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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

tecnologia Fina

por António Simões, em 30.11.12

A tecnologia de ponta que trabalha sobre produtos electrónicos de uso doméstico e/ou pessoal, procura sempre conseguir o melhor no menor espaço possível. Um bom exemplo disso mesmo são os telemóveis. No entanto, sendo portador de um smartphone gentilmente pa(is)trocinado, tenho vindo a deparar-me com uma dificuldade de conseguir uma capa de protecção para o aparelho, não conseguindo uma que se adapte ao meu modelo. Foi nessa vã procura que cheguei à conclusão que toda essa tecnologia de ponta cai por terra na hora de proteger o telemóvel. Existe uma industria paralela à produção desses dispositivos, que produz esses artigos de protecção, e ao mesmo tempo servem como adereços de personalização. Na hora de colocar as capas e bolsas protectoras, o árduo trabalho de pesquisa e investigação tecnológica de conseguir o telemóvel mais fino, cai por terra. Eu por mim, defensor do respeito pelo trabalho dos outros, acho que vou ficar com o meu tal como ele veio ao mundo.

a cor da Memória

por António Simões, em 29.11.12

Não conhecendo nenhuma obra da sua autora, Care Santos, esta apresentou-se com uma forma inovadora de construção do romance, recorrendo a descrições de pinturas da personagem principal da obra - um pintor, regressos ao passado para compreender a história da sua vida, e uma investigação na actualidade que chega até nós através de trocas de e-mails. Fiquei bastante surpreendido por esta forma de apresentação, acompanhada por uma interessante história de intrigas familiares. Tendo sido uma oferta de um presente, posso considerar que tive uma surpresa a dobrar.

o papa Laico

por António Simões, em 28.11.12

Joseph Ratzinger, alias Papa Bento XVI, escreveu recentemente uma controversa obra intitulada "Jesus da Nazaré - A Infância de Jesus". Obviamente que não li a obra, mas fiz o mesmo que no 12º ano para estudar para os exames a obra de Camilo "Os Maias", ou seja, recorri a resumos e artigos de opinião. Pelos vistos a coisa pode friamente apresentar-se como uma opinião papal acerca do nascimento de Jesus da Nazaré, o qual não terá ocorrido nem na data, nem no local, nem da maneira que foi. O impacto que esta obra poderá desencadear, será como uma bola de neve - neste momento ainda é pequeno, pois apenas agora começou a descer pela montanha. Este blog, esmiuçou os verdadeiros desígnios que estão por trás da mente deste do Pastor Universal. Na verdade, o inquilino da maior suíte do Vaticano é um enviado do grande capital, e tem ligações em vários sectores da actividade económica, sendo um testa de ferro de:

- Angela Merkel, sua conterrânea, que lhe pediu para fazer essas declarações para arruinar com a economia das débeis economias de Natal do sul da europa, esperando que seja o golpe de misericórdia para acabar de vez com a crise das dívidas soberanas e poder assim ficar de vez como a Governanta oficial do IV Reich;

- Belmiro de Azevedo, que tem recebido críticas pela publicidade de Natal, onde a figura da Popota não se coaduna com a quadra em causa, acha que acabando com o Natal a Popota poderá reinar o ano inteiro;

- Governo Chinês, que vê nestas declarações uma oportunidade de negócio e assim refazer toda uma linha produtiva de produtos relacionados com a quadra. Uma vez que os presépios estão errados, as próximas representações ficarão ao livre arbítrio dos profissionais do confucionismo.


prémio Gazeta

por António Simões, em 27.11.12

O nosso Presidente da nossa pobre República foi, na semana passada, convidado de honra dos Prémios Gazeta do Clube de Jornalistas. Nessa ocasião, o seu apuradíssimo sentido de humor brindou a assistência com um discurso onde procurou exorcizar a temática em torno do seu "silêncio". Depois de ter lido as declarações de Aníbal, para além de confirmar que a sua carreira na Stand Up Comedy estaria condenada ao insucesso, fiquei com a sensação de se ter perdido uma oportunidade, que tal como o silêncio do Presidente é de Ouro. Antes, para fundamentar a minha opinião acrescento a definição de Gazeta segundo o dicionário:

