terapia de reflexão para mentes livres e com paciência, SA ou Lda não interessa, pelo menos pensar não paga impostos

Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

A primeira reacção foi de paródia. A segunda de espanto. Quando finalmente tinha o ritmo cardíaco restabelecido depois dos músculos relaxarem do esforço das gargalhadas, fui finalmente capaz de ler a notícia com a devida atenção: "O SL Benfica assinou um protocolo com uma agência funerária para que os sócios do clube da Luz possam usufruir de funerais com serviço personalizado com a temática benfiquista. Segundo adianta o Diário de Notícias, os sócios dos SL Benfica vão ter um desconto de 12,5% nos serviços funerários da Servilusa e poderão contar ainda com uma cerimónia personalizada que pode ir de uma urna ornamentada com elementos do clube da Luz à hipótese de fazer soar o próprio hino do Benfica no funeral." Por vezes, encontrar material com que parodiar é difícil, e é necessário recorrer a esforços adicionais de imaginação para cobrir certos factos e acontecimentos com um cariz humorístico. Contudo esta notícia não precisa de maquilhagem nem qualquer tipo de retoque, fala por si só.

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Terça-feira, 15 de Maio de 2012

PPCoelho, depois de ter classificado os tugas de piegas e depois de os mandar emigrar, anunciou em plena Assembleia da República que era necessário "compreender melhor o que está a acontecer no mercado de trabalho". Se com os primeiros dois exemplos aqui enunciados deu sinais de prepotência e desprezo para com os seus governados, nesta última intervenção veio ao de cima a sua incompetência e incapacidade para governar. Não é preciso ser diplomado em economia por uma Harvard ou Oxford qualquer, para compreender o que se passa com o mercado de trabalho: sr. ministro, o mercado deve estar no mesmo sítio, o trabalho é que pelos vistos não se encontra nas bancas. Foi exactamente por entre as bancas da feira do livro da capital, onde procurava a obra "Como governar um país", que foi vaiado por um pequeno grupo de tugas iluminados, que se denominam de "indignados". Resta-me pois a esperança que a justiça dos ditados portugueses ainda seja aplicada, e a seu tempo este senhor que nos tem presenteado com discursos e frases pessimistas, tenha o seu destino devido. Sempre ouvi dizer que "pela boca morre o peixe" e "mais vale tarde que nunca".

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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Os gregos estão a ver-se gregos para encontrar um governo para a Grécia. A cadeira do poder está para os políticos gregos como a Sibéria para o mundo em geral: todos sabem onde é, mas ninguém lá quer ir. A comissão europeia está firmemente preocupada em conseguir uma solução para evitar a derrocada do euro. Os meus conhecimentos de economia não são muitos, mas analisando de um ponto de vista superficial, e acima de tudo estético, acho que o problema está a ser o típico caso de "a montanha parir um rato". No fundo, a saída da Grécia do euro permitiria que as notas finalmente dissessem apenas euro, e o Eypo ficaria para a história. Os gregos para a Grécia, e o Eypo com eles.

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Os habitantes da tugalândia, ao contrário do vinho do Porto, com o passar dos anos têm vindo a perdes qualidades, e paulatinamente se encaminham para uma espécie de zurrapa qualquer, armazenada em foleiros garrafões brancos de 5 litros vendidos a 99 cêntimos. De bravos e destemidos guerreiros e navegadores, passamos agora a ficar surpreendidos quando um dos nossos faz algo de extraordinário. Digo isto, porque a reportagem de José Mourinho foi apresentada no sentido do homem ser um caso há parte do panorama tuga, como se termos o melhor treinador do mundo, e talvez da história, fosse uma espécie de pecado cometido ao nosso fado de fracasso nacional. Apesar de considerar que ainda somos uns verdadeiros valentes, existindo vários exemplos de orgulho, não se esgotando apenas em Mourinho, perante esta linha de pensamento com que a televisão pública delineou a figura novo treinador campeão de La Liga, acho que devemos passar a considerar Camões como o Nostradamus português, e desse modo passar a interpretar a primeira estrofe dos Lusíadas do seguinte modo:

