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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

os Emanems

por António Simões, em 31.07.12

Humano que sou, carne fraca que tenho, deixo por vezes o sub-consciente levar a sua avante, e ganhar uma por outra vez a batalha com a consciência. Durante os intervalos dos jogos da bola do passado euro, uma das publicidades mais chamativas e originais era a dos M&M, onde um deles verificava que o seu nome estava na lista de compras, não se apercebendo que era convidado de honra para a hora do repasto em frente ao televisor. Assim, numa ida ao supermercado, quando dei por ela era dono de uma saqueta dessas goluseimas que por mera obra do acaso são colocadas no último local onde nos dirigimos, antes de termos a necessária autorização paga para levar os artigos do carrinho para casa. Mais tarde abro a embalagem, tiro uma das bolinhas coloridas (menos as vermelhas, às quais sou alérgico), coloco na boca onde a seiva salivar se encarrega de transportar o doce do seu revestimento para as papilas gustativas verificarem e confirmarem o seu doce sabor. Ao sentir o revestimento de chocolate, os maxilares involuntariamente se encarregam de triturar o amendoim que se encontrava dentro desta amálgama de sabores. Nesse momento, senti-me culpado. Só aí senti que no fundo estava a comer uma daquelas simpáticas figurinhas de pernas e braços que figuravam no anúncio televisivo. Não fui capaz de comer mais. De seguida, para reconciliar-me moralmente, fui comprar umas pintarolas. Essas pelo menos não tem reclame, e se já tiveram, não me lembro de terem bracinhos e perninhas.

férias Governativas

por António Simões, em 30.07.12

O governo vai de férias. Ainda bem, pelo menos durante 15 dias temos a certeza que a palavra austeridade mudará o fato e a gravata pelas chinelas e calção. Uma equipa de reportagem de um semanário de capitais angolanos, descobriu que PPCoelho forneceu aos seus ministros um guia de bom tom para as férias. Nesse documento, para além da proibição de se ausentarem para fora do país, em busca de destinos tropicais, delibera ainda a proibição de frequência de condomínios e resorts de luxo, como forma de dar o exemplo aos portugueses atolados até ao pescoço de crise e mais crise. A equipa de reportagem deste blog, sempre na vanguarda da informação, teve acesso a um anexo que não foi do conhecimento de mais nenhum "media". O documento, escrito pelo punho do próprio PPCoelho como forma de poupança de energia do computador e impressora, foi colocado na porta de entrada do último concelho de ministros. Nele, PPCoelho sugere a realização de piqueniques ao meio dia com os restos da refeição da noite anterior, garrafas de água cheias em fontes e fontanários e banhos com sabonetes amigos do ambiente em rios e regatos. Como no final do mês de Agosto a equipa de avaliação do programa da troika estará na tugalândia, PPCoelho aconselhou protector 50+, sol apenas antes das 10 e só depois das 18h, não como medida de protecção dos raios UVA e UVB, mas sim porque seria de muito fraco gosto os ministros apresentarem-se demasiado bronzeados, num país à deriva e em crise.

salvador XXI

por António Simões, em 27.07.12

a)Holanda, 2 de Maio de 2012, após a reunião do grupo Pingo Doce para analisar a sangria do dia do trabalhador (note-se o duplo sentido), os principais dirigentes chegam à conclusão que o prejuízo da campanha ronda os 10 milhões de euros.

b)Portugal, 25 de Julho de 2012, a lista dos homens mais ricos da Tugalândia revela que a fortuna de Soares dos Santos cresceu 152,6 milhões de euros entre 2011 e 2012, e ocupa agora o nº1 no top milionário tuga.

