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E porque não eu?

terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

E porque não eu?

feliz Natal

por António Simões, em 24.12.10

 

Para todos os leitores, quer os assíduos, quer os esporádicos, os desejos do autor deste maravilhoso espaço de discussão pública das problemáticas mais prementes da sociedade actual, os maiores desejos de um feliz, e santo Natal, rodeados por todos aqueles que mais gostam, em clima de paz e harmonia. Coisa que pelos vistos o pessoal jornalístico dos jornais desportivos não partilha, pois, pela amostra das capas de hoje dos jornais record e ojogo, o espírito de Natal encontra-se bastante deturpado. Ora "Jesus ao ataque" e "Jesus atira-se a Pinto da Costa" não é a melhor maneira de se festejar o nascimento do menino. É que alguém mais distraído a ler estas parangonas de soslaio, poderá ficar preocupado com o ponto a que a sociedade chegou para deixar o menino tão chateado. Sejam como o Bart Simpson "Peace men". A todos um BOM NATAL.

Entendam-se

por António Simões, em 22.12.10

É sobejamente reconhecido o sentido da expressão popular em cada tiro cada melro, ou em cada cavadela sua minhoca. O mesmo se aplica ao jornalismo português no que se refere ao teor das notícias a apresentar, pois parece que trazer bom tempo não é apanágio deste pessoal. Observando atentamente a hora, que corresponde ao exagerado período de antena dos serviços noticiosos, verificamos que a maioria das notícias, se não mesmo todas, são para deitar abaixo o ânimo do Zé pagode. Por exemplo:

- sempre que ocorre uma subida do preço da barril de brent, ai aqui del rei que vem aí uma subida galopante dos preços dos combustíveis fósseis. Quando houve semanas consecutivas a descer, a informação passou em nota de rodapé;

- quando faltou o açúcar nas prateleiras dos supermercados, mais parecia que apresentavam as notícias como se fossemos todos sofrer de hipoglicemia. No entanto quando a situação se regularizou passou a notícia em nota de rodapé.

Agora o mais fantástico vem com o Natal. É habitual nesta altura vir ao de cima a problemática do consumismo. Todos os anos é o mesmo tema. Até mais ver, concordo. O Natal é época para se viver eclesiásticamente em família numa comunhão de paz e amor fraterno. Mas na verdade, se esses mesmos telejornais apregoam a crise que se avizinha como se fosse o inicio do apocalipse, até que este consumismo desmesurado não vem a calhar mal. Na volta, até seria uma boa notícia. Criançada deste mundo, se já têm a PS2 e sabem que o Pai Natal vos vai trazer a PS3, pensem já na PS4… temos que por o povo a bulir.

o Poleirómano

por António Simões, em 18.12.10

 

É desnecessária a consulta ao dicionário desta palavra, pois ela não existe. No entanto fica de sugestão a inclusão da mesma para a próxima revisão do dicionário de língua portuguesa. Assim, aponto que se passe a classificar por poleirómano o substantivo masculino que designa aquele que é ávido por poleiros, ou aquele que é obcecado pelos mesmos. Ocorreu-me esta ideia ao ler a notícia acerca da nova candidatura à Presidência do Governo Regional da Madeira do Drº? Alberto João Jardim. Pelos vistos já no ano de 1984 ele considerava a hipótese de ser a última vez que concorria ao escrutínio dos Madeirenses. De lá para cá, para além da baboseira do costume e da figura de urso recorrente, o homem já anunciou por diversas vezes a intenção de terminar o seu percurso Presidencial. Pelo meio chegou mesmo numa dessas alturas em abdicar a favor da possibilidade de concorrer à chefia do PSD nacional, valha-nos o senhor de tal não ter acontecido. Pelo que, e face ao exposto, que melhor espécimen do que este para usar como exemplo para esta nova palavra do nosso léxico.

ikea by Qatar

por António Simões, em 16.12.10

 