José Mourinho e seus discipulos assinalados

Que no Futebol Clube do Porto Lusitano

Liga, Taça Uefa e Champions foram arrebatados

Chegaram à velha Albion e passado um ano

Tinham a Liga e Taça conquistados

Fazendo o mesmo no Inter de Milano

Entre gente espanhola edificaram

O título que em Madrid há tanto sublimavam

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Segundo notícia do jornal I, em Setembro a tugalândia poderá ser alvo de um processo de contra-ordenação, oriundo do facto de não se respeitarem os direitos fundamentais das galinhas poedeiras. Em causa está o incumprimento de uma norma comunitária que visa garantir a qualidade de vida das aves, assegurando um local de trabalho digno, limpo, arejado e amplo. Este incumprimento para além de manifestar um desrespeito pela arte poedeira, poderá resultar numa multa avultada para o erário público. Pelo bem da dignidade galinácea, espera-se que as obras de remodelação dos aviários sejam céleres, para as galinhas terem o seu espaço devido e ninhos, poleiros e pranchas de desgaste de unhas de qualidade. Caberá depois às galinhas colocar ovos, que nós por cá, em caso de excedente, temos uns quantos alvos a atingir...

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Quarta-feira, 09 de Maio de 2012

O post de ontem fez-me lembrar que na 2ª Guerra Mundial, ao serem descobertos nos campos de concentração, as vítimas que sobravam do terror nazi, encontravam-se em avançado estado de subnutrição. Na altura, por muito que custasse aos soldados, estes não podiam ceder à tentação misericordiosa de alimentar de qualquer modo, e quantidade, os prisioneiros sobreviventes. A alimentação teria que ser gradual, de forma a voltar a habituar o estômago ao alimento que durante anos tinha sido quase inexistente. Cá pela tugalãndia, não querendo cometer a blasfémia de qualquer comparação, o ministro Vítor Gaspar optou pelo mesmo tipo de cuidado, no que aos subsídios da função pública diz respeito. A desnutrida carteira da função pública voltará a receber o subsidio de férias e 13º mês, que violentamente lhe foi retirado durante 4 anos, mas apenas ao ritmo de 25% ao ano, não vá a mesma sentir-se mal com o excesso.

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Terça-feira, 08 de Maio de 2012

Este livro que já foi há muito tempo adaptado ao cinema, assim como há mais tempo ainda foi escrito, transportou-me para o cenário que envolveu os dias precedentes ao desembarque das tropas aliadas nas praias da Normandia francesa, e descreveu, à base de testemunhos pessoais, todo o dia 6 de Junho de 1944, que como o Marechal de Campo Rommel preconizou seria "o dia mais longo". O livro começa com os dias anteriores ao desembarque, descrevendo a logística de preparação, onde apenas poucos saberiam tudo, que acabou na maior operação de tropas multinacionais alguma vez efectuada na história militar, envolvendo milhares de pára-quedistas, soldados e marinheiros, que de Le-Havre a Cherburgo, lançaram a lança da liberdade na Europa fascista. Um soldado, num dos batelões de assalto com água pelos joelhos, vómitos por todo o lado, recebendo tiros de metralhadora, perante o espectáculo de milhares de navios e aviões ainda terá tido lucidez para dizer "que pena não ter aqui a minha máquina fotográfica". Já tinha lido sobre esta data o livro de Antony Beevor "O Dia D", que se revelou muito pormenorizado sob o ponto de vista militar, tornando a leitura mais densa. Este livro por seu lado, recorrendo então a histórias contadas na primeira pessoa, permite a elaboração de cenários, que por muita imaginação que se tenha, e por muitos filmes que se tenham visto, não chegam a atingir o horror por que aqueles valentes homens terão passado nesse dia, mas deixam o leitor com o peso das palavras e acontecimentos descritos.

PS: O post de hoje não foi colocado por mera coincidência.