Conclusão de a+b=messias XXI: Jesus, no seu tempo, alimentava milhares com alguns pães e peixes e, no final, ainda sobrava comida. Soares dos Santos, nos dias de hoje, promove a poupança dos seus clientes, e no final ainda lhe sobra dinheiro. Assim, ou estamos perante o milagre da multiplicação, ou então, estamos perante um bom exemplo de que pensamos que estamos a poupar num lado, mas noutro qualquer pagamos essa diferença, e com juros...

marijuana ao Poder

por António Simões, em 26.07.12

A notícia de que o Bloco de Esquerda pretende levar à Assembleia da República a despenalização do consumo de drogas leves, não é novidade nenhuma. Se por um lado o PCP luta pelos direitos dos trabalhadores, o BE luta pelos direitos dos agarrados. A novidade desta forma vem do lado direito do hemiciclo, e de alguns membros do balcão governativo. Com efeito são três os ministros da coligação que pretendem apoiar desta vez a iniciativa bloquista. Vitor Gaspar, sabe que estando o pessoal numa onda positiva de relaxamento canabinóide, mais facilmente poderá carregar no lombo do pessoal, levando alguns a coisa de forma tão desportiva que até se vão rir da situação. Assunção Cristas, vê nesta medida uma nova forma de dar um empurrão à depauperada agricultura, prevendo um aumento exponencial dos campos de cultivo, para a produção da planta mágica. Álvaro Santos Pereira, agora que confirmou o fracasso da sua campanha em torno dos pasteis de nata, vê na canabbis uma nova forma de divulgar Portugal no estrangeiro. As negociações estão em fase avançada, faltando apenas convencer as duas virgens arrependidas que os governam.

notícias Tvi

por António Simões, em 25.07.12

Não é frequente o meu zaping parar no canal que já foi de capitais eclesiásticos. Há dias, tendo perdido o meu noticiário habitual por motivos de horas tardias de encontro ao sofá, pressionei o botão nº 4 do comando. O "Jornal das 8", pelo sua duração, deveria mudar o seu nome para o "Jornal entre as 8 e as 10 da noite". No entanto não foi a sua endurance que me surpreendeu. O que me despertou a curiosidade foi o facto de, no final da transmissão, aparecer num grande écran dos estúdios de gravação a mensagem "juntos criamos notícia". Ainda ligeiramente embriagado de estupidez, voltei-me para a estante e retirei o dicionário de modo a confirmar as minhas suspeitas. Segundo o mesmo: notícia, substantivo masculino que refere informação sobre um facto recente ou novidade; criar, verbo referente ao acto de se fazer uma coisa nova. Depois deste exercício de semântica, passei à matemática, e recorrendo a um sistema de equações simples disse Eureka!: pelos vistos, na tvi, o espectador não se limita a assistir a notícias, inventa-as. Continuando com esta política, qualquer dia o telespectador é o jornalista, os jornalistas são a notícia, ficando a incógnita de quem as vai ver.

lixar as Eleições

por António Simões, em 24.07.12

Como todos os tugas sabem, a língua portuguesa é muito traiçoeira. PPCoelho foi ontem vítima da sua própria retórica. Não passou despercebida à equipa editorial deste blog a mensagem sub-reptícia, que a sua fleumática frase proferida perante uma plateia monocromática de tom laranja ontem causou furor. Muitos interpretaram "Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal" como se ele estivesse mais preocupado em governar, do que a fazer favores para granjear simpatia e, por acréscimo, votos. No entanto, o que ele quer realmente dizer com esta frase é algo mais perverso, e teme-se mesmo que esteja à porta um novo estado novo. A palavra lixar, implica o verbo de quem lixa, ou seja de quem faz um polimento, que por norma se usa para dar um acabamento melhor a uma obra. PPCoelho revela que, se for necessário, para prosseguir com o seu salvamento da tugalândia, seja necessário fazer um polimento às eleições. Assim, estando na iminência de as perder, para continuar com o seu bom trabalho, o melhor mesmo será dar um jeito na contagem de votos para poder continuar a mandar na Assembleia da República, ou, pelo andar da carruagem, na Assembleia Nacional.

