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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

erros de Interpretação

por António Simões, em 30.11.11

Aqui vai mais um exemplo, de como um rodapé televisivo ou parangona de jornal, lidos sem o respectivo desenvolvimento podem dar origem a enganos, e neste caso a ataques de pânico. Um estudo recente efectuado por historiadores de economia, concluiu que o corte dos benefícios, em vez de aumento de impostos, conduziu num passado não muito longínquo a greves e contestação social. Um dos historiadores, de origem alemã, deu como exemplo a década que precedeu a subida de Hitler ao poder, marcada por sucessivas austeridades e cortes na função pública, sem retorno ao nível da diminuição do défice. "Repetem-se os erros históricos que levaram Hitler ao poder" é um título que sem o respectivo corpo da notícia, pode levar o pessoal a imaginar um Passos de bigode por baixo do nariz, e no caso da chancelarina Merkel um tratamento à base de testosterona, para fazer crescer as pilosidades.

pilatos XXI

por António Simões, em 29.11.11

Como ontem foi noticiado, o Ministro da Segurança e Solidariedade Social, trocou o assento de couro da sua motocicleta Vespa, pelo assento de couro de um Audi A7, avaliado em 86 mil euros, um verdadeiro assento de sonho, com aquecimento dos tintins e tudo. Obviamente que esta mudança não poderia deixar os mansos tugas, impávidos e serenos, tendo este "upgrade" ministerial levantado algum celeuma. No entanto, para os mais incautos do comentário político, lembro que a crítica deve perpectivar todas as perspectivas. Assim, podemos ver o problema por dois prismas. Pelo modo negativista, esta troca é como um lavar das mãos, qual Pilatos do sec. XXI, pois o ministro apenas se limitou a receber algo já acordado pelo anterior governo. Pelo modo optimista, o ministro com este veículo tem garantida a sua segurança física, não tendo que recorrer a baixa por problemas nas costas derivados de suspensões mais agressivas, dando assim o exemplo de trabalho, o que lhe fica muito bem tendo em conta que é ministro da Segurança Social. Além disso, como também é ministro da Solidariedade, com esta atitude mostra que se preocupa e é solidário para com as empresas de carros topos de gama. Muito bem Pedro Audi Soares, a Mota fica em casa que agora está frio.

foi-se o Fado

por António Simões, em 28.11.11

Já dizia uma musica do Zeca Afonso "Eles comem tudo e não deixam nada". É com parte da música "Os Vampiros" que venho mostrar o meu profundo repúdio pelo que ontem se passou, e do qual se fez publicidade gratuita em todos os meios de comunicação social, não alcançando ninguém a gravidade da situação a que chegamos. De facto, depois de termos perdido a nossa autonomia, e quase que a independência, com a chegada da Troika do FMI, que agora manda a seu belo prazer, agora, surripiam-nos algo que é exclusivamente nosso. O fado, que até ontem era património unicamente português, passa a partir de agora a ser de todos, e inclusivamente da humanidade. Levam-nos tudo. Agora, e como diz a música do Zeca, só tenho medo que também nos levem a nossa gastronomia, e passe a ser de todos o cozido à portuguesa. Afinal de contas, eles comem tudo e não deixam nada. São como as hienas e abutres, só vão parar quando chegarem ao osso. Triste fado o nosso...

a Caixa

por António Simões, em 25.11.11

Pasme-se! Venho por este meio mostrar a minha solidariedade, para com os dirigentes do S.L.B. (não escrevo por extenso, por impedimento médico). Depois da decisão de colocar uma caixa de segurança no estádio, para o próximo jogo contra o Sporting Clube de Portugal, a equipa visitante considerou esse gesto como uma proposta gratuita de tornar o já volátil ambiente pacífico destes encontros, em autêntico caldo fervilhante de guerra anunciada. Acho que os dirigentes do Sporting estão a ver o problema do lado contrário. Na verdade, o que penso que os dirigentes do S.L.B. estão a proteger, são os adeptos forasteiros da fúria assassina dos seus. Lembremo-nos todos do desfecho trágico de uma célebre final da taça, do já longínquo ano de 1996, e desse modo compreender-se-á, quem é que deve ser protegido de quem...

