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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

diálogo e Transparência

por António Simões, em 31.10.11

Segundo o ministro das finanças, o governo encontra-se disponível para negociar o orçamento de estado para 2012. No entanto, adianta que o mesmo foi de tão difícil elaboração, que será praticamente impossível limar qualquer tipo de aresta para o tornar mais apelativo. Na 6ª feira, foi chumbada pela maioria uma proposta de criação de uma comissão para averiguar as contas públicas da Madeira, bem como o pedido para a intervenção do Banco de Portugal para aferição de toda a verdade contabilística. Perante estas circunstâncias, temos que reconhecer que este executivo tem o diálogo e a transparência em tão alta consideração, tal como a que o mundo futebolístico tem pela arbitragem. Realmente, depois de tanto trabalho, não iam ser um deputadozecos da oposição e a descoberta que o buraco da Madeira é afinal um túmulo, que iriam alterar uma linha que fosse de um documento tão límpido e imaculado, como o que foi alcançado. Palavra do Gaspar... (todos)... amen.

hora de Inverno

por António Simões, em 28.10.11

Neste fim de semana que se aproxima, é altura de rectificar os relógios para o triste horário de inverno, e atrasar uma hora o tempo. No entanto, existem neste momento várias movimentações para o número de minutos a retroceder nos ponteiros não sejam os 60 minutos habituais. Como em tudo o que em matéria de revolução e reivindicações diz respeito na actualidade, esses movimentos manifestam-se através das redes sociais, fóruns na internet, blogs e afins. O que se pretende para a próxima madrugada de sábado é retroceder 210240 minutos, de forma que num esforço colectivo de todos seja criado um movimento cósmico de desaceleração, de modo a voltar ao dia 5 de Junho deste ano. Assim, aqueles que agora já dizem mal da vida, e da saraivada de medidas de austeridade que têm vindo a ser aplicadas com afinco à sociedade portuguesa, se retratem e possam corrigir o seu sentido de voto. Volta que estás perdoado...

panela de Pressão

por António Simões, em 27.10.11

Depois da retirada dos subsídios de natal e férias, depois das restruturações e deslocalizações nas empresas do estado, e com a ameaça da retirada de alguns feriados do calendário do próximo ano, chega agora a vontade do governo de acabar com as tolerâncias de ponto da função pública. Concordo com algumas medidas, discordo de outras, e não me pronuncio sobre algumas por escassez de conhecimento da matéria, mas tenho uma certeza. Tenho a firme convicção que o melhor que este governo poderia investir, não é o Portela+1, nem o TGV, nem o incentivo ao investimento, mas sim uma boa panela de pressão. De facto, com esta marcação cerrada à função pública, cozinhar este pessoal numa panela normal, poderá ser catastrófico, sendo melhor usar uma panela de pressão, que garante a selagem correcta, ficando a ebulição controlada. Só é preciso ter cuidado no momento de tirar o testo. Mas cheira-me que quando isso acontecer, a mão que o vai levantar, não será a mesma que a tapou.

pessimismo Tecnológico

por António Simões, em 26.10.11

Não me considero um conservador, e sou adepto da tecnologia, principalmente no que diz respeito da melhoria das nossas condições de vida. No entanto, ao ler uma reportagem sobre os últimos avanços no campo da robótica, não se pode ficar indiferente. Existem projectos de várias áreas, desde construção de uma equipa de futebol capaz de derrotar a selecção vencedora do mundial de 2050, ou robôs capazes de cozinhar e cuidar de crianças e idosos. Sem me encontrar influenciado por nenhum filme de ficção cientifica, penso que esta ânsia futurista de clonagem robotizada do ser humano se poderá tornar num estúpido axioma da limitação do nosso protagonismo no mundo tal e qual como o conhecemos. Se o homem quer inventar uma máquina que o derrote a jogar a bola, que mais habilidades depois aprenderão a fazer? O inventado acabar com o inventor... a ironia tem destas coisas.