Parecido com complexo da palmeira no Dubai, o estádio da foto exemplifica a excentricidade que vai marcar o mundial de 2022 no Qatar. A conceber por cima de água, o Port Stadium assume-se como o terror dos pescadores da zona, com medo de levar com uma bolada na testa, no caso da selecção nacional do país lá jogar. Ora, a extravagância com que os qataranianos (se é assim que se diz?!) nos vão presentear, para além da construção de 9 estádios que não distam entre si mais do que 30 Km (como quem vai de Monção a Cerveira), vai manifestar-se no arrefecimento dos estádios, onde a temperatura média interior será de 20ºC enquanto que no exterior será de 40ºC à sombra (estas diferenças ainda vão fazer umas constipações). Mas, acima de tudo, o maior capricho está no facto de no final do campeonato se proceder ao empacotamento dos estádios, ao melhor estilo Ikea, e envia-los para países carenciados. Jovens quenianos, etíopes e subsarianos em geral, não desesperem. Dentro de 12 anos poderão ter finalmente relva para apascentar as vacas com um tempinho fresquinho. Vai ser só dar leite.

paga, Cala...

por António Simões, em 15.12.10

Existem negócios fantásticos. Oxalá um dia seja um visionário tal como os que criaram certas empresas. Melhor do que ter um negócio em que se recebe de acordo com o serviço prestado, é ter um negócio em que se recebe mesmo que não se preste o serviço, ou ainda que o serviço não preste.

A Brisa, concessionária de auto-estradas que cobra a utilização das mesmas ao preço do ovo de esturjão, tem uma política extraordinária. Quando se circula numa estrada em obras, com as vias tão estreitas que penso que só por milagre não ocorrem mais infortúnios, seria de esperar que, tendo em conta que o serviço prestado está incompleto, houve-se uma rectificação (ou como diz o tuga… uma atençãozinha). Mas não, paga-se o mesmo.

A Zon, sempre que falha e ficamos de comando na mão (reparem aqui na analogia sub-reptícia de calças na mão, querendo mostrar a debilidade da situação), não se esquece no final do mês de cobrar o habitual, seja qual for o tempo em que nos privou do seu serviço. Para ambos os casos, o resultado é sempre o mesmo, na falta de alternativa continuam-se a usar...

e não bufes.

os engenheiros dos EUA

por António Simões, em 12.12.10

Afinal de contas, nos states é que há as Harvard e Princeton e a Nasa e tudo, e no entanto o resultado é este... Viva as médias negativas das engenharias em Portugal, porque pelo menos os estádios estão de pé.

natal Amargo

por António Simões, em 12.12.10

Pois é, depois da bolha imobiliária, agora é a bolha do açúcar. De facto, depois de muita meditação sobre o assunto, a conclusão que tiro de toda esta problemática em volta da falta de açúcar nas prateleiras do supermercado, é de que não há falta de açúcar. E isto interessa a muita gente. A Sociedade Portuguesa de Diabetologia tenta, em vão, a diminuição do número de doentes diabéticos em Portugal, logo, nada melhor do que cortar o problema pela raiz, acabando com a fonte do mal. As pastelarias com a crise têm sentido uma diminuição no movimento diário, logo, nada melhor do que inflacionar o preço dos bolinhos, para fazer frente à escassez de matéria prima. Como em qualquer outro caso, há sempre os que ganham e os que perdem. Mas neste caso concreto há ainda uma terceira classe, que são os que ganham e perdem ao mesmo tempo. Como?! Então, é lógico, pois os gulosos perdem peso e ganham saudinha, para além de mais uns trocos na carteira, que até dá jeito para a época em que estamos.

uma Homenagem

por António Simões, em 05.12.10

 

Uma pequena homenagem a um grande actor, Leslie Nielsen. O tipo de comédia intemporal, que faz rir por muitas vezes que se veja.

les Miserables

por António Simões, em 04.12.10

 

A Assembleia da República vai suspender os cafés e chás nas comissões parlamentares. Sim senhor, agora vai ser só água engarrafada. Para já… pois parece que já há senhores deputados que sugerem a famosa aguadelcano para se poupar ainda mais. Afinal até existe pessoal atinado por aquelas bandas. No entanto há deputados que consideram estas medidas de miserabilistas. Tendo em conta que se prevê uma poupança anual de 20 mil euros, acho que vou rever o significado de miserável e miséria. Agora, o que verdadeiramente me deixa preocupado é saber quem serão esses deputados? Só espero que não sejam os mesmos que por um lado aprovam as medidas de austeridade para a populaça, e por outro chumbam leis como o aumento do salário mínimo nacional para 500 euros ou a proposta do PCP para tributar em 2010 os dividendos à moda do orçamento de 2011…