só para o Estilo

por António Simões, em 24.11.11

Diz-se que quando um guarda-redes se atira para a defesa de um lance, perfeitamente inofensivo, de forma exageradamente espectacular, fazendo um esforço superior ao necessário, que "foi só para o estilo". Pois bem, parece que os polícias também sofrem por vezes desta maleita. Pelo menos é a conclusão que chego depois da prisão de individualidades públicas, fruto da investigação de casos mediáticos que nos últimos anos brotam como cogumelos numa floresta. De facto, sempre que se efectua a detenção de um suposto intocável membro da sociedade, a polícia parece acossada por uma vontade férrea de impedir os fotógrafos de realizar calmamente o seu trabalho. Digo isto porque, quer à saída, quer à entrada de tribunais, esquadras e afins, os carros saem das garagens a velocidades que ultrapassam em muito o limite recomendado para a via pública, que neste caso se refere aos passeios, gritando freneticamente pelas sirenes, ao melhor estilo de hollywood. Seria peculiar, que com estas andanças desvairadas, um dia calha ocorrer o azar de um acidente, e ainda acabam os polícias multados por excesso de velocidade e condução perigosa, enquanto que o arguido os processa por danos corporais. Seria mais uma gota, no oceano da confusão da justiça...

cão de Fila

por António Simões, em 23.11.11

Sociologicamente falando, a presença de figuras típicas nos mais variados tipos de agrupamentos humanos é uma característica inalienável de cada um. Se na escola existe sempre um menino que dá coça nos outros, na Assembleia da República essa figura tem vindo a ser preenchida nos últimos governos, por um ministro de eleição do chefe do executivo. Nesta legislatura o sucessor de Augusto Santos Silva, é o ministro Miguel Relvas. O seu estilo directo e mordaz das suas comunicações enobrecem este papel de cão de fila, que tal como na maioria anterior parece padecer do vírus da raiva, que o faz espumar sempre e quando o objectivo é dizer mal da oposição, ou anunciar a justiça divina de nova austeridade. Neste caso, ao contrário do ditado, o cão ladra e morde que se farta.

euro News

por António Simões, em 22.11.11

Gosto muito da rubrica do "no comment" na Euro News. De facto, a maior parte das vezes, as imagens falam por si só, não necessitando de rodapés ou jornalistas a explicar o que se passa. No entanto, pode em certas circunstâncias dar origem a interpretações totalmente erradas, e dou como exemplo a tomada de posse do novo governo Grego. Para quem não viu as imagens, eu pinto o quadro em três pontos:

- uma sala, no meio da qual existe uma espécie de altar, onde está colocado um livro (a bíblia, suponho);

- do lado esquerdo, três Padres da Igreja Ortodoxa;

- do lado direito, uma amálgama de ministros e afins, liderados pelo primeiro deles, que pousa a sua mão sobre as Escrituras. Os que lhe seguem atrás, colocam as mão nos ombros uns dos outros, formando uma espécie de corrente humana.

Ora, se eu visse esta imagem no "no comment", e não sabendo que existia novo executivo, poderia muito bem considerar que estava perante o colapso da Grécia, há muito anunciado, pois os ministros parecem consolar-se uns aos outros, enquanto pedem perdão pelos seus pecados perante os Sumos Sacerdotes da Igreja à moda grega.

primeiro Aniversário

por António Simões, em 21.11.11

Este pequeno átomo, no universo da blogosfera, completa hoje um ano de existência. Já em diversas alturas me tinha surgido a ideia de criar um blog, coisa que ia sempre adiando. No entanto, a pergunta que me fazia era sempre a mesma “e porque não eu?”. Daí ao clicar no “crie o seu blog” foi um passo, sendo que o resto se traduz em 247 post, 357 comentários e 19575 visitas. Para todos os que cá passam, o meu muito obrigado. A verborreia seguirá…

um Ícone

por António Simões, em 18.11.11

Se o meu gosto pela leitura em tempos de liceu necessitava de ser regado, o programa de português, servido em abundância de clássicos, murchou a vontade. Em tempos de faculdade, recebi uma proposta para aquisição de livros ao domicilio, tendo sido "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" de José Saramago a primeira escolha. Na altura, empurrado pela curiosidade de ler o mais recente prémio Nobel da Literatura, e ainda por cima sendo português, aventurei-me, e apostei no livro para regressar ao entusiasmo pela leitura. Foi a verdadeira lança em África. Parece estranho, para quem se inicia no mundo das leituras, que a primeira escolha seja logo sobre um autor que à partida é considerado difícil, mas isso só o poderá considerar quem nunca o leu. De escrita tão simples, que se torna viciante, os seus livros encerram uma moral e histórias que cada um leva consigo, à boleia da imaginação individual.