satélite Alemão

por António Simões, em 25.10.11

No passado fim de semana, um satélite alemão fez justiça à lei de Newton, de que tudo o que sobe, desce. Assim, foi com alguma preocupação que li a notícia de que a probabilidade de acertar numa pessoa era de 1:2000, ou seja, a possibilidade de levar com uma antena alemona na pinha vinda directamente do espaço é maior do que ficar multimilionário a acertar os 5+2 números do euromilhões. Já não nos chegava estarmos nas mãos dos humores da chanceler alemã, como agora ainda vamos ter que nos preocupar com o lixo que os tipos colocaram lá em cima, e que mais tarde ou mais cedo acabará por descer. Os gauleses da pequena aldeia irredutível só tinham medo que o céu lhes caia em cima da cabeça. Nós por cá, na tugalândia, temos medo disso, e das diatribes da senhora Merkel.

a Borboleta

por António Simões, em 24.10.11

A evolução do nosso Presidente da República, mimetiza em toda a sua extensão o ciclo de vida de um bicho do mundo animal, que passa por um processo de metamorfose. De facto, durante a legislatura anterior, o seu discurso encapsulado de duplo sentido, paulatinamente minou o trabalho do governo de José Sócrates, tal como uma lagarta devora uma folha para se alimentar. Durante o período pré e pós eleitoral, recolheu-se sabiamente na sua crisálida de isolamento, para já com o "seu" governo consolidado se libertar sob a forma de uma bela borboleta. Quando na quarta feira proferiu as primeiras objecções contra a actuação do afilhado Passos, a borboleta bateu as asas e confirmou a teoria do caos que preconiza que esse voo da borboleta de um lado do mundo pode desencadear uma tempestade noutro. No caso, parece que quem se lixou foi o Kadafi, para gozo de todos os Líbios. Pelos dois factos, parabéns borbol... ops... Presidente Cavaco.

Cidadãos

por António Simões, em 21.10.11

Dois meses e 727 páginas depois, acabei de ler a obra de Simon Schama acerca da Revolução Francesa. O conhecimento e a quantidade de fontes de informação que o autor conjugou são de uma dimensão tão vasta, que só mesmo com a mestria de polvilhar o livro com histórias que marcaram esses acontecimentos, é que é possível a um leigo na matéria não se perder no entusiasmo de se inteirar a fundo sobre o que levou e o que sobrou do clímax da revolução de 14 de Julho de 1789. Uma obra digna de enciclopédia que o autor soube em parte converter num romance. Quando à história, a minha conclusão é de que na Revolução Francesa nem tudo o que reluz é ouro.

cadeia de Valores

por António Simões, em 20.10.11

Um inquérito realizado para averiguar quais os principais problemas que afligem a humanidade, revelou uma cadeia de valores distinta de acordo com a naturalidade dos entrevistados. Se para a grande maioria dos europeus o top 4 inclui a pobreza, fome, falta de água e clima, para os portugueses os motivos que têm para estar preocupados são a pobreza, situação económica, terrorismo e clima. Ora, independentemente de qualquer juízo de valor que se possa extrair desta análise, existem dois factos inegáveis. Primeiro, o facto de que os portugueses estão mais preocupados com a possibilidade de um ataque terrorista à torre de Belém do que os franceses à torre Eiffel. Segundo, o facto de que aqui pela tugalândia poucos se preocupem com a possibilidade nada remota do Alentejo se tornar dentro de poucas décadas uma extensão do deserto do Saara, desde que haja dinheirinho para importar a carne de vaca, enchidos, queijos, vinhos, azeite, cereais, e afins que por lá se produzem.

relatório Minoritário

por António Simões, em 19.10.11

O governo dos EUA está a desenvolver um projecto que visa a identificação de potenciais criminosos, ou seja, pretendem prender os meliantes antes deles o serem.  Pelos vistos  existe alguém no seio do governo fanático por filmes de ficção cientifica, do calibre de "Minority Report", que quer aplicar este modelo em locais como os aeroportos, de forma a filtrar os possíveis larápios de entrar nos estates. Alguns dos itens em análise que a equipa de investigação vai ter em conta como principais, passam pelo controlo do movimento corporal, mudanças da entoação da voz, alteração da temperatura corporal e da respiração. Assim, para o futuro turista que entre nos EUA, no caso de estar com arrepios de frio, rouco, com febre e dificuldade respiratória, não se espante que em vez de o enviarem de quarentena para o hospital, o enviem para a choldra, onde sempre pode pegar a gripe ao bandidos que lá estão.