O zé pagode paga, e a PT e accionistas é que se safam…

o Oráculo

por António Simões, em 04.12.10

O Srº Presidente Cavaco Silva muitas vezes é mal entendido nas suas palavras. Em várias entrevistas no final de discursos por si proferidos, é frequentemente interpelado para se explicar. Normalmente a nossa eminência diz para se ler com atenção as suas verborreias. O resultado está à vista. Nas declarações de hoje na XX Cimeira Ibero-Americana referiu que “Há muito tempo que aponto o rumo que Portugal tem de seguir para conseguir enfrentar as dificuldades. Logo em 2003, quando publiquei um texto intitulado 'Dores de cabeça', escrevi com sete anos de antecedência aquilo que está a acontecer hoje em Portugal”. Dá que pensar pois, será assim tão mal entendido que mesmo com esta antecedência toda ninguém ligou puto ao homem…

Haja respeito caneco.

a cor do Petróleo

por António Simões, em 02.12.10

De quem terá sido a ideia de que seria uma boa ideia fazer um mundial de futebol num país como o Qatar? Pesquisei nas enciclopédias para confirmar o tamanho do Qatar. Pequeno. Do tamanho de dois Algarves. Não que o tamanho não seja tudo, que eu não sou preconceituoso, mas neste caso, tendo em conta que mais de metade do país deve ser areia, poderiam ser organizadores mas era do mundial de futebol de praia. Então por que caneco é que terá interesse em fazer um mundial nesse sítio? Para além do óbvio ($$), deve ser porque desta forma se varia um pouco, pois passa-se de se jogar à bola no frio (Rússia, 2018) para se jogar no quentinho. Certo é que o tempo gelado que se fez sentir ontem na sede da FIFA, para além de congelar as aspirações das candidatura ibérica, que ficou nas lonas, fez um curto-circuito na cabeça dos senhores pensantes do futebol mundial.

um bom Exemplo

por António Simões, em 02.12.10

 

Estamos no ano de 2010, toda a península ibérica encontra-se em crise económica profunda. Toda!? Não, num pequeno pedaço do Norte de Portugal, um irredutível concelho luta por se colocar à margem deste fenómeno. Em Monção faz-se peito à crise. Num crescentemente compulsivo desejo de construir, toda a vila parece ser um estaleiro. Em cada esquina há obras, pois desde requalificação de Bancos (onde se deposita o dinheiro, entenda-se)  e edifícios antigos, empreendimentos privados, reconstruções, construções e sei lá que mais, parece uma vila tomada por uma ânsia de mostrar ao país no geral e ao mundo em particular, que a solução para a crise não se espera, procura-se. Respira-se saúde neste burgo raiano que faz inveja à vizinha Salvaterra de prédios abandonados. Como monçanense só tenho duas palavras a dizer

Viva Monção

o Engodo

por António Simões, em 01.12.10

Tenho ideia que a candidatura para a organização do Europeu de 2004, em Portugal, para além de muito mais divulgada, foi também muito mais participada por todos os portugueses e portuguesas (como diria o Cavaco). Prova disso mesmo foi a fantástica coreografia encenada dor milhares de pessoas, em pleno Estádio Nacional, que simulou um remate do logótipo escolhido na altura. Volvidos estes anos, Portugal a par com “nuestros hermanos”encontra-se novamente numa fase de candidatura, agora para a organização de um Mundial, cuja decisão se anunciará amanhã. No entanto, se no primeiro caso havia grande expectativa, agora parece mesmo que passa ao lado. Porque será? Será que é porque só vamos ter 1/3 dos jogos a disputar? Ou porque o jogo de abertura e a final são em Espanha? Ou já agora por causa da crise (já cá faltava esta, acho que fica bem sempre referir). Na verdade parece mesmo que o pessoal cá ao lado pensou “mira, como ya tenemos el Mundial del 82, será mejor compartir este com los lusos, para asi tenermos una mayor fuerza en la candidatura”. Pois bem conclui-se que neste caso Portugal está para a Espanha como a minhoca para o anzol…

Um engodo

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