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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

legislação Rodoviária

por António Simões, em 30.03.12

Sempre que vejo uma recta enorme, com um risco contínuo ainda maior, acompanhado por um letreiro circular de contornos vermelhos com o número 50 no centro, chego à conclusão que o legislador responsável pela elaboração do código de estrada deve ter sido um fulano de óculos fundo de garrafa, camisa apertada até ao último botão, membro da opus dei, que apenas copula para efeitos de procriação. Apesar de considerar que o mais importante é a segurança rodoviária, considero que a mesma peca por excesso de zelo em algumas situações, e noutros casos é completamente omissa. Digo isto porque tenho reparado que existem vários veículos com publicidade referente a páginas na internet, escrita na dianteira do mesmo, mas com as letras totalmente inversas, de tal forma que só se consegue ler colocando o leitor de costas munido de um espelho, ou então confortavelmente sentado dentro de um carro através do retrovisor. Ora, se o carro estiver parado, a coisa está certa. Mas se o mesmo estiver em andamento, o tempo que demora a ler o www pode ser mais perigoso que atender ao telemóvel, ou fazer uma ultrapassagem num risco contínuo da planície alentejana.

a filha do Capitão

por António Simões, em 29.03.12

Depois de ter acabado de ler "A filha do capitão", de José Rodrigues dos Santos, concluí o meu périplo pela bibliografia deste escritor, e resolvi fazer um exercício de análise matemática da obra. Assim, recorrendo a todos os exemplares lidos, verifiquei que: A Filha do Capitão, 2004, 600 páginas; O Codex 632, 2005, 550 páginas; A Fórmula de Deus, 2006, 576 páginas; O Sétimo Selo, 2007, 504 páginas; A Vida num Sopro, 2008, 616 páginas; A Fúria Divina, 2009, 608 páginas; O Anjo Branco, 2010, 680 páginas; O Último Segredo, 2011, 564 páginas. 2922 dias, 4698 páginas. Feitas as contas, entre escrever para jornais e revistas, conceder entrevistas, dar aulas, participar em colóquios, preparar e apresentar o Telejornal da canal público, José Rodrigues dos Santos, ainda tem tempo para escrever quase 2 páginas por dia. Ao nível de escrita, consegue ter um estilo para o romance, e outro para o policial. Em ambos os casos, a sua formação jornalística está presente na investigação que faz de cada tema ou assunto, sempre sendo uma fonte de aprendizagem para o leitor. Consegue conciliar o pormenor dos pequenos detalhes, a caracterização de pessoas, espaços, ambientes, tudo adaptado temporalmente, com o enredo da história. Só de imaginar as fontes a que teve que recorrer, já fico cansado. A possíveis detractores do seu estilo, e obra, apenas digo o seguinte: experimentem sentar-se em frente a uma página em branco, e escrever algo. Confirmarão que o mais simples, não é fácil. Caro José, siga em frente, que no final do ano aguardo por mais uma obra.

emigrante à Água

por António Simões, em 28.03.12

Sindicatos de emigrantes encontram-se em profunda agitação de reivindicações, estando previstas movimentações de protesto a nível global. As polícias de segurança pública já foram alertadas para o problema, e vários contactos têm sido estabelecidos entre diversos países, de modo a estudar a melhor forma de abordar o problema. A génese desta problemática partiu do nosso burgo à beira do atlântico plantado, na pessoa colectiva do governo de PPCoelho. Depois de incentivarem a emigração dos portugueses, sugerindo que qualquer outro lugar é melhor que a sua terra natal, a equipa governativa que nos (des)governa planeia agora colocar entraves à entrada de imigrantes na tugalândia. De facto, está em curso legislação no sentido de colocar quotas máximas para todos os imigrantes, digo, tresloucados que julgam as terras tugas como um destíno de prosperidade e trabalho. O que fez levantar as bandeiras da revolta pelos sindicatos de emigrantes mundiais, foi o facto desta medida poder contagiar outros países. De facto, se todos os países fizerem como Portugal, e mandarem embora os seus habitantes e não aceitarem ninguém de fora, pergunto-me para onde irão os excedentários de cada nação? Já dizia o outro, oceanos há muitos seu palerma.