1. Jornal, periódico, folha.
2. [Figurado]  Pessoa que dá notícias frescas, que está ao corrente do que há de novo.
3. [Informal]  Falta às aulas, ao emprego ou a obrigação.
Perante isto, confirmará o leitor que se perdeu a oportunidade de distinguir o Cavaco com o prémio Gazeta. Pelos menos, de forma [Informal], aqui fica a atribuição do prémio a quem tudo faz (ou nada faz) para o merecer...

o outro Gaspar

por António Simões, em 26.11.12

Se o leitor visualizou a conferência de imprensa da semana passada onde apareceram em conjunto Wolfang Schäuble e Vítor Gaspar, ministros das finanças germânico e tuga, respectivamente, certamente que vai concordar com esta apreciação em dois pontos. Ponto número 1 - depois de tantos e rasgados elogios do alemão ao tuguês, não posso deixar de torcer o bico e coçar o nariz com a dúvida que me deixa tanta "amizade". Ponto número 2 - como evito ver ou ouvir qualquer comunicação do ministro disléxico, nunca até esse momento o tinha ouvido a falar em inglês. Fiquei surpreendido! Então não é que o homem fala bem, fluentemente, e perfeitamente entendível ao mais leigo da língua anglo-saxónica! Posto isto só posso concluir que quando tem que falar em inglês, o tipo parte do princípio que quem ouve não é tuga, e assim pode falar como uma pessoa normal. Quando toca a falar na língua de Camões, ele usa aquele discurso caracteristicamente lento, pelo que só posso considerar que o Gaspar deve achar os tugas burros e lerdos, e acha-se na obrigação de falar mais lento como se estivesse a falar para criancinhas pequeninas. Uma vez na Assembleia o primo dele foi vituperado com um "Manso é a tua tia pá". Eu reformulo e vitupero-o com "Burro é a tua tia pá".

melhor Defesa

por António Simões, em 23.11.12

Em declarações a um periódico de tiragem diária cujo nome não posso revelar (tenho de preservar as fontes, mas posso dar a pista que está relacionado com uma das vogais do nosso alfabeto), Vítor Gaspar considerou que "não se trata de atacar o Estado Social, mas pelo contrário defender o Estado Social". Com este orçamento, estando cozinhado o maior corte neste sector desde o tempo em que D.Afonso Henriques malhava nos exércitos da sua mamã, e apimentando-se a discussão em torno da sustentabilidade da segurança social, o governo abre caminho para seguir as vias obscuras da privatização do sector. No entanto, e porque de economia nada percebo não podendo dar uma sugestão sobre como contornar este problema orçamental, remeto o meu comentário destas declarações para o campo futebolístico. Assim, depois deste artigo fiquei a saber que o ministro é um fanático da bola, e leva para a sua actividade governativa a máxima de "o ataque é a melhor defesa". Vamos ver quantos golos marca, e quantos sofre. A nós, cabe-nos a cabazada.

feriados do dia 1

por António Simões, em 22.11.12

O 1 de Novembro já se acabou

O 1 de Dezembro vai-se acabar

E poderia agora arranjar um verso qualquer para concluir esta rima alterada de cantiga de santos populares, mas como no caso dos feriados não há santo que nos valha, pois eles vão mesmo inexoravelmente à vida, vou apenas efectuar uma pequena reflexão acerca da escolha destes dois, dos quatro que nos foram despudoradamente alienados do calendário. Em primeiro lugar, o primeiro de Dezembro é de todos o único que se justifica pela sua essência intrínseca ao motivo pelo qual se festeja. Tendo em conta que quem cá manda é o FMI, Banco Central Europeu e a piedade soberana dos mercados, acho que de independentes pouco temos, logo festejar uma suposta independência não faz sentido nenhum. Por outro lado, o fim do feriado de todos os santos, dia em que se visitam os entes queridos que infelizmente já não se encontram entre nós, é dos quatro o que revele o sentido mais cruel por parte de quem o escolheu. Neste caso, as entidades governativas que optaram por acabar com este dia, devem ter tido em conta que os visitados que se poderiam queixar não o podem fazer...

segundo Aniversário

por António Simões, em 21.11.12

Quero neste dia em que, por incrível que pareça, este espaço completa mais um ano de existência, um ano de crítica diária, um ano de devaneios de uma mente inquieta, efectuar dois agradecimentos. O primeiro para os leitores, principalmente os mais assíduos que deixam a sua marca comentando os artigos que diariamente coloco, aqui fica o agradecimento por saber que estas linhas são lidas e não caem no vazio da blogosfera. O segundo vai para os políticos, principalmente os nossos governantes, que todos os dias com a sua actividade alimentam este blog com material para escrita. Pela minha parte, o de sempre, a prosápia continuará...

véspera de Aniversário

por António Simões, em 20.11.12

Porque passou mais um ano. Porque escrevo diariamente. E porque não transcrever uma parte de um discurso que considero que se adapta como uma luva aos tempos actuais?