Tive a possibilidade de visitar os seus aposentos em Lanzarote, local que nos deixou para saborearmos a sua intimidade, agora que já não se encontra entre nós. A ausência de barreiras ao visitar aquele espaço, revela o homem e escritor que ele era e será - simples. Este post, é o último antes do seguinte. O próximo será para festejar um ano de blog. Ao escritor que apimentou o meu gosto pela leitura, e que se fosse vivo teria feito anos por estes dias, fica a homenagem de um mero aficionado, que tem por Ícone de humanidade, simplicidade e sabedoria, este homem português, que Portugal não soube cuidar.

a mentira Sagrada

por António Simões, em 17.11.11

A leitura desta obra de Luís Miguel Rocha, foi uma agradável surpresa, na medida em que não conhecia o autor, cuja escrita empolgante não fica atrás de outros do género. De facto, este é um daqueles livros que a partir do momento em que se começa a ler, dificilmente se consegue deixar o capítulo seguinte para mais tarde. Toda a informação prestada ao longo da obra, revela um profundo conhecimento e investigação exaustiva da temática em causa. Ao escritor, reconheço a sobriedade com que nos agarra à história, mas espero e desejo que os próximos títulos deixem de lado o metralhar das lacunas, incoerências e mistérios do mundo obscuro da Igreja, tema já sobejamente explorado por ele, e por muitos outros. É caso para dizer "deixem de bater no ceguinho".

uma questão de Sanita

por António Simões, em 16.11.11

Existem escolas por este país fora, que declaram não ter verbas para meios de aprendizagem tão importantes como... o papel higiénico. Ora, sem querer recuar muito no tempo, na altura em que eu andava na escola primária, para além de não existir papel higiénico nas casas de banho, a sanita era coisa de luxo, destinada apenas para o WC dos professores, divisão criteriosamente seleccionada e seccionada das restantes, sendo interdito o seu acesso, devido ao facto de estar fechada à chave. Para o proletariado da criançada existia uma porcelana enterrada no chão, com dois apoios para os pés, para podermos evacuar "à caçador". Sem dúvida que até era mais higiénico, não fosse o caso de alguém ter o azar de não ser um ás do equilíbrio e deixar-se cair para trás. Pensando bem, este método deveria de voltar a ser usado, pois o absentismo escolar e laboral referente ao tempo que se dedica ao templo da meditação e literatura, reduziria drasticamente. É que essa posição, para além de ser desconfortável, não dá jeito nenhum para ler banda desenhada ou o jornal.

apenas Euro

por António Simões, em 15.11.11

Por estas calendas, quem estiver atento às notícias, pensará que em vez de serem os romanos os loucos da história, como dizia o grande Obelix, são os gregos a ter perdido de vez o tino. Primeiro pedem ajuda. Depois querem fazer um referendo para o povo decidir se quer essa ajuda. A seguir ameaçam a demissão e dizem que afinal o referendo não foi boa ideia e o melhor será levar o povo às urnas, mas para eleições. Depois decidem que há e tal que não pode ser, mas depois é, e demite-se o governo em bloco. De repente, já está outro tipo no caldeirão do poder, a segurar o tacho. De facto, sem nunca ter provado, tenho conhecimento que o tinto grego é uma boa pinga, mas, francamente, em alturas destas, de tanta austeridade e contenção, acho que o consumo desta bebida pelos políticos que governam a Grécia, se não pode ser proibido, pelo menos deveria de ser restringido. Com comportamentos destes, é obvio que não vão a lado nenhum. Para a Europa, o único que seria positivo com a saída da Grécia era o facto de as notas passavam a dizer apenas Euro. Os gregos que fiquem com o Eypo.

orçamento 2012 Conclusão

por António Simões, em 14.11.11

Já anteriormente afirmei, que não é necessário ser um Samuelson da economia para se malhar no povo com impostos, diminuição de rendimentos e aumento do período laboral. Espera-se que o esforço seja proveitoso, mas não consigo passar indiferente perante a postura de prepotência para com os portugueses, que este orçamento e a maioria que o aprovam estão a mostrar. Com todas estas medidas, até parece que o culpado da crise é o povo. Agora, pergunto: no período pós 25 de Abril, quem governou e durante quanto tempo em maioria absoluta, com condições para se fazer o que só agora aos olhos de todos é que se considera que já deveria ter sido feito?