emprego no Museu

por António Simões, em 27.03.12

Demorei algum tempo a absorver a notícia. Não porque até não concorde com a medida, mas porque não conseguia atingir a medida do alcance que a mesma procurava ter. Permitir aos desempregados que possam ir ao teatro e percorrer os corredores dos museus de borla, é bem melhor do que andar a enganar as estatísticas com empresas de formação de não sei o quê. Pelo menos desta forma são capazes de adquirir de facto conhecimentos, que se não servirem para mais nada, pelo menos aumentam as possibilidades de ir longe em concursos de cultura geral. Esta notícia assume-se como um remar contra a corrente de cortes e austeridade mas, e sempre no sentido de alertar a opinião pública, a equipa de analistas políticos deste blog sabe que no fundo estamos perante aquilo que, em linguagem técnica, se chama de "pescadinha de rabo na boca". Pelo andar da carruagem, quem está na infeliz situação de desemprego, pelas políticas de desincentivo à economia que as (de)mentes brilhantes deste governo praticam, corre-se realmente o risco de quem quiser ver um emprego, só mesmo se o for procurar como peça de museu.

congresso PPCoelho

por António Simões, em 26.03.12

Folgo e congratulo-me com a bênção que nos foi misericordiosamente concedida, ao termos como parte do governo um partido tão colorido e unido entre si. O Congresso do PPD/PSD/PPCoelho deste fim de semana, foi um exemplo que devemos de tomar como medida para moldar o nosso comportamento diário de desmoralização nacional, e converter o tradicional bota abaixo tuga, numa moralização das nossas tropas de combativos trabalhadores, para mostrar aos troikanos quem manda aqui. O fim da lei da rolha no seio desse partido foi um sinal claro da pluralidade democrática do mesmo, e outra coisa não faria sentido, tendo em conta que os críticos das duas uma, ou não os há, ou então claramente ficaram à porta. (Nota da redacção: até este ponto fui demasiado cínico, agora passo a falar a sério). Este congresso teve a mesma particularidade que o primeiro congresso do Engenheiro depois da maioria absoluta de 2005: o cheiro a mofo de muitos dos fatos do senhores congressistas. De resto, a única novidade presente no pavilhão foi a banca de produtos chineses repleta de adereços laranjas, extremamente concorrida. No entanto, o principal produto vendido não tinha essas cores, mas sim o vermelho e verde do pin representativo das fronteiras tugas. Há uns anos dizia-se que se não tem cartão não entra, mas neste congresso disse-se que se não tem pin na lapela, não entra.

site do Record

por António Simões, em 23.03.12

Um dos jornais desportivos de maior tiragem nacional, possui uma página na internet que ofende o nosso rei fundador, e muito provavelmente o faz dar voltas no seu descanso eterno em pleno coração da cidade dos estudantes. D. Afonso Henriques, se nos dias de hoje fosse vivo, e adepto de uma qualquer modalidade desportiva que não o futebol, dificilmente poderia aceitar a forma como o jornal Record divide as temáticas do seu sitio na internet, a saber: Home (termo português, sendo que em inglês se diz página inicial); Porto; Benfica; Sporting; Liga; Real Madrid; Internacional; e Modalidades. Em primeiro lugar, a discriminação a favor dos três grandes peca por errada, pois neste momento seria mais correcto incluir o Sporting, mas o de Braga, deixando o da capital para o saco do separador "Liga". Em segundo lugar, e mais grave, a importância dada a um clube de outro país no caso o Real Madrid tem, para a linha editorial deste jornal, o mesmo peso que Atletismo, Ciclismo, Andebol, Basquetebol, Voleibol, Hóquei em Patins, Hipismo, Golfe, Ténis, Ténis de Mesa, enfim, etc, que aqui pela tugalândia se pratica.