"... a mais democrática das repúblicas burguesas mais não é do que uma máquina para a repressão das classes trabalhadoras pela burguesia, para a repressão das massas trabalhadoras por um punhado de capitalistas..." (...) "Os capitalistas sempre chamaram «liberdade» à liberdade dos ricos ganharem dinheiro e à liberdade dos trabalhadores morrerem de fome. Os capitalistas chamam «liberdade» à liberdade dos ricos, à liberdade para comprarem a imprensa, usarem a riqueza para fabricarem e moldarem a chamada opinião pública. Mais uma vez, os factos revelam que os defensores da «democracia pura» são, na verdade, os defensores do sistema mais sujo e corrupto de domínio dos ricos sobre os meios de educação das massas."

Vladimir Lenine, 4 de Março de 1919

reorganizar Porquê?

por António Simões, em 19.11.12

Encontra-se em fase muito adiantada a reorganização do nosso mapa municipal de freguesias. Esta tarefa pode no entanto acabar numa grande redundância de esforços, e pior que tudo, num gasto de tempo e dinheiro desnecessários em qualquer altura mas de gravidade acentuada em tempos de crise. Os actuais dirigentes europeus, nomeadamente a principal voz de comando, poderão encaminhar o velho continente para uma reorganização ainda mais destemida que a junção de freguesias na tugalândia. A Alemona Merkel está mais perto que nunca dos objectivos traçados pelos seus antecessores como o Kaiser Guilherme e o Fuhrer Adolfo. Calma e paulatinamente dá ordens, estabelece orçamentos, envia ou cancela cheques, e delibera perante a piedade dos países devedores do sul. Poupe-se então tempo neste discussão das freguesias, que só poderá acabar num exacerbamento de pacóvios sentimentos bairristas, pois o terceiro reich já esteve mais longe. Neste momento até tem a tarefa facilitada, pois as fronteiras não existem, e a moeda é única... para já chama-se euro, esperemos não vir a comprar com Marcos.

angela na tugalândia III

por António Simões, em 16.11.12

Os ecos da visita relâmpago da chancelarona alemã ainda se fazem sentir. Segundos após ter aterrado, ainda no interior da aeronave que transportou a eminência do poder europeu, ocorreu um encontro do qual nenhum meio de comunicação social teve conhecimento, nem engenho nem arte para o descobrir. Mais uma vez este blog adianta em primeira, e provavelmente, única mão, que Vítor Gaspar foi o primeiro político a estar com Merkel. A entrevista foi rápida e resumiu-se a uma afirmação seguida por uma pergunta do ministro tuga: Não tenho mais ideias para cortar no bolso do pessoal; que outras medidas de austeridade acha que posso aplicar?. Merkel apenas disse: não sei, agora é com vocês. Posto isto, e porque Gaspar já sabia dos números de derrapagem orçamental que junto com o aumento do desemprego não auguram nada de bom, no mesmo momento que saia do avião germânico, de telemóvel na mão ligou para a Interpol para contratar um elemento de peso na arte do roubo de igreja. Deste modo, sabe-se agora o motivo pelo qual se verificou que no mesmo dia da vinda de Merkel à tugalândia, João Vale e Azevedo regressava à sua terra natal. O seu destino não será um estabelecimento prisional qualquer. Ficará retido numa recôndita sala da Assembleia da República, onde passará o próximo ano a preparar o orçamento de estado para 2014. Em troca, verá o seu processo cândidamente arquivado.