pontos nos Is

por António Simões, em 23.07.12

Sinceramente, seria muito mais útil para a sociedade que as figuras públicas ao efectuarem as suas intervenções o fizessem de forma clara e limpa, colocando todos os pontos nos is, de forma a contribuir para um mundo melhor. É necessário deixar o uso de falsas modéstias, fugir com o rabo à seringa, fazer o discurso do politicamente correcto e passar à acção. O jogador da Costa do Marfim, Didier Drogba, perdeu uma grande oportunidade para dar início a esta nova forma de estar. Quando questionado sobre se teriam sido os 250mil euros semanais que vai auferir no seu novo clube, o seu discurso poderia ter sido outro: "vim porque queria andar de riquexó, coisa que no chique bairro londrino de Chelsea não era possível"; "sempre tive curiosidade por saber se os olhos são a única coisa que as chinesas tem atravessado"; "estou de olho numa ilha do mar egeu que se encontra em saldos, e precisava de uns trocos para fazer o negócio"; "precisava de mudar de ares, pelo que escolhi a ainda mais poluída Xangai, para não notar muita diferença ambiental". Enfim, recorrendo a vários estilos de retórica, desde o cinismo até à maledicência, a oferta de respostas para tão óbvia pergunta merecia ter sido outra, tendo no final optado por dizer que "precisava de um novo desafio". O único desafio que tem pela frente é mesmo ver se consegue estonar o dinheiro que por semana vai receber.

penas para que te Quero

por António Simões, em 20.07.12

Estavam reunidas todas as condições para uma noite de magia solidária, e ao mesmo tempo de redenção de pecados. O clube vermelho da 2ª circular prestou homenagem ao futebolista que ajudou a enviar para o estaleiro, mais cedo do que seria natural. Pedro Mantorras, depois de anos de agruras na luz, foi recordado com... um jogo contra a fome. Enfim, coincidências do destino. No entanto, pelas penas da águia vitória viria a mancha que iria manchar (perdoem-me a redundância) a toalha de linho, perfumada a mofo, que foi estendida no relvado da luz para o jogo entre o SLB e o grupo de amiguinhos de Luís Figo. Tal como diz a música dos Mamonas Assassinas, o perigo da "sua bazuca anal" está sempre presente, mas não foi pelo guano da ave que se borrou a pintura. O problema teve duas vertentes. Por um lado, o voo que habitualmente termina no símbolo encarnado plantado em pleno relvado, terminou desta vez num local fora dos limites do estádio, tendo sido a águia detectada apenas recorrendo ao seu sistema de GPS que leva implementado nas patas. Por outro lado, os cerca de 5 quilogramas de carne fresca, da melhor picanha brasileira, sem terem sido provados pela águia, foram directamente para o lixo. Porra, o jogo era contra a fome...

porcos, feios e Maus

por António Simões, em 19.07.12

Já ontem o fiz, e hoje mais uma vez tenho que parafrasear o Bispo D. Januário: "Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir”. Prova desta premissa é a mais recente medida de combate à fuga e evasão fiscal do governo, que prevê a dedução de 5% do imposto sobre o consumo de IVA incluído em facturas que titulam prestações de serviços dos sectores de manutenção e reparação de veículos, alojamento, restauração, cabeleireiros e similares. Ora, com as machadas no poder aquisitivo dos tugas: comprar carro ou reparar o velhinho está difícil; segurar a hipoteca já é difícil sendo ainda mais complicado dormir fora, mesmo que em pensões duvidosas ou hotéis sem estrelas; com os aumentos do gás e da electricidade comer em casa é já é caro, e acrescentando o aumento da taxa da restauração, comer fora é proibitivo; regressando a modas dos anos 70 e 80, o melhor é ir menos vezes ao cabeleireiro e barbeiro, passando o cabelo comprido e barba por fazer a ditar a moda. Ao mesmo tempo, e porque alguém já fez as contas por mim, para se conseguir a dedução máxima de 250 €, cada contribuinte teria que gastar mais cerca de 22 mil durante o ano inteiro. No final de contas tenho dificuldade entre concordar com o D. Januário ou classificar estes tipos com o título de um célebre western, "Porcos, Feios e Maus".