cabeças Ocas

por António Simões, em 22.03.12

Um leitor da minha geração, ou de colheitas anteriores, com toda a certeza se lembrará do tempo em que para se ver um filme se usavam umas coisas de plástico com uma fita dentro, chamadas cassetes. Para o efeito, era necessário um reprodutor de vídeo que efectuava a leitura da informação através de um dispositivo electrónico. Na altura chamava-se a esse dispositivo a "cabeça", e quantas mais cabeças, melhor seria a leitura. Contudo, com o uso, era necessário proceder a uma limpeza das "cabeças", de forma a eliminar a sujidade que impedia o espectador de visualizar os seus vídeos em perfeitas condições. Em Santa Comba Dão, os habitantes parecem ter sido sujeitos a uma limpeza deste nível, só que neste caso, ficaram pior. De outro modo não se poderá compreender como se aceita que nessa pacata localidade, depois de se montar um museu em honra do único ditador da história tuga, se honre novamente a sua memória, patenteando a marca "Salazar". O primeiro projecto será criar um vinho com esse nome. Pelo andar da carruagem, prevejo o lançamento de caneta azul "Salazar", agência de viagem "Salazar" com promoções para o Tarrafal, turismo de habitação do grupo "Salazar" com dependências no forte de Peniche e em Caxias. Como as modas se contagiam, ainda teremos os italianos a mudar o nome do queijo Mozzarela para Mozzulini, e os espanhóis, em caso de fiasco financeiro, em vez de voltarem à peseta, voltam à antiga moeda oficial da França. Diz-se que o saber não ocupa lugar, mas com casos como este, acho que a idiotice, burrice e estupidez, ainda menos lugar ocupam, e em Santa Comba existe espaço de sobra.

a santa nos Acuda

por António Simões, em 21.03.12

Pedro Santana Lopes, o homem que já afirmou dezenas de vezes a sua retirada firme da política, e outras tantas vezes nos presenteou com novas candidaturas, afia agora os dentes para se abocanhar com o banquete de Belém, e não me estou aqui a referir aos pasteis, tão apregoados ultimamente pelo ministro fantoche da economia. Segundo entrevista ao expresso, o actual provedor da Santa Casa da Misericórdia não afasta a hipótese de se aventurar na corrida presidencial. Depois de nos livrarmos de dois mandatos onde a senilidade do titular nos presenteou com calinadas e inoperância, ficaria na berlinda um mandato onde a pesporrência estaria garantida. Vamos todos pedir à Santa da Casa, que tenha misericórdia por nós.

seca no País

por António Simões, em 20.03.12

Quando ouvimos a previsão meteorológica para o continente, muito frequentemente damos com o apresentador a explicar o papel que o anticiclone dos Açores desempenha no clima. Para a água ou para o sol, o dito fenómeno meteorológico é responsável pela forma como os habitantes da tugalãndia se dirigem para mais um dia de trabalho, de gabardine e chapéu de chuva, ou de blazer e óculos de sol. No entanto, assistimos neste momento a uma seca como há muito tempo não se verificava. Em entrevista exclusiva a representantes deste blog, enviados directamente para a Papua da Nová Guiné, local onde o anticiclone resolveu passar umas temporadas de descanso, o mesmo revelou o motivo pelo qual resolveu deixar o nosso país. Farto dos discursos secantes do ministro das finanças, que diz menos palavras por minuto, que um tipo disléxico embriagado, o anticiclone achou por merecidas umas férias em paragens distantes, bem longe do Gaspar. Fontes do governo, alertadas para esta problemática, consideraram a urgência de adoptar medidas terapêuticas à base de anfetaminas, de forma a acelerar o discurso do ministro, para ver se o anticiclone volta, e com ele a chuvinha que tanta falta faz. Se já não vier a tempo de salvar a agricultura, que venha a tempo de limpar o pó dos pinheiros, que o meu nariz bem agradece.

