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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

vai e Foste

por António Simões, em 29.07.11

Na semana passada, o vaivém espacial Atlantis efectuou a sua última aterragem, dando por terminada uma das mais fantásticas e épicas aventuras espaciais da história do ser humano. Assim, gostaria aqui de deixar, por um lado uma homenagem a esse programa da NASA, e por outro lado uma sugestão: iniciar um novo programa com o nome de Vaiefoste. Esse programa consistirá em veículos de transporte do mesmo tipo que o programa Atlantis, mas com a possibilidade da viagem de regresso ser efectuada em piloto automático. Desse modo, seria possível tripular o veículo com políticos incompetentes e corruptos para a viagem de ida, deixa-los no planeta de destino, e voltar para vir buscar mais, que com toda a certeza não deverão faltar candidatos em lista de espera para embarcar. O destino poderá ficar ao critério da NASA, sendo que ouvi dizer que em Mercúrio faz um tempo fantástico durante todo o ano. Fico disponível para qualquer esclarecimento adicional.

falsas Notícias

por António Simões, em 28.07.11

Foi recentemente noticiado a descoberta de uma burla efectuada ao estado português, pela mãos de médicos com aliciamento de uma empresa da industria farmacêutica. Ora, tudo bem que estamos em época de falta denoticias, mas pelo menos exige-se que as que vem a publico sejam-no dignas desse substantivo. Médicos que recebem algo a troco de bens ou serviços? Onde já se viu tal coisa? Qualquer dia ainda aparecem fotos de médicos vestidos de piratas numa festa particular, num paraíso tropical qualquer, quando deveriam de estar sentadinhos, a ouvir atentamente o orador acerca dos benefícios do medicamento espatafurdex 500. Haja decência.

lar de Benfica

por António Simões, em 26.07.11

O Sport Lisboa e Benfica, organismo de utilidade pública fez recentemente mais uma parceria com o Ministério da Segurança Social. Depois do acordo selado com o Instituto do Emprego e Formação Profissional no recrutamento de futebolistas, surge agora esta iniciativa para alargar a oferta de apoio à terceira idade. No caso, a contratação da estrela espanhola Joan Capdevilla, de 33 anos, dá início a uma nova política de aquisições de estrelas decadentes, que visa enobrecer este magnífico clube, com esta atitude de respeito para com os mais velhos. Para além da inclusão deste jovem no plantel, o clube das águias segura a sua continuidade até aos 35 anos com uma clausula de rescisão de 20 milhões de euros. Não vá algum clube ainda mais nobre perder a cabeça, e o fim de carreira deste lateral está assegurado na capital de Portugal.

antidepressivo Já

por António Simões, em 25.07.11

Durante o último ano e meio, um dos temas recorrentes de qualquer órgão de informação passa inevitavelmente pela situação dos mercados. “Os mercados reagiram bem”, “este factor provocou alguma agitação nos mercados”, “aguarda-se a reacção dos mercados”, são algumas das frases que habitualmente acompanham as peças jornalísticas em volta desta temática. De acordo com estes comportamentos dos “mercados”, que revelam uma linha de disposição e humor ao nível de uma qualquer montanha russa, o melhor mesmo é iniciarem um tratamento antidepressivo de forma a inverter esta tendência suicida a que estão a levar alguns países, tugalândia incluída. Um Prozac para o mercado, já.

revistas Desportivas

por António Simões, em 22.07.11

Mais uma vez, num breve contacto literário com a imprensa sensacionalista, neste caso veiculada sob a forma de revista anexa a jornal desportivo, senti a necessidade de esmiuçar e realizar uma análise crítica ao conteúdo que me era apresentado. O contacto com a publicação efectuou-se por empréstimo durante a espera de uma torrada e um galão, de forma a repor energias depois de uma noite de trabalho, facto que me poderá diminuir na justiça da crítica, mas não no sentido da mesma. Com efeito, a foto-reportagem acerca de uma bela menina em trajes menores, nomeadamente biquínis, era acompanhada de um texto (pareceu-me ser uma entrevista) e agradecimentos finais. Em relação ao primeiro ponto será de todo necessário questionar a necessidade de um acompanhamento escrito (seja do que for), pois o que o pessoal unanimemente quer ver é carne. Em relação aos agradecimentos finais só posso concluir que o jornalista é gay. Agradecer à loja de biquínis que vestiu a beldade, é no mínimo estúpido e no máximo desnecessário, de outra forma facilitava muito mais o trabalho do cérebro dos leitores em imaginar o que estará por baixo do pouco que fica por ver.