orçamento 2012

por António Simões, em 18.10.11

Um fenómeno de proporções nunca vistas desenvolveu-se ontem à tarde, e até ao momento ainda não foi possível chegar a números consensuais, quanto à magnitude e repercussão económica que o mesmo pode representar. Desde a comunicação da semana passada do primeiro ministro onde levantou uma ponta do véu do orçamento, os portugueses têm estado apreensivos, mas ontem passaram para o desespero, perante a entrega oficial da pen do orçamento de estado para 2012. Desse modo, as linhas telefónicas ficaram congestionadas com os cancelamentos de reservas de hotéis, marisco, champanhe, fogos de artifício e confetis. Pelos vistos, em Portugal não se quer festejar a passagem de ano para 2012, para evitar um roubo de igreja ao bolso já furado dos contribuintes.

ímpios e Justos

por António Simões, em 17.10.11

Em Génesis 18:24-26 Abraão pergunta e o Senhor responde:
"Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?
Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Então disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. "
Em Portugal existem funcionários públicos exemplares, que se entregam com toda a dedicação, brio e esforço às funções que ocupam. Eu pelo menos conheço pessoalmente alguns. Os cortes anunciados são o fogo e enxofre de hoje, que vão acender a fogueira da revolta pelas pessoas que, com toda a razão, se sentem lesadas nos seus direitos, e pelo justas que são deveriam de ser poupadas ao machado do corte sem pudor, realizado por esta coligação de colegiais, que de economia só devem mesmo saber a que vem nos livros. Se o esforço se pede a todos, o mesmo não deve cair apenas sobre alguns.

a Mensagem

por António Simões, em 14.10.11

O antigo ministro das finanças, Teixeira dos Santos, revelou recentemente que o orçamento de estado para 2012 deve ser viabilizado. Essa boa nova foi anunciada numa conferência para uma audiência de estudantes de uma universidade sénior. Ora se eram seniores, e não senis, com toda a certeza que devem ter ficado algo intrigados, tal como eu, ao ouvir esta verdade irrefutável do nosso panorama político nacional. A não ser, que o antigo ministro saiba que algo vai mal no reino da coligação que nos governa, e esteja ao nível do nosso presidente a deixar mensagens subliminares no discurso para nos alertar. Nas circunstâncias actuais, o melhor mesmo é que quem tiver algo a dizer que o diga, caso contrário que se cale para sempre.

jogo Limpo

por António Simões, em 13.10.11

Longe vai o tempo em que se discutiam as rivalidades desportivas no campo de futebol. Hoje em dia, para vencer é necessário algo mais do que meter golos na baliza adversária. Depois de terem sido absolvidos pela justiça desportiva, os jogadores do FC Porto vão ter que responder perante os tribunais, acerca dos acontecimentos de um longínquo SL Benfica vs FCPorto de um frio mês de Dezembro. Qual D. Sebastião saído das brumas da memória, esta notícia dá um enquadramento perfeito da realidade futebolística actual: por um lado, temos o panorama no qual sobressai a necessidade da inclusão de bons advogados, nos quadros das SAD's desportivas; por outro lado, a cordialidade no campo de futebol deixou as velhas rasteiras e caneladas, pois para para arrumar com um jogador, recorre-se à choça para o impedir de jogar.

nobel da Paz

por António Simões, em 12.10.11

Sempre tive a sorte, e o prazer de me ver rodeado maioritariamente por mulheres. No liceu, faculdade e trabalho, variando em número, a proporção entre a presença masculina e feminina rondava o 1/5. Assim, é com alguma sabedoria, cimentada pela experiência pessoal, que me poderei pronunciar sobre pelo menos uma particularidade do comportamento do sexo feminino. São as mesmas as primeiras em reconhecer que o produto final de um ajuntamento feminino, apesar de ser de elevada qualidade e excelência, para ser alcançado passa por um perturbador processo criativo, com tantas curvas e contracurvas, que faz parecer a estrada dos arcos um linha recta. Esse processo de criação pode por vezes conduzir a cenários que não sendo belicosos, podem beliscar. Assim, sugiro ao comité Nobel cuidado redobrado na cerimónia da entrega do prémio Nobel da paz, pois com três mulheres a compartilhar o mesmo, não vá a cerimónia entrar em guerra.