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Segunda-feira, 07 de Maio de 2012

Segundo o dicionário corno significa:

1. Cada um dos apêndices duros que certos ruminantes têm na cabeça.

2. Chifre, chavelho.
3. Bico ou saliência de alguns ossos.
4. Cada uma das pontas do crescente da Lua.
5. Buzina.
6. [Informal]  Antena, tentáculo.
7. [Calão]  Marido, namorado ou companheiro atraiçoado.
e altruísta significa:
1. Relativo ao altruísmo.
2. Dedicado aos seus semelhantes.
3. Pessoa cheia de filantropia.
Soares dos Santos "Chairman" da Jerónimo Martins, tal como um marido, namorado ou companheiro atraiçoado, foi o último a saber. Só depois dos gerentes das 369 lojas serem informados com 15 dias de antecedência, e dos 24 mil trabalhadores serem informados com 1 dia de antecedência, é que lhe disserem que "ò Alexandre pá! Tu, que mais do que santo, és Santos, vais perder umas valentes coroas com uma campanha que o pessoal do marketing idealizou, e ajudar o faminto povo tuga, que nunca mais ninguém se vai esquecer onde raio fica o Pingo Doce. O slogan do Pingo Doce venha cá não resulta, mas com este desconto de 50% vais ver que vamos ter mais bichas à porta das lojas do que gays na parada do Rio de Janeiro, caneco". Assim, perante tamanha ignorância e benevolência consentida e concedida pelo próprio, sugiro a criação de uma nova palavra, que conjugue o significado de corno com altruísmo.
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Sexta-feira, 04 de Maio de 2012

Na semana passada, questionado sobre a falta de comparência dos militares de Abril e de algumas figuras major do cenário político da altura, de agora e de sempre, para as comemorações do 38º aniversario da revolução dos cravos, PPCoelho considerou habitual que "algumas figuras políticas queiram assumir o protagonismo em datas especiais". Poder-se-ia considerar uma blasfémia política esta arrogância, ou mesmo um caso gritante de "a formiguinha já tem catarro", mas na verdade trata-se apenas de seguir uma linha de actuação, que lhe foi moldada desde a tenra infância de construção de um modo de estar na vida pública, pelos seus antepassados do PPD. Existem vários exemplos de figuras ligadas à máquina laranja, mas de todos, destaco apenas 3 casos de "protagonismo em datas especiais":

- autárquicas 1989 - Marcelo Rebelo de Sousa, em plena campanha eleitoral, aparece nos meios de comunicação munido de um par de chinelos e uns calções, mergulhando destemidamente nas limpas e saudáveis àguas do rio Tejo.

- presidenciais 1996 - Aníbal Cavaco Silva, procurando fugir a perguntas de jornalistas, durante uma acção de campanha das presidenciais, prefere ocupar a boca com uma fatia de bolo rei, mastigando de boca aberta, e com tal sofreguidão, que mais parece um etíope a que foi dada uma carcaça de pão alentejano;

- um carnaval qualquer dos últimos 30 anos na ilha da madeira - Alberto João Jardim, que durante o ano mascara-se dePpresidente do Governo Regional da Madeira, em dias de carnaval deixa a máscara em casa, e liberta o verdadeiro eu durante os dias de folia carnavalesca.

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Quinta-feira, 03 de Maio de 2012

Fontes ligadas ao governo garantiram a este blog que está para breve a substituição de Vítor Gaspar. Depois da maior operação de marketing da história do comércio tuga, o CEO do grupo Jerónimo Martins está a ser pressionado por um grupo de elementos do governo liderado por Miguel Relvas. As conversações duram desde o passado dia do trabalhador. Depois de ter demonstrado um pulso forte (colocar os seus trabalhadores a trabalhar no dia do trabalhador), dotes financeiros (movimentar em dia de feriado mais dinheiro do que a água que passa nas cataratas do Niágara), e altruísmo nacional (pagar a polícias municipais para impedir a instalação de motins nas suas lojas), muito possivelmente vai ser responsável pela primeira remodelação governativa, e logo no que se julgava ser um bastião de seu dono, a pasta das finanças. Para além disso, prevê-se a compra dos direitos do slogan publicitário do Pingo Doce, que doravante será:

 

Vamos ao seu bolso de Janeiro a Janeiro

O Gaspar já deixou a zero o seu peteiro

As finanças estão pobres

Os cofres todos vazios

O credores aparecem e são piores que ogres

 

Vamos ao seu bolso de Janeiro a Janeiro

O estado precisa de dinheiro o ano inteiro

Estamos bem enterrados

A torneira do FMI fechou

Nunca mais vamos aos mercados

 