o Jogo do Anjo

por António Simões, em 21.07.11

Um bom blog, tal como um bom vinho do porto, deve amadurecer com o tempo e assim melhorar a sua apresentação perante os apreciadores. Inicia-se assim neste espaço de discussão uma nova temática - Livros. A minha opinião vale o que vale, mas fica para quem dela quiser saber, sempre com a possibilidade de troca de ideias. O objectivo não é contar a história, nem uma resenha dela, pois para isso já existe informação de sobra, mas sim deixar a impressão com que fiquei ao terminar a leitura. Os comentários são bem vindos, sempre que a experiência tenha sido compartilhada.


Já no top 5 dos meus escritores favoritos, Carlos Ruiz Zafon tem um escrita empolgante sem recorrer aos esquemas de atracção de escritores como Dan Brown. Depois de a "Sombra do Vento" e "Marina", li recentemente o Jogo do Anjo. A receita é a mesma, passando pelo mistério da intriga, à Barcelona gótica do início do sec. XX e ao clima de algo que não parece ser possível de existir na realidade, mas que durante a leitura ele nos faz acreditar que é verossímil. Ao contrário dos outros, nos quais o final tudo encontra explicação, neste livro fica o gosto da dúvida e do livre arbítrio da interpretação individual, de tal forma que obriga a uma revisão de certos acontecimentos chave para termos uma ideia final para guardar. A quem nunca leu este escritor, deixo a sugestão de começar por esta obra, e só depois passar ao livro "A sombra do vento", esse, um dos meus livros preferidos.

colheitas Futebolísticas

por António Simões, em 20.07.11

Segundo Ricardo Carvalho, jogador do Real Madrid, os segundos anos de Mourinho são os melhores. Abre-se assim em perspectiva uma nova possibilidade de profissão. Depois dos enólogos, exímios apreciadores e catalogadores de vinho, vai passar a existir a partir de agora os futebólogos, magníficos apreciadores e estratificadores de treinadores e matérias afoitas ao futebol. Ricardo Carvalho será desta forma o Grão-Mestre desta ordem, perito que está nas várias colheitas de Mourinho, tendo tido o privilégio de provar no campo os anos de Porto, Chelsea e Real Madrid. Pela sua análise, os segundos anos de Mourinho possuem um saber aveludado típico da fruta madura, arredondado pelo estágio, não em casco de carvalho mas sim pela temporada transacta, assumindo para a nova temporada um bom corpo e equilíbrio onde os taninos dão estrutura e bom augúrio de sucesso.

casa Arrumada

por António Simões, em 19.07.11

Ontem, o post sobre o Desgravatanço esteve em destaque na área de recortes dos blogs do sapo. Aos gestores do sapo, aqui fica mais uma vez o agradecimento pelo reconhecimento. Nestas alturas, o transito neste humilde blog aumenta consideravelmente. Automaticamente fico com uma sensação próxima da ausência de roupa, como se tudo estivesse à mostra. Na mesma altura, percorro os posts mais recentes, para verificar se está tudo no sítio. Por isso tento sempre manter a casa arrumada e apresentável, de forma a não ser apanhado desprevenido. Neste espaço, a Páscoa procura ser sempre durante todo o ano. Aos leitores, o meu obrigado.