mota Perversa

por António Simões, em 18.07.12

Atenção, o título deste post poderá conduzir o leitor na esperança de um artigo de outro tipo de índole, que não a que vai aqui ser abordada. Recorrendo a uma anamnese histórica, descobrimos que os períodos de guerra e do pós-guerra permitiram, à custa do sacrifício de muitos, avanços nos mais variados campos e tempos de prosperidade económica. Actualmente, desprovido de colónias e numa posição frágil em que não há submarinos que lhes valham, a esperança do governo em nos conduzir a uma guerra que em vez de mandar os tugas para o estrangeiro, os enviasse directamente para o outro mundo, é escassa. Desse modo, a solução do problema da segurança social continua de pé e é temática diária no gabinete de Pedro Audi Soares. O ministro entretanto teve ontem uma ideia no mínimo perversa. Os medicamentos que já não se encontram do ponto de vista comercial em condições de circuito, deverão fazer parte de um banco de medicamentos para as populações carenciadas. Obviamente que dificilmente lhe dará o badagaio a alguém que tome um remédio (termo PP) fora do prazo. O principal perigo reside no facto do seu efeito não ser alcançado. Com ideias destas, o aumento dos números de acidentes cardiovasculares em populações de risco será directamente proporcional à diminuição da despesa com a segurança social. Já ontem o Bispo das Forças Armadas dizia “Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir”. É caso para dizer que com estes tipos nem a santa nos vai acudir.

major a Doutor

por António Simões, em 17.07.12

Muito se tem falado acerca de Miguel Relvas e do seu percurso académico. Se o homem é ou não doutor, não interessa a ninguém, porque o canudo não faz o monge, e a comunicação social deveria era preocupar-se mais do ponto de vista do seu desempenho e capacidades como político que ele é, e ministro que nos governa. No entanto, depois de vir a público a forma administrativa como o senhor se tornou licenciado, acho que fica uma lacuna gravíssima por colmatar. Para quem quiser perder algumas horas a ler fica aqui a hiperligação http://www.cm-gondomar.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=29125 com o curriculum vitae do Major Valentim Loureiro. Tal como Relvas, o seu percurso pelas cadeiras académicas que permitem juntar créditos suficientes para se obter uma licenciatura é escasso, mas pela sua actividade social e profissional, se há homem na tugalândia que merece um canudo administrativo, esse homem é o Major Valentim. Espero que esta discussão venha a público e mais do que uma licenciatura lhe seja atribuída um doutoramento honoris causa, pela Universidade de Coimbra onde frequentou como voluntário!? o curso de direito, e onde muito provavelmente também voluntariamente se prontificou a frequentar as queimas das fitas.

mão Biónica

por António Simões, em 16.07.12

Uma equipa de cientistas de não sei onde, mas suspeito que seja pessoal de olhos em bico, criou uma mão biónica, capaz de mimetizar a força e o calor de um aperto de mão! Pelos vistos, o objectivo desta invenção passa pela utilização dessa mão em reuniões por videoconferência, de forma aos interlocutores não se ficarem apenas pelo meio audiovisual, e desta forma juntar-se uma espécie de contacto directo sob a forma de um cumprimento de mão. Ora bem, apesar de achar um tremendo desperdício a utilização destes cérebros da tecnologia de ponta para o desenvolvimento de invenções deste calibre, mandatei a equipa de robótica avançada deste blog para criar uma espécie de versões extra desta mão biónica. Assim, está previsto o lançamento da mão biónica para a pancadinha nas costas com regulador de intensidade, e a mão biónica para a facadinha nas costas com regulador de profundidade do golpe, gestos tão ou mais importantes que o tradicional cumprimento de mão no nosso mundo actual e globalizado.

a rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um Fósforo

por António Simões, em 13.07.12

Como sou rapaz de espírito aberto, e uma vez que tinha dado uma oportunidade a John le Carre (ver post sobre Um Traidor dos Nossos), resolvi dar também uma oportunidade a Stieg Larsson. A novidade deste segundo volume da saga prende-se pelo simples facto de ser, muito provavelmente, o livro que até ao momento li com o maior título de sempre. De resto, mantenho-me fiel à primeira análise que efectuei ao ler o primeiro volume. A narrativa é excelente e empolgante, mas perde pela falta de fluidez da escrita. No final, fica necessariamente a obrigatoriedade de ler o terceiro volume, coisa que neste momento já está a ser feita.