assento parlamentar de Sonho

por António Simões, em 11.10.11

O cabeça de lista para as eleições na madeira do CDS-PP anunciou ontem que vai dispensar o assento parlamentar da assembleia regional, para ocupar o assento parlamentar da assembleia da república. Não tendo qualquer papel relevante como oposição, uma vez que a maioria absoluta foi garantida pela margem mínima, prefere rumar para sítios mais interessantes onde diz "se pode fazer mais pela madeira", ou seja uma espécie de tele-parlamento. Pergunto-me se no caso de se provarem irregularidades no acto eleitoral, e o PSD madeira perder a maioria absoluta, necessitando dos comparsas do CDS-PP para manter aquele buraco negro governável, o que fará o sr José Manuel Rodrigues? Provavelmente fará como aquele que estava na cadeira de sonho e logo que viu um sofá da Chateau Dax , mudou logo de postura. Na bola como na política, o que é verdade hoje pode não o ser amanhã.

independência Já

por António Simões, em 10.10.11

No início do ano, pela altura em que vários governos déspotas e autoritários sucessivamente caiam, como se de folhas caducas se tratassem, escrevi alguns artigos inspirado pelo aroma dessas revoltas de jasmim. Na altura, apelava ao bom senso dos madeirenses de se inspiraram também por essa brisa revolucionária, e darem o tratamento de saída merecido a Alberto João Jardim. Ciente que a pacatez singela deste blog não seria capaz de sozinho convocar a emancipação do eleitorado madeirense, acreditava piamente que o bom senso do povo desse uma monumental derrota a esse ogre político. Ontem, pior do que a vitória nas eleições é o facto de a mesma se traduzir em mais uma maioria absoluta liderada por um individuo que teve de terminar o curso de direito noutra faculdade, pois na de origem ninguém lhe queria dar o diploma. E falando de direito, fala-se de leis, pelo que, deste modo e por este meio, solicito ao legisladores e constitucionalistas deste país que transformem a expressão eleitoral da vitória do PSD Madeira (como fazem questão de distinguir), numa vontade expressa de independência do território. Depois destas eleições independência para a madeira já.

revista Rosa

por António Simões, em 07.10.11

Há dias, num contacto de terceiro grau com uma revista da imprensa cor-de-rosa, e não me estou a referir ao periódico "acção socialista", tive uma epifania na qual me foi revelado o segredo do sucesso deste tipo de publicações, tendo por base as primeiras páginas. De facto, foi com alguma surpresa que me deparei com um pequeno artigo acerca de teorias da extinção de dinossauros, a preceder reportagens do calibre de "pinpinela exibe a sua exuberante silhueta" ou "xixizinha volta a ser feliz depois da separação". Na realidade, a presença desconexa de um artigo de índole científica, faz todo o sentido no caso destas publicações. Deste modo estimula-se o cérebro, como se este se tratasse de um depósito que através do artigo científico se enche, de forma a ser esvaziado com o continuo bombardear de futilidades que se seguem com o folhear da revista. Sem este atestar de conhecimento, poderia a inteligência dos leitores no final da leitura (perdoem a redundância) ter o mesmo final fatal dos dinossauros...

de Regresso

por António Simões, em 06.10.11

De volta à labuta diária, de volta ao comentário na blogosfera. Tenho, por tradição, o hábito de tirar o relógio no primeiro dia de férias. Durante esse período é agradável ter a sensação que não sou controlado e manietado por esse objecto que dita o nosso dia-a-dia. O simples facto de por vezes andar completamente alienado do tempo, e ter de perguntar as horas para me orientar, é um refresco para me lembrar que estou numa de não fazer nenhum. O gesto de hoje de manhã, de voltar a colocar o relógio no pulso, para além de ditar o fim das férias serve para algemar de forma simbólica a rotina diária.

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