o Desgravatanço

por António Simões, em 18.07.11

Todos sabemos que o presente governo em exercício é, em média de idades, o mais jovem da nossa jovem democracia. O que até ao momento não sabíamos era quão jovem ele é.  Na realidade, e depois das recentes medidas da ministra da agricultura, pelo menos no que ao seu ministério diz respeito, chego à bela conclusão que o sector primário de Portugal está a ser governado por uma criança que ainda anda na primária. Só uma mente brilhante poderá encontrar sentido na ausência de gravatas como medida de combate ao despesismo da máquina dos estado. Já que estamos a falar de agricultura, porque não cortar o mal pela raiz, e eliminar os aparelhos de ar acondicionado? Até os poderiam por no prego que ainda davam para abater à dívida. De facto, este início de actividade augura um futuro de espectro alargado para material humorístico. Estou já a imaginar como próxima medida, a passagem dos WC dos funcionários do ministério para o campo/hortas, de forma a contribuírem para o esforço colectivo de estrume. Basta a ministra que não é galo arrebitar a crista, e logo veremos.

o exterminador do Défice

por António Simões, em 15.07.11

O próximo filme da saga (literalmente) Exterminador Implacável não pode contar com o Arnaldo, devido a pormenores técnicos relacionados com a PDI. Desse modo, o realizador não perdeu muito tempo em encontrar o seu substituto. Depois da forma implacável como deitou no charco o país provocando eleições antecipadas, e com as medidas que nas primeiras semanas tem assumido para o combate ao défice orçamental, o realizador disse acerca de PPC "os robôs que se cuidem, não gostaria de estar no metal deles...".

tractores na Estrada

por António Simões, em 14.07.11

No alto Minho onde os campos verdejantes cobrem paisagens recortadas aqui, e ali, por montanhas imponentes, a luz estival abrilhanta de cor estas características que fazem desta terra uma das mais bonitas de Portugal. Caracterizada pela agricultura de minifúndio, os agricultores minhotos batalham diariamente por trabalhar pequenos pedaços de terra para os fazer frutificar dos produtos que ela dá. Instrumento imprescindível, rivalizando com enxadas e arados, o tractor é por estas paragens sinal cada vez maior da riqueza desta região. Se fizermos uma volta atenta por estas bandas, verificamos que nos cruzamos com mais veículos deste tipo na estrada, do que dando uma vista de olhos pelo panorama da lavoura que nos rodeia. De facto, por vezes penso que estes meios de transporte são mais comummente usados como ta,l do que pelo fim que eles encerram. No fundo é um mais um sinal da riqueza destas bandas de Portugal.

pré-Época

por António Simões, em 13.07.11

No início das aulas, com os cadernos por usar, branquinhos e sem dobras, prontos para serem violados pelas esferográficas e lápis de ponta afiada, todos se perfilam como possíveis candidatos a bons alunos. No futebol, na pré-época passa-se mais ao menos o mesmo. Existem quatro classes de jogadores para a temporada que se inicia:
- os jovens dos escalões de formação que tiveram como prémio das boas notas da época anterior a subida de escalão, para a equipa principal;
- os que ficaram  da época transacta porque revelaram-se suficientemente bons para garantir a qualidade do plantel, mas de categoria insuficiente para seguirem outros voos;
- os reforços que vêm de equipas conhecidas, e dos quais se conhece o seu comportamento e rendimento;
- os reforços que vêm de não se sabe onde, ou melhor, sabe-se mas é como se não se soubesse.
Em Portugal, a colheita de reforços incide principalmente na última classe. Umas vezes sai bem, outras é desgraça completa. Em alguns casos chega-se mesmo a pensar se no momento do contracto o indivíduo sabia que vinha para jogar à bola.