greve Ok

por António Simões, em 15.11.12

O dia de ontem foi marcado por uma onda de satisfação geral, e pelo encontro de duas gerações que comungaram do mesmo material de protesto, mas com duas formas diferentes de actuação. Foi um dia de agrado para o governo e patrões, pelos ordenados que pouparam, para as centrais sindicais, pela adesão à greve, e para os calceteiros de Lisboa, que hoje voltam a ter o trabalho de repor as pedras que ontem foram lançadas na escadaria da Assembleia da República. Foi exactamente esse lançamento da pedra da calçada, desporto muito praticado nas últimas manifestações, onde se verificou o encontro de gerações. Por um lado tínhamos os jovens, de sangue na guelra, que cheios de energia lançavam as pedras como quem pratica tiro ao alvo. Por outro lado tínhamos os mais velhos, calmos e serenos, que cheios de parcimónia lançavam as pedras como quem atira milho aos pombos. Os polícias, que nem greve puderam fazer, e culpa da austeridade não tem, é que acabaram por levar com a fava. Ou melhor, com as pedras.

presidente do séc XXI

por António Simões, em 14.11.12

O Presidente da República afirmou que "a reflexão sobre o papel do Estado" deve ser "preocupação permanente dos agentes políticos" e que "se se colocar" esse debate devem ser convocados todos os partidos e a sociedade. Só o simples facto do Presidente da República ter falado já é motivo de notícia, mas como para além de ter quebrado o silêncio ainda se atreveu a dizer que se deve colocar em debate o papel do Estado, o facto é digno de capa de jornal. No entanto desengane-se quem alentar a esperança disto ser início de um prosápia presidencial, porque este blog sabe que o presidente sofre de um problema no seu discurso oral, que só encontra paralelismo nas mensagens de telemóvel, ou seja, dispõe apenas de 160 caracteres diários para proferir discursos ou tecer opiniões. Foi com estes problemas que Aníbal se preparava para uma noite de sono mal dormido e assim, no conforto do lar, o presidente confessou-se com Maria:

Aníbal: Maria, querida. Hoje falei para a imprensa., 

Maria: Ao menos tinhas a dentadura bem posta? Estava limpa? Ontem não me lembro de a ter deixado no copo com a pastilha de Corega.

Aníbal: Acho que estava tudo bem. O que não está bem sou eu.

Maria: Nota-se. Até te esqueces-te de dar de comer ao papagaio do palácio! Aquele que o Lula te ofereceu na última vez que cá esteve. O raio do bicho fala que se farta, e ainda por cima corrige-te segundo o novo acordo ortográfico. Deve passar a fazer parte da tua comitiva, assim da próxima vez que te chatearem muito, ele que dê a opinião. Por este andar qualquer dia ainda tens um esgotamento.

Aníbal: E o pior é que convoquei partidos e sociedade para uma discussão sobre o estado social.

Maria: Realmente ensandeces-te. Mas deixa lá, tens a solução mais fácil do que imaginas.

Aníbal: Então?

Maria: Não és tu que quando tens algo para dizer usas o facebook?

Aníbal: Sim, e daí?

Maria: Ora, isso não é uma rede social?

Aníbal: Pois é...

Maria: Então, nada melhor que uma rede social para discutir sobre o estado social. E pronto, tens o problema resolvido.

Aníbal: Vou já para o computador fazer um comunicado ao país. Obrigado.

angela na tugalândia II

por António Simões, em 13.11.12

Que outro motivo poderia ter a visita à tugalândia, que não o facto de querer verificar in loco se as políticas de austeridade estão a ser efectivamente aplicadas? Nenhum, só mesmo esse. Desde os primeiros passos na passadeira vermelha, estendida no Forte de S. Julião da Barra para receber a chancelarina alemona, que o escrutínio se iniciou. Assim, debaixo de um céu azul, com o cenário azul do oceano, aos azuis olhos de Merkel nada passava despercebido. Recorrendo a um micro ship desenvolvido pela tecnologia de ponta que se produz em Ramalde de Baixo, este blog adianta em primeira mão a conversa inicial entre Merkel e PPCoelho logo que ela saiu da viatura oficial:

Merkel: Carros lavados hein? Se foi por causa da visita não era preciso.

PPCoelho: Não caríssima. De facto estão lavados porque raramente saem da garagem. Tenho um ministro que até vai de mota para o ministério.

Merkel: E a passadeira, posso muito bem deslocar-me pela calçada.

PPCoelho: Não se preocupe, estava arrumada de outros tempos, e depois será reciclada para renovar os cortinados de S. Bento.

Merkel: E esta segurança toda? O helicóptero de nada adianta.

PPCoelho: O Heli não é nosso, é uma equipa de investigação do Instituto de Meteorologia à procura do Anticiclone dos Açores.

Merkel: E estes guardas todos que estão por aqui?