Vamos ao seu bolso de Janeiro a Janeiro

O Pingo Doce é que sabe de dinheiro

Para a pasta das finanças

Venha lá o CEO

Ele é a nossa esperança

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Quarta-feira, 02 de Maio de 2012

Uma pequena reflexão depois do (ainda) feriado  do dia do Trabalhador: Segundo uma notícia do jornal I, Amâncio Ortega, mentor e dono do grupo Inditex (Zara para os amigos), ganhou 448 euros por segundo durante uma semana. Tenho necessariamente que dar os parabéns ao homem que ocupa o 5º lugar dos mais ricos do mundo, e que através do seu? sangue, suor e lágrimas consegue dar abrigo laboral a cerca de 100 mil funcionários. Num exercício de matemática bacoco, pois mais não seria de esperar deste cérebro autor destas linhas, cheguei à conclusão que se durante essa semana tivesse arredondado o seu valor auferido ao segundo para os 440 euros, e o arredondamento fosse distribuído sob a forma de dividendos pelos colaboradores que diariamente fazem o grupo crescer, cada trabalhador poderia ver aumentado o seu pecúlio em cerca de 50 euros. Uma pequena diminuição para ele, mas com certeza de enorme valor para alguns dos seus trabalhadores. São este tipo de fortunas de uns e infortúnios de outros, que caracterizam esta sociedade cada vez mais globalizada onde o capitalismo é o prato do dia, que dão razão (outra vez) a Almeida Garrett:

"Andai, ganha-pães, andai; reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar a miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?"

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012

Talvez fruto da frequência do facto, o mesmo parece já não ser considerado como notícia. O Futebol Clube do Porto foi ontem confirmado como Campeão Nacional, não tendo merecido por parte de nenhum dos canais em sinal aberto qualquer tipo de atenção. A vitória foi confirmada poucos minutos depois das 9 horas, altura em que ainda decorriam os serviços noticiosos da SIC e TVI, enquanto que a RTP passava a gravação de um programa de humor semanal. A não ser que os relógios desses canais não sigam o GMT, nenhuma outra explicação é plausível para justificar a falta de directos, que muito possivelmente se a cor do vencedor fosse outra não faltariam. Já devia de estar habituado, mas na hora, custa sempre. Presumo que a muitos outros custe levar com mais um S. João antecipado, quando os festejos de S. António são tão escassos... Bibó Porto Carago.

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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012

Iniciou-se hà um ano atrás a adaptação de vários filmes clássicos à realidade tuga, pela mão de PPCoelho e Cª. Nessa altura, conseguiu-se conjugar dois filmes tão distintos como "Há lodo no cais" e "Crocodilo Dundee". Nesta nova versão, Sócrates encontra-se no cais (ou caos?) lodoso que é a tugalândia, e a oposição ao governo empurra-o pelas costas, onde cai no pântano repleto dos crocodilos do FMI, onde aparece a coligação PPCoelho para salvar a tugalândia, desempenhando assim o papel de caçador de crocodilos, antes representado por Paul Hogan. No entanto, indo para além da troika, PPCoelho transforma-se em algo mais cortante que a guilhotina do tempo da revolução francesa, e esse papel fica patente nesta versão alternativa de "Dr Jekyll and Mr Hyde", que diariamente temos vivido. Prova disso, são as recentes declarações de Vítor Gaspar, que por cá pia fino, e quando vai lá para fora até diz que estando de joelhos, podemos muito bem ainda rastejar. Perante isto, novos filmes não me surpreenderiam, pensava eu... Há dias, um spot publicitário patrocinado pelo governo alertava para cuidados a ter com a emigração, e indicava as autoridades a que se devem recorrer antes de dar esse passo. Acho que se isto não é bater no fundo, não deve faltar muito.