mercado o Lobo

por António Simões, em 12.07.11

Depois das notícias de ontem, onde o grande destaque foi para o “contágio” da Itália nesta sucessão de constipações provocadas pela crise, deu-me uma nostalgia de recordar a história do pastor de ovelhas, cujos conterrâneos, fartos das brincadeiras dele, não acudiram aos seus gritos de desespero quando o lobo realmente veio. No mundo real, o pastor encarna a personagem dos jornalistas, sendo as ovelhas todos nós, enquanto que o lobo é esta economia de mercados voraz e destruidora. Durante anos fomos bombardeados com os cataclismos que se avizinhavam sob a forma de doença das vacas loucas, brucelose, pneumonia atípica, gripe das aves e mais recentemente a Gripe A sempre apontadas pela comunicação social como o fim da raça humana. Tal como vieram, foram. O resultado foi que quando a crise rebentou, indiferentes a mais um alarmismo, ninguém prestou atenção, e os mercados encarregam-se agora de dilacerar as economias a seu bel-prazer. Enquanto os países transmitem o vírus uns para os outros, nós, pobres ovelhitas de alvo fácil para os lobos, resta-nos apenas dizer méeeee...

desodorizante Qb

por António Simões, em 11.07.11

Estando em época alta do enchimento do chouriço, todas as notícias que possam ajudar as linhas editoriais dos jornais a conseguir lançar mais um periódico no dia de amanhã, são bem vindas. No entanto, este ano assume uma particular facilidade na obtenção do furo jornalístico graças à decisão do novo primeiro-ministro do não fecho da actividade governativa durante o período de verão. Para além de agradar aos editores, e dar o exemplo ao povo, quem no fundo mais lucra com esta decisão são as empresas de desodorizante. Isto porque o parlamento na altura de verão é como uma estufa de ananases dos açores, quente. Eu já lá estive num dia bem quente, de calções e disse mal da minha vida, pelo que, para os deputados do sexo masculino que se sentem na obrigação do uso do inevitável fato, o melhor mesmo é fazer uma reserva extra de AXE. Afinal de contas, para mau ambiente já chega o lixo da semana passada, deixado pela mão das agências de rating...

indicadores Económicos

por António Simões, em 08.07.11

Existem dos mais variados tipos de métodos de avaliação socioeconómicos. Por vezes estes indicadores surpreendem pela originalidade, e por estarem muito afastados de outras medidas mais directas. Por exemplo, para se saber índices de criminalidade, avalia-se o preço da kalashnikov que se pratica no mercado (branco e negro). Quanto mais baixo, mais chumbo anda pelo ar. Será muito mais fácil verificar a criminalidade pelo número de homicídios que ocorrem, mas é sumamente mais previdente e rebuscado chegar a uma estimativa tendo por base a facilidade na aquisição do objecto essencial para o fim em si. Assim, ocorreu-me que para ver o estado do esvasiamento do cofre de um país (mais conhecido como défice), bastará observar o estado de conservação das estradas do mesmo. Enquanto que o resto da europa se assemelha a um campo de golf, com relva cortadinha e um buraquito pequeno de quando em vez, as estradas em Portugal mais se parecem com um campo de pastagem de vacas e todo o tipo de seres herbívoros ruminantes, que no subsolo convive com colónias de toupeiras.

confusão à Direita

por António Simões, em 07.07.11

Isto de maiorias de dois partidos tem muito que se lhe diga. Durante as negociações de entendimento entre PSD e PP pensou-se em praticamente tudo, desde o programa de governo, à escolha de ministros e secretários de estado. No entanto, houve uma matéria que foi omitida e que começa agora a dar nas vistas. Estas primeiras reuniões magnas da assembleia da república tem vindo a demonstrar um certo desentendimento entre os partidos do lado direito do hemi-ciclo, no que aos aplausos diz respeito. De facto, umas vezes em uníssono, outras descoordenados e outras ainda em total desacordo, tudo tem contribuído para um clima de intriga entre os parlamentares dessas bancadas que não sabem bem para que lado se virar. Várias vezes se tem assistido a deputados com as mãos prontas para o aplauso, mas a olhar para os lados para ver para onde a coisa torce. Enfim, vicissitudes de uma vida a dois.

guerra de Estrelas

por António Simões, em 06.07.11

O filme dos próximos anos do protagonismo político em Portugal, intitulado "Guerra de Estrelas", com a participação de Darth Portas e Luke Passos, a não perder, com estreia este verão, num cinema próximo de si.

espanta-Espíritos

por António Simões, em 05.07.11

Uma das bandeiras deste espaço de intervenção, é ir de encontro a todas as necessidades dos mais variados e eclécticos leitores que do mesmo fazem uso. Desse modo, o departamento de criatividade do blog considerou que seria necessária a inclusão de mais uma categoria para abordagem, que doravante se passará a designar por trivialidades do dia-a-dia.