- 19 de Julho de 1987 a 1 de Outubro de 1995 (PSD de Cavaco Silva) 3359 dias

- 17 de Março de 2002 a 20 Fevereiro de 2005 (PSD/PP de Durão, Santana e Portas) 1070 dias

- 20 de Fevereiro de 2005 a 27 de Setembro de 2009 (PS de Sócrates) 1679 dias

Ora, salvo a omissão de um dia ou outro (não confirmei quais os anos bissextos), o PSD esteve mais 2750 dias, ou seja, mais sete anos e meio no poder com maioria, que o PS. Se queremos responsáveis do estado em que estamos, a matemática é uma ciência exacta, e a frieza dos números revela a cruel verdade do culpado. No final de contas, os que tiveram mais tempo para produzir porcaria, são os mesmos que agora nos varrem de pá e vassoura na mão.

Quod erat demonstrandum.

padres Amiguinhos

por António Simões, em 11.11.11

Por vezes, a pior bofetada vem do lado que menos se espera. Talvez imbuídos pelo espírito das Sagradas Escrituras, o pessoal do episcopado português resolveu seguir à letra os ensinamentos do Senhor, e enquanto o governo nos agride de um lado, vem agora estes senhores violentar-nos pelo outro. Se as feras lideradas por PPC já estão prontas para diminuir férias e feriados, e aumentar o tempo de trabalho, vem agora os clérigos tugas dizer que só aceitam dispensar 2 feriados religiosos, se o governo dispensar também outros 2 feriados civis, contribuindo com lenha para a fogueira do tempo de descanso do trabalhador. Imagino que um dos alvos da Igreja, seja acabar com o feriado do 25 de Abril, essa data celebrada por uma cambada de comunistas, descrentes e ateus, que não fazem parte do rebanho destes pastores. Será caso para dizer, olho por olho, dente por dente, e quem se lixa é o de sempre...

Nota da redacção: o final em verso, não implicará qualquer tentativa de aproximação ao mundo da poesia, ao qual, a equipa editorial deste blog é totalmente adversa.

pernas de Ouro

por António Simões, em 10.11.11

Cristiano Ronaldo recebeu a bota de Ouro. Parabéns. No entanto, parece que o craque português passa por um período de dificuldades orçamentais, que o prémio mesmo sendo em ouro não chega para superar. Na cerimónia de entrega do troféu, a sua futura esposa foi o espelho dessa falta de fluidez financeira. Por motivos de decoro e decência editorial, a equipa de ética deste blog decidiu não colocar qualquer foto do vestido da senhora, de forma a não incorrer em qualquer manifesto atentado à sensibilidade de seja do que for, e de quem for. Perante aqueles preparos, só poderei concluir que o metro quadrado do tecido seria muito caro, e não houve pilim suficiente para o resto que ficou por tapar. Atenção, não pensem que como macho alfa não gostei de ver, pois claro que muito me agrada observar o que é bom de observar, mas, estou profundamente solidário com os jornalistas que, desorientados, em vez de se referirem à efeméride pelo nome de bola de ouro, enviaram títulos para o prelo como "pernas de ouro".

face Oculta

por António Simões, em 09.11.11

Iniciou-se ontem o giga mega tetra e sei lá que mais processo judicial "face Oculta". Processo esse, que de tanta gente que anda metida ao barulho, obrigou o erário público a um investimento adicional para se efectuarem obras, de forma a conseguir dar abrigo a toda a baralhada que se vai digladiar na arena da justiça. Um colectivo de juízes, 36 arguidos, 50 advogados, 500 testemunhas e um batalhão de jornalistas serão actores diários desta paródia nacional. Se a este agrupamento lhe juntarmos os convidados, família, animais de estimação e compadres, melhor do que uma sala de audiências nova, a solução mais lógica seria um pavilhão industrial. No entanto, pelo menos existe o lado positivo da melhoria das instalações de pelo menos um tribunal do país, pois já o desfecho final se prevê o do costume... no final os maus ganham sempre. 

