonato e o país entrar na bancarrota, não teria qualquer dúvida... pegava no cachecol e bandeira e fazia a festa, tal e qual como fiz ontem. Viva o Porto!

excepções Excepcionais

por António Simões, em 17.05.13

O sistema informático de prescrição de receitas, para além do objectivo maior de minimização de erros de interpretação de caligrafia, possui inúmeras outras características que facilita a vida de todos os intervenientes do processo, sendo o utente o principal beneficiário. Neste momento, ao sair da consulta, a receita passada deste modo permite inclusivamente saber qual a opção mais barata para o bolso. Este modelo é de carácter obrigatório, mas uma vez que estamos no país das excepções, os médicos prescritores podem alegar algumas. Se o caso de falência informática se pode aceitar, ou mesmo os casos de consultas no domicílio sejam mais que suficientes para entender impossibilidade de cumprir os requisitos para se passar as receitas deste modo, existe uma excepção que deixam algo a desejar do ponto de vista da idoneidade de quem as usa. Alegar "inadaptação do prescritor", tendo em conta que estamos a falar de pessoas altamente qualificadas, la creme de la creme dos cursos superiores, é no mínimo ridículo e no máximo estúpido. Hoje em dia, os mais variados quadrantes da actividade profissional tem que surfar na onda da tecnologia para poderem exercer as suas profissões no dia a dia, e penso que os médicos não são mais que os outros para ficarem em terra.

gaspar na Livraria

por António Simões, em 16.05.13

O ministro Vítor Gaspar foi ontem vaiado durante a apresentação de um livro. Se a obra em causa fosse um romance, ou uma colectânea de contos infantis, até que poderia ficar não só admirado, mas também indignado pelo facto dos protestantes não reconhecerem os limites da decência, e separar o trigo do joio. No entanto, como o livro em causa foi escrito por dois amigalhaços do ministro, e como parecem ter sido esses idiotas a elaborar as teorias de austeridade que hoje varrem os corredores do poder da europa, e da tugalândia em particular, acho que a manifestação pecou por defeito, devendo ter sido acompanhado os gritos de "demissão" com o arremesso de ovos e tomates podres. Depois de afastados os manifestantes, a apresentação seguiu o seu curso. Uma vez que estava numa livraria, só espero que o ministro tenha tido oportunidade de adquirir algumas obras. Ao melhor estilo Marcelo Rebelo de Sousa, deixo algumas sugestões de leitura como "1001 maneiras de fazer um orçamento sem malhar no contribuinte", "Economia e finanças para totós", e a mais importante de todas pela sua completa ausência na sua biblioteca pessoal "Constituição da República Portuguesa"...

a culpa é do Vento

por António Simões, em 15.05.13

Eureka! Descobri! A culpa deste vai e vem de medidas de austeridade, onde num dia dizem uma coisa e no dia seguinte já é outra, onde o ministro diz A, o secretário de estado diz B, não é da responsabilidade de nenhum membro do governo. Quando todos pensam e falam acerca da falta de coesão da coligação governativa, este blog na procura da verdade verdadeira descobriu o motivo para tamanha ramboiada de intervenções desconexas e díspares de PPCoelho e companhia. De facto, fontes ligadas à manutenção do Palácio de S. Bento garantem que as medidas de contenção orçamental aplicadas já começaram a surtir efeito. Assim, sem dinheiro para calafetar as portas e janelas do velho palácio, as correntes de ar são constantes, e a papelada da secretária do ministro é uma constante algaraviada de opiniões, pareceres, ordens e deliberações. O resultado disso mesmo, e tendo em conta que a agenda é curta, PPCoelho quando tem que fazer uma comunicação acaba por pegar no papel que tem mais à mão, e apresenta-o à comunicação social. Admiro-me é que com tanta corrente de ar o homem não fique doente, mas como diz o ditado "vaso ruim não quebra"...