bosão de Relvas

por António Simões, em 12.07.12

No passado dia 4 de Julho, para além dos fogos de artifício lançados durante o feriado norte-americano, na fronteira entre a Suíça e a França também se assistiram a momentos de festa pela descoberta do elo perdido, agora encontrado pela ciência. Os cerca de 2000 cientistas que arduamente labutam há anos no CERN, depois de décadas de estudo e investigação, têm agora que registar a patente do Bosão de Higgs. No entanto, um grupo considerável destas mentes brilhantes procura mudar o nome da partícula agora descoberta. As recentes notícias vindas a público acerca da licenciatura de Miguel Relvas, conseguida não pelo estudo, mas sim pelo reconhecimento do seu contributo para a sociedade em áreas de renome como as agremiações folclóricas que presidiu, aliado ao facto de ter conseguido alcançar o canudo quase que à velocidade da luz, levaram esse grupo de funcionários a considerar que seria justa uma homenagem a esse paradigma do saber e do conhecimento que é Miguel Relvas, sugerindo que o Bosão em vez de ser de Higgs, seja de Relvas. O ministro, entretanto já informado deste processo de intenções, sentindo-se extremamente lisonjeado pela gentileza deste reconhecimento, adiantou que não poderá aceitar esta atribuição, principalmente por motivos de semântica na área do vernáculo popular. Para evitar piadas, resolveu declinar a homenagem. De Bosão de Relvas ao Bujão de Relvas, o tamanho é diferente, mas a distância não é muita.

brincadeiras do Antanho

por António Simões, em 11.07.12

Sou já do tempo das novas tecnologias, mas tive ainda a sorte de viver uma infância normal, com negras provocadas pelas caneladas ao jogar futebol, os arranhões das quedas de bicicleta, e as unhas sujas de jogar ao berlinde. Não sendo perito em modas, verifico que actualmente o paradigma do estilo recorre a peças do passado já esquecido. É de vital importância que as brincadeiras de hoje recorram também à inspiração dos tempos antigos, de forma a evitar situações como, por exemplo, ter um filho de treze anos que iniciou a produção de um reactor nuclear cuja actividade se assemelha ao que acontece no interior do sol. Taylor Wilson um adolescente norte-americano apaixonado por radioactividade, quando tinha 10 anos, sabia todos os números atómicos, massas e pontos de fusão dos elementos da tabela periódica. Como a culpa não morre solteira, no caso deste miúdo o gosto pela energia atómica foi aguçado pelo pai. Aos 11 anos, juntos procuravam por urânio no deserto do Novo México e compravam frascos de plutónio na Internet. Ao pequeno, perdoa-se pela vontade do aprender e do conhecimento. Já ao pai, pergunto-me onde estará a parte sapiens da sua classificação taxonómica.

os indianos o quê?

por António Simões, em 10.07.12

Obélix certamente diria que "estes indianos estão loucos" perante uma tradição por lá praticada. Segundo notícia do Jornal de Notícias "uma tradição centenária da Índia recomenda aos pais que querem bem aos seus filhos de os atirar de uma altura de 15 metros para serem apanhados em mantas. Crêem que, assim, serão mais fortes e terão sorte no futuro." Esta tradição só pode ter algum sentido no caso da industria têxtil de mantas indiana produzir peças de elevada qualidade e fiabilidade, esperando que os "cuidadosos" pais não sejam míopes, e acertem com o petiz no sítio certo. Fica aqui mais uma vez demonstrado, que o Homo nem sempre é Sapiens, e para os lados indianos a elevada taxa de reprodução parece ter-se traduzido numa perda progressiva e significativa do alelo da inteligência.