alvos Perigosos

por António Simões, em 19.03.12

Não sendo um perito em jogos de estratégia, ou de espionagem, foi com alguma preocupação que li uma reportagem acerca dos assassínios ocorridos em território iraniano ao longo dos últimos 5 anos. Ao longo desse período foram mortos um total de 10 pessoas, relacionadas directa, ou indirectamente com o programa nuclear da terra dos aiatola. Tendo em conta que o pessoal finado era desde cientistas eminentes a altos responsáveis do sector nuclear, penso que a melhor forma de alcançar a segurança global não passaria pela eliminação daqueles que, pelo menos, sabem mais ou menos o que andam a fazer. Devido ao ferver em pouca água que o pessoal por aquelas bandas sofre, acho um pouco perigoso deixar a energia nuclear em mãos de mentes perversas, e que pior de tudo, não deverão perceber grande coisa de fórmulas como E=mc2. Estes métodos dos senhores do costume, há muito que dão provas da ineficácia da sua política externa. Lembremo-nos que andaram à procura de agulhas no palheiro iraquiano, quando os amigos de Israel detêm 200 agulhas, não assinam o tratado de não-proliferação nuclear, e desafiadoramente se furtam às inspecções internacionais.

país Excepcional

por António Simões, em 16.03.12

Quem disser que a nossa querida tugalândia não é um país excepcional, engana-se redondamente. Seguindo na vanguarda do desenvolvimento, implementa-se a obrigatoriedade da prescrição electrónica, tanto para o público como para o privado. No entanto, logo à nascença criam-se regimes de excepção, para os senhores doutores que não prescrevem muito, para os senhores doutores que não têm computador à mão, e outro para os senhores doutores cujo computador deu momentaneamente o pifo. Seguindo na vanguarda dos cortes da troika, implementam-se cortes salariais para todo o sector público. No entanto, orientado por um sentido de excepção, o governo decide poupar os funcionários da caixa (não vão eles em fúria deitar mão do guito que têm à mão), os funcionários da ANA (as malas já são maltratadas, mas com os funcionários sujeitos a cortes, sabe-se lá o que lhes poderiam fazer mais), e os pilotos e pessoal da TAP (de terroristas e loucos, todos temos um pouco). Com tanta excepção, excepcionalmente espero bom senso governativo, e, porque acho que não deve haver distinção entre filhos e enteados, se faça uma excepção aos cortes, e deixem a função pública em paz.

a questão Finkler

por António Simões, em 15.03.12

Talvez por mera coincidência, ou talvez não, nos livros em que se discutem assuntos de fé, o credo do autor costuma ser o mesmo que o tema em análise. Este livro de Howard Jacobson não é excepção a essa suposta regra. Destaco deste livro, a forma como consegue esmiuçar a questão judaica (finkler), recorrendo a um enredo entre três personagens que precisam umas das outras para a sua sobrevivência, por entre elas se completarem. Temos o judeu antigo, o moderno, e aquele que não é, mas que quer desesperadamente ser. Desengane-se quem pensa que ao ler este livro vai ficar a saber mais sobre a religião judaica. O que este livro consegue, e de forma brilhantemente cómica, é tratar assuntos sérios como a fé, o holocausto e a faixa de Gaza, colocando na balança da consciência acontecimentos que temporalmente são distantes, mas motivacionalmente estão intimamente ligados. Para mim, um livro que no final me deixa um sabor a pouco, mas que se vai revelando e amadurecendo à medida que penso no conjunto da história.

super cola Pereira

por António Simões, em 14.03.12

Cientistas de reputada fama internacional estão neste momento a debruçar-se sobre o fenómeno Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia. De facto, o antigo emigrante tuga parece ter uma espécie de super cola que o segura à pasta ministerial que dirige, ou pelo menos pensa ele que a dirige. Depois dos episódios que vieram a público, e que contribuíram para a descredibilização do ministro, hoje, o Comissário Europeu Olli Rehn vai-se reunir com todo o bicho careta governativo desde o primeiro-ministro, ministro das Finanças, Governador do Banco de Portugal e deputados das comissões parlamentares de orçamento, economia e finanças. Mais uma vez, o Álvaro vai ser colocado de lado, mas o ministro promete estoicamente manter-se no cadeirão do poder. Contudo, fontes próximas de PPCoelho garantem que mais medidas para tentar alienar o ministro pelo seu próprio pé, estão a ser preparadas. Destacam-se a sua não convocação para o almoço semanal no Tavares Rico, deixar de fazer parte do grupo da Sueca das quintas à tarde e do grupo de futebol das velhas guardas do PPD/PSD. As mesmas fontes adiantaram que se prepara uma alteração do software informático do gabinete de Santos Pereira, de forma a só ter acesso à visualização dos documentos, sem qualquer tipo de possibilidade de edição. O tempo dirá qual a força da cola que aguenta o santo do Santos ao poder.