mudanças do Morais

por António Simões, em 14.05.13

Na semana passada Isaltino Morais mudou de cela, e de atitude. Fontes que não podem ser reveladas, revelaram a este blog que a mudança de atitude de Isaltino pode muito bem dever-se ao post "nas barbas da Bófia" (http://eporquenaoeu.blogs.sapo.pt/160986.html), cuja leitura provocou a vontade do ex-autarca renunciar ao seu mandato autárquico. O autor deste blog não pode deixar de se congratular por ter prestado um serviço público, ao ter provocado esta mudança de atitude de Isaltino. De resto, e como sempre na vanguarda da informação secreta, este blog sabe que a mudança de cela do Estabelecimento Prisional anexo à PJ de Lisboa, para as instalações da Carregueira, em Sintra, deveu-se a questões de humidade. Uma vez que as instalações da capital são antigas e com problemas de infiltrações e humidade, Isaltino pediu o livro de reclamações onde registou o seu desagrado, pois os seus Monte Cristo e Cohibas não se apresentavam em condições para mandar umas baforadas. Desse modo foi tranferido para uma cela novinha em folha, com controlo de temperatura e humidade, perfeitamente adequada para charutos e charuteiros.

Post Scriptum: Saiba o leitor que quando me refiro a charuteiro, classificando desse modo o manipulador de charutos que é Isaltino Morais, estou ao mesmo tempo a recorrer a uma alegoria. Em entomologia, o charuteiro é um pequeno insecto que ataca as folhas da videira. O antigo presidente da Câmara de Oeiras também atacava, só que no lugar de videiras o seu alvo era o erário público.

medina Eu?

por António Simões, em 13.05.13

Nestes dias é com um esgar malicioso que ouço reputadas figuras do panorama opinativo nacional a revelarem conclusões acerca do estado da governação tuga. Uma dessas últimas individualidades foi António Barreto, pessoa que para além de todo o respeito que merece pela sua vida e obra, é sociólogo, profissão pela qual nutro uma simpatia natural. Numa entrevista, o homem que fez um notável retrato social da tugalândia, considerou que o modelo democrático pode muito bem estar esgotado, tendo para isso mesmo contribuído toda a vergonha que a intervenção política tuga tem usado como bandeira da governação. Um bom exemplo disso mesmo é esta coligação, onde um líder diz uma coisa num dia, o outro desdiz no dia seguinte, e depois reúnem-se para dizer que não disseram nada disso. Não querendo tirar os louros de oráculo profético da desgraça a Medina Carreira, eu, aqui neste simplório espaço de divagação internautico, na altura em que o governo de Sócrates foi derrubado escrevi:

"Como vinha profetizando em vários posts desde as presidenciais, as eleições legislativas são agora uma realidade. Realidade essa, fruto da falência do sistema partidário representativo da actual Assembleia de República. É minha convicção cada vez maior, que este modelo político se encontra esgotado. O feudalismo, as monarquias ou as ditaduras (fascistas e do proletariado), que a seu tempo tiveram a conivência popular, caducaram e revelaram-se obsoletas, podendo o mesmo ocorrer a esta democracia assente num partidarismo bacoco e sem ideologias que verdadeiramente diferencie as varias correntes.

A prova do que digo teve ontem assento em plena votação do PEC IV. Como é possível entender que o chumbo se desse com votos favoráveis de partidos tão diferentes como o Bloco e o CDS, ou o PCP e o PSD? Ao chumbarem o projecto, apoiado pelo Banco Central Europeu e Concelho Europeu, não terão chumbado mais nada? É inacreditável que a procura de um entendimento só tivesse uma figura, Sócrates, estando todos os restantes mais preocupados no caciquismo partidário e na crescente ânsia de poder! Já estamos habituados ao marasmo do Presidente, mas desta vez transpôs a fronteira do ridículo e da inoperância. Todos pensaram em tudo, menos no mais importante, Portugal."