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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

As medidas que na tugalândia se têm tomado, para reduzir o consumo de tabaco, e com isso contribuir para melhorias de saúde de fumadores activos e passivos, são um tanto ou quanto evasivas. Parece que se deliberam alterações que à primeira vista são duras, mas depois lá vem as famosas excepções, e no final fica tudo como está. A principal novidade deste novo pacote é a proibição de se fumar em carros nos quais sejam transportadas crianças. É nobre, da parte do legislador, a preocupação de proteger aqueles que mais protegidos devem estar. Contudo, tenho receio que sendo necessário legislar uma proibição deste género, qualquer dia se tenha que chegar por estas mesmas vias para obrigar progenitores a abrigar, alimentar e educar. Existem deveres, que não deveriam ser legislados, caso contrário, pergunto-me onde estará a parte sapiens da nossa classificação taxonómica.

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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012

Uma vez que já passou quase 1 mês, e ainda não foi dada qualquer resposta ou justificação, antes que a censura volte (se já não voltou), partilho com o leitor, a minha carta ao Provedor do Espectador da RTP:

 

A temática sobre a qual me irei pronunciar já terá sido, em parte, alvo de abordagem por parte do programa “Voz do Cidadão”, mas face à insistência do mesmo tipo de erro, considerei oportuna esta interpelação crítica ao facto de se continuar a confundir as prioridades. Sou da povoação raiana de Monção e contacto frequentemente com os espaços televisivos noticiosos Espanhóis, os quais em circunstância alguma se referem a Portugal, salvo raríssimas excepções. Sendo um espectador assíduo do telejornal da RTP1, é com algum esgar de impaciência que assisto a notícias sobre o Real Madrid. Ainda se compreenderia, se tal clube fosse um bastião dos emigrantes do futebol português mas, e ao contrário de outras décadas, os futebolistas lusos encontram-se espalhados pela diáspora não se percebendo o porquê de tal distinção desse clube sobre todos os outros, a não ser que se sofra de uma espécie de crise existencial sebastianista, encarnada agora na pessoa de Cristiano Ronaldo. O mote para me colocar a escrever para o Sr. Provedor, para além da esperança de ser pelo menos lido, foi dado no passado telejornal de 01.04.2012. Nesse dia foi disputada a final da Taça de Portugal de Andebol e Voleibol, eventos que não mereceram a devida atenção por parte do telejornal, provavelmente porque disputaram o seu tempo de antena com a notícia do jogo entre o Real Madrid e Osasuna do dia anterior, sendo os mesmos noticiados no desditoso rodapé, para onde parece que se envia tudo o que não interessa. Acrescente-se que Feirense, Beira-Mar, Nacional, Rio Ave, Gil Vicente e Setúbal tinham jogado às 16 horas, e Porto, Olhanense, Benfica e Braga tinham jogado no dia anterior, tendo sido apenas noticiado o jogo entre encarnados e arsenalistas. Esta diferença de critérios é no mínimo vexatória do bom senso. Na televisão de hoje, somos presenteados com grelhas de escasso interesse, onde pelo menos a informação deveria de ser o mais isenta e rigorosa possível. No meu caso, os minutos que dispenso para a televisão resumem-se ao Telejornal, agora que o “Conta-me como foi” já terminou (isso sim, do melhor que alguma vez foi feito em Portugal). Se nesse espaço não há espaço para todo o desporto, pelo menos que o tempo disponível se esgote com o que é nosso, e por cá se pratica, independentemente de cores e modalidades. Obrigado.

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Terça-feira, 24 de Abril de 2012

Quando leio um livro de John le Carré sinto-me como um náufrago que continuamente vem das profundezas até à tona, conseguindo nesse instante mais um fôlego para continuar a leitura. É nesse respirar que se encontra a magia da sua escrita. O clima de intriga e suspeita passa, em grande parte, por manter por momentos o leitor nesse turpor e lançar boias de salvação que fazem compreeder tudo, levantando uma ponta do que se segue, para assim despertar a curiosidade, e a vontade de seguir em frente se superiorizar ao fechar do livro. Nesta obra, mais do que nunca senti-me como esse náufrago. Talvez porque esperava uma corrente mais veloz, tendo encontrado um enredo mais do genero pântano, onde a quantidade de personagens e acontecimentos me deixou perdido numa história, que por vezes se torna demasiado confusa, o ritmo de leitura foi pautado pela vontade de querer compreender a história. Prometeu muito no início, no entanto, no final, fiquei com a sensação que tanto esforço não mereceu a pena.