apagão Solar

por António Simões, em 13.03.12

Segundo os cientistas, a explosão verificada no astro-rei, durante a semana passada, pode ainda vir a desenvolver efeitos nefastos para os meios de comunicação. Esta manifestação cósmica, pelas suas propriedades electromagnéticas danifica os sistemas electrónicos de comunicação, resultando num apagão de sinais, tais como o sinal de televisão. Pela política de copo meio cheio que a linha editorial deste blog prometeu para 2012, esta notícia só pode ser analisada sob um ponto de vista optimista, considerando que a mesma vai ser a tábua de salvação para o nosso país, e para as empresas de audiência. Em relação ao primeiro ponto, com o final da televisão, vamos finalmente ver-nos livres de flagelos ao intelecto do calibre de telenovelas, programas para eleição de futuros cantores, entretenimento da tarde na base do enchimento do chouriço, entre outras pérolas que diariamente preenchem a grelha televisiva. Deste modo, restabelecendo as sinapses dos cérebros tugas, o país vai novamente enveredar pelo caminho do progresso, fruto de uma onda de empreendedorismo, fazendo recordar os tempos passados do nosso passado glorioso de descobrimentos. Em relação ao segundo ponto, não havendo TV, não poderão existir discrepâncias entre os valores das agências encarregues de saber quem está a ver o quê. Depois da oportunidade perdida do apagão analógico, que seja o sol, a iluminar-nos como habitualmente faz.

nomes Inspirados

por António Simões, em 09.03.12

De acordo com as épocas, disciplinas e áreas de intervenção, é frequente os nomes mais sonantes da vida pública, inspirarem progenitores por todo o mundo, ficando o nome de baptismo dos seus petizes marcado pela figura da moda da altura. Os sul-americanos são de todos os povos, aqueles que mais se deixam inspirar por este fenómeno. Há dias, verificando os resultados da liga Europa, chamou-me particular atenção o nome de um dos goleadores do Salzburg 0 - Metalist 4. Com dois tentos marcados, Jonathan Cristaldo, um jovem argentino de 22 anos cujos pais não se inspiraram em ninguém em particular, pode tornar-se um modelo de inspiração da onomástica, não pelos seus dotes futebolísticos, mas pelo segundo nome. Para os futuros pais, fanáticos de Crist(iano) (Ron)aldo, fica assim uma ideia de nome mais original, mas de forma encoberta não correndo tanto o risco de associação direita ao rei do azeite.

validade Política

por António Simões, em 08.03.12

O maior lançador da posta de pescada da tugalãndia, trouxe o tema da remodelação ministerial à ordem do dia. Marcelo Rebelo de Sousa considera que ainda é cedo para se falar em substituições de ministros, ou em mudanças de cadeiras. Como não poderia deixar de emitir também uma opinião, penso que a bem da discussão pública do tema, devo deixar aqui registadas as minhas impressões. Assim, em relação à validade dos ministros, acho que deve passar-se a incluir a obrigatoriedade da mesma vir descriminada logo no início da legislatura, seja sob a forma de data fixa, ou então com a designação de "consumir XX meses depois de aberto". Em relação a mudanças de cadeiras nos ministérios, acho que a forma mais correcta seria recorrendo ao jogo da cadeira. Assim, saindo um ministro, a cadeira deverá ser ocupada por aquele que no fim da música tenha conseguido sentar-se nela. Com estes novos métodos, a imagem da classe política sairia dignificada, e sempre nos divertia um pouco, que bem se precisa.