PPCoelho: Aproveitamos o facto de estarem a decorrer umas filmagens para dar um ar mais cerimonioso. Não se gastou em cêntimo de dinheiros públicos.

Merkel: Então não gastaram nada em segurança?

PPCoelho: Gastamos o que foi possível com o orçamento do exército. Coitados, ainda no fim de semana se queixaram da vida. Compramos uns canhões.

Merkel: Canhões?

PPCoelho: Sim, de fabrico alemão, datados de 1820. Como pode ver estão lá em baixo

Merkel: Muito bem, uma recepção low cost. Espero que não se tenham desforrado no almoço, com lagostas e afins. Nós lá na Alemanha damos salsichas, que é muito bom.

PPCoelho: Não. O almoço apenas será Cabrito. Por sugestão do Chefe será confeccionado à moda de Monção.

Merkel: À moda de quê?

PPCoelho: Monção. O chefe fez questão de cozinhar desse modo em homenagem à maneira como nos trata.

Merkel: Fico lisonjeada. E como se chama o prato?

PPCoelho: A Foda.

angela na Tugalândia

por António Simões, em 12.11.12

Esta visita da Chanceler alemona ao seu aluno mais bem comportado, PPCoelho, fez-me recordar uma daquelas anedotas que toda a gente sabe. Para o efeito terei que efectuar alguns retoques, de modo a mais se adequar à realidade actual. A cena passa-se entre a condutora de um buldozer de made in germany (Ângela) e o dono de uma retroescavadora feita na tugalândia (PPCOelho). O ministro, que acabou de estacionar o seu veículo depois de chegar à conclusão que já não consegue chegar mais fundo, orienta a alemona para esta estacionar o seu:

PPCoelho: venha.

Ângela: cuidado que este modelo não tem sensores!

PPCoelho: um pouco para a direita.

Ângela: assim?

PPCoelho: não chega, mais um pouco

Ângela: está bom?

PPCoelho: ainda não está à direita o suficiente.

Ângela: se chegar mais ainda fico no extremo.

PPCoelho: oK. Agora destroce e mete marcha atrás.

Ângela: vou bem assim?

PPCoelho: optimo, venha... venha mais um pouco... cuidado! ... venha, venha.... devagar... venha, venha

lsjflkfjdlsfjdjl (som de destruição da retroescavadora tuga pelo buldozer alemão)

PPCoelho: pronto, lichamos isto. Venha agora ver a m***a que fez!

 

Nota da redacção - para além do sentido figurado pretender ter graça de forma literalmente implícita, note-se que neste caso quem conduz a chancelarina alemona é o pacóvio ministro tuga... como se isso fosse possível. No fundo, a única semelhança com a realidade é o triste final autofágico a que a nossa liderança nos parece querer conduzir.

mulher Precavida

por António Simões, em 11.11.12

Trabalhar ao Domingo é pecado. Escrever neste blog ao fim de semana também. Contudo, como amanhã somos visitados pela Madrinha Angela Merkeleone, fonte dos nossos pecados, e porque a equipa de furos jornalísticos deste blog tem uma notícia que não poderia esperar, a linha editorial abre uma excepção. A chancelarona alemona sabe que o programa a cumprir na tugalãndia é vasto, e as 5 horas que vai pisar solo tuga estão minuciosamente estipuladas e serão escrupulosamente cumpridas, à boa maneira teutónica. Como os seus intestinos sofrem do mesmo problema que gregos e tugas, ou seja, falta de planeamento, o seu sentido precavidamente previdente indicou-lhe que hoje à noite colocasse dois clisteres. Poderia o leitor pensar que essa profilaxia serviria para evitar situações indesejáveis, que pudessem colocar em causa a pontualidade germânica. Na verdade, a chancelarina é fã do humor português, e sabe que qualquer situação que fuja do protocolo poderá servir para o escárnio e a maledicência. Assim, evitando uma ida à casa de banho em portugal, sempre evita piadas do género "para além da austeridade, ainda por cima nos caga em cima".