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Segunda-feira, 23 de Abril de 2012

Depois de terem entrado a matar, o FMI é agora a nossa esperança. A última avaliação do fundo alertou o governo que em caso de derrapagem das contas, não deverá optar por mais austeridade. Os técnicos de contas do FMI chegam assim à bela conclusão que de professores do corte e costura, ensinaram de tal forma o aluno PPCoelho, que o mesmo suplantou em larga medida os seus tutores, e agora é ele o mestre da tesoura que torna o cinto dos tugas cada vez mais apertado. Resumindo, os criadores temem agora a sua criação, e caso fosse verde, PPCoelho poderia mesmo ser a reencarnação do terrorífico Frankenstein.

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Sexta-feira, 20 de Abril de 2012

Este blog passará a incluir uma nova categoria de tag, que doravante se passará a designar por homo o quê?, procurando promover análises sucintas acerca da espécie humana, nas suas variadas vertentes. Esta ideia surgiu há uns dias atrás, quando numa das minhas tarefas domésticas fui despejar o lixo aos contentores que tenho ao pé de casa. Acontece que sendo os depósitos subterrâneos, a tampa dos mesmos tem umas dimensões reduzidas, suficientes para as necessitas diárias. No entanto, um energúmeno qualquer, tendo levado um gigantesco saco para o local, e chegando à conclusão que não cabia pela tampa, deixou as suas "sobras" em plena via pública. Uns simpáticos cães, que deambulavam pela zona, seguindo o instinto da sobrevivência, não perderam a oportunidade de verificar se existiriam víveres para saborear. O resultado claro está, foi uma tremenda bagunça na zona. Tendo em conta que a apenas alguns metros do local existia um contentor para volumes maiores, facilmente se chega à conclusão que o entre o tipo que abandonou o saco, e os cãezinhos esfomeados, está visto quem verdadeiramente é o "animal".

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Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

A XXII (aproximadamente) edição do programa ídolos, despertou-me de um torpor típico de domingo à noite, e colocou-me a divagar sobre três factos. 1º a exemplo do que se passa com os imigrantes brasileiros, a anterior juri do programa, a brasileirinha simpática de voz melíflua, fez como os seus conterrâneos, e tendo visto que a tugalãndia já deu o que tinha a dar, regressou para as terras de vera cruz. 2º, como é possível milhares de concorrentes depois ainda haver esperança de se encontrar um ídolo para Portugal, e já agora, pergunto-me onde andarão os anteriores. 3º alguns concorrentes, para aparecerem na televisão fariam melhor figura se fugissem de uma operação stop da polícia, e se lançassem numa fuga televisionada, como fazem nos estates. Posto isto, para os concorrentes, as novidades deste programa são: se quiserem piedade e um olhar de ajuda, viram-se para o tony; se não quiserem ficar influenciados pela expressão facial do júri, olham para o Pedro; se quiserem ver um valente par de seios, olham para o peito da Bárbara. De resto, o papel de morcão, cabe ao urso do costume.

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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Como foi anunciado num post anterior, a investigação promovida pelo ministro das finanças foi conduzida rapidamente em todos os centros universitários. No entanto, as conclusões rapidamente se atingiram e se deliberou que a aspirina possui arsenal terapêutico para diversas áreas de intervenção, não estando contemplada a possibilidade do seu uso como tónico para a revitalização da economia tuga. Acontece que durante as reuniões, ao ouvir os discursos de Vítor Gaspar, o director artístico da Escola de Música do Conservatório Nacional bateu com a testa no tampo da mesa e caiu da cadeira, ficando estatelado no chão sem sentidos. Dando entrada nas urgências do hospital mais próximo, onde se livrou da taxa moderadora por cunha ministerial, teve que ser internado para observações, derivado do traumatismo crânio encefálico que sofreu. Livre de perigo, e durante a convalescença, o director ao recordar-se dos momentos prévios ao acidente, resolveu marcar uma audiência com o ministro. Desse encontro resultou um contrato no qual o ministro se comprometia a gravar um CD musical, destinado aos mais novos, com temas para serem ouvidos à hora de dormir. Depois dos anos em que o Vitinho nos mandava para a cama, chega agora o Vítor para embalar a petizada, ambos em CD duplo, brevemente nos escaparates.

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