casa de Alterne

por António Simões, em 07.03.12

Depois do projecto falhado das salas de chuto na tugalândia, fruto de oposições conservadoras que agora até nos governam, está em curso a criação da primeira casa de sexo seguro. Rapaz de ideologias sinistras, não posso deixar de me congratular com esta medida arrojada que se prevê ser implementada na mouraria lisboeta (perdoem-me a redundância). Para além de contribuir para o aumento da segurança das funcionárias e dos clientes, esta iniciativa poderá muito bem contribuir para os cofres depauperados do erário público. Estando devidamente colectada, a actividade em torno da mais antiga profissão do mundo que se irá exercer nesse estabelecimento, pode ser uma fonte de rendimentos extra, que deve ser tomado como exemplo para outros pontos do país. Em vez de ser um proxeneta a título individual a beneficiar, que seja o chulo do estado a levar com o dinheiro.

birra Ministerial

por António Simões, em 06.03.12

Ontem à tarde, nos corredores do palácio de S. Bento, o habitual chá das cinco, que PPCoelho não dispensa de forma a manter a hidratação das suas cordas vocais de barítono, foi rudemente interrompido por aquilo que em termos de linguagem técnica política se designa por "birra". Efectivamente, o ministro da economia não descansou, ameaçando com a demissão, enquanto não lhe fizessem a vontade de lhe dar algum protagonismo nas decisões sobre o QREN, exigindo que o seu papel não fosse ser apenas o do tipo que segura a sombrinha para tapar o sol da moleirinha do ministro das finanças. Este último, que até tinha tirado um dia de férias, foi chamado de urgência à residência oficial do PM, de forma a devolver o chupa-chupa... perdão, a devolver a pasta sobre a gestão dos fundos comunitários a Álvaro Santos Pereira. Com estes comportamentos por parte dos ministros, e com a governação deste governo, não nos poderemos surpreender se um dia, em vez da demissão do ministro da economia, seja mesmo a economia que acabe por abandonar o governo.

força Porto

por António Simões, em 05.03.12

O país até estava a portar-se bem. A troika até deu avaliação positiva ao nosso desespero... perdão, desempenho. No entanto, 6ª feira, depois de mais uma habitual vitória, o Futebol Clube do Porto pode muito bem ter colocado em risco a libertação da quarta tranche de dinheiro dos amigos do FMI. Isto porque as agências de notação financeira mais prestigiadas do mundo, Fitch, Moody's e Standard & Poor's, preparam-se para descer o nível da tugalândia para a categoria de lixo, sabendo da grave quebra de produtividade num segmento significativo da população, que as mais recentes estimativas apontam para cerca de 7 milhões de indivíduos. A SAD Portista, está a receber pressões por parte de vários membros do governo (acho que o Relvas desta vez não está metido ao barulho), para moderar o seu futebol, tendo em conta a periclitante situação em que o país se encontra. Apesar do meu receio em continuar com este treinador mais um ano, a minha paixão Portista aguenta bem com o lixo do país que temos. Por mim, força Porto.

bin Laden

por António Simões, em 02.03.12

Bin Laden, o defunto mártir islâmico ou terrorista oriental dependendo do ponto de vista da análise, desejou que o o seu legado genético procurasse melhores condições de vida noutros lados. Ossama, pediu aos seus filhos que estudassem em países da Europa, ou mesmo nos Estados Unidos da América, o alvo principal da sua intifada particular. Ao contrário de alguns dos seus irmãos, Bin Laden foi o único que resolveu estudar na ultraconservadora Arábia Saudita, de onde saiu engenheiro de formação e terrorista profissional. Assim, a biografia deste cavalheiro?! poderia ser resumida com dois ditados bem portugueses. Por um lado, pela sua relação com os filhos, encaixa-se perfeitamente o célebre "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço". Pelos seus feitos mediaticamente conhecidos é caso para dizer, que dos 54 irmãos conhecidos, este é sem dúvida a "ovelha negra da família".

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