maratona da Maratona

por António Simões, em 09.11.12

Como todos sabem, a maratona de Nova Iorque foi cancelada. Em boa hora o pessoal da organização teve juízo, e impediu que a prova onde milhares corriam atrás de nada se realizasse num local onde outros milhares corriam atrás do prejuízo, danos e caos generalizado que a passagem do furacão Sandy deixou. No entanto o motivo que me leva a escrever sobre este tema prende-se pelo número de inscritos na prova. Até ao momento da catástrofe já estavam inscritos cerca de 50 mil atletas. Tendo em conta este número, e porque seria impossível partirem todos da mesma linha de saída, obrigatoriamente que a multidão de corredores se deveria de estender por vários Km das ruas da grande maça. Ou seja, se um tipo que saísse do fim do pelotão quisesse chegar em primeiro à linha de meta, para além dos 42 Km da maratona ainda teria que passar pela maratona de ultrapassar aquele povo todo. A haver alguém capaz de tal façanha, tal como o ministro das finanças enalteceu, seria certamente tuga de nascença... com estes governantes, maratonas para nós são o prato do dia a dia.

del Fim

por António Simões, em 08.11.12

Coincidência ou não, Delfins, o grupo do qual fazia parte o vocalista Miguel Ângelo, tem no seu nome duas sílabas que preconizavam o destino da banda. Temos a parte inglesa do "del", que significa apagar, e a parte tuga "fins", que significa que a banda teria sempre o mesmo destino independentemente do seu caminho, ou seja, o seu fim. No entanto, qual Fenix das cinzas renascida, Miguel Ângelo recentemente anunciou que vai dar inicio a uma carreira a solo. Não me pronuncio sobre o sucesso que pode vir a ter (ou não), mas temo que muitos portugueses vejam neste anuncio a gota de água para abandonar finalmente o país. A confirmar-se esta tendência o governo já adiantou, que em caso de emigração adicional derivada da passagem na radio das novas musicas do cantor, vai-se aproveitar da onda e lançar uma colectânea de duetos deste artista com o ministro disléxico Vítor Gaspar, numa espécie de terapia de choque para alcance das metas orçamentais. Sem povo para gastar, o défice estará resolvido.

yes he can Again

por António Simões, em 07.11.12

Depois das eleições de ontem, Barack Obama renovou o seu contrato de condómino da Casa Branca. Poder-se-ia fazer um chiste acerca das vantagens de um Presidente de cor a vaguear pelos corredores da Casa Branca, como forma de ser mais facilmente identificado, mas para além de ser de muito mal gosto, pelas suas ideologias a pessoa em casa merece muito mais que isso. Deste simplório espaço na blogosfera fica o desejo que os próximos quatro anos sirvam para concluir planos e tarefas, uns por terminar, outros por arrancar. Pelos resultados até agora registados, o Presidente mantêm-se rodeado de uma maioria Republicana no congresso. Desde a 2ª Guerra Mundial esta é apenas a 2ª reeleição de um Presidente Democrata. Ou seja, Barack Obama, continua a ser a ponta da lança que procura furar o chauvinismo neoliberalista conservador, que os EUA de um modo inalienável contêm no seu ADN. Yes you can.

níveis de Crise

por António Simões, em 07.11.12

No passado fim de semana o Instituto de Meteorologia lançou um aviso de alerta amarelo para todo o país, devido à possibilidade de chuvas fortes. Acho bem que existam este tipo de avisos, que vai do bom tempo verde, ao muito mau tempo vermelho, de forma ao pessoal se preparar na hora de sair de casa, ou programar um piquenique no Gerês durante o fim de semana. Os americanos também têm um código para prever se lhes cai algo do céu. No entanto, no caso deles em vez de chuva o que lhes preocupa são os mísseis dos seus inimigos. Foi no velhinho filme "Jogos de Guerra", onde um puto a jogar em casa origina calma e placidamente uma troca de mimos nucleares entre EUA e URSS, que fiquei a conhecer os níveis de alerta de defesa, que vão do pacífico estado de DEFCON 1 verde, ao belicoso estado de DEFCON 4 vermelho. Ora, se existem níveis de alerta para queda de chuva e mísseis, porque não existem níveis de alerta para a crise. No momento que vivemos até que seria muito útil que o governo ao iniciar a sua labuta diária estipulasse o nível de crise actual. Para o efeito até poderia simplificar e usar as duas cores da bandeira nacional. Assim o verde da esperança seria para os tempos prósperos, e o vermelho do sangue derramado nas batalhas para os tempos de crise. Pelo andar da carruagem, e com o estado do Sporting, nos próximos tempos de verde só vamos mesmo ver as florestas... se estas entretanto não arderem.

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