Hoje aprendi uma palavra nova, que acho que se adequa aos nossos governantes - gaimira. O leitor procure o seu significado e com toda a certeza concordará...

imi Bacteriano

por António Simões, em 10.05.13

Uma particularidade dos factos curiosos sobre as mais diversas áreas, é o facto de colocar a pensar a quem deles toma conhecimento sobre se os mesmos são mesmo verdade. O Guiness Book of Records é um bom exemplo disso mesmo, mas as curiosidades sobre o corpo humano são pertinentemente mais intrigantes. Poder-se-iam citar inúmeros dados estatísticos do nosso organismo mas saber-se que em conjunto os micróbios que se servem do nosso corpo como residência permanente poderem pesar tanto como o nosso cérebro, ou seja, cerca de 1 quilo e 350 gramas, é um dado que pode vir a tornar-se alvo do interesse de Vítor Gaspar. Depois de alterar as taxas de IMI dos habitantes da tugalândia, tendo em conta o número de inquilinos no corpo de cada tuga, já está a trabalhar com os melhores microbiólogos no objectivo de aplicar a mesma taxa às pobres bactérias que mais que não fazem do que nos ajudar. Com este governo ninguém escapa.

nova figura de Estilo

por António Simões, em 09.05.13

Numa iniciativa totalmente inovadora, este governo contribuiu para o pecúlio nacional. Acalme-se o leitor, e não pense que o pecúlio em causa se refere ao seu literal sentido do ponto de vista do cifrão, que para isso os únicos que contribuem chamam-se contribuintes. O pecúlio a que me refiro é o literário. Ontem, em plena comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o secretário de Estado da Administração Pública prestou esclarecimentos sobre o "sistema de requalificação da função pública". Ora, se colocar o pessoal em regime de mobilidade já seria motivo para a indignação, anunciar que findo o período de 18 meses os mesmos poderão ir para o olho da rua, sem direito a receber subsídio de desemprego, dá justa causa para aprender a confeccionar cocktails molotov em casa, e treinar e a técnica de arremesso contra as paredes do ministério. No entanto, isto foi apenas um desabafo que me afastou da linha de pensamento que tinha para este post. Assim, quando refiro que Helder Rosalino esclareceu os deputados acerca desta "requalificação", ficou patente que a mesma é igual a mobilidade=despedimento. Resumindo, do ponto de vista literário estão reunidas duas figuras de estilo: "eufemismo" porque usam-se cândidos nomes no lugar do que eles realmente são; "pleonasmo" porque de uma só vez recorre-se ao exagero de mudar a vida das pessoas durante 18 meses para no final as chutar para fora do sistema. Chamar requalificação quando se quer dizer despedimento à bruta, mais do que um eufemismo exagerado é sem dúvida alguma um eufemismo pleonástico, a nova figura de estilo PPCoelho patenteado. Já no tempo de Hitler os Judeus entravam para os duches, mas lá chegados não era água que saia das torneiras...

oito e Oitenta

por António Simões, em 08.05.13

Ontem foi dia de Conferência sobre o aprofundamento da União Económica e Monetária. Das várias intervenções o destaque terá que ser orientado sobre a forma como, mais uma vez, os povos do norte da europa trataram os endividados povos do sul da europa, com particular ênfase para a feroz argumentação alemã acerca da irresponsabilidade da gestão dos dinheiros públicos dos seus parceiros europeus sobreendividados. Não vou hoje tecer qualquer consideração sobre as razões de carácter económico, quem as tem, e que não as tem, mas tendo em conta que hoje é o dia 8 de Maio, não posso deixar escapar a ironia. De facto, passados que estão 68 anos sobre a capitulação do regime alemão de orientação nazi, e sendo hoje dia de aniversário, pergunto-me que moralidade terão estes senhores de tecer considerações sobre moralidade e irresponsabilidade, tendo sido os mesmos responsáveis por um conflito bélico mundial que se traduziu em 20 milhões de mortos.