alimentação em Pias

por António Simões, em 09.07.12

Num programa que abordava um variado tipo de extravagâncias alimentares, verifiquei que uma loja de gelados disponibilizava aos seus consumidores uma experiência inesquecível. A boa maneira americana, um balde servia de copo de um gelado com mais de 3 kg de peso, e era constituído por cerca de 20 bolas de diferentes sabores, 2 queques de chocolate, 10 bolachas trituradas, 4 bananas partidas em pedaços, 2 tubos de pintarolas, 4 chávenas de caramelo e chocolate, tudo encimado por um castelo de chantili. Um grupo de 6 pessoas junta-se em volta de uma mesa, munidos por uma colher, e à chegada do balde lançam-se na tarefa de chegar ao fundo do balde. No final, uma valente ainda aproveita as gotas que ainda escorrem do gelado derretido. Entre isto e uma vara de porcos a alimentar-se de uma pia não vejo diferença nenhuma, salvo a maior dignidade dos porcos que chafurdam na comida pelo prazer da sobrevivência, ao contrário dos humanos que chafurdam na lambonada arriscando a sobrevivência.

político de Portugal

por António Simões, em 05.07.12

Poderia fazer uma lista com os programas de cantorias, que até ao momento já passaram na televisão portuguesa. No entanto, por motivos de contenção do espaço disponível na blogosfera, fui aconselhado a não o fazer. De todas as formas e maneiras diferentes, desde o incógnito cidadão, ao mais conhecido, o final é sempre o mesmo: acabam esquecidos ou, quando muito, a fazer um reclame na televisão, ou sendo parte do coro de um programa qualquer e amiúdas vezes do mesmo tipo que os fez conhecidos. O telespectador já se apercebeu que o que não falta aqui na tugalândia são cantores de qualidade, bem como professores, médicos, advogados, cozinheiros, futebolistas, e todo e qualquer mais tipo de profissional, não sendo necessário o papel de olheiro desempenhado pela televisão. No entanto lembrei-me de algo, que mais do que faltar em quantidade, falta, e de que modo, em qualidade. Assim, para uma próxima edição do programa "Ídolos", sugiro que o conteúdo do mesmo se mantenha inalterado, mas que se passe a chamar "Políticos". Se encontrarmos um bom, já terá valido a pena.

ideias de Platina

por António Simões, em 04.07.12

O antigo jogador de futebol e actual presidente da UEFA, Michel Platini, deve ter levado muita bolada na cabeça. Fruto desses traumatismos, a sua capacidade de raciocínio tem vindo a declinar. Disso mesmo é exemplo os falhanços nos prognósticos das finais europeias deste ano. Se queria um Barça-Madrid e uma Alemanha-Espanha, o esférico não lhe fez a vontade. Agora vem com a ideia de uma competição europeia de selecções em 2020, que seja disputada em 11 ou 12 países diferentes, por forma a comemorar os 60 anos da união europeia. Onde ele mete a gasolina não sei e quanto lhe custa também não, mas com ideias destas começo a suspeitar que seja a sua bebida preferida. Esperemos que não chegue a presidente da FIFA, pois ainda se lembrará de em 2045, para se comemorarem os 100 anos da ONU, o campeonato do mundo seja disputado nos cinco continentes. Com os fusos horários, um adepto radical que queira acompanhar todos os jogos, no final, tem o jet-lag garantido.

modelos de Cópia

por António Simões, em 03.07.12

Numa altura em que o nosso velho e querido Serviço Nacional de Saúde, leva uma razia orçamental e muito calmamente, com a colaboração de todos, desde o utente, aos prestadores de cuidados, finalizando no governo, se encaminha para a sua destruição, do outro lado do atlântico chegam ventos de mudanças no sentido oposto ao nosso. Obama, ao fim de dois anos de luta legislativa conseguiu que a saúde fosse um direito adquirido de todos os cidadão norte-americanos, contrariando as tendências conservadoras de um povo que se habituou a pensar no seu próprio umbigo. O tempo do "sem cartão não entra" terminou à porta das unidades hospitalares dos EUA, graças à lei que já se apelida de "Obamacare". Por cá, os abutres e hienas das seguradoras já afiam garras e dentes para se lançarem aos desacreditados utentes dos serviços públicos de saúde. Se os chineses, marroquinos e afins copiam mal o bom que se faz, o nosso talento parece saber copiar bem o mal que noutras bandas se faz.

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