uma Indirecta

por António Simões, em 08.11.11

Numa altura em que os grandes líderes mundiais se encontram em reunião, onde se discute a crise internacional, onde se procuram soluções de futuro, o presidente dos EUA pronunciou-se em relação ao nascimento da filha do presidente francês. Obama disse que "felizmente a menina saiu parecida com a mãe e não com o pai", ao que Sarkozy respondeu "ele tem duas filhas lindas, por isso sabe do que fala". É de salutar esta troca de galhardetes, no seio da reunião dos G20, de forma a desanuviar a pressão que paira sobre estes encontros, e lembrar que há vida para além da crise. No entanto, este blog analisou mais pormenorizadamente esta afirmação, e chegou à conclusão que os atributos a que Obama se refere não são apenas referentes à beleza da menina, mas também abrangem os dotes vocais da pequena. De facto, mais vale que ela tenha bom gosto musical e uma voz como a da mãe, e não siga as pisadas do Pai. Isto porque Obama é um observador atento, e sabe que o dueto Sarkozy/Merckel nos últimos tempos tem vindo a dar música à Europa, só que de forma desafinada.

pobres Italianos

por António Simões, em 07.11.11

Os abutres do costume iniciaram o seu voo de aproximação. A presa moribunda que se segue é o país em forma de bota, que ameaça intemporalmente dar um pontapé na Sicília (coisa que nós deveríamos fazer o mais rápido possível, à Madeira). Por lá, a presença dessas aves já fez soar as campainhas da austeridade, e levar os italianos para a rua. A contestação contra o governo de Silvio Berlusconi já vem de trás, e o homem farta-se de fazer tudo e mais alguma coisa, literalmente, para ser o paradigma da persona non grata. No entanto, transeuntes italianos questionados aleatoriamente, não conseguem identificar qualquer outra individualidade para ocupar o cargo. Tendo em conta o calibre da peça que os governa, e somando o facto que vão ter que levar com ele em tempos difíceis, se nos estamos mal, por lá a coisa ainda vai estar pior. Resta como esperança ao povo italiano, que il cavaglieri faça uma mea culpa, e se ponha a andar.

ratos no Navio

por António Simões, em 04.11.11

O secretário de estado da juventude e do desporto, anunciou perante uma plateia de jovens que em caso de desemprego, a melhor atitude a tomar é, e passo a citar, "sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Ou seja, Miguel Mestre sugere muito educadamente que o pessoal se ponha a andar daqui para fora, que para malandros já chegam aqueles que nos governam. Perante esta posição, não sei o que é mais vexatório para a nossa juventude: se o facto desta faixa etária estar a ser considerada "excedentária"; se o facto de estarem a comparar o pessoal mais novo aos ratos... quando a coisa mete água e começa a afundar, são os primeiros a abandonar o barco. Depois de D. Sancho I, o povoador, temos o Sr. Ministro Miguel Mestre, o despovoador. Pobres dos antepassados lusos, que vêm paulatinamente o seu legado ser desperdiçado.

humor em Crise

por António Simões, em 03.11.11

Segunda feira à noite, dez minutos antes das oito horas, lá estava eu colado ao televisor aguardando ansiosamente pelas 19.55h. Seria a essa hora que a "troika", de Bruno Nogueira, Miguel Guilherme e José Pedro Gomes, iria falar ao povo português. Estava falsamente esperançado que se tratasse de um novo programa de humor, e logo com estes fantásticos três nomes da comédia portuguesa. Para meu desgosto, afinal de contas era apenas um anuncio publicitário para um banco de todos conhecido, que anteriormente já tinha usado a imagem de Luís Filipe Scolari. Tenho saudades de humoristas como o Herman José, que o peso do tempo e da idade não o impediu de nos presentear, melhor ou pior, com o seu talento ano após ano. Tenho pena que o talento de Bruno Nogueira e Gatos Fedorentos se esgote e acabe à porta das agências de publicidade. Venham de lá mais lados b's e séries de espécies de magazines. Tenho a certeza que o talento deles voltará a surgir, afinal de contas, os burros não são eles.

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