cinema ao fim de Semana

por António Simões, em 07.05.13

Percebo agora o motivo pelo qual se verifica, um pouco por todo o país, o encerramento de cinemas. Não, o problema não passa exclusivamente pelo preço dos bilhetes que leva o tuga a retrair-se na altura de escolher o tipo de entretenimento, mas sim o facto do mesmo estar garantido ao fim de semana, de borla, em sinal aberto, em horário nobre, tal como este fim de semana ocorreu. Na sexta feira, o primeiro-ministro fez uma apresentação pública do novo pacote de austeridade, que mais se parecia com um filme de terror, quer pelo conteúdo das medidas, quer pela extensão do discurso e das tergiversações nele incluídas. No domingo, Paulo Portas, encarnando o papel de virgem pudica, trouxe o drama de um parceiro de coligação que não consegue domar o seu companheiro. Pelo meio ainda se assistem a paródias como cortar o tempo de antena durante uma comunicação que seguia no sentido destes acontecimentos, feita por Jerónimo de Sousa, que foi silenciado para dar em directo a conferência de imprensa do seboso que orienta o clube da 2ª circular situado em frente ao C.C. Colombo.

Post Scriptum: Depois de Paulo Portas ter usado numa frase os termos "jactância" e "aquiescer", achei por não ficar atrás e trazer à luz da net palavras esquecidas no dicionário...

indignem-se Porra!

por António Simões, em 06.05.13

Excepcionalmente, o post de hoje é exclusivamente sério porque para palhaço já temos quem nos governa.

 

Na passada sexta feira, PPCoelho anunciou o novo pacote de medidas de austeridade. Das novas directrizes a aplicar, facilmente se conclui que para este governo, por um lado os funcionários públicos são uns malandros, e por outro lado os reformados ganham mais que a conta. Acho que este modo pragmático de resumir o pacote não foge em nada das grandes medidas que passam pela redução de 30 mil funcionários públicos, aumento da carga horária dos mesmos, aumento da contribuição para a ADSE, diminuição dos dias de férias, e, la creme de la creme! uma contribuição a cargo das reformas que será variável de acordo com, e passo a citar "o andamento da economia". Pergunto-me então:

- serão os funcionários públicos, trabalhadores que colocaram os serviços públicos desta tugalândia em níveis de qualidade que ombreiam com o melhor que há no mundo, os responsáveis pela actual crise económica? Bons e maus trabalhadores existem em todos os sectores da actividade, e o problema é não assumir a falta de qualidade do nosso tecido empresarial e privado, que muitas vezes passa por uma gestão cobarde e ineficaz, onde se premeia a incompetência e não se permite a progressão de quem por mérito merece subir. A culpa afinal morre solteira, pois até mais ver os brilhantes gestores principescamente pagos que deixam buracos por onde passam continuam a cirandar nas lideranças, e a banca, a fonte de todos os males, continua a crescer como ogre bulímico, que não teve nem tem escrúpulos na hora de promover o endividamento e daí sacar rendimentos obscenos, recusando depois ajuda na altura em que mais dela se precisa.

- Serão os pensionistas, que toda a vida celibaticamente cumpriram com os seus deveres, os responsáveis desta situação? A crueldade deste governo não parece ter limites, e esta nova contribuição de sustentabilidade ainda se lhe pode acrescetar um adjectivo - jocoso. Dizer que as reformas vão estar sujeitas ao fluir da economia é o mesmo que um defesa estabelecer um contrato por objectivos, de acordo com os golos que o avançado marcar.

Acho que é tempo da indignação passar à acção. Se os reformados apenas por palavras o podem fazer que o façam, mas junte-se a voz dos funcionários públicos do activo que tem a faca e o queijo na mão da sustentabilidade do dia a dia. Tempos houve de greves de 30 dias. Hoje em dia, mais do que nunca isso faria todo sentido. Basta de bater no suspeito do costume, que disso mesmo não passa...

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