Intriga-me a essência dos chamados espanta-espíritos. Penso que é esse o nome técnico que se dá a um conjunto de chocalhos que sendo movimentado dá origem a um som, normalmente suave e melódico. Se olharmos pela semântica, facilmente se compreenderá que o utensílio versa sobre a necessidade humana de espantar espíritos. Será discutível ou não, o uso destes utensílios pela sua utilidade intrínseca, mesmo pelas pessoas mais católicas, mas como se costuma dizer “não acredito em bruxas, mas que as há, há”. No entanto, o que me deixa verdadeiramente intrigado é colocar estes aparatos nas varandas das casas. Se o isolamento das janelas não for suficientemente bom, o único que se vai conseguir espantar é o sono dos vizinhos. Isto e pregar um susto a um transeunte que passe desprevenido. Enfim, modas...

the Sims

por António Simões, em 04.07.11

Não me considero um agarrado dos jogos de computador, mas posso adiantar que queimei algumas células da retina nas horas a fio que passei colado ao monitor. Iniciado nestas lides desde os tempos do MSX da Philips (já falei num post anterior), seguiu-se uma daquelas consolas com 299 jogos (metade dos quais eram praticamente iguais), tendo depois passado durante alguns anos para a mítica Master System da Sega (uma loucura de 8 bits de gráficos sempre a bombar). Só no natal de 2004 é que dei o salto definitivo para as novas tecnologias com a PS2, ao que se seguiu a actual e viciante Nintendo DS. Pelo meio, claro que sempre acompanhado pelos fieis jogos do PC (não era só para trabalhos de casa...). Agora preparo-me para o salto definitivo, quase que roçando a realidade virtual. Soube que vai iniciar-se um novo espectáculo de entretenimento, chamado "Human take control", no qual os telespectadores decidem o que os concorrentes comem e com quem dormem. Isto fez-me lembrar o mítico "The Sims". Se bem me lembro, uma das particularidades do jogo era que tínhamos que encaminhar o boneco assiduamente para a casa de banho, a fim de se aliviar. No caso de esquecimento, ele aliviava-se por ele abaixo, e a sua auto-estima descia a pique, não lhe apetecendo durante algum tempo obedecer às nossas ordens. Deixo esta lembrança, como... digamos... uma sugestão aos guionistas do programa... seria muito engraçado...

solstício Político

por António Simões, em 01.07.11

30 de Junho de 2011, Tugalândia.

O dia amanheceu com ventos fortes, parecendo querer adivinhar o turbilhão que se aproximava. Indiferentes como o costume, os habitantes da tugalândia encaravam mais um dia de trabalho pela frente, de modo a combater o espectro da crise. O sol prometia sair forte, e bem alto, alimentando com a sua luz a produção de melatonina e dessa forma contribuir para o bom humor reinante. Pelo meio-dia, com a temperatura a subir, os Portugueses aproximavam-se paulatinamente da hora do repasto. As conversas à mesa versavam sobre as férias que uns tinham tido recentemente ou sobre as que outros se preparavam para no próximo dia iniciar, enquanto que os restantes sonhavam com as que ainda estão por vir. No fim do almoço, com a habitual HPP (Hipotensão Pós-Pandrial), a espada de dâmocles do Coelho caiu súbita e desprevenidamente sobre a população em geral. O corte de 50% no subsídio de Natal, foi um refresco de verão que ao contrário de baixar a temperatura, ruborizou os rostos dos tugas. Depois da euforia do finamento político de Sócrates, e dias após o solstício de Verão, estas novas medidas de austeridade foram um autêntico solstício político de Pedro Passos, passando de afável e dócil coelhinho, para terrível lobo Mau.

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